Coronavírus pode sobreviver no organismo até 37 dias, diz estudo

Um novo estudo publicado na revista médica The Lancet descobriu que o novo coronavírus vive nas vias respiratórias de alguns pacientes por mais de cinco semanas.

Executive Digest

Um novo estudo publicado na revista médica The Lancet descobriu que o novo coronavírus vive nas vias respiratórias de alguns pacientes por mais de cinco semanas.

Os 19 médicos que criaram o estudo analisaram os registos médicos de 191 pacientes na China (135 do Hospital Jinyintan e 56 do Hospital Pulmonar Wuhan), incluindo os dados demográficos, clínicos, de tratamento e laboratoriais de 137 pacientes com coronavírus que receberam alta e 54 pacientes que morreram no hospital.

Os especialistas descobriram que o vírus estava presente nos corpos de pacientes em estado grave de doença por uma média de 19 dias e dentro dos corpos de pacientes em estado crítico de doença por uma média de 24 dias. No geral, o vírus foi detectado por uma média de 20 dias em pacientes que receberam alta do hospital.

O período mais curto em que o vírus viveu no sistema respiratório de um sobrevivente foi de oito dias. Mas, em alguns casos, o vírus persistiu até 37 dias.

“Isso tem implicações importantes para a tomada de decisão sobre o isolamento do paciente e orientações sobre a duração do tratamento antiviral”, concluíram os autores do estudo.

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Atualmente, o período de isolamento recomendado após a exposição ao vírus é de 14 dias. Porém, se as pessoas permanecerem contagiosas por muito tempo depois de os sintomas desaparecerem, podem propagar involuntariamente a doença.

 

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