Costa reúne-se hoje com Orbán em tour pela UE que começou com Meloni no verão

O futuro presidente do Conselho Europeu, António Costa, vai reunir-se esta terça-feira com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, em Budapeste, continuando um roteiro pelas capitais da União Europeia (UE) que começou em Itália com Giorgia Meloni.

Executive Digest com Lusa

O futuro presidente do Conselho Europeu, António Costa, vai reunir-se esta terça-feira com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, em Budapeste, continuando um roteiro pelas capitais da União Europeia (UE) que começou em Itália com Giorgia Meloni.

A cerca de dois meses de tomar posse, a 1 de dezembro, o ex-primeiro-ministro António Costa já está instalado em Bruxelas e a preparar o seu cargo, tendo começado os contactos com os chefes de Governo e de Estado da UE com viagens aos países para reuniões presenciais, indicaram fontes europeias à agência Lusa.

Segundo as mesmas fontes, para terça-feira, está marcado um encontro com Viktor Orbán, o controverso chefe de governo nacionalista da Hungria, país que acolhe de momento a presidência rotativa do Conselho da UE, durante a qual será realizada a primeira cimeira europeia presidida por António Costa, em meados de dezembro próximo.

No início do semestre liderado pela Hungria, Viktor Orbán realizou deslocações à Ucrânia e à Rússia, sendo que esta última – e principalmente o seu encontro com o Presidente russo, Vladimir Putin – foi muito criticado no espaço comunitário e gerou garantias de que se tratou de uma visita bilateral e não em nome do bloco.

Mas este roteiro de Costa pela UE começou em finais de julho em Roma, numa reunião com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que foi a única entre os 27 líderes europeus que votou contra a nomeação do ex-primeiro-ministro na cimeira europeia de junho passado, razão pela qual o responsável português decidiu começar a visita aí.

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Viktor Orbán, por seu turno, absteve-se na eleição de António Costa, apoiada pelos restantes 25 líderes da UE. Após uma pausa no verão, António Costa realizou já neste mês de setembro reuniões presenciais com os primeiros-ministros da Bélgica, Alexander De Croo, e do Luxemburgo, Luc Frieden, no âmbito desta tour que continua então esta semana, primeiro com Viktor Orbán na terça-feira e, logo de seguida na quarta-feira, com o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk.

A Polónia, que tem vindo a enfrentar intensas chuvas que já causaram inundações e mortes, segue-se à Hungria na presidência rotativa do Conselho da UE, no primeiro semestre de 2025. No final desta semana, será a vez de se reunir com o também socialista Pedro Sánchez, chefe de Governo espanhol, com o qual o português tem uma relação próxima.

Depois, António Costa desloca-se à Dinamarca, país que irá acolher a presidência rotativa do Conselho da UE na segunda metade de 2025, realizando nessa altura visitas aos países nórdicos. O objetivo é ouvir todos os 27 chefes de Governo e de Estado da UE sobre as suas prioridades políticos para o próximo ciclo institucional europeu antes da tomada de posse, sendo que a maior parte das visitas irá ocorrer em outubro, indicaram as fontes ouvidas pela Lusa.

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António Costa, que fez parte do Conselho Europeu em representação de Portugal durante oito anos (período em que foi primeiro-ministro), conhece já alguns dos líderes da UE com os quais se está agora a reunir, mas pretende, no seu mandato de dois anos e meio à frente da instituição, encontrar pontos de convergência para compromissos entre os 27.

Em junho passado, Costa foi então eleito pelos chefes de Estado e de Governo da UE como presidente do Conselho Europeu para um mandato de dois anos e meio a partir de 01 dezembro de 2024, sendo o primeiro português e o primeiro socialista à frente da instituição.

Sucede no cargo ao belga Charles Michel. As fontes europeias ouvidas pela Lusa adiantaram que, de momento, decorrem ainda trabalhos preparatórios entre as equipas de Costa e de Michel, até porque a primeira cimeira europeia presidida pelo responsável português – a 19 e 20 de dezembro – será marcada por debates já em curso sobre a Ucrânia, Médio Oriente e competitividade económica.

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