Costa proíbe festas de Ano Novo e impõe recolher obrigatório à 1h da manhã

O responsável admitiu que será feito «um esforço» para que o Natal seja realizado «com as melhores condições possíveis», o que implica que a passagem de Ano tenha «todas as restrições» para não descontrolar a crise de saúde pública. 

Revista de Imprensa

O primeiro-ministro, António Costa, garantiu na terça-feira que a passagem de ano não terá as «habituais festas» e toda a população será obrigada a recolher a partir da 1h da manhã, tudo para tentar mitigar ao máximo o impacto da Covid-19.

Numa entrevista à ‘Rádio Observador’ o responsável admitiu que será feito «um esforço» para que o Natal seja realizado «com as melhores condições possíveis», o que implica que a passagem de Ano tenha «todas as restrições» para não descontrolar a crise de saúde pública.

«Vamos todos fazer um esforço para que possamos ter um Natal nas melhores condições. Mas há outra coisa que posso antecipar desde já: a Passagem de Ano vai ter todas as restrições porque aí não pode haver qualquer tipo de tolerância», afirmou o responsável.

Costa adianta assim que «a limitação de circulação pode não ser às 23h», passando sim para a 1h da manhã, «mas daqui não passaremos e não haverá seguramente festas de Passagem de Ano. Isso seguramente não», garantiu o primeiro-ministro à mesma publicação.

Quanto ao Natal, parece haver a intenção de uma maior flexibilidade, contudo Costa revela que as decisões só serão tomadas depois de os especialistas voltarem a se ouvidos na quinta-feira, na habitual reunião do Infarmed. Ainda assim, é deixado um «desejo».

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«Qual é o desejo? O desejo que todos queríamos era que pudesse ser um Natal normal. Não vai ser um Natal normal, isso é evidente. Estamos a trabalhar com os especialistas para ver se eles podem definir um conjunto de variáveis em que possam informar as pessoas, para que as famílias possam ter a perceção de como poderão ter um natal da forma mais segura possível», disse Costa.

O responsável defende que «quanto mais o Natal for à mesa mais perigoso é, porque à mesa estamos sem máscara. Quanto mais pessoas estiverem à mesa mais perigoso é, porque maior é o risco de contaminação», afirmam deixando uma ressalva.

«É preciso ter noção de uma coisa: imagine que uma família resolve dividir-se entre um almoço de 24 com uns, jantar com outros, almoço do dia seguinte e jantar do dia seguinte, se cada família for de 6, e se rodarem todas, elas acabam por não estar seis, mas sim 24 pessoas e nesse caso o risco de transmissão aumenta muito», sublinhou. «Estamos todos a fazer um esforço para encontrar uma solução», acrescentou.

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O primeiro-ministro revelou ainda que todas estas medidas serão conhecidas antecipadamente no próximo sábado. «O Governo propôs ao Presidente da República e o senhor Presidente da República aceitou que desta vez, quando anunciarmos a renovação do estado de emergência, possamos anunciar não só as medidas para a próxima quinzena como as medidas para a quinzena seguinte, ou seja, até 6, 7 de janeiro», adiantou.

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