A Corticeira Amorim anunciou um resultado líquido de 55,6 milhões de euros em 2025 e propõe a distribuição de um dividendo bruto de 0,35 euros por ação, apesar de um contexto externo adverso que afetou as vendas e a atividade do grupo.
O desempenho reflete uma redução de 8,3% nas vendas consolidadas, que totalizaram 861 milhões de euros, e um EBITDA consolidado de 141 milhões de euros, ligeiramente abaixo dos 157,6 milhões registados em 2024. A margem EBITDA cifrou-se em 16,4%, comparativamente aos 16,8% do período homólogo.
Em comunicado, António Rios de Amorim, presidente e CEO, afirmou que “a atividade da Corticeira Amorim em 2025 foi condicionada por um contexto de elevada incerteza, marcado por tensões geopolíticas e por transformações significativas no comércio internacional, num ambiente de transformação dos hábitos de consumo de álcool que impõe pressões adicionais sobre o setor vitivinícola”. O responsável sublinhou que o grupo priorizou a proteção da rentabilidade e a redução do endividamento, ao mesmo tempo que avançou com iniciativas de eficiência operacional e reorganização das unidades de negócio, nomeadamente a Amorim Cork Solutions.
A dívida líquida da Corticeira Amorim caiu 120 milhões de euros, situando-se em 75,9 milhões de euros no final do ano, suportada pela forte geração de fluxos de caixa, que atingiu 175,9 milhões de euros. Apesar do pagamento de dividendos e do investimento em ativos fixos, o grupo conseguiu reduzir significativamente o nível de endividamento.
O Conselho de Administração propôs à Assembleia Geral de Acionistas a distribuição de um dividendo bruto total de 0,35 euros por ação, a ser pago integralmente em maio.
O grupo encerrou 2025 com uma perspetiva prudente para 2026, mantendo foco na competitividade, inovação e sustentabilidade, “assegurando a criação de valor a longo prazo”, acrescentou António Rios de Amorim.




