Esqueça as máscaras. Esta é a melhor forma de se proteger do coronavírus

Pessoas com máscaras para se protegerem de um possível contágio tem sido das imagens mais recorrentes desde que o coronavírus se começou a espalhar. Porém, um médico da International Air Transport Association (que representa cerca de 290 companhias aéreas) garante que não é preciso sair a correr para comprar máscaras caso se tenha uma viagem de avião marcada para breve.

Segundo David Powell, em declarações à Bloomberg, podemos esquecer as máscaras e as luvas de borracha. A melhor forma para evitar o vírus é lavar as mãos com frequência. Os passageiros (e restantes pessoas) também devem evitar tocar o rosto e, caso tenham tosse ou precisem de espirrar, devem utilizar a manga da camisola ou camisa para tapar a cara. Melhor ainda seria um lenço que possa ser colocado no lixo de seguida.

Caso não seja possível lavar as mãos e secar de imediato, a segunda melhor opção será recorrer a desinfectante. Isto porque os micróbios são adeptos de ambientes húmidos, segundo explica o médico.

O vírus não sobrevive muito tempo nos bancos dos aviões, por isso, contacto físico com outras pessoas apresenta um nível de risco mais elevado. «O risco de apanhar uma infecção séria num avião é baixo», garante David Powell, explicando que o fornecimento de ar numa aeronave moderna é muito diferente de um cinema ou edifício de escritórios. Trata-se de uma combinação de iguais partes de ar fresco e ar reciclado, sendo que este último passa por filtros iguais aos usados em salas de operações, por exemplo.

«Apertar a mão a alguém será um risco maior do que uma superfície seca que não tem qualquer material biológico», reforça o médico da International Air Transport Association.

E encerrar as fronteiras? Fará sentido? David Powell admite que as infecções são capazes de viajar rapidamente e que, por isso, poderá ser compreensível a vontade de fechar fronteiras. Porém, as companhias aéreas desempenham um papel fundamental também no combate a doenças.

«Se os países se fecharem durantes surtos de doenças, como aconteceu no Oeste de África com o Ébola, isso pode tornar as coisas ainda piores. Durante o surto, o país teve dificuldades, a Organização Mundial de Saúde não conseguia que as suas pessoas entrassem e não conseguia tirar amostras biológicas», lembra David Powell.

Há que ter em conta ainda o impacto económico e social de uma medida destas. Além de prejudicar os negócios do país, poderá encorajar cidadãos a viajar em segredo, colocando as suas vidas em risco.

Para já, não é possível indicar quando é que chegará ao fim a pior fase do coronavírus. Actualmente, o número de casos sobe cerca de 16 a 20% por dia. Só quando estes valores começaram a descer se poderá dizer que entrámos numa fase descendente.

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