O primeiro-ministro, António Costa, garantiu esta manhã que os países da NATO “estão prontos” para defender os seus territórios.
A garantia foi dada em declarações aos jornalistas no Campo Militar de Santa Margarida, onde assistiu a demonstrações táticas da companhia do Exército que seguirá para a Roménia.
“Perante a atual agressão da Rússia à Ucrânia a NATO entendeu reforçar a sua presença na frente leste e criar novos grupos de combate, designadamente na Roménia”, disse Costa.
Portugal, adiantou, “vai responder ‘presente’ ao que nos é solicitado, que passa por empenhar os nossos meios, as nossas forças, na capacidade de reforçar a missão de dissuasão”.
Com este reforço, adiantou o primeiro-ministro, a aliança envia “uma mensagem muito clara: que estamos prontos a defender o território de qualquer um dos estados membros da NATO”.
Visita do Primeiro Ministro ao Campo Militar de Santa Margarida para demonstração tática da Companhia do Exército https://t.co/VugkcTKwrE
— República Portuguesa (@govpt) March 22, 2022
O responsável esclareceu ainda um detalhe importante: “A força que brevemente será projetada não se destina a atuar na Ucrânia. Prestará a sua missão de dissuasão a qualquer risco de ataque a qualquer país da NATO”, sublinhou.
O responsável manifestou também o desejo de que “não se estenda a nenhum dos países o terror que decorre na Ucrânia e que temos visto através da televisão”.
Na fase final do seu discurso, Costa desejou felicidades aos militares “no cumprimento da missão” que “prestigiaram as Forças Armadas”, reforçando o “prestigio de Portugal”.
A Rússia lançou, a 24 de fevereiro, uma ofensiva militar na Ucrânia, depois de meses a concentrar militares e armamento na fronteira com a justificação de estar a preparar exercícios.
A guerra já matou pelo menos quase mil civis e feriu cerca de 1.500, incluindo mais de 170 crianças, de acordo com as Nações Unidas, que revelam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.













