O primeiro-ministro, António Costa visitou esta quarta-feira a Segurança Social, referindo que a mesma «é uma primeira linha menos visível», do que aquela que está presente todos os dias nos hospitais do país, «mas tão importante, porque aqui também se trata de salvar vidas».
Neste sentido o responsável anunciou algumas medidas que serão implementadas para ajudar aqueles que mais precisam e se viram afectados pela crise do novo coronavírus. Uma delas consiste em fornecer apoios aos trabalhadores independentes que não descontaram nos primeiros 12 meses.
Para além disso foi anunciado ainda o alargamento dos apoio a sócio gerentes de micro empresas com trabalhadores a cargo, algo que antes não estava previsto.
O acesso ao subsídio social de desemprego será alargado para os que foram despedidos durante o período experimental, com dispensa do prazo de garantia.
Também os contribuintes que não estão inscritos na Segurança Social terão a sua oportunidade de receber apoios, pois segundo António Costa, «ninguém deve ser deixado para trás».
O responsável sublinhou o trabalho extraordinário desenvolvido pela Segurança Social, no sentido de assegurar que «milhares de pessoas» obtenham apoios, bem como que o regime de lay-off simplificado é cumprido devidamente. António Costa vê «com satisfação» a resposta dada aos pedidos feitos até 10 de Abril e elogia o esforço dizendo «não a máquinas ou algoritmos, mas a profissionais da Segurança Social».
O primeiro-ministro garantiu também que os pedidos válidos que entraram até à quinta-feira passada, terão a sua resposta.
«Esta crise tem sido muito pedagógica para quem tinha dúvidas da importância do nosso Estado social», refere o responsável enaltecendo o SNS e os esforços dos funcionários públicos para que as empresas e as famílias possam subsistir. Ainda assim, o líder do Governo admite algumas lacunas legais e o devido apoio a esses trabalhadores.



