No ano passado, o Hyde Park, em Londres, atraiu dezenas de milhares de fãs para concertos de Bob Dylan, Stevie Wonder e Barbra Streisand. Este ano, o cenário é totalmente diferente, com as autoridades britânicas a ponderar utilizar o local para fins menos positivos, caso o coronavírus se apodere da cidade.
«Os nossos planos de contingência passam por construir uma espécie de morgue, através de tendas, no Hyde Park», disse Nickie Aiken, deputada do Partido Conservador do primeiro-ministro Boris Johnson, acrescentando que «a morgue seria gerida na maior parte do centro de Londres».
Até ao momento, o Reino Unido não tem sido dos países mais afetados pelo novo vírus chinês, registando apenas 19 casos confirmados, oito dos quais já se encontram recuperados e nenhuma vítima mortal, um facto que indicia que os eventuais planos do Hyde Park não serão postos em prática tão cedo.
O governo procura transmitir a mensagem de que é necessário evitar o pânico, enquanto que as autoridades fazem todos os esforços para combater o surto viral.
Aiken, que é também conselheira na área de Westminster, que inclui o Hyde Park, disse estar atenta ao risco de contágio na capital do Reino Unido. «Estava no metro ontem a caminho da cidade e só pensava que isto é um pesadelo», disse, referindo-se à superlotação do metro de Londres, acrescentando que «a pior das hipóteses, vai ser horrível.»













