A Coreia do Norte anunciou esta quarta-feira que decidiu “expulsar” o soldado norte-americano Travis T. King que, em julgo deste ano, foi detido após ter cruzado a fronteira voluntariamente, durante uma visita guiada à zona desmilitarizada que separa as duas Coreias.
De acordo com a agência de notícias norte-coreana KCNA, a investigação a Travis King, “soldado das Forças Armadas dos EUA que foi detido após ilegalmente introduzir-se em território da República Popular Democrática da Coreia, na zona desmilitarizada de Panmunjom, a 18 de julho”, foi concluída”.
Às autoridades de Pyongyang, o soldado “confessou ter-se introduzido ilegalmente” em território da Coreia do Norte por “se sentir mal contra os maus-tratos desumanos e a discriminação racial dentro das Forças Armadas dos EUA” e por estar “desiludido com as desigualdades na sociedade norte-americana”
“O organismo relevante da Coreia do Norte decidiu expulsar Travis King”, indica a agência de notícias do regime de Kim Jong Un.
O soldado em causa, Travis T. King, deveria ter sido enviado de volta para os EUA, no seguimento de um caso de má-conduta, mas não embarcou no voo previsto. Na altura, King estava numa ação da Área de Segurança Conjunta, na “zona desmilitarizada” entre Coreias.
O Departamento de Estado dos EUA impõe, desde 2017, limitações às viagens de norte-americanos à Coreia do Norte, devido a razões de segurança e King é o primeiro que se saiba ter sido detido naquele país nos últimos anos.














