Coronavírus coloca dois navios de cruzeiro em quarentena. Há 13 passageiros infectados

Pelo menos 10 passageiros do navio Diamond Princess, que chegou à baía de Yokohama, perto de Tóquio, na noite de segunda-feira, com 3711 pessoas a bordo, estão infectados pelo novo coronavírus, segundo a estação televisiva chinesa “NHK”, que cita o Ministério da Saúde do Japão.

Executive Digest

Pelo menos 10 passageiros do navio Diamond Princess, que chegou à baía de Yokohama, perto de Tóquio, na noite de segunda-feira, com 3711 pessoas a bordo, estão infectados pelo novo coronavírus, segundo a estação televisiva chinesa “NHK”, que cita o Ministério da Saúde do Japão.

Em Hong Kong, as autoridades chinesas decidiram também colocar sob quarentena o navio de cruzeiro World Dream, com mais de 1800 passageiros e tripulantes a bordo, depois de as análises a três pessoas terem dado positivo.

Na passada quinta-feira, 30 de Janeiro, seis mil pessoas que viajavam a bordo do navio Costa Smeralda ficaram retidos no porto de Civitavecchia, perto de Roma, enquanto dois passageiros chineses eram examinados por suspeita de coronavírus.

As autoridades de saúde de Pequim actualizaram esta quarta-feira para 493 o número de casos mortais, com 64 mortes registadas na China nas últimas 24 horas. De acordo com as autoridades chinesas, o número total de pessoas infectadas com o novo coronavírus, detectado em Dezembro na cidade de Wuhan, capital da província de Hubei, no centro do país, colocada, entretanto, sob quarentena, aumentou para 24.597.

Quase 230 casos foram registados em 27 outros países e regiões fora da China continental, segundo a agência “Reuters”.

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A Organização Mundial de Saúde declarou na quinta-feira passada uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional por causa do surto do novo coronavírus na China, mas considera que ainda não é o momento para declarar uma pandemia.

As pessoas infectadas podem transmitir a doença durante o período de incubação, que demora entre um dia e duas semanas, sem que o vírus seja detectado. Os sintomas incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias.

O vírus já matou mais na China do que a epidemia de SARS (síndrome respiratória aguda grave). Este último surto começou no Sul da China e foram registados mais de oito mil casos em todo o mundo. Matou mais de 800 pessoas em 2002-2003. Mais tarde, descobriu-se que as autoridades chinesas encobriram novos casos de SARS durante meses, o que agravou a sua propagação. Desde 2004 que não havia registo de nenhum novo caso, a nível mundial, e a comunidade médica chegou a considerar  a síndrome respiratória aguda grave erradicada.

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Veja aqui, em tempo real, o mapa da propagação do coronavírus.

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