Coronavírus: 3 passos para não atacar as poupanças da reforma

Embora seja compreensível, especialistas em finanças não aconselham que se retire dinheiro dos planos de poupança para a reforma. O resgate antecipado pode ser sinónimo de penalizações.

Executive Digest

Desde que o novo coronavírus foi classficado como pandemia pela Organização Mundial de Saúde que são as várias vozes a apontar para uma possível recessão económica. Embora seja compreensível, especialistas em finanças não aconselham que se retire dinheiro dos planos de poupança para a reforma. O resgate antecipado pode ser sinónimo de penalizações.

«As pessoas podem estar tentadas a fazer isto porque procuram segurança, mas, na verdade, o resgate tem o efeito oposto e representa maior risco e instabilidade no futuro», sublinha Eric Roberge, fundador da Bwyond Your Hammock, em declarações ao Business Insider.

Segundo a mesma publicação, o melhor é optar por outras vias e deixar as poupanças sossegadas. Eis três dicas para ultrapassar esta fase de incerteza sem compromoter o futuro:

1 – Não fazer nada
Durante uma crise financeira, não é boa política resgatar os investimentos, já que isso significa subtrair dinheiro da reforma. Além disso, os mercados irão recuperar (ainda que não seja claro quando) e os investimentos que tiverem permanecido intactos terão mais valor;

2 – Pensar a longo prazo
«Este é dinheiro a longo prazo. Não tome decisões a curto prazo com base em medo ou especulação», alerta ainda Eric Roberge. No entanto, poderá ser útil repensar a estratégia de investimento, tendo em conta a volatilidade do mercado. Variar entre obrigações e accções, por exemplo, é um dos caminhos;

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3 – Engordar as poupanças
No mesmo sentido, esta não é a altura para retirar dinheiro mas, sim, injectar. A conta poupança deve continuar a receber contributos regulares para assegurar que haverá capital disponível quando a situação melhorar.

«É difícil não reagir emocionalmente a situações voláteis, mas temos planos financeiros por um motivo: para nos mantermos de pé em tempos incertos e turbulentos», acrescenta Eric Roberge. Para quem não tem um plano, esta é a altura certa para começar a pensar no tema.

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