Costa diz que estabilizar a economia e a sociedade pode durar dois ou três anos: «Mas não é o tempo que nos deve assustar»

Na Comissão do PS, o primeiro-ministro, António Costa, aponta a recuperação da economia portuguesa, como uma das prioridades do governo. «Temos de preparar desde já as as condições para depois de estabilizar a economia, estabilizar a sociedade. Vai ser um caminho longo, que não será feito em dois meses. Dura talvez um ano, há quem diga que são dois, ou três. Mas não é o tempo que nos deve assustar».

O secretário-geral do PS defendeu também que Portugal precisa de estabilidade, criticou «joguinhos políticos» à esquerda e à direita e afirmou que o seu partido não aproveitará boas sondagens para abrir uma crise política.

No plano estratégico, António Costa procurou deixar uma mensagem clara destinada aos parceiros à sua esquerda no parlamento: «Connosco não haverá Bloco Central» PS/PSD.

No que diz respeito à TAP, salienta que «o país não pode prescindir de ter uma companhia aérea que assegura a continuidade territorial, que assegure a ligação aérea entre as comunidades e o crescimento do país».

Europa? «Não há dois caminhos ou saímos todos da crise, ou não saímos

Costa menciona também a luta europeia, dizendo que «temos de prosseguir com a batalha que temos vindo a travar no ceio da União Europeia, para que a Europa seja capaz de responder de forma comum e robusta a esta crise».

«A Europa tem perdido menos tempo a responder no que é essencial», afirma dizendo que a «Comissão Europeia conseguiu agir tendo em vista flexibilizar as regras da concorrência, ou da gestão do actual pacto financeiro plurianual e que avançou com uma proposta histórica para criar um programa de recuperação suficientemente robusto».

O primeiro-ministro indica que «no próximo mês temos de fazer um maior esforço para que não se desperdice a oportunidade de ainda em Julho ser aprovado o programa de recuperação proposto pela Comissão Europeia».

«É absolutamente vital para que em Janeiro possamos ter todas as condições para iniciar o programa de recuperação», que segundo Costa, «não é só uma necessidade de Portugal, mas de todos os os países da Europa». «Não há dois caminhos ou saímos todos da crise, ou não saímos. Por isso esta é uma batalha em que temos todos de nos empenhar e ganhar».

«Não podemos baixar a guarda, a guerra não está ganha»

Relativamente à epidemia, o responsável refere que é importante continuar a manter a distância física», visto que «sempre que não acontecer vão existir novos casos, ou numa festa ou num lar, ou numa empresa, ou num bairro», afirma.

«Não podemos baixar a guarda, a guerra não está ganha, temos de continuar a batalhar para controlar a epidemia», reforça Costa.

Falando sobre regresso às aulas em Setembro, Costa menciona «o grande esforço dos nossos professores, alunos e de toda a comunidade educativa», que permitiu «chegar ao fim tão difícil». O responsável sublinha que «o próximo ano lectivo não vai ser mais fácil, pois vamos continuar sob a ameaça do vírus».

«Temos de manter o ensino à distância na televisão, temos de universalizar a capacidade da escola digital, criando condições para que o ensino presencial possa ocorrer», afirma o responsável,  dizendo que o «a escola não pode prescindir de recuperar as aprendizagens das crianças e dos jovens.

«Não podemos voltar a fazer durante um ano lectivo inteiro, o que fizemos em parte neste ano lectivo», garante Costa, dizendo que ficou muito claro a falta do ensino presencial.

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