Costa garante que Montijo não avança se parecer técnico da ANAC for negativo

O primeiro-ministro, António Costa, assegurou que o projecto do futuro aeroporto complementar do Montijo, que era para estar concluído em 2021, «não terá continuidade se for chumbado do ponto de vista da segurança. Não são decisões políticas, são eminentemente técnicas e nós acataremos a decisão técnica decidida pela ANAC». 

Ana Rita Rebelo

O primeiro-ministro, António Costa, assegurou esta quarta-feira, durante o debate quinzenal, que o projecto do futuro aeroporto complementar do Montijo, que era para estar concluído em 2021, «não terá continuidade se for chumbado do ponto de vista da segurança».

«Não são decisões políticas, são eminentemente técnicas e nós acataremos a decisão técnica decidida pela ANAC [ Autoridade Nacional de Aviação Civil]», rematou, admitindo, no entanto, que «é indiscutível que há populações afectadas com esta operação», dando como exemplo uma freguesia do concelho da Moita (União das Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira) e duas freguesias do Seixal.

O governante esteve esta manhã reunido «de emergência» com os seis presidentes de municípios afectados pela a construção do aeroporto do Montijo para «encontrar pontos de entendimento», na sequência dos contactos que «têm sido mantidos pelo Governo», através do ministro das Infraestruturas e da Habitação, mas deixou de fora quatro autarquias que se manifestaram contra. Dos seis possíveis, recebeu dois «não».

«É conhecida a minha posição quer sobre a privatização como acerca da localização do aeroporto, mas uma pessoa quando perde e é derrotada tem de conformar-se com isso e tem que assumir com humildade o dever que tem de dar continuidade às decisões que quem, com legitimidade, então governava e tomou as decisões que entendeu», afirmou aos jornalistas, depois do encontro.

Agora, Costa deverá voltar a reunir com os autarcas da Moita no dia 16 e com os do Seixal no dia seguinte, para discutir medidas no sentido de «eliminar ou mitigar os efeitos negativos da solução e potenciar a operação do ponto de vista económico».

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A 8 de Janeiro de 2019, a ANA – Aeroportos de Portugal e o Estado assinaram o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, com um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028, para aumentar o actual aeroporto de Lisboa e transformar a base aérea do Montijo, na margem sul do Tejo, num novo aeroporto. Seja qual for o desfecho, «temos que ter uma solução o mais urgente possível», rematou, lembrando que a Portela está a «rebentar pelas costuras».

No final de Janeiro deste ano, a Agência Portuguesa do Ambiente anunciou que o projecto do novo aeroporto no Montijo, na margem sul do Tejo, recebeu uma decisão favorável condicionada em sede de Declaração de Impacte Ambiental, mantendo cerca de 160 medidas de minimização e compensação a que a ANA «terá de dar cumprimento», as quais ascendem a cerca de 48 milhões de euros.

*Notícia actualizada

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