Coronavírus: UE prepara-se para eventual falta de medicamentos

A falta de medicamentos pode vir a ser uma das consequências do coronavírus, disse a ministra da Saúde portuguesa, em declarações à “SIC Notícias”, assegurando que todos os países da União Europeia (UE), estão a preparar-se para eventuais falhas no abastecimento. Isto porque parte da indústria farmacêutica tem a sua cadeia de produção nos países mais afectados pelo vírus. 

À saída da reunião de urgência de ministros da Saúde dos países da UE nesta quinta-feira, em Bruxelas, Marta Temido realçou «a coordenação de esforços no sentido de nos prepararmos para eventuais problemas, ainda não registados nesta altura, mas que podem surgir, nas cadeias de abastecimento, nomeadamente de medicamentos, dado que sabemos que uma parte da indústria farmacêutica tem na sua cadeia de produção países das regiões mais afectadas».

A epidemia provocada pelo coronavírus causou já 1.370 mortes, das quais 1.361 na China continental, onde se contabilizam 59 822 mil infectados desde o início do surto em Dezembro. Ao número de óbitos, acresce uma morte nas Filipinas e outra na região administrativa especial chinesa de Hong Kong. Na Europa, onde já foram registados 45 infectados, com dois novos casos na Alemanha, a propagação do vírus foi declarada uma «ameaça séria e iminente para a saúde pública».

Recorde-se que, os novos casos confirmados de coronavírus subiram quase 10 vezes e as mortes mais do que duplicaram em apenas 24 horas na província de Hubei, o epicentro do surto viral. Segundo o jornal “South China Morning Post”, a comissão de saúde de Hubei alterou os critérios de diagnóstico usados para confirmar novos casos.

O balanço é já superior ao da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês), que entre 2002 e 2003 causou a morte a 800 pessoas em todo o mundo, a maioria das quais na China, mas a taxa de mortalidade permanece inferior.

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