Um novo estudo realizado pela Australian National University indica que o COVID-19 poderá custar 2,3 biliões de dólares (cerca de dois biliões de euros) à economia global, sendo que este é o número apontado relativamente ao melhor cenário possível. Por outro lado, se o surto continuar a escalar, a quebra no PIB de alguns países poderá chegar aos 8%. A nível mundial, o prejuízo previsto é de 9,2 biliões de dólares (8,1 biliões de euros).
Os investigadores responsáveis pelo estudo, reportado pelo Daily Mail, alertam que «mesmo um surto controlado poderá impactar significativamente a economia global no curto prazo». Países como a Austrália e a Alemanha podem mesmo entrar em recessão.
O mesmo estudo indica ainda que, também na melhor das hipóteses, o número total de mortes poderá ascender a 15 milhões, considerando os primeiros 12 meses desde o início da propagação do vírus na China. A China deverá ser, aliás, um dos países mais afectados, a par da Índia. No pior cenário possível, este indicador salta para os 68 milhões. Actualmente, a taxa da mortalidade ronda os 3,4%.
Existe ainda um nível intermédio apontado pelos investigadores da universidade australiana. Neste caso, os números apontam para um prejuízo económico de 5,3 biliões de dólares (4,7 biliões de euros) e para 38 milhões de mortes na sequência do novo coronavírus.
O objectivo do estudo, explicam os responsáveis, não é apresentar cenários definitivos para o surto mas, sim providenciar informação relevante relativamente a uma variedade de hipóteses. Destacam ainda o abrandamento da economia resultante de interrupções e falhas mas cadeias de abastecimento que assentem em fábricas e empresas chinesas.
As estimativas pretendem também ser um incentivo à elaboração de planos de contingência. Os investigadores acreditam que é necessário definir um conjunto de políticas e estratégias para responder da melhor forma possível a uma potencial crise.
Numa avaliação inicial, o Fundo Monetário Internacional (FMI) espera que a China abrande 0,4% em relação à previsão de crescimento de 5,6%. Como consequência, o crescimento global também deverá abrandar 0,1%, segundo a mesma entidade.









