Costa defende ministra do Trabalho e rejeita “polémicas artificiais” sobre os lares

Sobre o recente relatório da Ordem dos médicos sobre os surtos da Covid-19 nos lares, o primeiro-ministro António Costa considera que veio levantar  “polémicas artificiais”, que não devem tirar o foco do combate à pandemia.

Defendendo que não houve qualquer desvalorização por parte do Governo, e em particular da ministra do trabalho e Segurança Social, Costa afirmou que “não vai alimentar polémicas de que o país não precisa e que vêem tirar energias para combater a pandemia que ainda não está controlada”, recordando que este é o momento de unir esforços e que o Estado se mobilizou, nomeadamente através do Exército, desde logo para prevenir e apoiar estas situações.

António Costa deu ainda nota de que “não vale a pena exigir a demissão da ministra porque tenho tenho total confiança no seu trabalho”.

Costa fez ainda questão de recordar que a preocupação com os lares “está presente desde o primeiro minuto”. “Os espaços onde se concentra a população idosa são locais de maior risco”, sublinhou, acrescentando que tem havido um reforço financeiro substancial (de 5,5%) nas transferências para os lares e uma linha especial de apoio.

“Convém não esquecer que há mais de 2 mil lares no país e mais de 60 mil profissionais, por isso fizemos uma ação muito intensa de testagem nos lares para prevenir os riscos”, ressalvou.

Sobre o lar de Reguengos de Monsaraz, Costa lembra que a ministra instaurou um inquérito logo dia 11 de julho e dia 16 já estava a comunicar os resultados do inquérito, reforçando ainda que a fiscalização dos lares compete ao ministério do Trabalho — “que tem feito essa fiscalização”.

“Não nos devemos distrair do essencial nem estar aqui em polémicas artificiais, cada um deve-se concentrar no trabalho que lhe compete, ao ministério do Trabalho compete fiscalizar e apoiar os lares, é isso que faz regularmente, e só no último ano foram encerrados 100 lares”, diz.

“Não houve nas palavras da ministra nenhuma tentativa de desvalorização da realidade, convém não esquecer que os lares não são do Estado. São fruto da atividade do terceiro setor, que são parceiros do Estado. Se desvalorizassemos a gravidade da situação não tínhamos aumentado os recursos financeiros e feito a testagem e reforço dos meios de proteção individual”, concluiu.

Juntamente com estas declarações, proferidas no final da reunião, desta terça-feira, no Centro de Coordenação Operacional Nacional na ANEPC, Costa apelou ainda que “não podemos baixar a guarda na pandemia mas também nos comportamentos de prevenção dos incêndios”.

“Tivemos o mês de julho mais quente desde 1931 e com este cenário todos somos agentes na prevenção nos incêndios”, reforçou, prestando uma homenagem aos bombeiros e piloto mortos nos últimos combates.

Fazendo um ponto da situação sobre a forma como “tem sido possível compatibilizar o combate aos fogos com a situação do Covid”, acrescentou que “ainda é cedo para fazer balanços”.

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