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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Dependência do carro mancha bom desempenho ambiental de Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 23:02:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal é dos países europeus com menos emissões de gases com efeito de estufa (GEE) por habitante e também dos que produz mais energias renováveis, mas o desempenho é estragado pela forte dependência dos automóveis.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Portugal é dos países europeus com menos emissões de gases com efeito de estufa (GEE) por habitante e também dos que produz mais energias renováveis, mas o desempenho é estragado pela forte dependência dos automóveis. </P><br />
<P>Os dados são sistematizados e divulgados pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, através da base de estatísticas Pordata, e são divulgados a propósito do Dia Mundial do Ambiente, que hoje se comemora.</P><br />
<P>Num mundo onde é preciso reduzir as emissões de GEE, pelos quais os transportes são um dos principais responsáveis (em Portugal é o principal), o país rendeu-se ao automóvel: de 1990 para 2023 o uso de transportes públicos diminuiu de 29% para 12% e o uso de carro passou de 72% para 88%.</P><br />
<P>Portugal passou de quinto país onde menos se viajava de carro para o topo da tabela, passou de quarto país que mais usava o comboio para o quarto que menos o usa, e passou de quinto país que mais usava autocarros para o quarto país que menos os usa (entre 17 países europeus com dados disponíveis).</P><br />
<P>Se no retrato ambiental Portugal apresenta alguns bons indicadores o cômputo geral fica manchado pela dependência dos automóveis. </P><br />
<P>Dados de 2023 indicam que 88,2% dos quilómetros percorridos por passageiros são feitos de carro (terceiro valor mais elevado da UE). Já os quilómetros percorridos por quem viaja de autocarro representam só 7,5%, e de comboio 4,2%, metade da média europeia.</P><br />
<P>De 1990 para 2024, o parque automóvel em Portugal mais do que triplicou e passou de um carro por cada cinco pessoas para um carro para cada duas pessoas.</P><br />
<P>Outro dado ainda sobre automóveis indica que em 2024 se venderam em Portugal mais de 40 mil novos carros elétricos, 20% do total e acima da média europeia (13,5%). Na Dinamarca mais de metade dos carros novos eram elétricos.</P><br />
<P>Apesar dos números sobre carros elétricos, a verdade é que os transportes são responsáveis por 34,4% das emissões (dados de 2024), o quarto valor mais elevado da UE, com cerca de 20% das emissões nacionais associadas à combustão de gasolina e gasóleo do parque automóvel.</P><br />
<P>Os dados agora divulgados pela Pordata indicam que, ainda que Portugal seja o terceiro país com menos emissões &#8220;per capita&#8221; (só superado pela Suécia e Malta), entre 1990 e 2024 o país foi o terceiro que menos reduziu emissões. Todos os países da UE reduziram emissões.</P><br />
<P>Outros dados agora divulgados indicam que, em 2024, em Portugal, o consumo final de energia (por famílias, indústria e transportes) teve como principais fontes os produtos petrolíferos (42,9%), a eletricidade (26,4%), as renováveis (19,5%) e o gás natural (10,2%).</P><br />
<P>No consumo de energia renovável, Portugal está em sexto lugar na UE e acima da média europeia.</P><br />
<P>As famílias portuguesas pesam menos no consumo de energia do que a média europeia. </P><br />
<P>Segundo os números, dependem sobretudo da eletricidade da rede (43,2%) e de fontes renováveis (36,7%), e a média europeia depende sobretudo no gás natural (29,7%) e da eletricidade (26,6%).</P><br />
<P>Portugal está entre os quatro países da UE onde mais de 95% da energia produzida teve origem em fontes renováveis. </P><br />
<P>O Dia Mundial do Ambiente centra-se este ano nas alterações climáticas, com o Azerbaijão a receber as celebrações a nível global. </P><br />
<P>A data relaciona-se com o 5 de junho de 1974, quando começou a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano (conferência de Estocolmo), a primeira grande reunião da ONU sobre o ambiente. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772134]]></sapo:autor>
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		<title>Portugal é bom aluno nas renováveis, mas chumba na estrada: especialista alerta para paradoxo ambiental</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 23:01:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Fundação Francisco Manuel dos Santos]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Loura]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[pordata]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Luísa Loura, diretora da Pordata, comentou à 'Executive Digest' os dados mais recentes do estudo que aponta um país com uma equação difícil de resolver: a mobilidade como travão à transição ambiental]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal chega ao Dia Mundial do Ambiente com um retrato que mistura boas notícias e sinais de alerta. O país está entre os que menos emitem gases com efeito de estufa por habitante na União Europeia e aparece acima da média europeia nas energias renováveis. Mas há um ponto onde a transição ambiental continua a esbarrar: a mobilidade.</p>
<p>Os dados sistematizados pela Pordata, da Fundação Francisco Manuel dos Santos, mostram que Portugal foi, em 2024, o terceiro país da União Europeia com menos emissões de gases com efeito de estufa por habitante, com 4,8 toneladas de CO2 equivalente per capita. Só Malta e Suécia apresentaram valores mais baixos.</p>
<p>A boa posição, porém, tem uma leitura menos confortável. Entre 1990 e 2024, Portugal foi também um dos países europeus que menos reduziu emissões por habitante. Luísa Loura, diretora da Pordata, explica que o país “partiu de uma posição muito boa”, uma vez que “sempre teve poucas emissões” e não tinha setores particularmente poluentes quando comparado com outros Estados-membros. Ainda assim, sublinha que Portugal “não contribuiu especialmente para o esforço de redução das emissões ao nível da União Europeia”.</p>
<p>A comparação com a Suécia ajuda a perceber o problema. Segundo Luísa Loura, em exclusivo à &#8216;Executive Digest&#8217;, ambos os países partiram de uma situação semelhante em 1990, mas a Suécia conseguiu ficar entre os dez países que mais reduziram emissões. Portugal, pelo contrário, manteve-se quase estável. “Portugal ainda tem caminho para reduzir estas emissões”, resume a responsável.</p>
<p><a href="https://executivedigest.sapo.pt/?attachment_id=771981" rel="attachment wp-att-771981"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata1.png" alt="" width="586" height="270" class="alignnone size-full wp-image-771981" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata1.png 586w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata1-300x138.png 300w" sizes="(max-width: 586px) 100vw, 586px" /></a></p>
<p><a href="https://executivedigest.sapo.pt/?attachment_id=771982" rel="attachment wp-att-771982"><img decoding="async" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata.png" alt="" width="537" height="266" class="alignnone size-full wp-image-771982" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata.png 537w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata-300x149.png 300w" sizes="(max-width: 537px) 100vw, 537px" /></a></p>
<p><strong>O travão está na estrada</strong></p>
<p>O setor dos transportes é hoje o principal responsável pelas emissões nacionais de gases com efeito de estufa. Em 2024, representou 34,4% do total, o quarto valor mais elevado da União Europeia e nove pontos percentuais acima da média comunitária. Cerca de 20% das emissões nacionais estão associadas à combustão de gasolina e gasóleo no parque automóvel português.</p>
<p>Mais do que um problema abstrato, este é o ponto onde os dados ambientais se cruzam com a vida quotidiana. Portugal tinha, em 2024, mais de 6,1 milhões de veículos ligeiros de passageiros registados, o equivalente a 574 automóveis por cada mil habitantes. Em 1990, eram 185 carros por mil habitantes. Em pouco mais de três décadas, o parque automóvel mais do que triplicou.</p>
<p><a href="https://executivedigest.sapo.pt/?attachment_id=771984" rel="attachment wp-att-771984"><img decoding="async" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata4.png" alt="" width="586" height="326" class="alignnone size-full wp-image-771984" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata4.png 586w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata4-300x167.png 300w" sizes="(max-width: 586px) 100vw, 586px" /></a></p>
<p><a href="https://executivedigest.sapo.pt/?attachment_id=771985" rel="attachment wp-att-771985"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata2.png" alt="" width="584" height="739" class="alignnone size-full wp-image-771985" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata2.png 584w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata2-237x300.png 237w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata2-356x450.png 356w" sizes="auto, (max-width: 584px) 100vw, 584px" /></a></p>
<p>Luísa Loura evita colocar o problema como uma acusação direta aos condutores. Na sua leitura, a dependência do automóvel não é tanto um “bloqueio ambiental”, mas está claramente a “bloquear a melhoria”. O setor dos transportes é um dos que mais emite e, ao mesmo tempo, um daqueles onde a intervenção pública pode ter efeito mais direto.</p>
<p>“O automóvel, a utilização do automóvel, comparativamente com outros países da União Europeia, não só o número de carros que temos per capita, como a própria utilização do automóvel, é maior do que nos outros países”, explica a diretora da Pordata. Por isso, acrescenta, “há com certeza algum trabalho que se consegue fazer no sentido de reduzir a utilização do automóvel” e esse trabalho pode ser eficaz na redução das emissões.</p>
<p><strong>Não é só comodismo: é falta de alternativa</strong></p>
<p>O dado mais expressivo talvez esteja na evolução da mobilidade. Entre 1990 e 2023, o uso dos transportes públicos em Portugal caiu de 29% para 12%, enquanto a utilização do carro subiu de 72% para 88%. Em 2023, 88,2% dos quilómetros percorridos por passageiros em Portugal foram feitos de automóvel, o terceiro valor mais elevado da União Europeia.</p>
<p><a href="https://executivedigest.sapo.pt/?attachment_id=771986" rel="attachment wp-att-771986"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata6.png" alt="" width="584" height="732" class="alignnone size-full wp-image-771986" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata6.png 584w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata6-239x300.png 239w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata6-359x450.png 359w" sizes="auto, (max-width: 584px) 100vw, 584px" /></a></p>
<p><a href="https://executivedigest.sapo.pt/?attachment_id=771987" rel="attachment wp-att-771987"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata5.png" alt="" width="580" height="322" class="alignnone size-full wp-image-771987" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata5.png 580w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata5-300x167.png 300w" sizes="auto, (max-width: 580px) 100vw, 580px" /></a></p>
<p>No comboio e no autocarro, a trajetória foi inversa. Portugal passou de quarto país com maior uso do comboio para quarto país com menor utilização, entre os países com dados comparáveis desde 1990. A extensão da linha férrea também recuou, de 3.126 quilómetros em 1990 para 2.526 quilómetros em 2024.</p>
<p>Para Luísa Loura, esta evolução tem uma explicação que vai além da preferência individual. A responsável aponta para mudanças profundas na habitação, no mercado de trabalho e nos movimentos pendulares. Muitas pessoas passaram a viver cada vez mais longe dos centros urbanos onde estudam ou trabalham, por pressão dos preços da habitação, e essa alteração não foi acompanhada por uma rede de transportes suficientemente eficaz.</p>
<p>“As pessoas mais novas, as que entram de novo para o mercado de trabalho, são de certa forma forçadas a ir procurar casa longe”, explica. O problema, acrescenta, é que este movimento “não está a ser acompanhado pelas infraestruturas”, nem por comboios, nem por autocarros, nem por redes articuladas entre municípios.</p>
<p>É aqui que a leitura se torna mais política e territorial. Não se trata apenas de convencer os portugueses a deixarem o carro em casa. Trata-se de lhes dar uma alternativa real. “Eu não colocaria o ónus nas pessoas que, por comodismo, preferem usar o carro. Não acho isso de todo”, afirma Luísa Loura. Em muitos casos, diz, as alternativas são tão demoradas que “não chegam a ser alternativas”.</p>
<p><strong>O país mudou mais depressa do que os transportes</strong></p>
<p>A diretora da Pordata identifica uma desadaptação entre a velocidade das mudanças sociais e a resposta das infraestruturas. Os movimentos pendulares aumentaram, as famílias foram empurradas para fora dos centros urbanos e a organização dos transportes não acompanhou esse novo mapa do país.</p>
<p>O problema torna-se ainda mais evidente quando envolve vários municípios. Horários que não coincidem, redes que não comunicam e fronteiras administrativas que dificultam deslocações simples ajudam a explicar porque é que, na análise custo-benefício, muitos portugueses continuam a escolher o carro.</p>
<p>Luísa Loura dá o exemplo da região Oeste, onde os municípios procuraram articular respostas e criar condições para circular dentro da região com passe gratuito. Para a responsável, este tipo de solução mostra que há margem para políticas públicas capazes de responder à nova realidade da mobilidade.</p>
<p>A tendência, no entanto, continua a agravar-se. Segundo a diretora da Pordata, a utilização do carro “tem vindo a piorar desde 2015”. Ou seja, o problema não pertence apenas ao passado. Continua ativo e, em alguns indicadores, está a intensificar-se.</p>
<p><strong>Carros elétricos ajudam, mas não resolvem tudo</strong></p>
<p>Há uma mudança positiva no parque automóvel: os carros elétricos estão a crescer. Em 2024, venderam-se em Portugal mais de 40 mil novos automóveis elétricos, cerca de 20% das novas matrículas, acima da média europeia de 13,5% e mais do dobro do valor registado em 2022.</p>
<p>Do ponto de vista das emissões diretas, a eletrificação é relevante. Luísa Loura reconhece que os carros elétricos podem contribuir muito para reduzir gases com efeito de estufa, uma vez que não há combustão de gasolina ou gasóleo. “Os carros elétricos são limpos no aspeto das emissões de gases com efeito de estufa”, afirma.</p>
<p>Mas há duas cautelas. A primeira é temporal: mesmo que a compra de carros novos seja cada vez mais elétrica, o peso destes veículos no total do parque automóvel continuará a ser reduzido durante vários anos, porque as pessoas não trocam de carro de um momento para o outro. A segunda é estrutural: trocar carros a combustão por carros elétricos reduz emissões, mas não resolve, por si só, a dependência do automóvel.</p>
<p>A responsável admite ainda que os elétricos têm outras contrapartidas ambientais que devem ser consideradas. Por isso, embora veja a eletrificação como parte do caminho, insiste que a prioridade deve passar também por tornar os transportes públicos mais atrativos, mais úteis e mais compatíveis com as necessidades reais das pessoas.</p>
<p><strong>Renováveis são a força de Portugal, mas o petróleo continua a pesar</strong></p>
<p>O paradoxo português fica mais claro quando se olha para a energia. Portugal está entre os países da União Europeia com maior peso de renováveis no consumo e na produção. Mais de 95% da energia produzida no país tem origem em fontes renováveis, uma proporção que coloca Portugal entre os melhores desempenhos europeus.</p>
<p>Ainda assim, no consumo final de energia, os produtos petrolíferos continuam a dominar. Em 2024, representavam 42,9% do consumo final de energia em Portugal, acima da média europeia de 37,3%. O setor dos transportes absorve 80% desse consumo no país.</p>
<p><a href="https://executivedigest.sapo.pt/?attachment_id=771988" rel="attachment wp-att-771988"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata8.png" alt="" width="552" height="281" class="alignnone size-full wp-image-771988" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata8.png 552w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata8-300x153.png 300w" sizes="auto, (max-width: 552px) 100vw, 552px" /></a></p>
<p><a href="https://executivedigest.sapo.pt/?attachment_id=771989" rel="attachment wp-att-771989"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata7.png" alt="" width="597" height="425" class="alignnone size-full wp-image-771989" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata7.png 597w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/Pordata7-300x214.png 300w" sizes="auto, (max-width: 597px) 100vw, 597px" /></a></p>
<p>Isto significa que Portugal tem uma base forte na produção renovável, mas continua preso a uma estrutura de consumo muito dependente do petróleo, sobretudo por causa da mobilidade. A eletricidade limpa ajuda, mas não chega enquanto a deslocação diária continuar tão centrada no automóvel.</p>
<p>Também nas famílias há diferenças face à Europa. Em Portugal, os agregados familiares pesam menos no consumo de energia do que a média europeia e dependem sobretudo da eletricidade e das renováveis. Na União Europeia, o gás natural tem um papel muito mais forte no consumo doméstico. Essa diferença ajuda Portugal no retrato energético geral, mas não compensa o peso dos transportes.</p>
<p><strong>A transição ambiental decide-se também fora da energia</strong></p>
<p>Os dados da Pordata mostram que Portugal não parte de uma posição frágil. Pelo contrário: tem poucas emissões por habitante, uma produção de energia fortemente renovável e menor dependência doméstica do gás natural do que muitos parceiros europeus.</p>
<p>Mas a leitura de Luísa Loura acrescenta uma nuance essencial: estar bem posicionado não é o mesmo que estar a transformar-se depressa. Portugal reduziu pouco desde 1990 e continua a ter nos transportes a principal margem de melhoria.</p>
<p>O desafio, por isso, não está apenas em produzir energia mais limpa ou vender mais carros elétricos. Está em reorganizar a mobilidade num país onde a habitação empurrou muitas pessoas para longe dos centros, onde os movimentos pendulares aumentaram e onde os transportes públicos perderam peso precisamente quando mais precisariam de ganhar escala.</p>
<p>Enquanto quase nove em cada dez quilómetros percorridos por passageiros forem feitos de carro, a transição ambiental portuguesa continuará incompleta. Portugal pode ser um bom aluno nas renováveis e nas emissões per capita, mas a estrada continua a ser o seu teste mais difícil.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771971]]></sapo:autor>
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		<title>Gestora de fortunas suíça prepara investimento de até 800 milhões em megaurbanização entre Marvila e Beato</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 22:44:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma nova megaurbanização com cerca de 1.400 casas vai nascer numa área de aproximadamente 28 hectares entre Marvila e o Beato, em Lisboa.]]></description>
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<p data-start="108" data-end="524">Uma nova megaurbanização com cerca de 1.400 casas vai nascer numa área de aproximadamente 28 hectares entre Marvila e o Beato, em Lisboa, depois de a respetiva Unidade de Execução ter sido aprovada pela Câmara Municipal a 22 de abril. O investimento global poderá variar entre 500 milhões e 800 milhões de euros, revelou o Negócios, com a promotora maioritária controlada pela gestora de fortunas suíça 1875 Finance.</p>
<p data-start="526" data-end="850">O projeto é promovido pela Floris Marvila, empresa que detém metade das 12 parcelas abrangidas pela operação, correspondentes a mais de 70% dos terrenos. A intervenção é desenvolvida em coordenação com a Câmara de Lisboa e com a Infraestruturas de Portugal, que possuem, respetivamente, 21,2% e 6,6% dos terrenos envolvidos.</p>
<p data-start="852" data-end="1150">A aprovação da Unidade de Execução Marvila-Beato surge depois de dois períodos de discussão pública, realizados entre maio e junho do ano passado e entre janeiro e fevereiro deste ano. Até agora, não tinha sido revelado quem estava por detrás da Floris Marvila nem o valor estimado do investimento.</p>
<p data-start="1152" data-end="1223"><strong>Nova zona urbana terá casas, comércio, serviços e equipamentos públicos</strong></p>
<p data-start="1225" data-end="1458">A operação prevê a criação de cerca de 1.400 habitações, incluindo habitação social e acessível. O plano inclui ainda equipamentos públicos, como um centro de dia e um lar de idosos, bem como espaços destinados a comércio e serviços.</p>
<p data-start="1460" data-end="1814">A intervenção urbanística conta com uma equipa multidisciplinar que integra o gabinete de arquitetura portuense OODA e o escritório neerlandês MVRDV. A proposta procura combinar nova construção, espaço público e preservação de património existente numa zona da cidade marcada por antigas barreiras físicas e pela presença de infraestruturas ferroviárias.</p>
<p data-start="1816" data-end="2001">Entre os elementos patrimoniais e culturais integrados no projeto estão o Convento do Beato e uma seringueira centenária, que deverá tornar-se o ponto central de uma nova praça pública.</p>
<p data-start="2003" data-end="2062"><strong>Quatro áreas ligadas por parque central e corredores verdes</strong></p>
<p data-start="2064" data-end="2377">De acordo com o Negócios, a proposta organiza-se em quatro áreas distintas: Açúcar, Polu, Beato e Madre Deus. Cada uma terá identidade própria, mas todas serão ligadas por um parque central, por praças, pátios e corredores verdes destinados a criar continuidade entre o novo desenvolvimento e os bairros vizinhos.</p>
<p data-start="2379" data-end="2632">O parque urbano será o elemento estruturante do plano. Além de espaço de lazer, deverá funcionar como ligação entre as várias zonas da intervenção e a envolvente, assumindo também uma função ecológica e de mitigação da futura Terceira Travessia do Tejo.</p>
<p data-start="2634" data-end="2921">A configuração prevista garante acessos a vários pontos do território, percursos pedonais e cicláveis, continuidade com a frente ribeirinha e ligação à futura estação de Marvila. O parque deverá incluir ainda áreas para desporto, lazer, hortas urbanas, eventos e atividades comunitárias.</p>
<p data-start="2985" data-end="3318">A zona entre Marvila e o Beato teve, no passado, uma forte componente agrária, associada a quintas senhoriais, solares e hortas que abasteciam Lisboa. A partir do final do século XIII, a área foi sendo moldada pelo desenvolvimento industrial inicial, com as linhas férreas a criar, ao longo do tempo, barreiras físicas no território.</p>
<p data-start="3320" data-end="3507">O objetivo da intervenção passa por transformar essas barreiras em novas ligações, usando a paisagem e o espaço público para reconectar os bairros entre si, com a cidade e com o rio Tejo.</p>
<p data-start="3509" data-end="3787">Com a Unidade de Execução já aprovada, seguem-se agora as fases de estudo de impacte ambiental, obras de urbanização e loteamentos. Estes passos deverão consolidar o enquadramento legal e técnico necessário para avançar com a transformação desta área da zona oriental de Lisboa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772126]]></sapo:autor>
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		<title>Mais de 40% dos portugueses veem apoiantes do Chega como uma ameaça, revela sondagem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 22:33:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O PCP surge como o segundo partido cujos simpatizantes são mais descritos com palavras negativas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="72" data-end="433">Os simpatizantes do PSD avaliam o Chega de forma mais negativa do que o PS, apesar das negociações já conduzidas por Luís Montenegro no Parlamento. A sondagem do Expresso e da SIC, realizada pelo ICS/ISCTE/GfK, mostra que os sociais-democratas dão ao partido de André Ventura uma nota média de 2,8 numa escala de zero a dez, abaixo da avaliação atribuída ao PS.</p>
<p data-start="435" data-end="683">A diferença face aos partidos mais à esquerda é curta, mas politicamente relevante. Entre os simpatizantes do PSD, o Chega recebe uma avaliação média de 2,8, enquanto a CDU e o Bloco de Esquerda ficam nos 2,9. O Livre surge um pouco acima, com 3,7.</p>
<p data-start="685" data-end="1002">O dado ganha peso porque contrasta com a estratégia política do primeiro-ministro. Luís Montenegro tem colocado o PS, agora liderado por José Luís Carneiro, e o Chega como potenciais parceiros de negociação parlamentar, mas os simpatizantes sociais-democratas não fazem essa equiparação na sua avaliação dos partidos.</p>
<p data-start="1004" data-end="1059"><strong>PSD é o partido preferido dos simpatizantes socialistas</strong></p>
<p data-start="1061" data-end="1405">A sondagem revela também que, entre os apoiantes do PS, o partido mais bem avaliado fora da própria área socialista é precisamente o PSD, embora com uma nota média de apenas 3,9. Os antigos parceiros da ‘geringonça’ surgem agora pior avaliados pelos simpatizantes socialistas: CDU e Bloco ficam nos 3,7, abaixo do PAN e do Livre, ambos com 3,9.</p>
<p data-start="1407" data-end="1651">Entre os simpatizantes do PSD, há ainda outro dado relevante: a Iniciativa Liberal é mais bem avaliada do que o CDS, atual parceiro de coligação. A IL recebe 4,9, muito perto da neutralidade na escala de zero a dez, enquanto o CDS fica nos 4,7.</p>
<p data-start="1653" data-end="2013">Do lado do Chega, a antipatia dos simpatizantes sociais-democratas não é devolvida na mesma medida. Os apoiantes de André Ventura continuam a preferir o PSD a todos os outros partidos do chamado “sistema”. O partido de Luís Montenegro recebe 3,8 entre os simpatizantes do Chega, acima da IL, que fica nos 3,6. O PS recebe 3, enquanto Bloco e CDU ficam nos 2,5.</p>
<p data-start="2015" data-end="2076"><strong>Chega é o partido que mais agrada aos seus próprios apoiantes</strong></p>
<p data-start="2078" data-end="2417">Um dos traços mais fortes do inquérito está na autoavaliação. Os simpatizantes do Chega são os que melhor classificam o seu próprio partido, atribuindo-lhe uma nota média de 8,1. Esse valor fica 0,3 pontos acima da avaliação interna feita pelos sociais-democratas ao PSD e 0,7 pontos acima da avaliação dos simpatizantes socialistas ao PS.</p>
<p data-start="2419" data-end="2656">No conjunto dos inquiridos, o PS é atualmente o partido mais bem avaliado pelos portugueses e o único que fica acima do ponto central da escala. Os socialistas obtêm uma nota média de 5,2, enquanto o PSD surge a curta distância, com 4,8.</p>
<p data-start="2658" data-end="2965">Na zona mais negativa aparecem Bloco de Esquerda, Chega, CDU e CDS, com médias entre 3,6 e 3,7. A meio da tabela, mas ainda com avaliações negativas, surgem o Livre, com 3,9, o PAN, com 4,1, e a Iniciativa Liberal, com 4,2. O JPP, partido madeirense, é reconhecido apenas por cerca de metade dos inquiridos.</p>
<p data-start="2967" data-end="3034"><strong>Mais de 40% veem simpatizantes do Chega como ‘ameaça’ real ou moral</strong></p>
<p data-start="3036" data-end="3365">O estudo citado pelo Expresso introduziu ainda uma pergunta inédita em Portugal: pediu aos inquiridos que indicassem uma palavra que descrevesse bem os apoiantes de cada partido com assento parlamentar. A análise das respostas mostra diferenças claras na forma como os simpatizantes das várias forças políticas são percecionados.</p>
<p data-start="3367" data-end="3678">O Chega destaca-se como o partido cujos apoiantes são mais vezes descritos com palavras ou expressões negativas. No total, 46% das respostas associadas aos simpatizantes do partido têm valência negativa. Além disso, mais de 40% dos portugueses olham para os apoiantes do Chega como uma “ameaça” real ou “moral”.</p>
<p data-start="3680" data-end="4021">As descrições mais duras associam os simpatizantes de André Ventura a ideias de extremismo, com termos como “fanáticos”, “fascistas” ou “racistas”, ou a uma desqualificação moral e pessoal, com expressões como “corruptos”, “ladrões”, “mentirosos”, “burros” ou “malucos”. Estes dois grupos representam, em conjunto, 41% das respostas obtidas.</p>
<p data-start="4023" data-end="4078"><strong>PCP também é avaliado negativamente, mas longe do Chega</strong></p>
<p data-start="4080" data-end="4358">O PCP surge como o segundo partido cujos simpatizantes são mais descritos com palavras negativas. Ainda assim, os comunistas ficam bastante abaixo do Chega nas classificações mais duras. Apenas 6% dos eleitores descrevem os simpatizantes comunistas como uma “ameaça extremista”.</p>
<p data-start="4360" data-end="4526">No total, as classificações negativas atribuídas aos apoiantes do PCP chegam aos 25%, um valor próximo do registado pelos simpatizantes do PSD e do PS, ambos nos 23%.</p>
<p data-start="4528" data-end="4937">No caso dos apoiantes dos dois maiores partidos, há outro dado a reter: 12% das caracterizações dos simpatizantes do PSD e 11% das dos simpatizantes do PS são também associadas a desqualificação moral ou pessoal. Por outro lado, 18% dos inquiridos optaram por palavras neutras ou vagas para descrever estes dois grupos, algo que aconteceu apenas em 4% dos casos quando a pergunta era sobre apoiantes do Chega.</p>
<p data-start="4939" data-end="5011"><strong>Apoiantes do Chega usam palavras mais negativas sobre os outros partidos</strong></p>
<p data-start="5013" data-end="5292">De acordo com o Expresso, os simpatizantes do Chega foram os que mais recorreram, em média, a palavras ou expressões com valência negativa quando convidados a descrever apoiantes de outros partidos. Esse tipo de resposta representou 28% das caracterizações feitas por este grupo.</p>
<p data-start="5294" data-end="5664">Foram também os simpatizantes do Chega que mais usaram expressões de desqualificação moral ou pessoal relativamente aos apoiantes de outras forças políticas, com 12% das respostas. Ainda assim, o relatório da sondagem assinala que, nestes dois indicadores, a diferença para os apoiantes dos maiores partidos do centro-direita e do centro-esquerda não é muito expressiva.</p>
<p data-start="5666" data-end="6081">A sondagem reforça assim uma leitura de polarização política, mas com nuances importantes. Os simpatizantes do PSD não veem o Chega como um parceiro natural quando avaliam os partidos numa escala de proximidade, os apoiantes socialistas continuam a atribuir ao PSD a melhor nota fora do seu campo político, e o Chega surge como o partido cujos simpatizantes são mais frequentemente associados a perceções negativas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772122]]></sapo:autor>
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		<title>EUA impõem sanções a Presidente cubano e membros da família Castro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 21:52:31 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo norte-americano impôs hoje sanções económicas a várias individualidades cubanas, incluindo o Presidente, Miguel Díaz-Canel, e membros da família Castro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Governo norte-americano impôs hoje sanções económicas a várias individualidades cubanas, incluindo o Presidente, Miguel Díaz-Canel, e membros da família Castro.</P><br />
<P>Entre os sancionados, estão o filho e um dos netos do ex-presidente Raúl Castro, que já não ocupa qualquer cargo oficial, mas se mantém, aos 95 anos, no centro das decisões sobre o futuro da ilha comunista.</P><br />
<P>A mulher e o enteado do atual Presidente cubano foram igualmente adicionados à lista de sanções do Departamento do Tesouro norte-americano, juntamente com o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias cubano.</P><br />
<P>Desde julho de 2025, Díaz-Canel está também sujeito a sanções diplomáticas impostas pelo Departamento de Estado norte-americano.  </P><br />
<P>As relações entre os Estados Unidos e Cuba deterioraram-se consideravelmente desde o início deste ano. </P><br />
<P>Washington impôs um bloqueio petrolífero &#8216;de facto&#8217; à ilha, emitiu novas sanções contra empresas e dirigentes cubanos e indiciou o ex-presidente Raúl Castro num caso que remonta a 1996.</P><br />
<P>O chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, considera que a ilha comunista, situada a 150 quilómetros da costa da Florida, representa &#8220;uma ameaça extraordinária&#8221; à segurança nacional dos Estados Unidos e ameaçou repetidas vezes &#8220;assumir o controlo&#8221; desta.</P><br />
<P>Os dois Governos afirmam, todavia, que prosseguem os seus contactos diplomáticos.</P><br />
<P>O filho de Raúl Castro, Alejandro Castro Espin, foi um elemento fundamental nas negociações secretas entre Cuba e os Estados Unidos que conduziram, em 2015, ao restabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países.</P><br />
<P>Quando Washington impõe sanções a pessoas e entidades, quaisquer bens que estas possuam nos Estados Unidos são congelados.</P><br />
<P>As empresas e os cidadãos norte-americanos estão também proibidos de fazer negócios com elas, sob pena de serem também alvo de sanções.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772117]]></sapo:autor>
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		<title>Sofia Lavreshina garante qualificação para Europeus de atletismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 21:18:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A atleta portuguesa Sofia Lavreshina qualificou-se hoje para os Europeus de atletismo, ao correr os 400 metros barreiras em 54,48 segundos, a segunda melhor marca nacional de sempre, ficando a apenas três centésimos do recorde nacional.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A atleta portuguesa Sofia Lavreshina qualificou-se hoje para os Europeus de atletismo, ao correr os 400 metros barreiras em 54,48 segundos, a segunda melhor marca nacional de sempre, ficando a apenas três centésimos do recorde nacional.</P><br />
<P>Segundo o Comité Olímpico de Portugal, a atleta do Sporting superou o seu anterior máximo pessoal (56,64 segundos), melhorando em mais de dois segundos, para vencer a prova do Liese Prokop Memorial, em Sankt Pölten, na Áustria.</P><br />
<P>O tempo de 54,48 segundos deixa-a muito perto do recorde nacional de Fatoumata Diallo (54,45 segundos), obtido nos Mundiais de Tóquio.</P><br />
<P>Os Europeus disputam-se entre 10 e 16 de agosto, em Birmingham, no Reino Unido.</P><br />
<P>Também em competição na Áustria, Diogo Barrigana foi segundo classificado nos 400 metros barreiras, com 49,97 segundos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772115]]></sapo:autor>
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		<title>Ucrânia: Zelensky propõe encontro frente-a-frente em carta aberta a Putin</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 20:59:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, propôs hoje um encontro direto com o homólogo russo, Vladimir Putin, numa carta aberta, sugerindo também um "cessar-fogo total" enquanto decorrerem negociações para pôr fim à guerra.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, propôs hoje um encontro direto com o homólogo russo, Vladimir Putin, numa carta aberta, sugerindo também um &#8220;cessar-fogo total&#8221; enquanto decorrerem negociações para pôr fim à guerra.</P><br />
<P>&#8220;A Ucrânia propõe pôr fim a esta guerra através de um contacto direto entre nós. Proponho um encontro&#8221;, escreveu Zelensky na carta dirigida &#8220;ao presidente da Federação Russa&#8221;, Vladimir Putin.</P><br />
<P>&#8220;Proponho definir uma data clara para esse encontro&#8221;, escreveu.</P><br />
<P>Zelensky acrescentou que a Ucrânia está &#8220;pronta para um cessar-fogo total durante o período de negociações&#8221;, nas quais considera que a Europa e os Estados Unidos devem também participar.</P><br />
<P>A Rússia invadiu em fevereiro de 2022 o país vizinho e ali trava desde então uma guerra sem fim à vista.</P><br />
<P>Kiev tem proposto repetidas vezes um cessar-fogo prolongado para facilitar negociações, mas Moscovo rejeita a ideia, argumentando que tal permitiria ao Exército ucraniano reabastecer-se.</P><br />
<P>&#8220;A linha da frente de hoje é a linha onde deve começar a diplomacia&#8221;, escreveu ainda o chefe de Estado ucraniano, que em raras ocasiões se dirigiu diretamente ao homólogo russo, mas já tinha anteriormente proposto uma reunião.</P><br />
<P>Vladimir Putin, que já antes declarara que só estaria disposto a reunir-se com Zelensky após a conclusão de um acordo de paz, estava hoje a terminar uma reunião com a imprensa estrangeira em São Petersburgo quando a carta aberta foi divulgada e ainda não se pronunciou sobre ela.</P><br />
<P>Mas o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, já reagiu, declarando que Volodymyr Zelensky pode reunir-se com Vladimir Putin &#8220;em qualquer altura&#8221;, segundo a comunicação social estatal russa.</P><br />
<P>&#8220;Zelensky pode vir a Moscovo em qualquer altura&#8221;, disse Peskov, acrescentando que o Presidente russo ainda não viu a carta em questão.</P><br />
<P>O Presidente norte-americano, Donald Trump, também já reagiu, afirmando que um encontro entre os Presidentes Putin e Zelensky seria &#8220;ótimo&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Fico muito feliz por estarem a falar em encontrar-se. Acho que tivemos algo que ver com isso (&#8230;) Acho que seria ótimo que se encontrassem&#8221;, declarou Trump na sala oval da Casa Branca.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772114]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Associação dos ucranianos em Portugal pede retirada de moeda com inscrição da Rússia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 19:53:56 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Associação dos ucranianos em Portugal apelou ao primeiro-ministro que a moeda numismática intitulada "Multiculturalismo" seja retirada da circulação oficial e dos catálogos e publicações oficiais, por incluir uma inscrição relacionada com a Rússia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Associação dos ucranianos em Portugal apelou ao primeiro-ministro que a moeda numismática intitulada &#8220;Multiculturalismo&#8221; seja retirada da circulação oficial e dos catálogos e publicações oficiais, por incluir uma inscrição relacionada com a Rússia.</P><br />
<P>Em causa está uma moeda de coleção com o valor facial de 5 euros, intitulada &#8220;Multiculturalismo&#8221;, no âmbito da série &#8220;Cria a Moeda&#8221;, onde estão representadas mãos entrelaçadas que formam o contorno de Portugal, numa das quais se encontra a inscrição &#8220;Rússia&#8221;. </P><br />
<P>A associação expressou &#8220;surpresa que o Governo de Portugal tenha aprovado um símbolo que não corresponde à realidade atual e que, ainda mais, possa ser percepcionada como uma forma de justificar os crimes cometidos pela Rússia contra os ucranianos, bem como as suas ameaças de guerra nuclear dirigidas contra as países democráticos&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Desde o início da agressão russa em grande escala, os ucranianos em Portugal dirigiram-se repetidas vezes ao Governo português, solicitando apoio para o repatriamento das crianças ucranianas ilegalmente deportadas da Ucrânia pela Rússia&#8221;, recordou a associação, salientando que até à data, o Governo da Ucrânia verificou informações relativas a mais de 20.570 casos de deportação ou transferência forçada de crianças ucranianas pela Rússia.</P><br />
<P>Neste contexto, a associação questiona &#8220;que tipo de &#8216;multiculturalismo&#8217; da Rússia está o Governo de Portugal a sancionar na nova moeda numismática do Banco de Portugal&#8221;.</P><br />
<P>Deixou também o pedido ao primeiro-ministro, numa missiva assinada pelo presidente da associação, Pavlo Sadokha, para que a moeda &#8220;seja retirada da circulação oficial e dos catálogos e publicações oficiais&#8221;, ainda que &#8220;compreendendo que poderá ter-se tratado de uma decisão tomada sem plena ponderação das suas implicações&#8221;.</P><br />
<P>Segundo a página da Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM), a moeda teve origem na quinta edição do concurso Desenhar a Moeda, promovido pela INCM com o Município de Faro, que teve como tema &#8220;A Multiculturalidade&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Com 139 propostas de alunos do ensino básico, venceu o desenho de Melissa Garcia, que representa mãos unidas formando o contorno de Portugal, símbolo de inclusão e diversidade&#8221;, indica a página desta moeda de coleção. </P><br />
<P>De acordo uma nota publicada na página do Banco de Portugal, as caraterísticas da moeda foram aprovadas por uma portaria publicada no Diário da República de 09 de março, que foi assinada pelo secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, João Alexandre da Silva Lopes, em 04 de março de 2026.</P><br />
<P>A moeda tem oito braços que representam oito nacionalidades distintas: Espanha, Itália, Coreia, França, Rússia, Angola, México e Argentina. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772085]]></sapo:autor>
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		<title>O futuro também pode ser a manivela: o elétrico que rejeita os vícios dos carros modernos</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 19:30:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Startup americana apoiada por Jeff Bezos quer chamar a atenção pelo caminho oposto: um elétrico novo que rejeita boa parte daquilo que hoje se associa a um carro moderno]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A indústria automóvel passou anos a vender a ideia de que o futuro teria ecrãs cada vez maiores, aplicações, atualizações remotas, serviços ligados à cloud e carros capazes de comunicar permanentemente com o fabricante. Agora, uma startup americana apoiada por Jeff Bezos quer chamar a atenção pelo caminho oposto: um elétrico novo que rejeita boa parte daquilo que hoje se associa a um carro moderno.</p>
<p>A proposta chama-se Slate Truck e a história foi destacada pela &#8216;Carscoops&#8217;. À primeira vista, é uma pequena pickup elétrica de linhas simples, pensada para ser barata, modular e fácil de personalizar. Mas o detalhe que a torna mais interessante está no que não tem: modem integrado, ligação permanente à internet, ecrã central, rádio de série ou vidros elétricos na versão base.</p>
<p>É, em teoria, um carro moderno. É elétrico, nasce de uma startup tecnológica e chega numa altura em que quase todos os fabricantes tentam transformar o automóvel num smartphone com rodas. Mas a Slate quer vender a ideia contrária: um carro novo que não está sempre ligado, não recolhe dados em permanência e não acompanha o condutor à distância.</p>
<p><strong>A antítese do carro moderno</strong></p>
<p>A contradição é o melhor argumento deste modelo. A Slate não está a tentar vencer a Tesla, a Hyundai, a Kia ou a Rivian no campeonato dos ecrãs, das aplicações e das funcionalidades remotas. Está a tentar convencer um tipo diferente de cliente: aquele que olha para os carros atuais e pensa que talvez já haja tecnologia a mais.</p>
<p>Segundo a &#8216;Carscoops&#8217;, o Slate Truck não inclui modem integrado. Isso significa que não tem ligação permanente à cloud, não permite monitorização remota constante e não oferece uma aplicação capaz de seguir o veículo a partir de qualquer ponto. Num mercado cada vez mais criticado pela recolha de dados, esta ausência deixa de parecer atraso tecnológico e passa a ser uma escolha deliberada.</p>
<p>A Ars Technica resume a ideia de forma direta: sem modem integrado, a pickup da Slate é praticamente a antítese dos veículos atuais. O carro terá uma aplicação, mas esta só funcionará localmente, quando o telemóvel estiver próximo. Há tecnologia, portanto, mas não há uma ligação permanente entre o carro, a marca e o utilizador.</p>
<p><strong>Menos equipamento, mais argumento</strong></p>
<p>A aposta minimalista não fica pela privacidade. A versão base não traz ecrã central, não tem rádio integrado e mantém vidros manuais. O objetivo é cortar custos, simplificar a utilização e deixar ao comprador a possibilidade de acrescentar acessórios ou transformar o veículo ao seu gosto.</p>
<p>A própria Slate apresenta o modelo como uma pickup elétrica “radicalmente simples”, capaz de se adaptar às necessidades do proprietário, incluindo uma configuração próxima de SUV. A marca joga com a ideia de personalização e com uma espécie de regresso ao carro funcional, menos dependente de software e mais próximo de uma ferramenta de trabalho ou lazer.</p>
<p>A imagem ajuda a perceber o posicionamento. Não há linhas futuristas exageradas, portas teatrais ou interiores dominados por ecrãs. O Slate Truck parece deliberadamente básico: carroçaria simples, duas portas, dois lugares, jantes discretas e uma estética mais próxima de um objeto robusto do que de um produto tecnológico de luxo.</p>
<p><strong>O carro que não quer saber onde está</strong></p>
<p>O ponto mais forte para o leitor está aqui: a Slate transforma uma ausência num argumento comercial. Não ter modem podia ser visto como limitação. Mas, num mercado em que os carros recolhem cada vez mais informação, passa a ser uma promessa de privacidade.</p>
<p>Sem ligação permanente, o veículo não consegue enviar constantemente dados de localização e utilização para o fabricante ou para terceiros. A aplicação permitirá consultar informações como autonomia, carregamento, modos de condução, manutenção e apoio, mas não funcionará como um canal remoto permanente.</p>
<p>Isto tem consequências práticas. O condutor perde comodidades que muitos utilizadores já consideram normais, como ligar a climatização à distância, localizar o carro remotamente ou aceder a determinados serviços conectados. Mas ganha algo que começa a ser mais raro: um carro que não está sempre a comunicar com alguém.</p>
<p><strong>Barato, simples e ainda por provar</strong></p>
<p>A pickup da Slate ainda não é um produto de rua. A empresa deverá abrir encomendas a 24 de junho, com um depósito de 300 dólares, cerca de 258 euros, depois de já ter aceitado reservas de 50 dólares, cerca de 43 euros. O preço final deverá ser anunciado nessa altura, depois de a marca ter comunicado a ambição de manter o modelo numa faixa acessível.</p>
<p>Segundo a &#8216;The Verge&#8217;, a startup já terá mais de 160 mil reservas e levantou 650 milhões de dólares, cerca de 560 milhões de euros, para apoiar o lançamento da pickup elétrica. As entregas estão previstas para 2026, embora o verdadeiro teste, como acontece com tantas startups automóveis, só chegue quando começar a produção em escala.</p>
<p>O interesse da Slate, por agora, não está apenas em saber se será o próximo grande nome dos elétricos. Está no sinal que deixa à indústria: talvez nem todos os condutores queiram um carro cheio de software, ecrãs e serviços ligados. Talvez haja espaço para um elétrico moderno que pareça quase antigo na forma como respeita a simplicidade.</p>
<p>Num tempo em que até um utilitário pode recolher dados, fazer atualizações remotas e exigir subscrições para funcionalidades, a Slate aparece como uma provocação simples: e se o carro mais moderno fosse aquele que não precisa de saber tudo sobre quem o conduz?</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771999]]></sapo:autor>
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		<title>Pequim considera que declarações de Rubio sobre Tiananmen &#8220;difamam&#8221; China</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 19:07:03 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A China acusou hoje o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, de difamação, depois de este ter homenageado as vítimas da sangrenta repressão na Praça Tiananmen, em 1989, condenando "a censura" do regime chinês.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A China acusou hoje o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, de difamação, depois de este ter homenageado as vítimas da sangrenta repressão na Praça Tiananmen, em 1989, condenando &#8220;a censura&#8221; do regime chinês.</P><br />
<P>Há 37 anos, a 04 de junho de 1989, os líderes chineses enviaram o Exército para dispersar os manifestantes concentrados na grande Praça Tiananmen, no centro de Pequim &#8212; um episódio que pôs fim a semanas de protestos contra a corrupção e exigindo reformas políticas.</P><br />
<P>A repressão continua a ser um tema tabu na comunicação social da China continental.</P><br />
<P>Na altura, o Governo chinês classificou oficialmente as manifestações de Tiananmen como um &#8220;motim contrarrevolucionário&#8221; instigado por &#8220;uma pequena minoria de pessoas com intenções não-reveladas&#8221;.</P><br />
<P>As autoridades justificaram o uso da força como necessário para pôr fim à &#8220;agitação política&#8221; e repor a ordem.</P><br />
<P>&#8220;Nenhuma censura pode apagar o passado&#8221;, declarou Marco Rubio na quarta-feira, em comunicado.</P><br />
<P>&#8220;Aqueles que se sacrificaram para defender os seus direitos inalienáveis à liberdade de expressão e de reunião pacífica verão um dia justificada a sua causa&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>As declarações de Rubio &#8220;distorcem os factos históricos, difamam o sistema político e o percurso de desenvolvimento da China&#8221;, reagiu hoje uma porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Mao Ning, numa conferência de imprensa regular. </P><br />
<P>A porta-voz instou-o a &#8220;acabar com as manobras de confrontação ideológica e com a ingerência nos assuntos internos da China sob o pretexto da democracia e dos direitos humanos&#8221;.</P><br />
<P>Continua a desconhecer-se o número exato de mortos no massacre de Tiananmen: as autoridades afirmaram que foram mortas entre 200 e 300 pessoas, entre as quais soldados, ao passo que outras estimativas oscilam entre 400 e mais de 2.000 mortos.</P><br />
<P>No território semiautónomo de Hong Kong, no sul da China, Pequim tem trabalhado nos últimos anos para eliminar todas as cerimónias públicas para assinalar a data.</P><br />
<P>Uma vigília anual à luz das velas era ali realizada há décadas, antes da entrada em vigor da lei de segurança nacional, em 2020.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772084]]></sapo:autor>
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		<title>Guterres pede garantias de proteção para civis após últimos confrontos na Somália</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 19:07:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou hoje à proteção dos civis na capital da Somália, instando as partes a retomarem as negociações para evitar a reversão dos "progressos" alcançados nas negociações.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou hoje à proteção dos civis na capital da Somália, instando as partes a retomarem as negociações para evitar a reversão dos &#8220;progressos&#8221; alcançados nas negociações.</P><br />
<P>&#8220;O secretário-geral está alarmado com os relatos de violência em Mogadíscio. Realça a necessidade urgente de todas as partes interessadas retomarem as negociações para identificar um caminho a seguir, a fim de evitar a reversão dos progressos alcançados até à data na Somália, assim como garantir a proteção dos civis e das infraestruturas civis&#8221;, disse o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, em comunicado.</P><br />
<P>Guterres apelou a todas as partes no país africano para que &#8220;exerçam a máxima contenção, se abstenham de qualquer ação que possa incitar mais violência e resolvam as diferenças políticas através do diálogo&#8221;.</P><br />
<P>O líder da ONU lembrou que a Missão de Assistência Transitória das Nações Unidas na Somália (UNTMIS) já havia alertado para o &#8220;risco de repetição da crise ocorrida em 2021 devido a divergências sobre o roteiro eleitoral&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Alertas que, infelizmente, obviamente, não foram atendidos&#8221;, observou.</P><br />
<P>&#8220;A Missão da ONU insta todos os líderes somalis a priorizarem o interesse nacional e a retomarem as negociações que terminaram a 15 de maio. Os parceiros internacionais da Somália estão prontos para facilitar este diálogo&#8221;, concluiu.</P><br />
<P>Confrontos eclodiram durante a madrugada em Mogadíscio, lançando colunas de fumo para o ar, enquanto a polícia da Somália anunciava uma operação em grande escala contra milícias.</P><br />
<P>&#8220;Uma operação de segurança em grande escala conduzida pelas forças de segurança da capital está a chegar ao fim. Esta operação visa neutralizar as milícias fortemente armadas que lançaram ataques com morteiros contra certos bairros da capital&#8221;, escreveu a polícia, em comunicado.</P><br />
<P>Trocas de tiros já tinham ocorrido em Mogadíscio na quarta-feira, com o ex-primeiro-ministro somali Hassan Ali Khaire a afirmar ter sido vítima de um ataque por parte de forças governamentais.</P><br />
<P>O porta-voz da polícia somali, Abdifatah Adan, por sua vez, afirmou que as forças de segurança foram &#8220;atacadas por milícias&#8221;.</P><br />
<P>A Somália voltou a mergulhar numa crise aberta duas semanas depois de o Presidente Hassan Sheikh Mohamud ter sido autorizado a permanecer no cargo, apesar de o mandato ter expirado.</P><br />
<P>Isto após as negociações para a transição do processo político com a oposição terem fracassado.</P><br />
<P>Os acontecimentos precipitaram-se quando a principal coligação da oposição, a Aliança para o Futuro da Somália, anunciou o fracasso das negociações de última hora com o Governo e com a comunidade internacional para tentar resolver a situação.</P><br />
<P>Num comunicado, a aliança denuncia o fracasso das negociações &#8220;devido à recusa&#8221; de Mohamud, já identificado como &#8220;ex-presidente&#8221;, e da sua administração &#8220;em alcançar um acordo político baseado num processo de transição inclusivo, no consenso nacional e na responsabilidade partilhada para ultrapassar o vazio constitucional resultante do fim do mandato presidencial em 15 de maio de 2026&#8221;.</P><br />
<P>Todos os esforços para convocar eleições até essa data fracassaram praticamente antes de começar, por múltiplas razões.</P><br />
<P>Além disso, persiste a ameaça constante da violência de grupos armados como o al-Shabaab ou o Estado Islâmico. Outro estado separatista, a Somalilândia, foi recentemente reconhecido por Israel numa decisão sem precedentes.</P><br />
<P>Todos estes fatores colocaram o país à beira da fragmentação, enquanto o Presidente se mantém firme no argumento de que a revisão constitucional sob a qual o país funciona atualmente estabelece um novo limite de mandato de cinco anos que, em teoria, lhe permitiria continuar a governar legitimamente para além de meados deste mês.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772083]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Iraola oficializado como novo treinador do Liverpool </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 19:02:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O treinador espanhol Andoni Iraola vai assumir o comando técnico do Liverpool na próxima temporada, sucedendo ao neerlandês Arne Slot, anunciou hoje o clube da Liga inglesa de futebol.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O treinador espanhol Andoni Iraola vai assumir o comando técnico do Liverpool na próxima temporada, sucedendo ao neerlandês Arne Slot, anunciou hoje o clube da Liga inglesa de futebol.</P><br />
<P>Iraola chega ao Liverpool após três épocas em destaque no Bournemouth, o qual conduziu à histórica qualificação europeia na última temporada.</P><br />
<P>&#8220;Estou muito entusiasmado, muito entusiasmado mesmo. Porque, obviamente, conheces o Liverpool, sabes que é um grande clube, um clube enorme, um dos maiores do mundo&#8221;, disse o técnico, de 43 anos, aos meios oficiais dos &#8216;reds&#8217;.</P><br />
<P>Na nota divulgada no seu sítio oficial da Internet, o Liverpool não refere a duração do contrato.</P><br />
<P>O espanhol classifica o Liverpool &#8220;um clube especial&#8221;, sublinhando que a possibilidade de treinar &#8220;jogadores de alto nível e disputar títulos&#8221; torna o desafio atrativo.</P><br />
<P>Natural do País Basco, Iraola sucede a Arne Slot e chega a Anfield após passagens bem-sucedidas por AEK Larnaca, Mirandés e Rayo Vallecano, onde garantiu a promoção à Liga espanhola logo na primeira temporada, em 2020.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772082]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Falta de acesso às instalações nucleares iranianas é uma &#8220;preocupação&#8221; &#8211; AIEA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 19:02:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) indicou, num relatório confidencial consultado hoje pela AFP, que a falta de acesso para inspecionar material nuclear no Irão é a sua principal preocupação, pedindo a Teerão que "coopere construtivamente".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) indicou, num relatório confidencial consultado hoje pela AFP, que a falta de acesso para inspecionar material nuclear no Irão é a sua principal preocupação, pedindo a Teerão que &#8220;coopere construtivamente&#8221;.</P><br />
<P>No entanto, a AIEA não observou qualquer atividade em instalações nucleares estratégicas, como Isfahan e Natanz, desde o início da guerra no Médio Oriente, no final de fevereiro de 2026, de acordo com imagens de satélite, afirmou uma fonte diplomática.</P><br />
<P>A Agência teve o acesso negado a certas instalações-chave no Irão desde que Israel, juntamente com os Estados Unidos, iniciou um conflito de doze dias em junho de 2025, durante o qual instalações nucleares foram atingidas.</P><br />
<P>Estas instalações também foram atingidas durante o conflito em curso. A AIEA solicitou repetidamente acesso a estes locais e, no seu relatório, afirmou que realizou uma inspeção esta semana na instalação nuclear de Bushehr, mas não em outras instalações. </P><br />
<P>Esta central foi construída e é operada com assistência russa para fins civis e também foi alvo de ataques na guerra.</P><br />
<P>&#8220;Embora a Agência tenha reconhecido que os ataques militares às instalações e locais nucleares iranianos criaram uma situação sem precedentes, é crucial que ela possa realizar suas atividades sem demora&#8221;, afirmou o relatório.</P><br />
<P>&#8220;A falta de acesso, durante quase um ano, para verificar o urânio previamente declarado &#8212; um atraso considerável em comparação com as práticas habituais &#8212; é uma preocupação em termos de proliferação&#8221;, segundo a mesma fonte.</P><br />
<P>O diretor-geral Rafael Grossi apela ao Irão para que &#8220;coopere construtivamente para facilitar a implementação plena e eficaz das salvaguardas&#8221;, continua o texto. </P><br />
<P>O relatório será analisado na reunião do Conselho de Governadores da AIEA na próxima semana, em Viena, Áustria, na sede da Agência.</P><br />
<P>Antes dos ataques dos EUA em junho de 2025, a AIEA tinha calculado que o Irão possuía aproximadamente 440 quilos de urânio enriquecido a 60%, um nível próximo dos 90% necessários para a fabricação de uma bomba.</P><br />
<P>Desde então, o destino dessa reserva permanece incerto, já que Teerão se recusa a permitir o acesso dos inspetores da AIEA aos locais danificados pelos ataques dos EUA e de Israel. </P><br />
<P>Israel e os Estados Unidos acusam o Irão de querer adquirir armas nucleares, com o presidente dos EUA, Donald Trump, a invocar essa ameaça para justificar tanto o conflito planeado de 12 dias em 2025 quanto a guerra em curso, desencadeada pelos ataques EUA-Israel em 28 de fevereiro.</P><br />
<P>Teerão negou repetidamente ter ambições militares, afirmando o direito à tecnologia nuclear para fins civis.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772081]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>A partir de 1 de julho, as regras mudam para as frotas de transporte: o que está em causa?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 19:00:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mudança resulta do Pacote da Mobilidade I da União Europeia e obriga estes operadores a utilizarem tacógrafos inteligentes de segunda geração]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As empresas de transporte que operam veículos entre 2,5 e 3,5 toneladas em rotas transfronteiriças vão passar a estar sujeitas a novas obrigações europeias a partir de 1 de julho de 2026. A mudança resulta do Pacote da Mobilidade I da União Europeia e obriga estes operadores a utilizarem tacógrafos inteligentes de segunda geração, aproximando parte das regras aplicadas aos veículos comerciais ligeiros das exigências já conhecidas no transporte pesado.</p>
<p>A alteração, enquadrada pelo Regulamento (UE) 2020/1054, não se limita à instalação do equipamento. Os motoristas destes veículos terão também de cumprir as regras relativas aos tempos de condução, pausas e períodos de descanso, de acordo com o Regulamento n.º 561/2006. Além disso, deverão utilizar cartão digital de motorista e estar preparados para apresentar os registos da sua atividade em caso de inspeção rodoviária.</p>
<p>As autoridades poderão verificar os registos referentes aos últimos 56 dias. Do lado das empresas, passa a ser necessário descarregar regularmente os dados dos tacógrafos, armazená-los de forma segura, analisar os registos e acompanhar o desempenho dos motoristas, num contexto em que a gestão da conformidade legal ganha peso nas operações diárias.</p>
<p><strong>Tacógrafo deixa de ser apenas uma obrigação legal</strong></p>
<p>A Eurowag defende que esta nova geração de tacógrafos inteligentes está a transformar a forma como os operadores de transporte gerem dados, inspeções e operações diárias. O dispositivo deixa de funcionar apenas como ferramenta de registo e passa a assumir um papel mais relevante na gestão de rotas, controlo dos tempos de trabalho, planeamento operacional e administração salarial.</p>
<p>A empresa disponibiliza uma solução que permite descarregar, analisar e utilizar automaticamente os dados dos tacógrafos, ajudando os transportadores a cumprir as obrigações legais e, ao mesmo tempo, a tornar a gestão de frotas mais eficiente. O objetivo é reduzir encargos administrativos e transformar uma exigência regulamentar numa ferramenta prática de otimização do negócio.</p>
<p>“Os dados são descarregados automaticamente e à distância, sem necessidade de ligação manual em depósito. Os dados do tacógrafo ajudam a garantir o cumprimento dos horários de trabalho, eliminam a incerteza relativamente ao tempo de condução disponível e facilitam a execução das operações de acordo com o planeado”, afirma Łukasz Maśka, Product Manager da Eurowag.</p>
<p><strong>Gestão integrada para reduzir custos e ganhar eficiência</strong></p>
<p>Os tacógrafos digitais fazem parte da Eurowag Office, solução que cria um ecossistema integrado onde os dados operacionais ficam reunidos num único local. A informação proveniente do tacógrafo é integrada num sistema de análise do tempo de trabalho, permitindo apoiar o planeamento, verificar o cumprimento dos horários, preparar operações futuras e prever a utilização da frota.</p>
<p>Segundo a Eurowag, esta abordagem permite aos transportadores assegurar o cumprimento integral da regulamentação e, ao mesmo tempo, ganhar margem de eficiência operacional. A empresa aponta como vantagens a redução do tempo de resposta a mudanças, a otimização de custos e o aumento da rentabilidade das operações de transporte.</p>
<p>A partir de julho, a conformidade passa assim a ser uma exigência mais ampla para operadores que até agora estavam fora de algumas destas obrigações. Para muitas empresas com veículos comerciais ligeiros em transporte internacional, o tacógrafo inteligente de segunda geração deixa de ser uma opção tecnológica e passa a ser uma peça central da gestão diária da frota.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771948]]></sapo:autor>
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		<title>Putin admite que Rússia deve melhorar defesa anti-aérea depois de ataque de drones ucranianos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 18:47:15 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente russo, Vladimir Putin, admitiu hoje que a Rússia deve "melhorar" e "reforçar" a sua defesa antiaérea, depois dos ataques com drones ucranianos contra um complexo petrolífero e uma base naval em São Petersburgo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Presidente russo, Vladimir Putin, admitiu hoje que a Rússia deve &#8220;melhorar&#8221; e &#8220;reforçar&#8221; a sua defesa antiaérea, depois dos ataques com drones ucranianos contra um complexo petrolífero e uma base naval em São Petersburgo.</P><br />
<P>&#8220;A Rússia dispõe de um sistema de defesa antiaérea. Sim, temos de o melhorar. Sim, temos de o reforçar, e vamos fazê-lo&#8221;, afirmou Putin durante um encontro com responsáveis de meios de comunicação internacionais, à margem do Fórum Económico Internacional de São Petersburgo.</P><br />
<P>No encontro, o Presidente russo acusou os países ocidentais de fornecerem &#8220;uma grande quantidade de drones&#8221; à Ucrânia, alguns dos quais &#8212; admitiu &#8212; atingem alvos em território russo.</P><br />
<P>&#8220;Os patrocinadores ocidentais fornecem [à Ucrânia] uma grande quantidade de drones de diferentes tipos, incluindo de longo alcance. Alguns deles, infelizmente, ultrapassam as defesas&#8221; antiaéreas, afirmou.</P><br />
<P>Horas antes da abertura do Fórum Económico Internacional de São Petersburgo, o evento anual dedicado ao investimento, um ataque com drones ucranianos incendiou um terminal petrolífero na cidade e atingiu também uma base naval nos arredores da cidade natal de Putin.</P><br />
<P>Putin afirmou que a Rússia está aberta a um compromisso sobre a Ucrânia, em consonância com os entendimentos alcançados durante a sua cimeira com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Anchorage, no Alasca, acrescentando que a Ucrânia precisa de os aceitar para que se chegue a um acordo.</P><br />
<P> Contudo, rejeitou a ideia de que os países da União Europeia possam atuar como mediadores nas negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia, argumentando que não são partes neutras.</P><br />
<P>&#8220;A mediação pressupõe neutralidade. Onde está a neutralidade aqui?&#8221;, questionou, salientando que os potenciais mediadores terceiros precisam de ter a confiança de ambas as partes.</P><br />
<P>&#8220;Como pode a Rússia confiar em pessoas que há anos vêm insistindo na necessidade de infligir uma derrota estratégica à Rússia&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Segundo a Comissão de Investigação da Rússia, os drones que atacam o território russo são, por vezes, modelos de fabrico ocidental ou incluem peças e componentes provenientes de países da NATO, como os EUA, a Alemanha, o Reino Unido, a Itália ou a Turquia.</P><br />
<P>O ex-presidente russo Dmitri Medvédev afirmou hoje que a Rússia terá de &#8220;responder&#8221; ao financiamento ocidental da indústria militar ucraniana.</P><br />
<P>Por outro lado, Putin enfatizou a sua determinação em assumir o controlo de toda a região de Donetsk, no leste da Ucrânia, salientando que a Ucrânia controla cerca de 15% do seu território.</P><br />
<P>Putin declarou que &#8220;o patriotismo e a vontade do povo russo&#8221; garantirão a concretização dos objetivos que Moscovo estabeleceu na Ucrânia.</P><br />
<P>&#8220;As tropas russas estão a avançar ao longo de toda a linha de contacto&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>O ataque com drones de quarta-feira atingiu a base naval vizinha de Kronstadt e um terminal petrolífero, lançando uma enorme nuvem de fumo negro sobre a segunda maior cidade da Rússia, tornando-se em mais um golpe nos esforços de Putin para minimizar o impacto do conflito, que já dura há quatro anos, e de o apresentar como um acontecimento distante que não afeta a vida quotidiana dos russos.</P><br />
<P> Também sublinhou a crescente capacidade da Ucrânia em atingir o interior da Rússia e revelou a vulnerabilidade das suas cidades. Dezenas de voos foram atrasados ou desviados no aeroporto de São Petersburgo e as autoridades cortaram o serviço de internet móvel para tentar impedir ataques com drones.</P><br />
<P>Putin tem aproveitado o fórum para mostrar os avanços económicos do seu país e incentivar o investimento estrangeiro. Frequentemente descrito como a versão russa do Fórum Económico Mundial de Davos, na Suíça, o evento costuma atrair dezenas de milhares de delegados de todo o mundo.</P><br />
<P> Embora autoridades e empresários ocidentais se tenham mantido afastados do fórum depois de Putin ter enviado tropas para a Ucrânia em 2022, a Rússia tem procurado atrair mais convidados de outras regiões para sublinhar o seu objetivo declarado de promover um &#8220;mundo multipolar&#8221;.</P><br />
<P> A Arábia Saudita, que é convidada especial este ano, enviou uma grande delegação. Os Presidentes do Uzbequistão e da Tanzânia e o vice-presidente da China também estão presentes. Um responsável norte-americano, Rodney Mims Cook Jr., presidente da Comissão de Belas Artes dos EUA, está presente pela primeira vez em anos.</P><br />
<P>As perspetivas económicas da Rússia tornaram-se sombrias à medida que o impulso inicial resultante dos gastos militares massivos se esgotou. O Governo aumentou os impostos e o endividamento interno para manter o défice orçamental sob controlo.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772080]]></sapo:autor>
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		<title>Seguro destaca contributo dos imigrantes para funcionamento das misericórdias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 18:41:51 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente da República, António José Seguro, destacou hoje o contributo dos imigrantes para suprir a falta de mão-de-obra com que se debatem as misericórdias portuguesas e, assim, assegurar o funcionamento dessas instituições.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Presidente da República, António José Seguro, destacou hoje o contributo dos imigrantes para suprir a falta de mão-de-obra com que se debatem as misericórdias portuguesas e, assim, assegurar o funcionamento dessas instituições.</P><br />
<P>Falando na abertura do 15.ºCongresso Nacional das Misericórdias, em Braga, Seguro lembrou que, em muitas localidades, são os imigrantes que tratam dos idosos de Portugal.</P><br />
<P>&#8220;É bom que muita gente repare que, em muitas localidades, quem trata dos nossos idosos são imigrantes&#8221;, afirmou. </P><br />
<P>O chefe de Estado aludiu a uma entrevista do presidente da União das Misericórdias, Manuel Lemos, em que este refere que &#8220;no Alentejo todas as misericórdias têm seis a sete nacionalidades diferentes&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;São elas e eles, muitas das vezes em silêncio, que sustentam o que seria um colapso social sem a sua presença. São estas pessoas, nacionais e imigrantes, a quem devemos também uma palavra de agradecimento e reconhecimento pelo seu trabalho, muitas das vezes pouco reconhecido socialmente, mas também pela sua dedicação, pelo seu cuidado, pelo seu amor e compromisso com os utentes, que vai muito para além do que se pode exigir num emprego&#8221;, disse.</P><br />
<P>Sublinhando que são as misericórdias que &#8220;continuam a estar onde por vezes o Estado chega tarde, chega pouco ou simplesmente não está presente&#8221;, António José Seguro sublinhou o peso daquelas instituições no emprego, na saúde e nas respostas sociais.</P><br />
<P>&#8220;Os números falam por si e precisam de ser ditos, porque raramente são referidos juntos. Menciono apenas alguns: 388 misericórdias, 158 mil pessoas apoiadas por dia. 52 mil trabalhadores, 21 hospitais, 508 estruturas residenciais para idosos, 399 creches e estabelecimentos de pré-escolar, 192 unidades de cuidados continuados&#8221;, apontou.</P><br />
<P>Para o Presidente, as misericórdias são &#8220;uma espinha dorsal da solidariedade&#8221; em Portugal.</P><br />
<P>&#8220;É o país que funciona onde, com frequência, as misericórdias são a única instituição que tem uma política de proximidade. E é, em muitas localidades do interior do nosso País, a principal fonte de emprego&#8221;, disse ainda.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772078]]></sapo:autor>
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		<title>Pegou num Ferrari Testarossa e fez isto: seis rodas, 1.200 cavalos e jantes que valem mais do que muitos carros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 18:30:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Testarossa 6x6 fica, por isso, algures entre homenagem, provocação e excesso mecânico. Não é um Ferrari para puristas, nem pretende ser]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um Ferrari Testarossa já não é propriamente um automóvel discreto, mas Richard Rawlings decidiu levar essa ideia muito mais longe. Na Gas Monkey Garage, em Dallas, foi apresentado o primeiro Ferrari Testarossa 6&#215;6 do mundo, um projeto que demorou dois anos a construir e que nasceu a partir de um exemplar recuperado depois de ter sido usado num filme.</p>
<p>O resultado, indicou o site &#8216;Supercar Blondie&#8217;, é um Testarossa com seis rodas, carroçaria alargada, frente inspirada na Ferrari F40, faróis traseiros feitos à medida e uma enorme asa traseira pensada para gerar apoio aerodinâmico. No interior, a preparação também não passou despercebida, com bancos em fibra de carbono e uma decoração igualmente inspirada na F40.</p>
<p>Mas o elemento mais absurdo está debaixo da pele. O motor LT4 sobrealimentado passou a debitar 1.200 cavalos, um valor muito acima da potência original da Testarossa e suficiente para transformar esta Ferrari num exercício mecânico difícil de ignorar. Mesmo para Richard Rawlings, conhecido pelo gosto por projetos extremos e pela notoriedade conquistada com a Gas Monkey Garage e o programa ‘Fast N’ Loud’, esta construção destaca-se como uma das mais invulgares.</p>
<p>A própria Alex Hirschi, conhecida como Supercar Blondie, reconheceu que a Ferrari costuma ser particularmente protetora da originalidade dos seus modelos. Ao ver este Testarossa 6&#215;6, admitiu que era difícil imaginar o que a marca italiana pensaria de uma transformação deste género. Rawlings respondeu em tom descontraído que não queria criar problemas com a Ferrari e que, por enquanto, ainda não tinha recebido qualquer carta da marca.</p>
<p>As jantes ajudam a explicar a escala do projeto. Foram feitas especificamente para este carro e custaram 60 mil dólares, cerca de 51.700 euros. Ou seja, só as rodas deste Testarossa 6&#215;6 custaram mais do que muitos automóveis novos.</p>
<p>Depois de conhecer o carro por fora, Alex Hirschi teve oportunidade de o conduzir. Antes desse teste, a Testarossa tinha percorrido apenas cerca de 16 quilómetros, o que fazia dele um projeto praticamente acabado de sair da oficina. Ao volante, a sensação inicial foi surpreendentemente normal, até o compressor entrar em ação e as rodas extra surgirem nos espelhos laterais.</p>
<p>“A única altura em que pensamos que estamos mesmo em algo completamente absurdo é quando o compressor entra em funcionamento e vemos todas aquelas rodas atrás no espelho lateral”, afirmou Alex Hirschi. A apresentadora resumiu a experiência de forma direta: quem quiser chamar a atenção, dificilmente encontrará carro mais eficaz.</p>
<p>Ainda assim, o projeto não está totalmente afinado. Durante uma manobra de burnout, a suspensão traseira perdeu uma barra de direção, sinal de que os 1.200 cavalos e a configuração 6&#215;6 ainda estão a obrigar a oficina a ajustar a mecânica. Rawlings admitiu que a potência colocada no chão pode estar muito acima do esperado e que até uma brincadeira com pneus queimados pode representar um choque sério para o sistema.</p>
<p>O Testarossa 6&#215;6 fica, por isso, algures entre homenagem, provocação e excesso mecânico. Não é um Ferrari para puristas, nem pretende ser. É antes uma demonstração de até onde pode ir uma oficina quando decide pegar num ícone italiano e transformá-lo num monstro de seis rodas, 1.200 cavalos e jantes mais caras do que muitos carros completos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771964]]></sapo:autor>
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		<title>Setor da IA pede ao Congresso dos EUA que proteja o país de ameças biológicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 18:13:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Executivos da indústria da inteligência artificial (IA) e um grupo de especialistas em segurança nacional pediram ao Congresso dos Estados Unidos que proteja o país das ameaças biológicas, potenciadas pela tecnologia, através da regulamentação dos pedidos de material genético sintético.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Executivos da indústria da inteligência artificial (IA) e um grupo de especialistas em segurança nacional pediram ao Congresso dos Estados Unidos que proteja o país das ameaças biológicas, potenciadas pela tecnologia, através da regulamentação dos pedidos de material genético sintético.</P><br />
<P>Numa carta aberta, dirigentes de renome como Sam Altman (OpenAI), Dario Amodei (Anthropic) e Demis Hassabis (Google DeepMind), galardoado com o Prémio Nobel em 2024, pedem formalmente aos legisladores que imponham por lei salvaguardas rigorosas às empresas que comercializam ADN e ARN sintéticos, componentes essenciais para o desenvolvimento de vacinas e avanços biotecnológicos.</P><br />
<P>&#8220;Os sistemas de IA estão a melhorar rapidamente e, a par dos incríveis benefícios para a ciência e a medicina, existe a possibilidade real de que as barreiras de conhecimento que historicamente impediram os agentes maliciosos de obter armas biológicas sejam significativamente erodidas&#8221;, adverte o documento, assinado em conjunto.  </P><br />
<P>O objetivo central da iniciativa, impulsionada por centros de estudo de diversas correntes ideológicas, é obrigar os fornecedores de ácidos nucleicos a filtrar os pedidos dos seus clientes para bloquear combinações genéticas que se revelem perigosas, bem como verificar a legitimidade dos compradores e manter um registo das transações. </P><br />
<P>Os signatários, entre os quais se encontram também Mustafa Suleyman (Microsoft AI) e Alexandr Wang, fundador da Scale AI e diretor de IA na Meta, alertam que a velocidade do desenvolvimento da IA está a &#8220;mudar as regras do jogo&#8221;. </P><br />
<P>Os modelos atuais já superam virologistas com nível de doutoramento em questões laboratoriais altamente técnicas, o que poderia dar origem a &#8220;ferramentas criminosas para libertar novos agentes patogénicos&#8221;.</P><br />
<P>Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto presidencial voltado para a cibersegurança e a supervisão de modelos de IA, alterando a abordagem desregulamentada que a sua administração vinha a adotar.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772077]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Tribunal da Relação manda repetir julgamento de ex-deputada do PAN Cristina Rodrigues</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 18:03:01 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Tribunal da Relação anulou a decisão do tribunal de primeira instância que absolveu ex-deputada do PAN Cristina Rodrigues, acusada de um "apagão informático" de 'emails' do partido, e mandou repetir o julgamento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Tribunal da Relação anulou a decisão do tribunal de primeira instância que absolveu ex-deputada do PAN Cristina Rodrigues, acusada de um &#8220;apagão informático&#8221; de &#8216;emails&#8217; do partido, e mandou repetir o julgamento.</P><br />
<P>No acórdão, a que a agência Lusa teve acesso, o coletivo de juízes dá razão aos recursos interpostos pelo Ministério Pública (MP) e pelo PAN e anula a decisão do tribunal que, em julho de 2025, absolveu a atual deputada do partido Chega, devolvendo o processo à primeira instância.</P><br />
<P>O tribunal do Juízo Local Criminal de Lisboa entendeu, na altura, que não ficaram provados os dois crimes de dano e acesso ilegítimo aos emails de que Cristina Rodrigues estava acusada pelo MP.</P><br />
<P>Em resposta aos recursos do MP e do PAN, a Relação de Lisboa considera nula a decisão do tribunal de primeira instância por entender que &#8220;não se pronuncia sobre todos os aspetos&#8221; e &#8220;não está devidamente fundamentada&#8221;, incluindo no que respeita à declaração de nulidade de provas.  </P><br />
<P>A Relação acrescenta que a decisão foi proferida sem aguardar prova documental da Assembleia da República que havia admitido e que o tribunal não esclareceu a razão pela qual o partido não poderia aceder aos registos dos e-mails, apontando também a fundamentação insuficiente quanto à conclusão de que aquela conta poderia ser usada para fins pessoais.</P><br />
<P>Em causa neste processo, em que foi também arguida Sara Fernandes, ex-funcionária do PAN, está um &#8220;apagão informático&#8221; nos &#8216;emails&#8217; de dirigentes do PAN em 2020, quando Cristina Rodrigues era ainda deputada do partido.</P><br />
<P>O MP considerou que &#8220;as arguidas agiram de forma deliberada, livre e consciente, de acordo com um plano previamente traçado, com o objetivo de vedar o acesso do PAN e seus militantes ao conteúdo das mensagens de correio eletrónico&#8221; do partido, lê-se na acusação.</P><br />
<P>&#8220;As arguidas removeram da referida caixa de mensagens milhares de mensagens de correio eletrónico ali constantes, o que sabiam não ter autorização para fazer. Visavam as arguidas &#8211; e conseguiram &#8211; impedir o partido PAN de prosseguir a sua atividade política&#8221;, lê-se no despacho.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772076]]></sapo:autor>
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		<title>&#8220;Arrábida sem carros&#8221;: acesso às praias de Setúbal terá mais restrições já a partir desta quinta-feira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 08:15:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Programa “Arrábida Sem Carros 2026”, aprovado pela Câmara Municipal de Setúbal, vai impor novas restrições à circulação automóvel até 15 de setembro]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A época balnear nas praias da Arrábida arranca esta quinta-feira com regras mais apertadas para quem quiser chegar de carro a algumas das zonas balneares mais procuradas de Setúbal. O programa “Arrábida Sem Carros 2026”, aprovado pela Câmara Municipal de Setúbal, vai impor novas restrições à circulação automóvel até 15 de setembro, num ano marcado por riscos naturais, estradas danificadas e maior pressão sobre os acessos às praias.</p>
<p>As limitações abrangem sobretudo os acessos às praias de Albarquel, Figueirinha, Galapos, Creiro e Portinho da Arrábida. A autarquia justifica a decisão com a necessidade de garantir a segurança de pessoas e bens, proteger o património natural da Serra da Arrábida, prevenir riscos e incentivar o uso do transporte público em vez do automóvel particular.</p>
<p>A decisão surge num contexto mais difícil do que em anos anteriores. As tempestades registadas em janeiro e fevereiro agravaram os danos na rede viária costeira, obrigaram à supressão de uma das vias de acesso às praias de Albarquel e da Figueirinha e aumentaram a necessidade de intervenções em estradas e taludes. A isto soma-se a instabilidade do maciço rochoso que mantém encerrada a Rua Círio da Arrábida, entre a Figueirinha e Galapos, desde fevereiro de 2023.</p>
<p><strong>Carros particulares proibidos entre as 07h00 e as 20h00</strong></p>
<p>Entre as principais medidas do programa está a proibição da circulação de viaturas particulares nos acessos às praias de Albarquel e da Figueirinha, todos os dias, entre as 07h00 e as 20h00. Durante esse período, o acesso deverá ser feito através de transporte público, com algumas exceções.</p>
<p>Podem circular moradores, trabalhadores de empresas com atividade nas zonas abrangidas, veículos de emergência e socorro e viaturas com dístico de mobilidade condicionada. Os pedidos de cartão de circulação ou estacionamento autorizado devem ser submetidos através do formulário disponível no portal da Câmara Municipal de Setúbal ou enviados para o endereço eletrónico praias@mun-setubal.pt.</p>
<p>Também os acessos às praias do Portinho da Arrábida, Creiro e Galapos ficam condicionados no mesmo horário, entre as 07h00 e as 20h00. O objetivo é manter condições de segurança, garantir a circulação de veículos de emergência e evitar situações em que o estacionamento irregular bloqueie a passagem.</p>
<p><strong>Mais autocarros para chegar à praia</strong></p>
<p>Para compensar as restrições ao trânsito automóvel, a Câmara Municipal de Setúbal garante um reforço significativo da oferta de transportes públicos em articulação com a Transportes Metropolitanos de Lisboa. As linhas 4470, 4471, 4474 e 4477 serão reforçadas e estão abrangidas pelo passe Navegante.</p>
<p>Durante os fins de semana, a linha 4474, que serve a ligação à Figueirinha, deverá ter frequências de 10 minutos nas horas de maior procura e de 15 minutos nos restantes períodos. De acordo com a autarquia, este reforço só é possível porque a via ficará disponível para a circulação dos transportes públicos em condições de segurança.</p>
<p>O CM refere ainda que, em alguns períodos, as carreiras para as praias poderão circular de 20 em 20 minutos, de 15 em 15 minutos ou até de 10 em 10 minutos nas horas de ponta, consoante a procura e a operação definida.</p>
<p><strong>Estacionamento da Figueirinha fica reservado</strong></p>
<p>A bolsa de estacionamento da Praia da Figueirinha ficará muito limitada durante a época balnear. Este ano, o estacionamento nessa zona será reservado a viaturas dos trabalhadores das concessões balneares, veículos de duas rodas e viaturas com dístico de mobilidade condicionada, até ao limite dos lugares existentes.</p>
<p>Na zona do Creiro continuará a funcionar o transporte público regular, bem como o Parque do Creiro, com cerca de 140 lugares tarifados sob gestão da Associação Baía de Setúbal.</p>
<p>Para quem optar por deixar o carro fora da zona costeira, a Câmara disponibiliza parques gratuitos em vários pontos. Entre as alternativas estão o parque junto ao Alegro Setúbal, com ligação à Figueirinha através da linha 4474, a zona da Várzea, perto do terminal rodoviário e servida pelas linhas 4474 e 4470, e o Mercado Mensal de Azeitão, com acesso à linha 4470 em direção ao Creiro.</p>
<p><strong>“Colocamos a segurança das pessoas em primeiro lugar”</strong></p>
<p>A vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria do Carmo Tiago, defende que a medida resulta das recomendações das entidades responsáveis pela proteção e segurança e que a autarquia optou por não arriscar perante os condicionamentos existentes.</p>
<p>“Esta é uma decisão de responsabilidade. Optámos por seguir as recomendações das entidades de proteção e segurança e não facilitar. A última coisa que queríamos era ter de fechar a circulação a meio da época balnear porque tinha havido um acidente trágico”, afirmou.</p>
<p>A autarca sublinhou ainda que o objetivo é “colocar a segurança das pessoas em primeiro lugar” e, ao mesmo tempo, garantir que os visitantes continuam a poder usufruir das praias da Arrábida.</p>
<p>As intervenções de remoção de terras e estabilização das encostas deverão avançar apenas depois do final da época balnear. Até lá, o acesso às praias de Setúbal será feito com mais restrições, mais transporte público e menos espaço para o automóvel particular.</p>
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