O presidente da Câmara Municipal de Wuhan, Zhou Xianwang, onde terá começado o novo coronavírus, colocou o seu cargo à disposição esta segunda-feira, depois de admitir ter escondido informações sobre o surto. A notícia está a ser avançada pela televisão estatal chinesa “CCTV”.
Além de Zhou Xianwang, o secretário do Partido Comunista da China em Wuhan, Ma Guoqiang propôs a sua demissão, assumindo «toda a responsabilidade» pela propagação do vírus.
As autoridades locais reportaram apenas 41 pacientes inicialmente, todos em Wuhan, descartando a possibilidade de a doença ser transmissível entre humanos. E antes de ter sido decretado o isolamento, cerca de cinco milhões de pessoas terão saído de Wuhan, o que pode ter ajudado a espalhar o vírus por outras cidades chinesas.
A China elevou esta segunda-feira para 80 mortos e 2.761 infectados o balanço do novo coronavírus, detectado em Dezembro em Wuhan, e alertou que o país está no ponto «mais crítico». As autoridades anunciaram 24 novas mortes desde domingo na região de Hubei, mas não registaram óbitos fora daquela província. O Governo chinês, recorde-se, decidiu prolongar o período de férias do Ano Novo Lunar, que deveria terminar na quinta-feira, para tentar limitar a movimentação da população. Está também a construir duas unidades hospitalares de raiz para fazer face ao novo surto e colocou 13 cidades de quarentena.
Além da China, também foram reportados casos em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, França, Austrália e Canadá. As pessoas infectadas podem transmitir a doença durante o período de incubação, que demora entre um dia e duas semanas, sem que o vírus seja detectado.
O último surto do género começou no Sul da China e foram registados mais de oito mil casos em todo o mundo. Matou mais de 800 pessoas em 2002-2003. Mais tarde, descobriu-se que as autoridades chinesas encobriram novos casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave durante meses, o que agravou a sua propagação. Desde 2004 que não havia registo de nenhum novo caso, a nível mundial, e a comunidade médica chegou a considerar a síndrome respiratória aguda grave erradicada.














