Passados apenas dois dias de ter desembarcado do navio de cruzeiro Westerdam, um cidadão norte-americano foi mandado parar no aeroporto de Kuala Lumpur, na Malásia. Após testes, ficou-se a saber que era portador de coronavírus, revela o “The New York Times”.
Especialistas ouvidos pelo “The New York Times” consideram que será necessário localizar os cidadãos e os locais por onde, entretanto, passaram e colocá-los em quarentena para tentar conter uma possível propagação do novo coronavírus, oficialmente designado Covid-19. «Pode ser um ponto de viragem», disse William Schaffner, especialista em doenças infecciosas do Centro Médico da Universidade Vanderbilt.
Para já, sabe-se que os passageiros estavam a caminhar de destinos em, pelo menos, três continentes, e para países como os Estados Unidos, Holanda e Austrália.
O navio, que partiu de Hong Kong a 1 de Fevereiro, tinha sido impedido de entrar em vários países asiáticos. O Westerdam, da companhia Holland America Line, recebeu na quarta-feira, 12 de Fevereiro, autorização das autoridades cambojanas para atracar no porto de Sihanoukville, depois de a Tailândia negar na terça-feira o desembarque. O Japão, Taiwan, as Filipinas e Guam já tinham impedido o navio de atracar.
A Comissão Nacional de Saúde da China disse, esta segunda-feira, que registaram-se 2.048 novos casos e 105 mortes na últimas 24 horas. Ao todo, há, neste momento, mais de 70.500 pessoas infectadas só na China e já 1.770 morreram.
A nível global, do total de óbitos, apenas quatro ocorreram fora da China. No domingo, morreu um cidadão chinês de 80 anos, que estava de férias em França. É a primeira morte em território europeu.







