Coronavírus. Cidadãos podem vir a ser submetidos a questionários nos aeroportos

Os viajantes vindos de determinadas regiões poderão ter de vir a responder a perguntas nos aeroportos nacionais para saber os últimos contactos que fizeram e onde.

Segundo o “Expresso”, a medida foi discutida na reunião extraordinária dos ministros da Saúde da União Europeia convocada para esta quinta-feira e anunciada pela ministra da Saúde, Marta Temido, após o encontro.

A governante explica que o objectivo é despistar «contactos recentes dos passageiros» com infectados com o novo Covid-19, designação oficial do coronavírus. A decisão está prevista «para as próximas horas ou dias», adiantou ainda. 

Outra medida que foi discutida  e que poderá ser implementada tem a ver com a «aquisição conjunta, por parte dos Estados-membros da UE, de equipamentos de protecção individual». Para Marta Temido, «poderá ser relevante para Portugal». 

Recorde-se que, os novos casos confirmados de coronavírus subiram quase 10 vezes e as mortes mais do que duplicaram em apenas 24 horas na província de Hubei, o epicentro do surto viral. Segundo o jornal “South China Morning Post”, a comissão de saúde de Hubei alterou os critérios de diagnóstico usados para confirmar novos casos. 

A epidemia provocada pelo coronavírus causou já 1.370, das quais 1.361 na China continental, onde se contabilizam 59 822 mil infectados desde o início do surto em Dezembro. Ao número de óbitos, acresce uma morte nas Filipinas e outra na região administrativa especial chinesa de Hong Kong. No total, há 60.376 casos em, pelo menos, 24 países.

Entretanto, o porta-voz da Organização Mundial da Saúde, Tarik Jašarević, disse ao “Expresso” que a agência está a «a acompanhar a situação para ter uma visão mais clara das atualizações recentes da definição e do protocolo seguido pela China na divulgação dos casos». «É nosso entendimento actual que a nova definição de casos alarga a rede, incluindo não apenas casos confirmados em laboratório, mas também casos clinicamente diagnosticados com base em sintomas e exposição», acrescentou o porta-voz, garantindo que a OMS irá partilhar mais informações à medida que as for recebendo.

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