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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Mon, 08 Jun 2026 11:36:16 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Ucrânia: UE liberta novo financiamento de 2,8 mil M€</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:35:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[Verba hoje disponibilizada destina-se a apoiar as necessidades de financiamento de Kiev e manter a administração pública, enquanto o país continua a defender-se da guerra da Rússia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia (UE) libertou hoje quase 2,8 mil milhões de euros para a Ucrânia, a sétima parcela ao abrigo do Mecanismo para a Ucrânia que soma já 29,5 mil milhões de euros.</p>
<p>De acordo com um comunicado da Comissão Europeia, a verba hoje disponibilizada destina-se a apoiar as necessidades de financiamento de Kiev e manter a administração pública, enquanto o país continua a defender-se da guerra da Rússia.</p>
<p>Este é o sétimo desembolso ao abrigo do mecanismo, o principal instrumento da UE para apoiar a recuperação, a agenda de reformas e o progresso da Ucrânia na adesão à UE.</p>
<p>Com este último pagamento, o apoio total da UE à Ucrânia atinge os 29,5 mil milhões de euros, o equivalente a quase 77% da verba disponível para apoio direto ao orçamento do Estado.</p>
<p>O desembolso surge na sequência da aplicação bem-sucedida, por parte da Ucrânia, de reformas em vários setores estratégicos, incluindo a gestão das finanças públicas, o sistema judicial, os mercados financeiros, o capital humano, o ambiente de negócios, a energia, a agricultura, as matérias-primas críticas, a digitalização e a transição ecológica.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773317]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Irão: Barril de Brent sobe perto de 5% após fogo cruzado</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/irao-barril-de-brent-sobe-perto-de-5-apos-fogo-cruzado/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:35:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O barril de Brent para entrega em agosto, referência internacional, chegou hoje a ser negociado cerca de 5% acima do fecho anterior, aproximando-se dos 98 dólares, depois dos bombardeamentos cruzados entre Israel e o Irão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O barril de Brent para entrega em agosto, referência internacional, chegou hoje a ser negociado cerca de 5% acima do fecho anterior, aproximando-se dos 98 dólares, depois dos bombardeamentos cruzados entre Israel e o Irão.</p>
<p>Pelas 11:00, o crude do Mar do Norte, de referência na Europa, era negociado a 96,7 dólares ou 4,0%, depois de ter subido aos 97,9 dólares.</p>
<p>O Brent iniciou a semana em alta, depois de bombardeamentos cruzados entre Israel e Irão no fim de semana e uma queda significativa na bolsa de Nova Iorque na sexta-feira.</p>
<p>Na sequência da guerra no Irão, depois de bombardeamentos de Estados Unidos da América e Israel na república islâmica, o estreito de Ormuz encontra-se bloqueado.</p>
<p>Esta via navegável estratégica por onde passam 20% das exportações globais de petróleo.</p>
<p>O estreito está praticamente fechado desde 28 de fevereiro, impactando diretamente os preços do petróleo.</p>
<p>O fogo cruzado entre o Irão e Israel começou na noite de domingo, com um ataque iraniano em território israelita em retaliação pelo bombardeamento israelita de Beirute, horas antes.</p>
<p>Israel reportou ataques a zonas no oeste e centro do Irão, que por sua vez lançou uma série de mísseis na noite de domingo e mais três hoje de manhã contra território israelita, sem causar feridos.</p>
<p>Entretanto, os Huthis no Iémen lançaram um míssil em direção ao território israelita, que foi intercetado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773322]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Passageiros recuam no metro e barco e sobem por via aérea e ferroviária no 1.º trimestre, avança INE</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/passageiros-recuam-no-metro-e-barco-e-sobem-por-via-aerea-e-ferroviaria-no-1-o-trimestre-ine/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:34:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[INE]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[transportes]]></category>
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					<description><![CDATA[O número de passageiros nos transportes diminuiu no primeiro trimestre, em termos homólogos, no metropolitano e por via fluvial, tendo aumentado no transporte aéreo e ferroviário, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O número de passageiros nos transportes diminuiu no primeiro trimestre, em termos homólogos, no metropolitano e por via fluvial, tendo aumentado no transporte aéreo e ferroviário, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).</p>
<p>Já no que se refere às mercadorias, registaram-se diminuições em todos os modos de transporte.</p>
<p>De acordo com as estatísticas da atividade dos transportes do INE, de janeiro a março viajaram por metropolitano 69,3 milhões de passageiros, o equivalente a uma diminuição homóloga de 2,2%, após a redução de 3,5% registada no trimestre anterior.</p>
<p>No mesmo período, o transporte ferroviário registou 57,6 milhões de passageiros, refletindo um crescimento de 0,8% (+6,7% no quarto trimestre de 2025).</p>
<p>Já os aeroportos nacionais movimentaram 14,5 milhões de passageiros no período, correspondendo a um crescimento homólogo de 3,9% (+4,7% no trimestre anterior), enquanto o transporte por via fluvial totalizou 5,1 milhões de passageiros, uma redução de 3,1% face ao mesmo trimestre de 2025 (-3,5% no quarto trimestre de 2025).</p>
<p>O Metro de Lisboa transportou 41,5 milhões de passageiros, menos 4,0% face ao mesmo período de 2025 (-5,4% no quarto trimestre de 2025), tendo o Metro do Porto movimentado 22,8 milhões de passageiros, registando um crescimento homólogo de 0,8% (+0,9%).</p>
<p>No Metro Sul do Tejo foram transportados 4,9 milhões de passageiros, uma diminuição de 0,6% (-6,3% no trimestre anterior).</p>
<p>Até março, a taxa de utilização do conjunto dos sistemas de metropolitano situou-se em 22,4%, mantendo-se inalterada face ao período homólogo de 2025 e diminuindo 0,8 pontos percentuais (p.p.) face ao trimestre anterior.</p>
<p>A taxa de utilização mais elevada foi registada no Metro do Porto (23,5%), seguindo-se o Metro de Lisboa (22,5%) e o Metro Sul do Tejo (14,0%).</p>
<p>No que se refere ao transporte ferroviário, o tráfego suburbano concentrou 83,3% do total de passageiros transportados, tendo movimentado 48,0 milhões pessoas (-0,3%; -0,03% no trimestre anterior).</p>
<p>O tráfego interurbano totalizou 9,6 milhões de passageiros, registando um crescimento homólogo de 6,9% (+58,1% no quarto trimestre de 2025), enquanto o tráfego internacional manteve a tendência de redução observada nos últimos trimestres, totalizando 14,2 mil passageiros, menos 15,8% do que no período homólogo (-15,6%).</p>
<p>Quanto ao transporte aéreo, o aeroporto de Lisboa concentrou 54,2% do total de passageiros movimentados, num total de 7,9 milhões, mais 3,1% face ao mesmo período de 2025 (+3,4% no quarto trimestre de 2025).</p>
<p>O aeroporto do Porto movimentou 3,5 milhões de passageiros, um crescimento homólogo de 8,3% (+8,1% no trimestre anterior), e o de Faro contabilizou 1,3 milhões, um aumento de 2,4%.</p>
<p>Por sua vez, o aeroporto da Madeira movimentou 1,2 milhões de passageiros (+3,6% do que no período homólogo), enquanto o de Ponta Delgada movimentou 422,0 mil passageiros, menos 6,2% face ao primeiro trimestre de 2025.</p>
<p>De janeiro a março, o tráfego aéreo internacional movimentou 12,0 milhões de passageiros, correspondendo a um crescimento homólogo de 4,7% e representando 82,8% do tráfego total de passageiros.</p>
<p>Relativamente ao transporte por vias navegáveis, no rio Tejo foram transportados 4,9 milhões de passageiros, menos 3,0% face ao mesmo período de 2025 (-4,2% no quarto trimestre de 2025).</p>
<p>No transporte de mercadorias registaram-se diminuições em todos os modos de transporte: O transporte rodoviário registou a redução mais acentuada (-12,7%; -4,9% no quarto trimestre de 2025), seguido do transporte marítimo (-6,5%; -18,0% no trimestre anterior), ferroviário (-2,1%; +4,3%) e aéreo (-0,3%; -6,2%).</p>
<p>Por sua vez, o transporte por oleoduto aumentou 5,0% face ao período homólogo (+2,4% no quarto trimestre 2025), enquanto no transporte de gás por gasoduto se verificaram acréscimos mais acentuados tanto na entrada (+11,0%; +0,3% no trimestre anterior) como na saída (+11,7%; +0,4%).</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773318]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>BCE avança com plano para harmonizar estatísticas bancárias na zona euro</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/bce-avanca-com-plano-para-harmonizar-estatisticas-bancarias-na-zona-euro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:32:16 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Zona Euro]]></category>
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					<description><![CDATA[O Banco Central Europeu (BCE) pretende harmonizar as estatísticas divulgadas pelos bancos da zona euro e, para tal, visa implementar um quadro de informação integrada.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Banco Central Europeu (BCE) pretende harmonizar as estatísticas divulgadas pelos bancos da zona euro e, para tal, visa implementar um quadro de informação integrada.</p>
<p>O BCE anunciou hoje que realizará uma consulta pública sobre o projeto de harmonização na segunda metade de 2027, o que ajudará a dar forma à proposta legislativa final.</p>
<p>No segundo trimestre de 2030, terá início uma fase piloto de um ano e, a partir do segundo trimestre de 2031, os bancos deverão comunicar as estatísticas de acordo com o novo quadro.</p>
<p>O plano de implementação esclarece como serão modelados os requisitos específicos de cada país, de modo a serem consistentes com o modelo geral.</p>
<p>Este guia consolida os requisitos de informação estatística num quadro padronizado único que se aplicará diretamente aos bancos residentes na zona do euro.</p>
<p>Além disso, este quadro de informação cria uma base sólida para integrar mais dados na União Europeia (UE), segundo o BCE.</p>
<p>A longo prazo, a estratégia de divulgação de informação simplificará o volume de dados que os bancos devem apresentar aos reguladores.</p>
<p>Tendo em conta as atuais tensões geopolíticas, a implementação será realizada com base em tecnologia e bases de dados europeias, visando reforçar a soberania digital da Europa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773283]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Lisboa e Leiria sob aviso amarelo na terça-feira devido ao vento forte</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/lisboa-e-leiria-sob-aviso-amarelo-na-terca-feira-devido-ao-vento-forte/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:32:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os distritos de Lisboa e Leiria vão estar na terça-feira sob aviso amarelo devido à previsão de vento forte de norte/noroeste, com rajadas até 80 quilómetros por hora, informou hoje o IPMA.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os distritos de Lisboa e Leiria vão estar na terça-feira sob aviso amarelo devido à previsão de vento forte de norte/noroeste, com rajadas até 80 quilómetros por hora, informou hoje o IPMA.</p>
<p>De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o aviso amarelo vai estar em vigor entre as 12:00 e as 21:00 de terça-feira.</p>
<p>O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.</p>
<p>O IPMA prevê para terça-feira no continente céu pouco nublado ou limpo, vento moderado a forte com rajadas na faixa costeira e nas terras altas e pequena subida da temperatura no interior.</p>
<p>A previsão do IPMA para terça-feira aponta para temperaturas mínimas a variar entre os 11 graus Celsius (em Viana do Castelo, Guarda e Braga) e os 18 (em Faro) e máximas entre os 20 (em Aveiro) e os 34 (em Faro).</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773277]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Euribor volta a subir a três meses para novo máximo desde abril de 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:31:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Euribor subiu hoje a três e a seis meses, no prazo mais curto para um máximo desde abril de 2025, e desceu a 12 meses face a sexta-feira.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Euribor subiu hoje a três e a seis meses, no prazo mais curto para um máximo desde abril de 2025, e desceu a 12 meses face a sexta-feira.</p>
<p>Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que avançou para 2,351%, continuou abaixo das taxas a seis (2,586%) e a 12 meses (2,816%).</p>
<p>A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje, ao ser fixada em 2,586%, mais 0,002 pontos do que na sexta-feira.</p>
<p>Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a abril indicam que a Euribor a seis meses representava 39,56% do &#8216;stock&#8217; de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.</p>
<p>Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,53% e 24,55%, respetivamente.</p>
<p>No prazo de 12 meses, a taxa Euribor recuou hoje, para 2,816%, menos 0,026 pontos do que na sessão anterior.</p>
<p>Em sentido contrário, a Euribor a três meses avançou hoje, ao ser fixada em 2,351%, mais 0,039 pontos que na sexta-feira e um novo máximo desde abril de 2025.</p>
<p>Esta semana realiza-se a reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que termina na quinta-feira e é a terceira depois do início da guerra com o Irão, e o mercado prevê que a entidade suba as taxas diretoras, pela primeira vez em quase três anos.</p>
<p>Na anterior reunião, em 30 de abril, o BCE manteve as taxas diretoras, pela sétima reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.</p>
<p>A média mensal da Euribor subiu, de novo, nos três prazos em maio, mas de forma menos acentuada do que em abril.</p>
<p>Em maio, a média mensal da Euribor subiu 0,051 pontos para 2,226% a três meses.</p>
<p>Já a seis e a 12 meses, a média da Euribor avançou 0,082 pontos para 2,536% e 0,057 pontos para 2,804%, respetivamente.</p>
<p>As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773303]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Partos em Portugal crescem 3,7% em 2025 após recuo no ano anterior, revela INE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:31:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Portugal registou 87.130 partos em 2025, mais 3.071 do que em 2024 (+3,7%), recuperando a tendência de crescimento interrompida no ano anterior, com a região Norte a contribuir com quase metade do aumento nacional, revelam hoje dados do INE.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal registou 87.130 partos em 2025, mais 3.071 do que em 2024 (+3,7%), recuperando a tendência de crescimento interrompida no ano anterior, com a região Norte a contribuir com quase metade do aumento nacional, revelam hoje dados do INE.</p>
<p>A publicação &#8220;Estatísticas dos partos&#8221; do Instituto Nacional de Estatística (INE) indica que o aumento registado em 2025 contraria a queda observada entre 2023 e 2024 e retoma a tendência de crescimento verificada desde 2022.</p>
<p>Os dados realçam o aumento da proporção de partos de mães de nacionalidade estrangeira de 26,3%, em 2024, para 28,8%, em 2025, com as parturientes de nacionalidade estrangeira a residirem sobretudo em municípios do Algarve e da Grande Lisboa.</p>
<p>&#8220;O conjunto de nacionalidades estrangeiras mais representadas manteve-se em relação ao ano anterior, reforçando o peso no total de partos, com destaque para o Brasil (10,5% do total de partos em 2025)&#8221;, salienta.</p>
<p>Do total de partos ocorridos em 2025, 99,7% (86.869) foram de mães residentes no país e 0,3% (261) de mães residentes no estrangeiro, proporções semelhantes às dos últimos dois anos.</p>
<p>Segundo os dados, o número de partos aumentou em todas as regiões do país, entre 2024 e 2025, com exceção da Região Autónoma da Madeira, onde se registou uma diminuição de 3,3%.</p>
<p>Nas restantes regiões, o INE destaca o acréscimo de quase 6% observado na região Norte, mas também o aumento de cerca de 5% registado na região Centro, na Península de Setúbal e na Região Autónoma dos Açores.</p>
<p>&#8220;Conjugando o número de partos e a variação anual relativa de partos em cada região, conclui-se que a região Norte contribuiu em quase metade (1,8 pontos percentuais) para o aumento de 3,7% do número de partos ocorridos em Portugal em 2025&#8221;, sublinha.</p>
<p>O maior número de partos de mulheres residentes no país ocorreu na região Norte (29,8%) e na Grande Lisboa (25,6%), seguindo-se a região Centro (13,7%), a Península de Setúbal (9,7%) e a região Oeste e Vale do Tejo (7,7%).</p>
<p>Os dados revelam ainda que, nos últimos 20 anos, a idade das parturientes tem aumentado: entre 2003 e 2025, a proporção de partos de mães com 35 ou mais anos passou de 17,2% para 32,0%.</p>
<p>Em 2025, a proporção de partos gemelares (com dois ou mais nascimentos) aumentava com a idade das mães: 40,4% dos partos gemelares ocorridos em 2025 respeitavam a mães com 35 ou mais anos, enquanto a proporção de partos simples nas mesmas idades foi de 31,9%.</p>
<p>Para 92,5% dos partos simples, as parturientes tiveram uma gravidez com duração superior a 37 semanas, enquanto nos partos gemelares, aquela proporção diminui para 37,9%. Neste tipo de parto, a gravidez durou entre 32 e 36 semanas em 52,6% dos casos.</p>
<p>De acordo com os dados, a proporção de partos distócicos (com intervenções instrumentais como fórceps e ventosa, ou por cesariana) realizados em hospitais tem aumentado, representando desde 2009 mais de metade dos partos.</p>
<p>&#8220;Em particular, o número de cesarianas aumentou, entre 1999 e 2024, de 27,1% para 38,6% dos partos realizados em hospitais&#8221;, destaca o INE.</p>
<p>No ano passado, 98,5% dos partos ocorreram num estabelecimento hospitalar e 1% no domicílio da parturiente, correspondendo os restantes 0,5% a partos ocorridos noutros locais.</p>
<p>A quase totalidade dos partos (99%) foi assistida por médico (72,3%) ou enfermeira parteira (26,7%).</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773331]]></sapo:autor>
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		<title>Listas de colocação: Menos 1.400 professores entram nos quadros apesar da falta de docentes, alerta FENPROF</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:29:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As listas definitivas de colocação dos concursos interno e externo de docentes para o ano letivo de 2026/2027 já foram publicadas, revelando uma redução significativa do número de professores que ingressaram nos quadros do Ministério da Educação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As listas definitivas de colocação dos concursos interno e externo de docentes para o ano letivo de 2026/2027 já foram publicadas, revelando uma redução significativa do número de professores que ingressaram nos quadros do Ministério da Educação. A divulgação dos resultados levou a Federação Nacional dos Professores (FENPROF) a renovar as críticas à política de recrutamento do Governo, considerando que os números ficam aquém das necessidades reais das escolas num contexto de crescente escassez de docentes.</p>
<p>Num comunicado divulgado após a publicação das listas, a FENPROF sublinha que este foi um ano marcado por um aumento expressivo do número de horários e de horas atribuídos através da contratação de escola, ao mesmo tempo que o número de vagas abertas nos concursos interno e externo ficou abaixo do registado no ano anterior.</p>
<p>Segundo a estrutura sindical, esta situação confirma alertas que já tinham sido anteriormente feitos sobre a insuficiência das vagas disponibilizadas para responder às necessidades permanentes do sistema educativo.</p>
<p><strong>Vincularam menos 1.400 docentes do que no ano anterior</strong><br />
Os dados divulgados mostram que, no concurso externo, ingressaram nos quadros 4.776 docentes. Trata-se de uma quebra significativa face ao ano anterior, quando tinham vinculado 6.176 professores.</p>
<p>De acordo com a FENPROF, a redução de cerca de 1.400 vinculações é particularmente difícil de compreender tendo em conta o contexto atual de falta de professores.</p>
<p>No comunicado, a federação recorda que entre setembro de 2025 e junho de 2026 se aposentaram aproximadamente 2.730 docentes e que as previsões apontam para cerca de 4.000 aposentações por ano nos próximos tempos.</p>
<p>Para o sindicato, estes números demonstram que o sistema educativo continuará sujeito a fortes pressões relacionadas com a substituição de profissionais e a renovação dos quadros.</p>
<p><strong>Milhares de professores continuam sem acesso à vinculação</strong><br />
A organização sindical destaca ainda que milhares de docentes contratados continuam sem acesso aos quadros, apesar de assegurarem necessidades permanentes das escolas durante vários anos consecutivos.</p>
<p>Segundo a FENPROF, muitos destes profissionais acumulam décadas de experiência e serviço, mas permanecem numa situação de precariedade laboral que considera incompatível com as exigências do sistema educativo.</p>
<p>No comunicado, a federação defende que esta realidade contribui para a perda de atratividade da profissão docente e contraria princípios previstos na Constituição, na legislação nacional e no direito comunitário.</p>
<p><strong>Lisboa continua a concentrar necessidades mais urgentes</strong><br />
Os resultados do concurso externo mostram igualmente a persistência das dificuldades de recrutamento na Área Metropolitana de Lisboa.</p>
<p>Dos 4.776 docentes que vincularam, 1.806 ficaram colocados nos denominados Quadros de Zona Pedagógica (QZP) carenciados 45 e 46, ambos localizados na região de Lisboa. Este número representa 37,8% do total das vinculações realizadas.</p>
<p>Também no concurso interno se verificou uma forte concentração de colocações nestes dois QZP. Dos 14.340 docentes de carreira que mudaram de quadro de agrupamento, escola não agrupada ou grupo de recrutamento, 3.648 foram colocados precisamente nestas zonas consideradas mais carenciadas.</p>
<p><strong>Educação Especial, Pré-Escolar e 1.º Ciclo lideram colocações</strong></p>
<p>Os concursos permitiram ainda identificar os grupos de recrutamento com maior número de colocações.</p>
<p>De acordo com os dados destacados pela FENPROF, o grupo do 1.º Ciclo do Ensino Básico registou 3.090 colocações, surgindo como o mais representativo.</p>
<p>Seguiram-se a Educação Especial, com 1.784 colocações, e a Educação Pré-Escolar, com 1.697 colocações.</p>
<p><strong>Vinculação dinâmica continua a ser destacada pelo sindicato</strong><br />
Entre os docentes que ingressaram nos quadros através do concurso externo, a FENPROF destaca que:</p>
<ul>
<li>152 vincularam através da denominada &#8220;norma-travão&#8221;;</li>
<li>1.554 ingressaram por via da &#8220;vinculação dinâmica&#8221;;</li>
<li>1.415 vincularam em 2.ª prioridade;</li>
<li>1.655 vincularam em 3.ª prioridade.</li>
</ul>
<p>A federação considera que a vinculação dinâmica tem sido, desde a sua criação, o mecanismo que mais contribuiu para combater a precariedade docente.</p>
<p>Por esse motivo, manifesta preocupação perante o anúncio do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) de extinguir este instrumento no âmbito das alterações previstas ao modelo de concursos.</p>
<p><strong>Mais de oito mil vagas disponibilizadas, mas apenas parte foi ocupada</strong><br />
Outro dos aspetos apontados pela FENPROF prende-se com a diferença entre o número de vagas disponibilizadas e o número efetivo de vinculações.</p>
<p>Segundo o comunicado, tinham sido abertas 8.565 vagas distribuídas entre Quadros de Agrupamento/Escola Não Agrupada (QA/QE) e Quadros de Zona Pedagógica (QZP), mas apenas 4.776 docentes ingressaram nos quadros.</p>
<p>Perante esta discrepância, a federação considera essencial que o Ministério esclareça quantas dessas vagas foram ocupadas por docentes que já pertenciam aos quadros, quantos lugares acabaram extintos e quantas vagas ficaram efetivamente por preencher.</p>
<p>A organização defende que a divulgação desta informação é fundamental para avaliar com rigor as necessidades permanentes das escolas e a eficácia das medidas adotadas para combater a falta de professores.</p>
<p><strong>Mudanças nos concursos geram preocupação</strong><br />
Além da análise dos resultados agora divulgados, a FENPROF manifesta preocupação com as alterações estruturais que o Ministério prepara para o futuro regime de concursos.</p>
<p>Segundo o sindicato, o novo modelo poderá traduzir-se na extinção prática da mobilidade interna e no desaparecimento de instrumentos atualmente utilizados para a colocação de docentes, como a contratação inicial, as reservas de recrutamento e as contratações de escola.</p>
<p>A federação questiona igualmente de que forma será garantido o processo de vinculação dos docentes caso a vinculação dinâmica seja eliminada.</p>
<p>Outra preocupação prende-se com a possibilidade de docentes contratados poderem ultrapassar professores de carreira no acesso a determinadas vagas através do futuro modelo de colocação contínua, que permitirá candidaturas e alterações permanentes.</p>
<p>No comunicado, a FENPROF alerta que a complexidade deste sistema levanta dúvidas quanto à sua fiabilidade, transparência e capacidade para respeitar as prioridades e a graduação profissional dos candidatos.</p>
<p><strong>Sindicato exige valorização da carreira docente</strong><br />
Perante o cenário atual, a FENPROF reafirma que a resolução da falta de professores passa pela adoção de políticas consistentes de valorização da profissão.</p>
<p>A estrutura sindical sustenta que quaisquer alterações que fragilizem princípios como a transparência, a justiça e a equidade poderão agravar ainda mais a instabilidade do sistema educativo.</p>
<p>Na posição assumida após a divulgação das listas definitivas, a federação volta a defender a revisão do Estatuto da Carreira Docente e a implementação de medidas de valorização profissional capazes de tornar a carreira mais atrativa.</p>
<p>Segundo a FENPROF, esse é o caminho necessário para enfrentar a escassez de professores que afeta as escolas portuguesas, considerando que as opções atualmente seguidas pelo Governo e pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação não respondem adequadamente aos problemas estruturais existentes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773335]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>PCP acusa Governo de elitizar o ensino superior e pede revogação do RJIES</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:29:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Governo]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[PCP]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[RJIES]]></category>
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					<description><![CDATA[O PCP acusou hoje o Governo de "elitizar cada vez mais o ensino superior" e "submetê-lo à lógica do lucro" e defendeu a revogação do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), cuja revisão foi aprovada no parlamento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O PCP acusou hoje o Governo de &#8220;elitizar cada vez mais o ensino superior&#8221; e &#8220;submetê-lo à lógica do lucro&#8221; e defendeu a revogação do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), cuja revisão foi aprovada no parlamento.</p>
<p>Numa declaração na sede nacional do PCP, em Lisboa, Jorge Pires, membro da Comissão Política do Comité Central, considerou que as alterações em curso no ensino superior promovidas pelo Governo PSD/CDS, &#8220;com o apoio do Chega, PS e Iniciativa Liberal&#8221;, visam &#8220;a crescente mercantilização do ensino superior público, no quadro de uma ofensiva mais global de privatização das funções sociais do Estado&#8221;.</p>
<p>&#8220;O que o Governo do PSD e CDS, com o apoio do Chega, PS e IL, pretende é elitizar cada vez mais o ensino superior, submetê-lo à lógica do lucro, transformando aquele que é um pilar estratégico do desenvolvimento do país num luxo&#8221;, criticou o dirigente comunista.</p>
<p>Jorge Pires apontou como exemplos a revisão do RJIES, alterações ao regulamento de acesso ao ensino superior e mudanças no sistema de ação social.</p>
<p>Sobre o RJIES, o dirigente comunista recordou que o PCP se opôs ao regime desde a sua criação, em 2007, argumentando que &#8220;introduziu profundas e negativas transformações de sentido neoliberal no sistema de ensino superior português&#8221; e promoveu a &#8220;empresarialização e a privatização do ensino superior público&#8221;.</p>
<p>Sobre a revisão do RJIES, aprovada no parlamento e que aguarda agora a decisão do Presidente da República sobre a sua promulgação, Jorge Pires defendeu que o diploma &#8220;mantém as opções políticas do texto original e conserva os vários problemas que este regime trouxe às instituições de ensino superior, abrindo ainda espaço para o seu aprofundamento&#8221;.</p>
<p>A revisão deste regime feita pelo Governo, argumentou, &#8220;para além de consagrar todos os aspetos negativos que o RJIES tinha, ainda os vai aprofundar mais&#8221;.</p>
<p>Questionado sobre se o Presidente da República, António José Seguro, deveria vetar o diploma, Jorge Pires afirmou que &#8220;não será por aí que se resolve o problema&#8221;, porque há a possibilidade de os partidos confirmarem a votação na Assembleia da República, obrigando o chefe de Estado a promulgar.</p>
<p>&#8220;O que ia resolver o problema do RJIES era este RJIES que foi agora aprovado nem sequer entrar em vigor, ser revogado, porque nós não precisamos deste regime jurídico para resolver os problemas do ensino superior em Portugal. O que nós precisamos é que o Estado assuma as suas responsabilidades&#8221;, sublinhou.</p>
<p>O dirigente do PCP criticou também as alterações ao regulamento de acesso e ingresso no ensino superior por, argumentou, restringirem &#8220;o acesso dos estudantes com necessidades educativas específicas ao contingente especial de candidatos com deficiência&#8221;.</p>
<p>O comunista abordou ainda as alterações propostas ao regime jurídico de graus e diplomas, considerando que poderão criar novas barreiras no acesso ao ensino superior, com a &#8220;imposição de requisitos adicionais baseados em critérios internacionais&#8221; de literacia, numeracia e proficiência em língua inglesa.</p>
<p>Sobre as alterações do sistema de ação social no ensino superior, Jorge Pires afirmou que apontam para um &#8220;aprofundamento do caminho de liberalização, mercantilização e privatização&#8221; dos serviços, criticando a possibilidade de concessão de serviços como bares e cantinas a privados.</p>
<p>O PCP defende uma nova lei de bases do financiamento do ensino superior, que inclua investigação e desenvolvimento, a eliminação das propinas para todos os graus académicos, o reforço da ação social escolar através do aumento das bolsas e a &#8220;consagração de uma verdadeira participação e gestão democrática das instituições&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773348]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>WTW alerta empresas para aumento dos riscos de rapto, extorsão e violência dirigida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:28:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[WTW Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Volatilidade geopolítica, o crescimento da criminalidade organizada, o aumento das ameaças dirigidas a executivos e empresas e a utilização crescente de criptomoedas em esquemas de extorsão estão a transformar o contexto global de segurança]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A crescente sofisticação das ameaças relacionadas com rapto, extorsão, violência armada e crises de segurança está a obrigar as empresas a reforçar estratégias de prevenção, resposta e continuidade de negócio. O alerta foi deixado pela WTW Portugal durante o webinar “Risk Insights Talks – Special Crime”, dedicado à evolução dos riscos de segurança com impacto direto nas organizações e nos seus colaboradores.</p>
<p>A sessão reuniu especialistas internacionais para analisar ameaças como rapto, extorsão, terrorismo, violência armada e outras situações críticas. A principal conclusão é que estes riscos deixaram de ser encarados como cenários extremos ou excecionais e passaram a integrar o atual mapa de risco empresarial.</p>
<p>A volatilidade geopolítica, o crescimento da criminalidade organizada, o aumento das ameaças dirigidas a executivos e empresas e a utilização crescente de criptomoedas em esquemas de extorsão estão a transformar o contexto global de segurança. Para as organizações, isto significa que a preparação deixou de ser apenas uma medida preventiva e passou a ser parte essencial da resiliência operacional.</p>
<p><strong>Risco reduzido em Portugal, mas ameaças crescem na Europa</strong></p>
<p>No caso português, a WTW considera que o risco geral continua a ser reduzido. Ainda assim, a empresa chama a atenção para o aumento dos chamados “raptos-relâmpago” no contexto europeu, sobretudo associados à criminalidade urbana e à coerção financeira.</p>
<p>A consultora destaca também o crescimento global dos incidentes relacionados com ameaças e violência dirigida. Nos Estados Unidos, as notificações de apoio a crises aumentaram 26% em 2025 face ao ano anterior, um sinal da maior exposição das empresas a situações de segurança complexas.</p>
<p>Para Luís Teixeira, Senior Director – Business Development da WTW, a diferença está cada vez mais na capacidade de resposta imediata. “Os riscos relacionados com rapto, extorsão, ameaças ou violência dirigida já não são cenários remotos para as organizações. Hoje, a verdadeira diferença está na capacidade de preparação e resposta nas primeiras horas após um incidente”, afirma.</p>
<p>O responsável defende que as empresas devem integrar estes riscos nos seus modelos de gestão, garantindo acesso a apoio especializado, protocolos claros e equipas treinadas para atuar em contextos de elevada pressão.</p>
<p><strong>Seguros especializados ganham relevância</strong></p>
<p>O webinar abordou também a crescente importância dos seguros especializados de Kidnap &#038; Ransom e Active Assailant, pensados para apoiar organizações na gestão de incidentes críticos. Estas soluções podem incluir resposta operacional, apoio psicológico, comunicação de crise, evacuação e recuperação pós-incidente.</p>
<p>Entre os temas debatidos estiveram ainda a preparação das equipas de gestão de crise, a formação especializada, a criação de protocolos internos de resposta e o acesso a serviços de intelligence e consultoria preventiva.</p>
<p>A WTW disponibiliza estes serviços através da unidade Alert:24, que assegura apoio permanente às organizações. A oferta inclui monitorização de risco, formação, consultoria especializada e acompanhamento operacional em situações de crise, com foco na prevenção e no reforço da resiliência empresarial.</p>
<p><strong>Primeiras horas são decisivas numa crise</strong></p>
<p>Diego Gómez-Arroyo, Director of Special Crime &#038; Crisis Management da WTW, sublinha que estes riscos exigem uma abordagem estruturada e permanente. “Os riscos de rapto, extorsão e violência dirigida deixaram de ser eventos improváveis e passaram a exigir uma abordagem estruturada e permanente por parte das organizações”, afirma.</p>
<p>O responsável acrescenta que a preparação, a formação das equipas e a capacidade de resposta nas primeiras horas de uma crise são hoje fatores determinantes para minimizar impactos humanos, operacionais e reputacionais.</p>
<p>Num cenário internacional mais instável, a WTW defende que as empresas que investem em prevenção, formação e mecanismos especializados de resposta ficam mais bem posicionadas para proteger colaboradores, preservar a continuidade do negócio e salvaguardar a reputação.</p>
<p>Com presença em mais de 140 países e mercados, a WTW presta consultoria e soluções nas áreas das pessoas, risco e capital, apoiando empresas na definição de estratégias de resiliência, gestão de risco e desempenho organizacional.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773332]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Vinhos Verdes abrem portas das adegas e revelam nova ambição: Alvarinho torna-se passaporte para conquistar mais turistas</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/vinhos-verdes-abrem-portas-das-adegas-e-revelam-nova-ambicao-alvarinho-torna-se-passaporte-para-conquistar-mais-turistas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:20:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[melgaço]]></category>
		<category><![CDATA[Monção]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>
		<category><![CDATA[turismo do porto e norte]]></category>
		<category><![CDATA[vinho]]></category>
		<category><![CDATA[vinhos verdes]]></category>
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					<description><![CDATA[Monção e Melgaço abriram, durante dois dias, as portas das suas quintas e adegas num movimento concertado que pretende ir além da celebração vínica: pretendem posicionar o Alvarinho como verdadeiro “passaporte” de entrada na nova ambição turística da Região dos Vinhos Verdes.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Monção e Melgaço abriram, durante dois dias, as portas das suas quintas e adegas num movimento concertado que pretende ir além da celebração vínica: pretendem posicionar o Alvarinho como verdadeiro “passaporte” de entrada na nova ambição turística da Região dos Vinhos Verdes.</p>
<p>A iniciativa <a href="https://executivedigest.sapo.pt/moncao-e-melgaco-abrem-adegas-ao-publico-para-celebrar-o-alvarinho-com-dois-dias-de-experiencias-entre-vinhas-e-e-ja-este-fim-de-semana/">Open Cellars</a>, promovida pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), em articulação com o Turismo do Porto e Norte de Portugal, os municípios e os produtores locais, colocou o foco na sub-região como destino de enoturismo de referência, num momento em que o setor procura reforçar valor e notoriedade internacional.</p>
<p>Ao todo, 16 produtores participaram na ação, que transformou as adegas em espaços de experiência e descoberta, com provas comentadas, visitas vínicas, harmonizações gastronómicas, workshops sensoriais, sunsets entre vinhas e atividades de natureza e cultura local.</p>
<p>Mais do que um programa de enoturismo, a iniciativa funcionou como uma montra do território e da sua identidade vitivinícola, onde o Alvarinho assume um papel central na estratégia de diferenciação e valorização da região no mercado global.</p>
<p>Segundo a presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes – CVRVV, Dora Simões, o projeto nasceu da vontade de associar as comemorações ligadas ao Alvarinho à crescente importância do turismo vínico na região.</p>
<p>“Entendemos que, dada a importância do enoturismo na sub-região e na Região dos Vinhos Verdes, era importante colocar algum foco nesta área e proporcionar visitas a operadores turísticos, jornalistas especializados e outros interessados”, explicou.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-773338 size-full" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Executive-Digest-Marketeer3-scaled-e1780917526300.jpg" alt="" width="2082" height="1173" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Executive-Digest-Marketeer3-scaled-e1780917526300.jpg 2082w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Executive-Digest-Marketeer3-scaled-e1780917526300-300x169.jpg 300w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Executive-Digest-Marketeer3-scaled-e1780917526300-799x450.jpg 799w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Executive-Digest-Marketeer3-scaled-e1780917526300-768x433.jpg 768w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Executive-Digest-Marketeer3-scaled-e1780917526300-1536x865.jpg 1536w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Executive-Digest-Marketeer3-scaled-e1780917526300-2048x1154.jpg 2048w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Executive-Digest-Marketeer3-scaled-e1780917526300-1200x676.jpg 1200w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Executive-Digest-Marketeer3-scaled-e1780917526300-600x338.jpg 600w" sizes="(max-width: 2082px) 100vw, 2082px" /></p>
<p>A iniciativa permitiu dar a conhecer uma realidade que, na visão da responsável, distingue Monção e Melgaço de outras regiões vitivinícolas. Entre os principais fatores diferenciadores estão a forte presença de pequenas adegas e produtores boutique, a aposta na casta Alvarinho e uma paisagem singular marcada por sistemas de condução da vinha muito próprios.</p>
<p>“É uma região com uma estrutura de adegas pequenas, próxima e autêntica, muito alavancada numa única casta, o Alvarinho, que tem hoje uma procura nacional e internacional muito interessante”, destacou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Vinhos Verdes procuram subir na cadeia de valor</strong></p>
<p>Com mais de metade da produção destinada à exportação, os Vinhos Verdes atravessam, segundo Dora Simões, uma fase de evolução do seu posicionamento no mercado.</p>
<p>A presidente da CVRVV considera que a região está a conseguir mostrar uma imagem mais diversificada, para além dos tradicionais vinhos leves e de consumo imediato. Atualmente, muitos produtores apostam também em vinhos de guarda, monocasta e segmentos de maior valor acrescentado. “Os portefólios das empresas passaram a incluir não apenas os vinhos mais leves e descomplicados, mas também vinhos com potencial de envelhecimento que expressam as castas autóctones da região”, afirmou.</p>
<p>A responsável sublinha ainda que a forte ligação às castas autóctones constitui uma vantagem competitiva da região, permitindo comunicar de forma mais eficaz a identidade dos seus vinhos e contribuir para uma valorização do preço médio de venda.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-773340" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Executive-Digest-Marketeer5-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1350" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Executive-Digest-Marketeer5-scaled.jpg 2560w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Executive-Digest-Marketeer5-300x158.jpg 300w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Executive-Digest-Marketeer5-853x450.jpg 853w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Executive-Digest-Marketeer5-768x405.jpg 768w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Executive-Digest-Marketeer5-1536x810.jpg 1536w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Executive-Digest-Marketeer5-2048x1080.jpg 2048w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Executive-Digest-Marketeer5-1200x633.jpg 1200w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Executive-Digest-Marketeer5-600x316.jpg 600w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Espumantes são aposta estratégica</strong></p>
<p>Outra das tendências destacadas por Dora Simões é o crescimento da categoria dos espumantes, uma das poucas que continua a apresentar sinais positivos nos mercados internacionais.</p>
<p>Sem estabelecer comparações diretas com outras regiões produtoras, a presidente da CVRVV considera que os Vinhos Verdes dispõem de condições naturais favoráveis para reforçar a sua presença neste segmento.</p>
<p>“As castas da região são muito aptas à produção de espumantes, com acidez pronunciada e perfil aromático adequado”, referiu.</p>
<p>Monção e Melgaço assumem já um papel relevante nesta estratégia, sendo uma das sub-regiões com maior expressão na produção de espumantes premium elaborados a partir da casta Alvarinho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Cooperação para captar mais turistas</strong></p>
<p>No balanço da iniciativa Open Cellars, Dora Simões destaca a colaboração entre entidades públicas e privadas como um dos principais fatores de sucesso.</p>
<p>A responsável considera que o projeto funcionou como uma experiência piloto para preparar o território para um crescimento sustentado da procura turística, envolvendo produtores, autarquias e organismos de promoção turística.</p>
<p>“Foi um exercício conjunto para percebermos como nos devemos organizar e preparar para receber cada vez mais turistas e para compreender de que forma a região é percecionada pelos operadores turísticos”, afirmou.</p>
<p>O objetivo passa agora por consolidar uma estrutura capaz de atrair um número crescente de visitantes nacionais e internacionais, reforçando simultaneamente a notoriedade da sub-região de Monção e Melgaço e da Região dos Vinhos Verdes nos mercados externos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>

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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773143]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Nove países da UE revoltam-se contra plano de Bruxelas para impor carros elétricos às empresas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:05:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um grupo de nove Estados-membros da União Europeia uniu-se para contestar uma proposta da Comissão Europeia que pretende acelerar a eletrificação das frotas automóveis empresariais através da imposição de metas obrigatórias para grandes empresas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um grupo de nove Estados-membros da União Europeia uniu-se para contestar uma proposta da Comissão Europeia que pretende acelerar a eletrificação das frotas automóveis empresariais através da imposição de metas obrigatórias para grandes empresas. A iniciativa, liderada pela Polónia, será discutida esta segunda-feira numa reunião dos ministros dos Transportes da União Europeia, no Luxemburgo.</p>
<p>A coligação integra ainda Bulgária, Chéquia, Estónia, Hungria, Itália, Letónia, Eslováquia e Roménia. Embora estes países não se oponham à descarbonização das frotas corporativas, defendem que Bruxelas deve privilegiar mecanismos de incentivo em vez de recorrer a obrigações legais que, na sua perspetiva, podem prejudicar a competitividade das empresas europeias.</p>
<p>A proposta em análise prevê que as empresas com mais de 250 trabalhadores ou com um volume de negócios superior a 50 milhões de euros sejam obrigadas a reduzir significativamente as emissões das suas frotas de automóveis e carrinhas.</p>
<p>Segundo o plano da Comissão Europeia, até 2030 as grandes frotas empresariais terão de cumprir duas quotas distintas na aquisição de novos veículos. Aproximadamente 69% dos veículos comprados deverão ser híbridos plug-in, enquanto cerca de 45% deverão corresponder a automóveis elétricos a bateria ou movidos a hidrogénio. Os objetivos concretos variariam de Estado-membro para Estado-membro.</p>
<p>Bruxelas considera que as frotas empresariais podem desempenhar um papel determinante na aceleração da transição energética do setor dos transportes, contribuindo simultaneamente para reduzir a dependência europeia de combustíveis fósseis importados.</p>
<p><strong>Nove governos defendem incentivos em vez de regulação</strong><br />
No documento conjunto, os nove países reconhecem o potencial das frotas corporativas para impulsionar a adoção de veículos mais limpos e diminuir a dependência petrolífera da Europa. Ainda assim, alertam que a imposição de quotas obrigatórias poderá criar novos encargos para as empresas e afetar a sua capacidade competitiva.</p>
<p>Por essa razão, defendem uma abordagem baseada em incentivos financeiros, apoio técnico e partilha de boas práticas.</p>
<p>Os governos signatários sustentam que &#8220;a prioridade deve ser dada a um quadro europeu facilitador baseado em orientações, troca de boas práticas, incentivos direcionados e apoio técnico, em vez da regulamentação proposta&#8221;.</p>
<p><strong>Infraestruturas desiguais preocupam Estados-membros</strong><br />
Outra das principais críticas prende-se com as diferenças significativas existentes entre os países da União Europeia no que diz respeito às condições para a adoção de veículos elétricos.</p>
<p>Os nove governos apontam para disparidades relevantes em áreas como a rede de carregamento, os mercados de leasing automóvel, os sistemas fiscais, a capacidade das redes elétricas e os enquadramentos administrativos.</p>
<p>Na sua perspetiva, a aplicação de objetivos uniformes poderá penalizar os países que ainda não dispõem das condições necessárias para uma transição rápida.</p>
<p>O documento refere que a elaboração de orientações por parte da Comissão Europeia, acompanhada por um intercâmbio estruturado de boas práticas, permitiria aos Estados-membros adaptar a implementação das medidas às suas circunstâncias específicas.</p>
<p><strong>Organizações ambientais pedem mais ambição</strong><br />
A oposição dos nove países surge numa altura em que organizações ambientalistas e associações ligadas à mobilidade sustentável defendem precisamente o reforço das metas propostas.</p>
<p>Uma análise recente da organização Transport &#038; Environment (T&#038;E) concluiu que, em 18 dos 27 Estados-membros da UE, a diferença fiscal entre veículos elétricos e automóveis movidos a combustíveis fósseis continua a ser insuficiente para compensar os preços mais elevados dos elétricos.</p>
<p>Segundo Stef Cornelis, diretor de frotas e transporte de mercadorias da T&#038;E, os maiores mercados automóveis europeus — Alemanha, Espanha, Itália e Polónia — continuam a falhar na criação de incentivos eficazes para que as empresas façam a transição para veículos elétricos.</p>
<p>Na sua avaliação, a futura regulamentação europeia poderá funcionar como o catalisador necessário para ultrapassar a atual inércia do mercado.</p>
<p>Cornelis defendeu que &#8220;a regulamentação europeia das frotas é o catalisador necessário para quebrar esta inércia&#8221; e apelou ao Conselho da UE e ao Parlamento Europeu para reforçarem a ambição da proposta apresentada pela Comissão.</p>
<p><strong>PME podem ser afetadas indiretamente</strong><br />
Embora a proposta tenha como alvo formal as grandes empresas, os nove países alertam para possíveis efeitos indiretos sobre as pequenas e médias empresas.</p>
<p>Grande parte das PME adquire veículos através de contratos de leasing em vez de compras diretas. Os governos receiam que, caso as empresas de leasing fiquem sujeitas às novas metas obrigatórias, os custos e exigências acabem por ser transferidos para os seus clientes empresariais.</p>
<p>O documento sublinha que cerca de 80% dos automóveis utilizados por PME não são adquiridos diretamente, o que poderá fazer com que estas empresas sejam afetadas pelas novas obrigações mesmo sem estarem abrangidas pela legislação.</p>
<p>Veículos especiais e infraestruturas críticas também levantam dúvidas</p>
<p>Os países contestatários defendem ainda que determinados tipos de veículos devem beneficiar de maior flexibilidade. Entre eles incluem-se frotas associadas a infraestruturas críticas, serviços de emergência e operações relacionadas com a preparação e resposta a crises.</p>
<p>Na ótica destes governos, a capacidade operacional destes setores não deve ser comprometida pela aplicação rígida de metas climáticas.</p>
<p>O grupo argumenta que a transição ecológica das frotas empresariais deve ser compatível com objetivos mais amplos da União Europeia, incluindo a resiliência, a preparação para emergências e a segurança económica, especialmente num contexto geopolítico cada vez mais complexo.</p>
<p>A proposta da Comissão Europeia deverá ser um dos temas centrais da reunião dos ministros dos Transportes da UE, marcada para esta segunda-feira no Luxemburgo.</p>
<p>O encontro poderá revelar até que ponto existe consenso entre os Estados-membros para avançar com metas obrigatórias de eletrificação das frotas empresariais ou se Bruxelas será pressionada a reformular a iniciativa, privilegiando incentivos económicos em detrimento de imposições regulatórias.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773327]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>“O Sol” da Ucrânia: o drone que promete abater ameaças russas por uma fração do custo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:02:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[drone P1-SUN]]></category>
		<category><![CDATA[drones]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Este drone intercetor compacto é capaz de atingir velocidades próximas dos 306 km/h e apresentado por operadores ucranianos como uma solução com uma taxa de sucesso quase total contra este tipo de ameaça]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ucrânia está a transformar o uso de drones numa das marcas da sua resistência à invasão russa, e o P1-SUN, conhecido como “O Sol”, surge como uma das respostas mais recentes aos ataques com drones Shahed, de fabrico iraniano e usados pelas forças de Moscovo. O &#8217;20 Minutos&#8217; destaca este drone intercetor compacto, capaz de atingir velocidades próximas dos 306 km/h e apresentado por operadores ucranianos como uma solução com uma taxa de sucesso quase total contra este tipo de ameaça.</p>
<p>O P1-SUN sobe verticalmente, quase como um foguete, antes de se inclinar para a frente e iniciar a perseguição horizontal ao alvo. Um piloto de drones do Corpo de Fuzileiros Navais da Ucrânia afirmou ao &#8216;The Sun&#8217; que, quando o aparelho localiza o alvo, a probabilidade de destruição pode chegar aos 99% ou 100%.</p>
<p>A lógica do sistema é simples: usar um drone rápido, pequeno e relativamente barato para destruir outro drone antes de este atingir cidades, infraestruturas críticas ou posições militares. O aparelho pode voar a cerca de 270 km/h e atingir picos próximos dos 305 km/h. Em patrulha, a bateria dura cerca de 20 minutos; numa perseguição de interceção, a autonomia baixa para sete ou oito minutos.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="pl" dir="ltr">Takie systemy antydrnowe powinny być jak najszybciej wdrażane w Polsce i dostarczane do jednostek. To najtańszy sposób neutralizowania zagrożeń powietrznych.. <br />Na filmie ukraiński mały interceptor &#8211; dron Sting (Wild Hornet) czy P1-Sun raz nakierowany cel, sam dalej podąża za… <a href="https://t.co/JKBCH9zldC">pic.twitter.com/JKBCH9zldC</a></p>
<p>&mdash; Takeshi Kovacs (@PrzemekShura) <a href="https://x.com/PrzemekShura/status/2060105472410288534?ref_src=twsrc%5Etfw">May 28, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p><strong>Uma resposta barata a uma ameaça cara</strong></p>
<p>O argumento económico é central. Segundo o piloto citado, intercetar um Shahed com o P1-SUN custa cerca de 2.000 dólares, aproximadamente 1.720 euros, enquanto um Shahed custa cerca de 50.000 dólares, perto de 42.960 euros. Antes do aparecimento destes drones intercetores, a Ucrânia recorria a sistemas de defesa aérea mais caros, como Patriot ou IRIS-T, para responder a ameaças relativamente baratas.</p>
<p>Essa diferença de custo explica por que razão o P1-SUN interessa para lá do campo de batalha ucraniano. A empresa SkyFall apresentou o drone na feira BEDEX 2026, em Bruxelas, como uma solução de baixo custo para defesas antiaéreas europeias e da NATO que procuram responder a ataques em massa com drones de longo alcance.</p>
<p>O sistema já tinha sido mostrado no World Defense Show 2026, na Arábia Saudita, em fevereiro, mas a presença em Bruxelas deu-lhe uma dimensão mais europeia. A mensagem da SkyFall é clara: a experiência acumulada na Ucrânia pode transformar-se numa solução exportável para países que receiam ataques contra cidades, bases militares, centros logísticos e infraestruturas críticas.</p>
<p><strong>Velocidade, visão térmica e curto alcance</strong></p>
<p>O P1-SUN foi concebido sobretudo para interceções rápidas, não para missões longas de vigilância. Segundo a informação apresentada pela SkyFall, integra tecnologia de visão computacional e câmara térmica para detetar e seguir alvos aéreos, incluindo drones Shahed e Geran-2.</p>
<p>O aparelho pode transportar uma carga útil de cerca de 800 gramas, operar a altitudes até 5.000 metros e atingir um alcance operacional próximo dos 17 quilómetros. Com carga, a autonomia ronda os 14 minutos, o que confirma a sua vocação: levantar voo perto da zona protegida, perseguir o alvo e destruí-lo rapidamente.</p>
<p>O &#8217;20 Minutos&#8217; refere que o drone usado pelos militares ucranianos transporta cerca de 500 gramas de explosivos e pesa apenas 1,5 quilos totalmente carregado. A principal limitação apontada pelos operadores está na manobrabilidade. O P1-SUN não consegue fazer curvas muito apertadas, o que obriga o piloto a manter movimentos suaves para evitar danos no motor.</p>
<p><strong>Europa olha para a defesa em camadas</strong></p>
<p>A importância do P1-SUN está menos na ideia de substituir sistemas como Patriot ou IRIS-T e mais na possibilidade de acrescentar uma camada barata à defesa antiaérea. Em ataques de saturação, com dezenas ou centenas de drones baratos, usar mísseis muito caros em cada interceção torna-se financeiramente difícil e pode esgotar rapidamente os arsenais.</p>
<p>É esse problema que a Ucrânia enfrenta diariamente e que a Europa começa a observar com maior atenção. Uma arquitetura de defesa mais densa pode combinar radares, sensores eletro-óticos, guerra eletrónica, armas convencionais, mísseis e drones intercetores como o P1-SUN. O objetivo é reservar os meios mais caros para ameaças mais complexas e usar soluções mais baratas contra drones de ataque descartáveis.</p>
<p>A presença da SkyFall em Bruxelas mostra também que o debate europeu sobre antidrones está a mudar. Já não se trata apenas de detetar ou bloquear drones por interferência eletrónica; trata-se também de os destruir de forma rápida, repetida e economicamente sustentável.</p>
<p><strong>O campo de batalha como laboratório</strong></p>
<p>O caso do P1-SUN mostra como a guerra na Ucrânia acelerou a inovação militar. As empresas ucranianas estão a desenvolver sistemas pensados para produção rápida, substituição simples e missões muito específicas, moldadas por necessidades reais de combate.</p>
<p>O drone “O Sol” nasce precisamente dessa lógica. É pequeno, rápido, relativamente barato e desenhado para um problema concreto: abater drones Shahed antes de estes cumprirem a sua missão. Não resolve sozinho a defesa aérea da Ucrânia, nem da Europa, mas pode aliviar a pressão sobre sistemas mais caros e aumentar a capacidade de resposta a ataques em massa.</p>
<p>Para já, a promessa é clara: se a Rússia usa drones baratos para obrigar a Ucrânia a gastar mísseis caros, Kiev quer responder com uma arma igualmente económica. E essa lógica pode tornar-se uma das chaves da defesa aérea europeia nos próximos anos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773321]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Infarmed atualiza lista de medicamentos com exportação temporariamente suspensa após ruturas registadas em maio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 10:56:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Infarmed atualizou a lista de medicamentos cuja exportação se encontra temporariamente suspensa, numa medida destinada a garantir o abastecimento do mercado nacional e a proteger o acesso dos doentes a fármacos considerados críticos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Infarmed atualizou a lista de medicamentos cuja exportação se encontra temporariamente suspensa, numa medida destinada a garantir o abastecimento do mercado nacional e a proteger o acesso dos doentes a fármacos considerados críticos. A decisão consta da Deliberação n.º 062/CD/2026, divulgada através de uma circular informativa do regulador do medicamento.</p>
<p>Segundo o documento, a atualização surge na sequência das dificuldades de abastecimento verificadas durante o mês de maio e pretende assegurar a normalização do fornecimento de medicamentos que registaram situações de rutura ou que continuam a exigir medidas especiais de acompanhamento.</p>
<p>De acordo com o Infarmed, a suspensão temporária das exportações abrange os medicamentos críticos que estiveram em rutura durante maio, os fármacos abastecidos ao abrigo de autorização de utilização excecional e ainda determinadas substâncias consideradas prioritárias para o mercado português.</p>
<p>Na circular, o regulador esclarece que a medida visa “assegurar a normalização do abastecimento dos medicamentos críticos que estiveram em rutura no mês de maio, os medicamentos que estejam a ser abastecidos ao abrigo de autorização de utilização excecional e todos os medicamentos contendo quetiapina na forma de comprimido de libertação prolongada, quetiapina na forma de comprimido revestido por película e dosagem de 50 mg ou mononitrato de isossorbida na forma de comprimido de libertação prolongada”.</p>
<p><strong>Mais de três dezenas de medicamentos abrangidos</strong><br />
A lista atualizada inclui medicamentos utilizados em áreas terapêuticas muito distintas, desde doenças cardiovasculares, oncologia e endocrinologia até oftalmologia, neurologia, doenças infecciosas e imunologia.</p>
<p>Entre os medicamentos abrangidos encontram-se:</p>
<ul>
<li>Adenoscan (adenosina);</li>
<li>Bglau (brimonidina);</li>
<li>Carbonato de Cálcio Labesfal;</li>
<li>Cilostazol Ferrer;</li>
<li>Desmopressina Teva;</li>
<li>Dobutamina Generis;</li>
<li>Dobutamina Hikma;</li>
<li>Enicil Duo;</li>
<li>Enicil Duofree;</li>
<li>Epirrubicina Hikma;</li>
<li>Holoxan;</li>
<li>Latanoprost + Timolol Generis;</li>
<li>Lemtrada;</li>
<li>Lopinavir + Ritonavir Viatris;</li>
<li>Metoprolol Aurobindo;</li>
<li>Monoprost Duo;</li>
<li>Movymia;</li>
<li>Myfenax;</li>
<li>Neostigmina Braun;</li>
<li>Novoseven;</li>
<li>Nozinan 100;</li>
<li>Nyxoid;</li>
<li>Piramide;</li>
<li>Pramipexol Aurobindo;</li>
<li>Protozol;</li>
<li>Protopic;</li>
<li>Pylera;</li>
<li>Rifadin;</li>
<li>Tromalyt 150 mg;</li>
<li>Vaxneuvance;</li>
<li>Zoref.</li>
</ul>
<p>Os medicamentos identificados abrangem diferentes apresentações farmacêuticas, incluindo comprimidos, cápsulas, colírios, soluções injetáveis, suspensões orais e vacinas.</p>
<p><strong>Objetivo é proteger o abastecimento nacional</strong><br />
A suspensão temporária da exportação constitui um dos mecanismos utilizados pelo Infarmed para evitar que medicamentos sujeitos a procura elevada ou com dificuldades de fornecimento sejam desviados para outros mercados, colocando em risco a disponibilidade para os doentes em Portugal.</p>
<p>Quando um medicamento integra esta lista, a sua exportação ou distribuição para outros países fica sujeita a restrições, permitindo que as existências disponíveis sejam prioritariamente direcionadas para satisfazer as necessidades do mercado nacional.</p>
<p>O regulador sublinha que a medida tem caráter temporário e está associada à evolução das condições de abastecimento. À medida que a situação de disponibilidade dos medicamentos seja normalizada, os produtos podem ser retirados da lista.</p>
<p><strong>Quetiapina e mononitrato de isossorbida sob vigilância especial</strong><br />
Além dos medicamentos que registaram ruturas durante maio, a nova deliberação determina igualmente a proteção de todos os medicamentos que contenham determinadas substâncias consideradas sensíveis do ponto de vista do abastecimento.</p>
<p>É o caso da quetiapina em comprimidos de libertação prolongada, da quetiapina em comprimidos revestidos por película na dosagem de 50 miligramas e ainda do mononitrato de isossorbida em comprimidos de libertação prolongada.</p>
<p>Segundo o Infarmed, estas categorias passam a integrar automaticamente o conjunto de medicamentos sujeitos a suspensão temporária de exportação, independentemente das marcas comerciais envolvidas.</p>
<p>A atualização agora anunciada decorre da Deliberação n.º 062/CD/2026, que substitui a lista anterior e estabelece quais os medicamentos abrangidos pelas restrições em vigor.</p>
<p>O Infarmed disponibilizou ainda os contactos do Centro de Informação do Medicamento e dos Produtos de Saúde (CIMI) para esclarecimento de dúvidas relacionadas com a aplicação da medida, reforçando que o objetivo central continua a ser garantir a continuidade dos tratamentos e minimizar o impacto das ruturas de abastecimento no Serviço Nacional de Saúde e nos doentes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773315]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Depois do fracasso na Gronelândia, Trump cobiça agora ilhas estratégicas no Oceano Índico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 10:47:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Ilhas Chagos]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Oceano Índico]]></category>
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					<description><![CDATA[Plano de compra direta das ilhas é uma das opções apresentadas ao presidente americano enquanto Washington decide que posição tomar sobre o processo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Casa Branca estará a analisar um plano para os Estados Unidos comprarem as ilhas Chagos, no Oceano Índico, numa nova tentativa de controlo territorial depois de Donald Trump não ter conseguido avançar com a ambição de adquirir a Gronelândia, escreve o &#8216;The Independent&#8217;. A proposta surge num momento de incerteza sobre o futuro do arquipélago, cuja soberania o Reino Unido aceitou transferir para as Maurícias, mantendo a base militar de Diego Garcia sob controlo conjunto britânico e americano.</p>
<p>De acordo com o jornal britânico, o plano de compra direta das ilhas é uma das opções apresentadas ao presidente americano enquanto Washington decide que posição tomar sobre o processo. A ideia ganhou força após atrasos na legislação britânica necessária para concluir a transferência do território, depois de os EUA terem retirado apoio ao acordo em janeiro.</p>
<p>Trump já tinha criticado duramente o tratado, classificando a cedência das ilhas como um “ato de grande estupidez”. A administração americana considera que o Reino Unido cometeria um erro ao entregar o Território Britânico do Oceano Índico, devido à importância estratégica de Diego Garcia para a segurança dos Estados Unidos.</p>
<p><strong>Diego Garcia no centro da disputa</strong></p>
<p>As ilhas Chagos são vistas como um ativo militar estratégico sobretudo por causa da base de Diego Garcia, utilizada pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido. Localizada no Oceano Índico, a instalação permite projetar operações no Sudeste Asiático, acompanhar a presença militar chinesa na região e apoiar missões no Médio Oriente.</p>
<p>Um responsável americano disse ao &#8216;The Independent&#8217; que a localização de Diego Garcia torna a base “vital e indispensável” para a segurança nacional dos Estados Unidos. A mesma fonte acrescentou que Washington mantém contactos regulares com os aliados britânicos para preservar a viabilidade da base como plataforma regional de segurança.</p>
<p>A proposta terá sido levantada diretamente junto de Trump pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, embora não seja, por agora, a opção principal em análise. A Casa Branca não comentou oficialmente a notícia.</p>
<p><strong>Uma política externa marcada por ambições territoriais</strong></p>
<p>O eventual interesse nas ilhas Chagos surge depois de Trump ter voltado a colocar a aquisição de territórios no centro da política externa americana. A Gronelândia foi o caso mais visível: o presidente defendeu durante meses que os interesses militares dos Estados Unidos justificavam a compra do território à Dinamarca, chegando a enviar o vice-presidente JD Vance à base americana naquele território ártico.</p>
<p>A pressão sobre a Gronelândia aumentou a tensão entre Washington e aliados europeus, incluindo o Reino Unido. A resistência de vários países da NATO acabou por travar a iniciativa, mas a lógica parece agora reaparecer nas Chagos, outro território cuja importância estratégica está ligada à presença militar americana.</p>
<p>O &#8216;The Independent&#8217; enquadra ainda esta possível ofensiva no contexto de outras ameaças e movimentos territoriais feitos por Trump, incluindo declarações sobre o Canadá, a Venezuela, o Panamá e Cuba. A administração americana tem também reforçado a presença naval nas Caraíbas e conduzido operações militares contra embarcações que o presidente diz estarem ligadas ao tráfico de droga.</p>
<p><strong>Reino Unido, Maurícias e a pressão americana</strong></p>
<p>O Reino Unido controla as ilhas Chagos desde 1814, mas aceitou transferir a soberania para as Maurícias. O plano de Keir Starmer prevê que Diego Garcia continue sob controlo conjunto britânico e americano, preservando a função militar da base.</p>
<p>O problema está no apoio de Washington. Sem a concordância americana, o acordo torna-se politicamente mais difícil para Londres. A oposição de Trump coloca pressão adicional sobre Starmer, que já enfrentava críticas internas e externas quanto à transferência de soberania.</p>
<p>A disputa sobre as Chagos junta-se, assim, a outros pontos de tensão entre Trump e o primeiro-ministro britânico, incluindo divergências sobre a contribuição europeia e da NATO para a política de segurança americana. Para Washington, a questão central é garantir que Diego Garcia não perde valor estratégico nem fica exposta a influências consideradas hostis.</p>
<p><strong>Maurícias diz que soberania não está em causa</strong></p>
<p>Apesar das notícias sobre uma possível proposta americana, o Governo das Maurícias afirmou que não recebeu qualquer proposta oficial dos Estados Unidos para comprar as ilhas Chagos. As autoridades mauricianas reiteraram ainda que a soberania sobre o arquipélago não é negociável.</p>
<p>O caso deixa em aberto uma disputa com várias camadas: a descolonização de um território ainda ligado ao Reino Unido, a manutenção de uma das bases militares mais importantes dos Estados Unidos, a pressão estratégica no oceano Índico e a preferência de Trump por soluções de controlo direto.</p>
<p>Para já, a compra das Chagos não será a opção principal em cima da mesa. Mas o facto de estar a ser discutida mostra que, depois da Gronelândia, a administração americana continua disponível para olhar para territórios estratégicos como peças centrais da sua política externa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773311]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Combustíveis: Gasolina vendida 3,7 cênt/l acima do Preço Eficiente; gasóleo 2,3 cênt/l mais caro, revela ERSE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 10:37:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[ERSE]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[preço eficiente]]></category>
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					<description><![CDATA[A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) fixou em 1,933 euros por litro o Preço Eficiente da gasolina 95 simples para a semana de 8 a 14 de junho. No caso do gasóleo simples, o valor eficiente definido pela ERSE é de 1,929 euros por litro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) fixou em 1,933 euros por litro o Preço Eficiente da gasolina 95 simples para a semana de 8 a 14 de junho. No caso do gasóleo simples, o valor eficiente definido pela ERSE é de 1,929 euros por litro.</p>
<p>Antes de impostos, o preço eficiente é de 0,957 euros por litro para a gasolina 95 simples e de 1,085 euros por litro para o gasóleo simples. Depois da carga fiscal, os valores finais ficam nos 2,075 euros por litro na gasolina e nos 2,068 euros por litro no gasóleo.</p>
<p>Relativamente à semana anterior, adianta a ERSE, verificou-se que a média dos Preços de Venda ao Público anunciados nos pórticos, e reportada no Balcão Único da Energia, &#8220;situou-se 3,7 cênt/l<br />
acima do Preço Eficiente no caso da gasolina 95 simples e 2,3 cênt/l acima no caso do gasóleo simples. Em termos relativos, estas diferenças correspondem a desvios de +1,9% e +1,2%, respetivamente&#8221;.</p>
<p>O Preço Eficiente &#8221; registou uma variação de -0,2% na gasolina e de +0,9% no gasóleo, refletindo a evolução semanal das cotações internacionais da gasolina 95 simples, de -0,6%, e do gasóleo simples, de +2,7%&#8221;, apontou a ERSE.</p>
<p>“Quanto aos Preços com Descontos, publicados pela DGEG, a gasolina 95 simples e o gasóleo simples apresentaram desvios face ao Preço Eficiente de -0,5% e -2,6%, respetivamente. Em termos absolutos, estas estimativas situam-se 1,0 cênt/l abaixo do respetivo Preço Eficiente na gasolina 95 simples e 5,1 cênt/l abaixo no gasóleo simples&#8221;, indica a ERSE.</p>
<p>A Portaria n.º 427-A/2025/1 , de 28 de novembro, fixou, com efeitos a 1 de dezembro de 2025, as taxas unitárias do ISP em 0,49752 €/l para a gasolina e 0,36160 €/l para o gasóleo. No contexto do aumento extraordinário dos preços dos combustíveis associado à crise geopolítica e militar no Médio Oriente, o Governo aprovou sucessivas reduções temporárias, tendo as taxas atingido, a partir de 6 de abril de 2026, 0,45168 €/l na gasolina sem chumbo e 0,27817 €/l no gasóleo rodoviário.</p>
<p>&#8220;A Portaria n.º 250-A/2026/1, de 5 de junho, aplicável a partir de 08 de junho de 2026, procedeu a nova revisão das taxas unitárias do ISP, fixando-as em 0,45555 €/l na gasolina sem chumbo e 0,31015 €/l no gasóleo rodoviário. Estes valores integram a conjugação do desconto temporário e extraordinário de redução do ISP, correspondente a 0,04197 €/l na gasolina e 0,05145 €/l no gasóleo, e da consignação de serviço rodoviário, correspondente a 0,087 €/l na gasolina e 0,111 €/l no gasóleo. Face à semana anterior, a revisão representa um aumento de cerca de 0,02 cêntimos/l na gasolina e uma redução de cerca de 0,70 cêntimos/l no gasóleo, antes de IVA. Ainda assim, mantém-se um alívio fiscal face a dezembro de 2025, de cerca de 4,20 cêntimos/l na gasolina e 5,15 cêntimos/l no gasóleo&#8221;, acrescenta a ERSE.</p>
<p>O Preço Eficiente é um preço médio semanal determinado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) e determinado pela soma das seguintes componentes: os preços dos combustíveis nos mercados internacionais de referência e os respetivos fretes marítimos, a logística primária, incluindo nesta parcela as reservas estratégicas e de segurança do Sistema Petrolífero Nacional, os sobrecustos com a incorporação de biocombustíveis e a componente de retalho acrescida dos impostos respetivos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773305]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Hungria quer investigar antigos aliados de Orbán por milhares de milhões em fundos europeus desaparecidos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 10:35:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[fundos europeus]]></category>
		<category><![CDATA[Hungria]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[Viktor Orbán]]></category>
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					<description><![CDATA[Ferenc Pál Biró, responsável pela autoridade anticorrupção criada em 2022 no quadro das reformas exigidas por Bruxelas, afirmou que “políticos de alto nível podem e muito provavelmente devem ser processados”]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Altos responsáveis do antigo Governo de Viktor Orbán devem ser investigados por alegadas irregularidades envolvendo milhares de milhões de euros em fundos europeus desaparecidos, defendeu ao &#8216;POLITICO&#8217; o presidente da Autoridade de Integridade da Hungria. A posição surge numa altura em que o novo primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, tenta convencer Bruxelas de que o país está preparado para receber mais de 10 mil milhões de euros em verbas europeias congeladas por preocupações ligadas ao Estado de direito.</p>
<p>Ferenc Pál Biró, responsável pela autoridade anticorrupção criada em 2022 no quadro das reformas exigidas por Bruxelas, afirmou que “políticos de alto nível podem e muito provavelmente devem ser processados” pelo seu envolvimento num alegado esquema de fraude sistemática contra os contribuintes europeus durante os 16 anos de governação de Orbán. Biró não fez acusações específicas contra o antigo primeiro-ministro nem contra membros do seu círculo próximo.</p>
<p>A Autoridade de Integridade húngara monitoriza a aplicação e a segurança dos fundos europeus e é independente do Governo. Segundo Biró, o organismo identificou vários casos criminais em que a Hungria deveria tentar recuperar verbas que, em muitos casos, já terão saído do país.</p>
<p><strong>Contratos inflacionados e suspeitas de manipulação</strong></p>
<p>De acordo com a autoridade anticorrupção, três empresas receberam a maior parte dos contratos públicos para fornecer bens e serviços ao Estado húngaro, com valores artificialmente inflacionados. Biró afirmou que o Governo gastou cerca de 10 mil milhões de euros com essas três empresas nos últimos quatro anos, sem revelar os nomes das sociedades envolvidas.</p>
<p>O responsável estima que o valor associado a sobrepreços e riscos de corrupção possa chegar aos 3,5 mil milhões de euros. Segundo a mesma versão, concursos públicos terão sido manipulados e bens básicos terão sido cobrados por várias vezes o seu preço de mercado. Para Biró, durante o anterior Governo, o Estado húngaro tornou-se “a maior entidade do mercado”.</p>
<p>Péter Magyar, que tomou posse em maio depois de uma vitória eleitoral expressiva no mês anterior, tem acusado repetidamente o seu antecessor de corrupção. O Governo húngaro não respondeu aos pedidos de comentário citados pelo &#8216;POLITICO&#8217;.</p>
<p><strong>Budapeste tenta desbloquear verbas europeias</strong></p>
<p>A pressão sobre o novo Executivo húngaro chega num momento decisivo para a relação com Bruxelas. No mês passado, Magyar reuniu-se com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e afirmou depois que tinha sido alcançado um entendimento para desbloquear até 16,4 mil milhões de euros em fundos retidos a Budapeste devido a incumprimentos das obrigações do país ao abrigo do direito europeu.</p>
<p>Ainda assim, o Governo húngaro terá de apresentar até ao final de agosto um plano convincente sobre a execução das reformas exigidas e a aplicação das verbas. Caso contrário, arrisca perder o financiamento.</p>
<p>Biró sustenta que a Hungria tem estado “substancialmente atrasada” no controlo e monitorização da forma como os fundos europeus são gastos. O responsável afirmou ainda ter sido alvo de ataques politicamente motivados e de tentativas de suborno enquanto investigava o alegado esquema de contratos públicos. Entre os episódios relatados, disse que a sua mulher recebeu uma proposta de emprego com salário elevado e sem funções reais, e que ele próprio foi detido e acusado de utilização indevida de uma viatura da empresa.</p>
<p><strong>“Devolver às pessoas o que lhes foi roubado”</strong></p>
<p>A Autoridade de Integridade defende que o novo Governo deve agir rapidamente para investigar as suspeitas de corrupção e intimidação. Para Biró, a vitória de Magyar assentou também no compromisso de combater a corrupção e recuperar fundos públicos.</p>
<p>“Deve ser feita justiça e as pessoas devem receber de volta aquilo que lhes foi roubado”, afirmou o responsável ao &#8216;POLITICO&#8217;.</p>
<p>A Comissão Europeia, questionada sobre as alegações, afirmou que existe “tolerância zero” para a fraude contra o orçamento da União Europeia. Bruxelas recorda que os Estados-membros são os primeiros responsáveis por prevenir, detetar e tratar irregularidades relacionadas com fundos europeus, incluindo casos de fraude. Quando investigadores ou procuradores europeus identificam irregularidades, a Comissão garante que acompanha os Estados-membros para assegurar a recuperação das verbas indevidamente utilizadas.</p>
<p><strong>Novo Governo promete aderir à Procuradoria Europeia</strong></p>
<p>Biró afirmou que o Governo de Magyar ainda não contactou formalmente a Autoridade de Integridade para definir uma forma de cooperação, mas garantiu que o organismo está pronto para partilhar a informação recolhida.</p>
<p>O novo primeiro-ministro prometeu criar um Gabinete Nacional de Recuperação de Ativos para investigar a apropriação indevida de bens públicos. Anunciou também que a Hungria vai aderir à Procuradoria Europeia, algo que Orbán tinha recusado fazer.</p>
<p>A Procuradoria Europeia tem competência para investigar e acusar crimes contra o orçamento da União Europeia, incluindo fraude e corrupção. Para Bruxelas, esta decisão pode tornar-se um sinal importante da vontade política do novo Executivo húngaro em romper com práticas associadas ao anterior ciclo de governação.</p>
<p>O caso coloca a Hungria perante uma dupla pressão: recuperar a confiança das instituições europeias para desbloquear verbas essenciais e demonstrar internamente que a promessa de combate à corrupção terá consequências concretas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773308]]></sapo:autor>
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		<title>Gigante portuguesa dos autoclismos OLI distinguida em Nova Iorque</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 10:21:32 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A distinção, atribuída no âmbito do NYCxDESIGN Festival, em Nova Iorque, reconhece algumas das soluções mais inovadoras e influentes a nível mundial nas áreas do design e da arquitetura]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A OLI foi distinguida com um prémio honorário nos NYCxDESIGN Awards 2026, na categoria <em>Architectural Products</em>, graças à placa de comando VORONOI. A distinção, atribuída no âmbito do NYCxDESIGN Festival, em Nova Iorque, reconhece algumas das soluções mais inovadoras e influentes a nível mundial nas áreas do design e da arquitetura.</p>
<p>Desenvolvida em colaboração com a Universidade de Aveiro, a VORONOI afirma-se como um exemplo de inovação sustentável aplicada ao design, combinando investigação científica, novos materiais e princípios de ecodesign. A solução resulta do projeto OLIPUSH, integrado na Agenda ILLIANCE e financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).</p>
<p>Inspirada no diagrama matemático de Voronoi — frequentemente observado em padrões naturais — a placa apresenta uma superfície facetada que cria jogos de luz e sombra, conferindo profundidade visual e uma identidade estética própria ao espaço da casa de banho.</p>
<p>No plano ambiental, o produto foi concebido para reduzir em 20% a utilização de matéria-prima, sem comprometer a resistência e a durabilidade. É produzido em BIO ABS, um polímero com 50% de conteúdo de origem biológica renovável, desenvolvido em parceria entre a OLI e a Universidade de Aveiro, que trabalhou na validação de um material alternativo ao ABS convencional.</p>
<p>A solução integra ainda uma abordagem de ecodesign aplicada à cor, estando disponível em oito tonalidades inspiradas em elementos naturais — Pure Glacier, Forest Terra, Arabic Stone, Burnt Terra, Urban Concrete, Organic Gold, Dark Carbon e Raw Umber —. A cor é incorporada diretamente no polímero, eliminando a necessidade de acabamentos metalizados e reduzindo o impacto ambiental do processo produtivo.</p>
<p>Em termos de utilização, a VORONOI pode contribuir para uma poupança de até 0,5 litros de água por descarga quando combinada com autoclismos equipados com tecnologia PLUS da OLI, promovendo uma gestão mais eficiente dos recursos hídricos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771553]]></sapo:autor>
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		<title>Dados do IMT mostram aumento de motoristas TVDE e contrariam alerta sobre desaparecimento de condutores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 10:14:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[APTAD, Associação Portuguesa de Transporte em Automóveis Descaracterizados, indicou que os números demonstram que o total de condutores ativos subiu de 40.596 em abril para 40.858 em maio, um aumento líquido de 262 motoristas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os dados oficiais do Instituto da Mobilidade e dos Transportes relativos a maio de 2026 mostram um crescimento do setor TVDE em Portugal, contrariando declarações públicas que apontavam para o desaparecimento de motoristas em Lisboa. Segundo a APTAD, Associação Portuguesa de Transporte em Automóveis Descaracterizados, os números agora publicados demonstram que o total de condutores ativos subiu de 40.596 em abril para 40.858 em maio, um aumento líquido de 262 motoristas.</p>
<p>A associação sublinha, no entanto, que este crescimento foi impulsionado exclusivamente por condutores estrangeiros. De acordo com os dados citados, o número de motoristas portugueses recuou de 20.407 para 20.226, enquanto os condutores estrangeiros aumentaram de 20.189 para 20.632. Para a APTAD, esta evolução é um sinal das condições económicas que o setor oferece aos profissionais nacionais.</p>
<p>Também o número de veículos ativos aumentou, passando de 37.325 em abril para 37.821 em maio, uma subida de 496 veículos. Já os operadores ativos diminuíram de 14.805 para 14.516, menos 289 num mês, mantendo-se três plataformas ativas no mercado.</p>
<p><strong>APTAD contesta declarações sobre motoristas em Lisboa</strong></p>
<p>A APTAD rejeita as declarações atribuídas a Vítor Soares, da ANM-TVDE, segundo as quais “só na última semana desapareceram mil motoristas TVDE da cidade de Lisboa”. Para a associação, trata-se de uma afirmação “factualmente falsa” e sem suporte em dados oficiais.</p>
<p>A entidade argumenta que os dados do IMT são nacionais e mensais, não existindo um sistema público de monitorização por cidade nem em base semanal. Por isso, considera que não há base estatística para sustentar a afirmação sobre o alegado desaparecimento de motoristas em Lisboa.</p>
<p>Segundo a APTAD, os números de maio demonstram precisamente o contrário: o setor cresceu em condutores e veículos ativos. A associação critica ainda declarações que, no seu entender, geram alarme público infundado e prejudicam a imagem do setor.</p>
<p><strong>TVDE deve continuar a ser serviço privado, defende associação</strong></p>
<p>A APTAD também critica a proposta da ANM-TVDE para que o transporte em veículo descaracterizado seja reconhecido como serviço público de transporte de passageiros, em igualdade com o táxi. A associação classifica a iniciativa como “factualmente errada, politicamente irresponsável e juridicamente incoerente”.</p>
<p>A posição da APTAD assenta na distinção entre o táxi e o TVDE. A associação recorda que a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes e o IMT defenderam recentemente, na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação, que o táxi presta um serviço público de transporte, sujeito a obrigações específicas e beneficiando, por isso, de determinadas contrapartidas.</p>
<p>Já o TVDE, sustenta a APTAD, é e deve continuar a ser um serviço privado concorrencial. Para a associação, não é possível reivindicar benefícios associados ao estatuto de serviço público sem aceitar as obrigações correspondentes.</p>
<p>A APTAD acrescenta que nenhum grupo parlamentar apresentou ou subscreveu a proposta da ANM-TVDE, que também não consta da agenda de discussão na especialidade. A associação considera irresponsável que, em pleno debate legislativo, sejam alimentados conflitos com o setor do táxi com base numa iniciativa que não foi acolhida pelo legislador.</p>
<p><strong>Frota sobredimensionada pressiona motoristas e operadores</strong></p>
<p>Para a APTAD, o principal problema do setor não é a falta de motoristas, mas a sobredimensão da frota e a pressão económica sobre operadores e condutores. A associação estima que os 37.821 veículos ativos em maio representem uma capacidade instalada superior a 900 mil viagens por dia, assumindo três viagens por hora durante oito horas.</p>
<p>No entanto, segundo dados da própria APTAD, as plataformas entregam cerca de 500 mil viagens diárias nos meses de maior procura. Isso corresponde a uma taxa de ocupação de cerca de 55%, abaixo do limiar que a associação considera sustentável. Na prática, cada veículo realiza, em média, 13 viagens por dia, quando teria capacidade para 24.</p>
<p>A associação argumenta que este excesso de oferta pressiona os preços para baixo, tornando o TVDE mais barato do que alguns transportes públicos e provocando efeitos negativos em cadeia. Por um lado, retira passageiros às redes de transporte coletivo; por outro, aumenta a congestão urbana ao substituir deslocações em autocarro ou metro por veículos privados em circulação.</p>
<p><strong>APTAD pede mais transparência às plataformas</strong></p>
<p>A APTAD considera que esta dinâmica contribui para a falência de empresas operadoras e para a precarização dos motoristas. Segundo a associação, o risco operacional é transferido das plataformas para os operadores e, destes, para o trabalhador, que acaba por suportar custos operacionais elevados e longas jornadas de trabalho.</p>
<p>A associação critica ainda a falta de dados públicos sobre o número total de viagens e a taxa de ocupação da frota. Estes indicadores, defende, estão ausentes dos relatórios do IMT e são essenciais para avaliar a sustentabilidade do setor. A APTAD afirma ter solicitado formalmente esses dados à Uber e à Bolt, mas ambas as plataformas terão recusado disponibilizá-los.</p>
<p>No âmbito da revisão da Lei do TVDE, atualmente em discussão na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação, a APTAD defende reformas estruturais. A associação quer mecanismos que responsabilizem as plataformas pela taxa de ocupação da frota, instrumentos de monitorização e controlo do tempo efetivo de trabalho dos motoristas e obrigação de divulgação pública do total de viagens realizadas.</p>
<p>Para a APTAD, a discussão legislativa não pode ignorar a sustentabilidade das mais de 14 mil empresas operadoras nem a proteção dos motoristas. A associação defende que o setor deve ser regulado com base em dados oficiais, transparência e responsabilização das plataformas, recusando narrativas que considera infundadas ou demagógicas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773284]]></sapo:autor>
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		<title>Do Excel aos algoritmos: A redefinição do papel do CFO nas organizações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 10:11:32 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Num contexto marcado pela aceleração tecnológica, pela pressão competitiva e pela crescente complexidade dos mercados, o papel do Chief Financial Officer (CFO) está a sofrer uma transformação profunda. De guardião dos números e da disciplina financeira, o CFO afirma-se hoje como um agente central da estratégia, da criação de valor e do crescimento sustentado das empresas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A transição do Excel para algoritmos avançados, automação e inteligência artificial (IA) não representa apenas um salto tecnológico, mas uma mudança estrutural na forma como se decide, se mede o desempenho e se antecipa o futuro do negócio.</p>
<p>Este novo paradigma coloca desafios exigentes à função financeira. A capacidade de interpretar grandes volumes de dados, a liderança da mudança organizacional e a avaliação do retorno dos investimentos digitais tornaram-se competências críticas. Ao mesmo tempo, a adopção de tecnologias avançadas está a transformar a área financeira numa função cada vez mais preditiva, integrada e orientada para a tomada de decisão estratégica.</p>
<p>Neste contexto, reunimos dados e as perspectivas de vários líderes financeiros para compreender de que forma os CFO estão a assumir este novo papel, que competências são hoje determinantes e como a transformação digital está a redefinir a função financeira como um verdadeiro parceiro do negócio e motor de valor a longo prazo.</p>
<h4>Os CFO como motores de crescimento</h4>
<p>Os CFO continuam a assumir um papel central na definição da estratégia das empresas, com 81% a considerarem-se os principais motores de crescimento do negócio. No entanto, a falta de colaboração com os departamentos de Recursos Humanos (RH) preocupa os especialistas e poderá estar a comprometer o verdadeiro potencial das organizações.</p>
<p>O relatório SAP Concur CFO Insights 2025 revela que os Chief Human Resources Officers (CHRO) identificam áreas críticas em que uma maior proximidade com os CFO poderia gerar ganhos concretos, desde a definição de estratégias de remuneração até à avaliação do impacto das iniciativas de talento.</p>
<p>Apesar disso, persistem obstáculos como a insuficiente partilha de dados, falta de transparência, prioridades conflitantes e tempo limitado para reuniões conjuntas.</p>
<p>Ainda assim, a vontade de aproximação por parte dos RH é clara. 42% dos CHRO pretendem trabalhar mais proximamente com os CFO em estratégias de remuneração e benefícios, 54% espera que os líderes financeiros forneçam insights para o planeamento da força de trabalho, 48% pretende medir, com o apoio dos CFO, o impacto das políticas de RH, e 44% pede reforço orçamental para iniciativas ligadas ao capital humano.</p>
<p>Segundo os especialistas, a colaboração interdepartamental continua a ser travada por factores organizacionais clássicos. A solução poderá passar pela criação de grupos de trabalho multifuncionais, reuniões regulares entre departamentos e modelos orçamentais mais flexíveis para iniciativas conjuntas. O talento está, assim, na agenda estratégica das empresas, mas transformar esta prioridade em resultados exige uma resposta coordenada entre CFO e RH.</p>
<h4>Adopção de IA como motor</h4>
<p>Os CFO estão a deixar para trás a postura conservadora e a abraçar a IA como alavanca estratégica para o crescimento.</p>
<p>Segundo uma investigação da Salesforce, a maioria dos líderes financeiros já não vê a IA apenas como uma ferramenta de redução de custos, mas como um motor de receita, produtividade e transformação dos modelos de negócio. Em 2020, 70% dos CFO globais seguiam estratégias conservadoras de IA. Em 2025, apenas 4% mantinham essa abordagem, enquanto um terço das empresas já adoptou oficialmente abordagens mais arrojadas.</p>
<p>O investimento acompanha esta mudança: cerca de 25% do orçamento total destinado à IA está agora a ser canalizado para agentes de IA, sistemas digitais capazes de executar tarefas de forma autónoma. Mais de metade (61%) dos CFO inquiridos reconhece que estes agentes estão a redefinir a forma como avaliam o retorno do investimento (ROI), incorporando ganhos de longo prazo como geração de receita, eficiência e melhoria na tomada de decisão.</p>
<p>«A introdução da mão-de-obra digital não é apenas uma actualização tecnológica, representa uma mudança estratégica e decisiva para os CFO», afirma Robin Washington, presidente e Chief Operating and Financial Officer da Salesforce. «Com os agentes de IA, não estamos apenas a transformar modelos de negócio; estamos a redefinir o papel do CFO. E isto é algo que exige uma nova mentalidade, que vai além da função de guardiões financeiros, assumindo o papel de arquitectos do valor empresarial orientado por agentes.»</p>
<p>O estudo mostra ainda que os agentes de IA não só ajudam a reduzir custos, como também impulsionam receitas. Os responsáveis financeiros que já implementaram estas soluções esperam um aumento de quase 20% nas receitas das empresas. Para 72% dos inquiridos, os agentes de IA vão mesmo transformar os modelos de negócio, passando de funções rotineiras para papéis estratégicos.</p>
<p>A avaliação do ROI também está a evoluir. Se antes o retorno era medido sobretudo com base em ganhos imediatos, hoje os CFO consideram benefícios mais amplos e de longo prazo, incluindo poupança de custos, crescimento das receitas, produtividade, eficiência, melhoria em risco e compliance, e decisões mais informadas.</p>
<p>Apesar do entusiasmo, persistem desafios. Dois terços (66%) dos CFO apontam riscos de segurança e privacidade como principal obstáculo, enquanto 56% destacam o tempo prolongado até ao retorno do investimento como factor de cautela. Ainda assim, a percepção dominante é clara: a IA está a redefinir o papel do CFO, transformando-o de guardião financeiro em arquitecto estratégico do valor empresarial.</p>
<h4>No horizonte 2026</h4>
<p>A optimização de custos, a melhoria da qualidade das previsões financeiras e o financiamento de oportunidades de crescimento estão entre as principais prioridades dos CFO para 2026.</p>
<p>De acordo com o inquérito da Gartner, realizado em Agosto de 2025 junto de mais de 200 CFO a nível global, 56% dos inquiridos colocam a optimização de custos à escala de toda a organização entre as cinco principais prioridades, enquanto 51% destacam a melhoria da precisão e da qualidade das previsões financeiras.</p>
<p>Num contexto marcado pela volatilidade económica e incerteza geopolítica, os responsáveis financeiros enfrentam uma tensão crescente entre a necessidade de controlar custos no curto prazo e a ambição de investir no crescimento a longo prazo.</p>
<p>Apesar de menos de metade dos CFO incluir a alocação de capital para novas oportunidades de crescimento no Top 5 de prioridades, este foi o tema mais vezes classificado como prioridade número um, evidenciando uma divisão clara entre um grupo de líderes fortemente orientados para o crescimento e uma maioria mais cautelosa.</p>
<p>O relatório evidencia também preocupações crescentes em torno da inteligência artificial, da transformação digital da função financeira e da escassez de talento. Apenas 36% dos CFO dizem sentir-se confiantes na sua capacidade para gerar impacto empresarial com a IA, apesar do aumento do investimento nesta tecnologia em várias áreas das organizações.</p>
<p>A confiança é igualmente limitada quando se trata de acelerar o uso de IA nas finanças (44%) e de atrair e reter talento digital para funções financeiras (42%), factores que a Gartner considera críticos para o desempenho financeiro futuro.</p>
<p>Os analistas da Gartner defendem que os planos de transformação não devem centrar-se apenas em processos e tecnologia, assumindo que o talento digital surgirá automaticamente. Pelo contrário, os CFO devem definir metas claras e um plano de acção que alinhe os objectivos de talento com as ambições de transformação da função financeira.</p>
<p>Em 2026, já não basta aos CFO dominar os números, é preciso pensar estrategicamente, aproveitar a tecnologia e trabalhar de forma próxima com todas as áreas da empresa. Quem conseguir unir visão financeira, uso da IA e valorização do talento estará em melhor posição para guiar a organização, transformar desafios em oportunidades e gerar crescimento sustentável a longo prazo.</p>
<h4>A opinião dos líderes financeiros</h4>
<p>A Risco colocou duas perguntas a vários responsáveis financeiros:</p>
<p><strong>1.</strong> &#8220;Na sua visão, quais são as competências essenciais que um CFO deve ter hoje para liderar a transformação digital da função financeira e da empresa como um todo?&#8221;</p>
<p><strong>2.</strong> &#8220;De que forma as novas tecnologias, desde automação em Excel até algoritmos de análise avançada, têm alterado a forma como toma decisões estratégicas e mede o impacto nos resultados da empresa?&#8221;</p>
<h3>Filipe Almeida, director financeiro da Fidelidade</h3>
<p><strong>1.</strong> Um director financeiro que lidere a transformação digital da área financeira precisa de combinar competências de liderança com a capacidade de mobilizar equipas, já que esta mudança não é exclusiva da função financeira e exige colaboração estreita com as várias áreas da empresa, tanto de negócio como de suporte. Além disso, deve ser capaz de mobilizar e inspirar a própria equipa financeira a participar activamente neste processo de mudança. Deve possuir literacia tecnológica suficiente para compreender conceitos como automação ou IA e avaliar o impacto destas soluções na eficiência dos processos financeiros e, sobretudo, na qualidade da tomada de decisão. No actual contexto de abundância de informação, é igualmente essencial um elevado sentido crítico e pragmático para questionar e interpretar os dados, distinguindo o que é relevante do que é ruído. Acresce ainda a necessidade de visão estratégica de longo prazo, garantindo que os investimentos em automação e digitalização criam valor e que esse valor é sustentável. Em suma, deve reunir competências que permitam conduzir a função financeira e a empresa numa transformação digital consistente, colaborativa e orientada para resultados sustentáveis.</p>
<p><strong>2.</strong> As novas tecnologias têm potencial para alterar profundamente a forma como a função financeira apoia a gestão. A automação e outras ferramentas digitais podem reduzir drasticamente o tempo gasto na preparação e reporte de informação, eliminando tarefas repetitivas e minimizando erros e riscos operacionais. No caso da Fidelidade, esta transformação tem permitido libertar capacidade para tarefas e funções que acrescentam maior valor, permitindo outputs mais rápidos e com maior qualidade. Por exemplo, a contabilização e reporte de activos financeiros, que na Fidelidade é uma área de negócio relevante, está praticamente automatizada, o que permite o foco da equipa na análise de variações e sanity checks. É importante, no entanto, termos em conta que se trata de um caminho em construção, com elevado potencial, que, no caso da Fidelidade, estamos a priorizar e a investir de forma consistente. Reforço, no entanto, que esse caminho não é apenas tecnológico, mas também humano. A adopção destas ferramentas exige incentivar e alinhar as equipas para a mudança necessária, sabendo que alguma resistência é normal. O papel da liderança é, nesse sentido, criar confiança, mostrar o impacto positivo no dia-a-dia e garantir que todos percebem como estas soluções reforçam o seu contributo para a empresa.</p>
<h3>Miguel Costa Antunes, CFO da Sonae Sierra</h3>
<p><strong>1.</strong> Hoje, um CFO tem de combinar uma sólida competência financeira e uma visão transversal do negócio, com uma elevada capacidade de impulsionar a transformação e a adopção de tecnologias digitais. Mais do que dominar tecnologia, é essencial saber estruturar o percurso que vai desde o reconhecimento dos dados como activo fundamental até à tomada de decisões com impacto económico real. Destaco quatro competências-chave: em primeiro lugar, capacidade analítica avançada, para tirar partido de grandes volumes de dados e apoiar decisões mais rápidas e informadas; em segundo, o conhecimento profundo dos modelos de negócio, dos mercados, dos clientes e da cadeia de valor, garantindo que a transformação digital está alinhada com a criação sustentada de valor e não apenas com ganhos de eficiência de curto prazo; em terceiro, liderança da mudança, promovendo novas formas de trabalhar, capacitando equipas e assegurando uma adopção responsável da tecnologia. Por fim, a governação e gestão do risco, particularmente relevantes num contexto de maior automatização e uso intensivo de dados. Na Sonae Sierra, a transformação digital tem sido um pilar da evolução do modelo de gestão, permitindo uma maior integração entre áreas, reforçando a capacidade de previsão e apoiando decisões mais informadas ao longo de todo o ciclo de investimento e gestão de activos. Esta abordagem tem contribuído para uma função financeira mais distintiva, próxima do negócio e ainda mais orientada para o crescimento.</p>
<p><strong>2.</strong> As novas tecnologias permitiram uma evolução da função financeira: passámos de uma lógica predominantemente retrospectiva para uma abordagem mais preditiva, contínua e orientada para a decisão. A automatização de tarefas recorrentes, desde o reporting até à consolidação e análise financeira, libertou tempo das equipas para actividades de maior valor acrescentado. Ao mesmo tempo, o recurso a modelos analíticos avançados e a ferramentas de previsão tem vindo a melhorar significativamente a qualidade da informação disponível para o processo de decisão, permitindo testar hipóteses, antecipar impactos e avaliar riscos com maior rigor. Isto reflecte-se numa medição mais objectiva e eficaz do desempenho, não apenas financeiro, mas também operacional e estratégico, em articulação com outras áreas da organização. Na Sonae Sierra, estas capacidades são particularmente relevantes num negócio intensivo em activos e em dados, como a gestão e desenvolvimento de ecossistemas de retalho e imobiliário, onde decisões informadas e atempadas são determinantes para a criação de valor para investidores, parceiros e comunidades. Estamos a viver ciclos de inovação cada vez mais curtos, pelo que é essencial termos propósitos claros, estarmos muito atentos, monitorizarmos resultados de forma regular para ajustarmos prioridades e sermos capazes de tomar decisões rápidas, no tempo certo.</p>
<h3>Helena Sanches, coordenadora do departamento financeiro da ID Logistics Portugal</h3>
<p><strong>1.</strong> Na minha experiência, a função financeira tem evoluído de forma muito significativa, especialmente em empresas como a ID Logistics, onde a complexidade operacional, a diversidade de clientes e a inovação fazem parte do quotidiano. Hoje, o papel da coordenação financeira vai muito além do controlo tradicional dos números: exige compreender o negócio, apoiar as equipas e assegurar que a informação financeira é fiável, útil e alinhada com os objectivos da empresa. Uma competência crucial é a capacidade de articulação entre a área financeira e as operações. Trabalhamos com volumes elevados e realidades operacionais muito distintas, o que obriga a uma leitura contínua dos dados financeiros em conjunto com indicadores de produtividade, níveis de serviço e eficiência dos centros logísticos. A coordenação financeira tem um papel-chave na análise dessa informação e na sua tradução em dados claros que permitam desencadear medidas concretas, apoiar a tomada de decisão e o equilíbrio entre crescimento e controlo de custos. A literacia digital é também determinante. Não se trata de dominar a tecnologia em profundidade, mas de compreender o seu potencial para simplificar processos, melhorar a qualidade da informação e aumentar a eficiência. No dia-a-dia, isso significa identificar oportunidades de automatização, aperfeiçoar modelos de reporting e contribuir para a implementação de ferramentas que tornem o trabalho das equipas mais ágil e rigoroso. Por fim, a transformação digital exige capacidade de adaptação, aprendizagem contínua e envolvimento activo das equipas. Na ID Logistics, este processo assenta muito na proximidade, na formação e na promoção de uma cultura orientada para dados, mantendo sempre o rigor financeiro exigido num grupo internacional, e a colaboração estreita com áreas como operações e tecnologia.</p>
<p><strong>2.</strong> As novas tecnologias tiveram um impacto muito concreto na forma como o departamento financeiro apoia a tomada de decisão na ID Logistics. A automatização de tarefas, quer através de modelos mais sólidos em Excel, quer através de ferramentas de reporting, reduziu significativamente o tempo dedicado a actividades manuais e repetitivas. Isso libertou a equipa para se focar mais na análise, no acompanhamento do negócio e no apoio às diferentes áreas operacionais. Hoje, dispomos de uma visão mais frequente e integrada dos resultados, cruzando dados financeiros com informação operacional dos centros logísticos. Esta integração permite analisar com maior detalhe o impacto de variações de volume, ganhos de produtividade ou alterações nos níveis de serviço nos resultados financeiros. Esta ligação entre finanças e operações tornou o acompanhamento do desempenho muito mais próximo da realidade do terreno. O recurso a análises mais avançadas também veio reforçar a nossa capacidade prospectiva. É possível contribuir para a antecipação de cenários, a avaliação de riscos e a medição do impacto das iniciativas implementadas, facilitando ajustes contínuos e uma gestão mais ágil. As ferramentas digitais ajudam-nos a medir resultados de forma mais rigorosa e a fornecer informação mais sólida para a tomada de decisão estratégica. Em suma, a tecnologia reforçou o papel do departamento financeiro na ID Logistics como um parceiro próximo do negócio, mais orientado para a análise, para a melhoria contínua e também para a criação de valor sustentável.</p>
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