O Ministério Público de Roterdão, na Holanda, pediu seis anos de prisão contra uma luso-holandesa, acusada de colaborar com o grupo terrorista Estado Islâmico (EI), avança o jornal ‘De Telegraaf’.
Segundo declarações dos procuradores proferidas na última audiência, Ângela Barreto, de 26 anos, “contribuiu para a morte de muitas pessoas que foram brutalmente assassinadas e permaneceu no califado até ao último suspiro”.
A mulher, alegam, era casada com três líderes do EI, incluindo um franco-atirador português que desempenhou um papel importante no ramo de comunicação da organização terrorista. O homem terá produzido diversos vídeos de execução das vítimas.
Ângela Barreto, adianta o jornal, é também suspeita de oferecer armas e cintos-bomba, num chat online. “Era uma verdadeira mulher do EI, a organização assassina e implacável precisava dela”, disse o protestador, adiantando que a mulher “viajou com convicção para apoiar a luta armada na Síria.”
Só quando a sua filha morreu na sequência de um dos ataques, e depois de a vida no campo sírio se ter tornado cada vez mais difícil, é que a mulher tentou fugir, de acordo com a acusação.
No entanto, Ângela não se vê como membro do EI, mas como uma jovem ingénua que fez a escolha errada. A mulher diz que achava que ia ajudar as pessoas na Síria e que, uma vez lá, já não poderia voltar. “Foi o pior erro da minha vida”, disse em tribunal.
Também o seu advogado, Jeffrey Jordan, sublinhou que a jovem vivia “num mundo de sonhos” e tem “responsabilidade reduzida” nos crimes de que é acusada, pedindo a sua absolvição, justificada com a juventude difícil, cheia de miséria e com passagem por instituições juvenis. “Ela não se radicalizou”, garantiu.




