Coronavírus: DGS garante plano de contingência no combate à falta de medicamentos

Fotografia: Lusa

Marta Temido, ministra da saúde, revelou que «muitas empresas e uma parte da indústria farmacêutica têm na sua produção países de regiões mais afectadas» pelo coronavírus, revelando por esse motivo que o abastecimento de medicamentos em Portugal, pode vir a estar condicionado.

Já a Diretora Geral da Saúde, desvaloriza, afirmando que «a China não tem o monopólio da produção, nem nada que se pareça», apesar da Ásia fabricar os principais activos farmacêuticos utilizados na Europa, garantindo mesmo à TSF que até existem produtos «feitos em Portugal».

Apesar da segurança da directora geral da saúde, já estão a ser adoptadas medidas de contingência pelas autoridades de saúde a nível mundial, na tentativa de prevenir uma eventual falta de medicamentos.

«Há um mecanismo europeu para estas situações que, obviamente, está a ser activado. A Agência Europeia do Medicamento (EMA), outras agências mundiais e também o Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde estão a trabalhar nesta questão de ver a produção, de ver as matérias-primas, de ver até que ponto a produção se pode expandir», revelou Graça Freitas citada pela TSF.

A directora geral da saúde assegurou ainda que «estão a ser vistos todos os mecanismos para garantir que, se houver uma epidemia à escala global, os medicamentos essenciais existirão em quantidade suficiente para tratar as pessoas», acrescentando que não há motivos para uma preocupação maior, nem necessidade de «fazer nenhum tipo de reserva de medicamentos em casa», declarou à TSF.

«Neste momento, estamos todos descansados. A vida está a decorrer com normalidade para esta época. Não há surtos activos na Europa, não houve cadeias de transmissão importantes; a doença continua localizada na China», disse Graça Freitas.

O presidente do Infarmed, Rui Ivo, partilha da mesma opinião, afirmando que «os sistemas estão a funcionar (…) podemos estar serenos», refere citado pela TSF, explicando ainda que  «o Infarmed está a acompanhar e monitorizar a situação», assegurando que caso exista alguma falha na produção de medicamentos na China, é possível encontrar alternativas em outros países.

 

 

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