Coronavírus. Super ricos fogem para bunkers no meio do nada

Viajar para outro país para realizar o teste ao novo coronavírus, ter um exército de médicos pessoais e bunkers subterrâneos são algumas das medidas de prevenção que apenas os mais ricos podem tomar.

Executive Digest

Viajar para outro país para realizar o teste ao novo coronavírus, ter um exército de médicos pessoais e bunkers subterrâneos são algumas das medidas de prevenção que apenas os mais ricos podem tomar. E é precisamente isso que está a acontecer, de acordo com o The Guardian.

Enquanto os cidadãos comuns estão a apostar no aumento dos stocks de comida em casa e na compra de desinfectante, os super ricos preferem embarcar num avião privado e rumar às suas casas de férias ou esconderijos no meio do nada. A mesma publicação indica que alguns estarão a levar equipas médicas consigo (enfermeiros, por exemplo) e outros recorrem a clínicas privadas para assegurarem que não estão infectados com o COVID-19.

No Reino Unido, o Serviço Nacional de Saúde diz que apenas testará pessoas com uma probabilidade elevada de estarem doentes. Ou seja, pessoas que tenham estado em contacto com um caso confirmado ou que tenham viajado recentemente para um país de risco.

Os mais ricos não ficaram contentes com esta decisão e decidiram tomar conta do assunto. Mark Ali, CEO e director da Private Harley Street Clinic, em Londres, adianta, no entanto, que não é possível fazerem os testes que lhes são pedidos. O departamento de Saúde do país ordenou que todos os testes sejam realizados pelas autoridades oficiais.

A solução passa por viajar para outro país onde os testes privados sejam possíveis. Quem preferir manter-se no Reino Unido poderá tentar reforçar o seu sistema imunitário com vitaminas e minerais: a mesma clínica está a administrar infusões intravenosas para tentar acalmar os clientes mais preocupados. Uma combinação de vitamina C, B12, zinco e aminoácidos, entre outros, custa 350 libras (perto de 395 euros).

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O The Guardian aponta ainda para um aumento das viagens através de aviões privados. Adam Twidell, CEO da PrivateFly, garante ter registado um salto nas reservas, sendo que grande parte diz respeito a grupos com idosos ou pessoas com condições de saúde mais sensíveis.

A Quintessentially, empresa dedicada a serviços de concierge para milionários, dá conta do mesmo cenário e acrescenta a conversão de casas em verdadeiros bunkers. Alguns deles não permitem a entrada de visitas sem que forneçam primeiro um registo detalhado dos seus últimos passos.

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