O Governo italiano confirmou esta noite em conferência de imprensa que o número de casos de coronavírus subiu para 76, sendo que nas últimas horas foi registado um em Turim e outro em Milão.
No final de um Conselho de Ministros extraordinário, o primeiro-ministro Giuseppe Conte anunciou que o seu governo aprovou um decreto-lei com o objetivo de proibir as entradas e saídas nas áreas onde há mais casos confirmados. E que as restrições serão “avaliadas periodicamente”.
Perante a escalada do número de novos casos, foi criado um perímetro de segurança no Venetto e na Lombardia, que inclui o encerramento de diversos locais de trabalho, escolas, universidades e eventos públicos. Os jogos da Liga italiana de domingo foram também adiados por razões de segurança.
Só na região de Lombardia existem 54 casos confirmados até ao momento. Mais de dez municípios estão isolados, com cerca de 250 pessoas em quarentena, decretada pelas autoridades, desde sexta-feira.
A nível nacional, o ministério da Saúde italiano ordenou aos cidadãos do país que tenham estado nas áreas infetadas pelo vírus na China nos últimos 14 dias para ficarem em casa e comunicarem às autoridades que estiveram na China. “O não cumprimento destas medidas constituirá uma violação da lei”. “Se for necessário, e a os cidadãos não acatarem as instruções, haverá intervenção das “forças armadas”, garante o Executivo.
O Governo italiano confirmou este sábado a segunda morte por coronavírus no país. Esta é a terceira morte provocada pelo vírus Covid-19 na Europa, sendo que o primeiro caso aconteceu em França.
A primeira morte na Europa ocorreu em 15 de fevereiro, em França, tratando-se de um turista chinês, originário da província de Hubei, a mais afetada na China, onde teve origem o surto.




