A crise de stocks que atingiu os supermercados em toda a Ásia foi progressivamente espalhando-se ao Velho Continente, fruto do ritmo a que os consumidores começaram a acumular mantimentos e produtos de higiene, receando ter de enfrentar uma pandemia de coronavírus.
As informações compiladas pela Bloomberg mostram, por exemplo, que as mercearias na Alemanha e nos Países Baixos, onde a expressão utilizada para este “excesso de compras” é “compra de hamster”, por ser um comportamento semelhante ao dos ditos roedores que enchem as bochechas com nozes – enfrentam uma significativa procura por produtos básicos como papel higiénico.
Nos mercados franceses e ingleses, com a rutura a abranger todo o tipo de gel desinfetante para as mãos, o retalho está a aproveitar-se da forte procura para fazer disparar os preços, numa situação que já levou o governo francês está considerando limitar o preço.
Ainda em França, propriamente num supermercado Carrefour, perto da fronteira com a Suíça, houve uma corrida aos ravioli enlatados e pouco restou do papel higiénico e pasta de dentes.
No centro de Berlim, desde o início desta semana, que uma farmácia tenta gerir a rutura de stock em vários produtos, nomeadamente papel higiénico, lenços de papel, toalhas de papel e luvas de plástico, pois viram as suas prateleiras ficarem vazias.
O Ministério da Saúde alemão já publicou no seu site uma lista de sobrevivência de alimentos em seu site, na qual sugere, para um adulto, num período de 10 dias, 20 litros de bebidas, 3,5 kg de grãos, batatas, macarrão e arroz, 4 kg de legumes e leguminosas, 2,5 kg de frutas e nozes e 2,6 kg de produtos lácteos. Também sugere armazenar cerca de meio quilo de gorduras e óleos.








