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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Homem que matou uma mulher a tiro em centro comercial de Viseu foi condenado a 18 anos de prisão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 16:15:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O suspeito estava acusado de um crime de homicídio qualificado consumado e mais seis na forma tentada]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O homem acusado de ter matado uma mulher a tiro na sequência de uma discussão no centro comercial Palácio do Gelo, em Viseu, em dezembro de 2024, foi hoje condenado a 18 anos de prisão.</p>
<p>Segundo disse à agência Lusa uma fonte do Tribunal de Viseu, após a leitura do acórdão, hoje, o homem foi &#8220;condenado em cúmulo jurídico a 18 anos de prisão&#8221; efetiva.</p>
<p>O suspeito estava acusado de um crime de homicídio qualificado consumado e mais seis na forma tentada.</p>
<p>Da lista de crimes de que estava acusado faziam parte também um de condução perigosa de veículo rodoviário e outro de detenção de arma proibida.</p>
<p>O julgamento começou em 11 de março e os factos ocorreram em 27 de dezembro de 2024 e tiveram origem numa altercação entre membros de duas famílias que se encontravam naquele centro comercial.</p>
<p>A discussão evoluiu para agressões físicas e, depois de ter abandonado o centro comercial, o arguido terá regressado com uma arma de fogo (uma pistola de calibre 6.35 milímetros) e feito disparos contra as pessoas da outra família.</p>
<p>Na sequência dos disparos, morreu uma mulher de 44 anos (já depois de ter sido transportada para o Hospital de São Teotónio, em Viseu) e outras duas pessoas ficaram feridas.</p>
<p>O suspeito fugiu, mas acabou por se entregar à Polícia Judiciária no dia 7 de janeiro de 2025, acompanhado de um advogado.</p>
<p>Depois de ouvido em tribunal, o homem ficou a aguardar julgamento em prisão preventiva e proibido de contactar a irmã e cunhado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783249]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Rede de tráfico de pessoas desmantelada em operação conjunta da PJ e Guarda Civil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 16:14:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Uma operação conjunta da Polícia Judiciária (PJ) e da Guarda Civil espanhola desmantelou uma rede que se dedicava ao tráfico de pessoas, fez cinco detidos e resgatou dois homens cativos há décadas, anunciaram hoje as autoridades portuguesas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Uma operação conjunta da Polícia Judiciária (PJ) e da Guarda Civil espanhola desmantelou uma rede que se dedicava ao tráfico de pessoas, fez cinco detidos e resgatou dois homens cativos há décadas, anunciaram hoje as autoridades portuguesas.</P><br />
<P>Em comunicado enviado à agência Lusa, a PJ explicou que a operação da Diretoria do Centro e da Guarda Civil de Castela e Leão foi realizada em duas fases, na zona de Burgos, no norte de Espanha, e &#8220;visou um grupo de cariz familiar que, de forma concertada, desde há vários anos, recrutava em Portugal pessoas fragilizadas, com carências económicas e em processos de exclusão social&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Em território espanhol, os suspeitos intermediavam, junto de empregadores, o fornecimento de mão de obra para trabalhos agrícolas pouco qualificados, mantendo as vítimas controladas, a viver em deploráveis condições de habitabilidade e alimentação, sob constante coação, ficando na posse da quase totalidade dos proventos auferidos, através da apropriação do dinheiro que os empresários lhes entregavam para pagamento dos salários&#8221;, adiantou a PJ.</P><br />
<P>&#8220;Sem controlo sobre as suas vidas, as vítimas eram inscritas nos Serviços da Segurança Social espanhola, com a finalidade de os exploradores elaborarem contratos de trabalho, obtendo, por esta via e para além dos salários, benefícios resultantes de prestações sociais&#8221;, nomeadamente com a abertura de contas bancárias e registo de viaturas em seu nome, &#8220;estratégia que dificultava a atuação das autoridades&#8221;.</P><br />
<P>Segundo a PJ, as duas vítimas &#8211; resgatadas na primeira fase da operação, em março de 2025 &#8212; &#8220;estavam sob domínio dos suspeitos há 30 e 15 anos, respetivamente, tendo a mais velha sido inclusivamente transacionada entre elementos do grupo, como se de uma mercadoria se tratasse&#8221;.</P><br />
<P>Intitulada &#8220;Mãos Livres&#8221;, a operação das polícias ibéricas resultou em três detenções em Espanha e duas em Portugal, ocorridas hoje e na terça-feira, em cumprimento de mandados de detenção europeus emitidos pelo Tribunal de Coimbra, em articulação com a EUROJUST.</P><br />
<P>A Polícia Judiciária vincou que os dois detidos em Portugal, suspeitos de crimes de tráfico de pessoas, têm 54 e 56 anos e um possui antecedentes criminais pela prática de crimes da mesma natureza.</P><br />
<P>Os dois homens serão oportunamente presentes a tribunal para determinação de medidas de coação, referiu a PJ.</P><br />
<P>Já os três detidos em Espanha, com idades entre os 32 e os 35 anos, foram presentes à Audiência Nacional, em Madrid, para extradição para território português.</P><br />
<P>Nas diligências desenvolvidas em território espanhol, acompanhadas pela PJ, foram ainda recolhidos elementos de prova adicionais, concretamente documentação variada e apreendidos saldos bancários e dois imóveis.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783240]]></sapo:autor>
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		<title>Supremo dos EUA mantém votos por correspondência recebidos após dia de eleições</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 16:13:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Supremo Tribunal]]></category>
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					<description><![CDATA[O Supremo Tribunal dos Estados Unidos decidiu hoje que os votos por correspondência enviados até ao dia das eleições podem ser contabilizados mesmo que cheguem após essa data, rejeitando um recurso apresentado pelo Partido Republicano.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Supremo Tribunal dos Estados Unidos decidiu hoje que os votos por correspondência enviados até ao dia das eleições podem ser contabilizados mesmo que cheguem após essa data, rejeitando um recurso apresentado pelo Partido Republicano.</P><br />
<P>A decisão, aprovada por cinco votos contra quatro, mantém em vigor a legislação do estado do Mississippi, que permite contar os boletins de voto expedidos até ao dia das eleições e recebidos até cinco dias úteis depois.</P><br />
<P>O acórdão mantém igualmente leis semelhantes em pelo menos 18 outros estados e territórios, incluindo Nevada e Califórnia, considerados importantes para as eleições intercalares de 03 de novembro.</P><br />
<P>Na maioria vencedora estiveram o presidente do Supremo Tribunal, John G. Roberts Jr., a juíza Amy Coney Barrett e os três juízes da ala liberal, numa decisão que representa um revés para a contestação do Presidente norte-americano ao voto por correspondência.</P><br />
<P>Donald Trump tem alegado repetidamente, sem apresentar provas, que esta modalidade favorece a fraude eleitoral e influenciou a derrota nas presidenciais de 2020, apesar de ter recorrido ao voto por correspondência nas eleições extraordinárias realizadas este ano na Florida.</P><br />
<P>Uma decisão favorável ao Partido Republicano poderá ainda ter colocado em causa a legislação aplicada aos eleitores residentes no estrangeiro, incluindo militares destacados fora dos Estados Unidos.</P><br />
<P>Depois da divulgação do acórdão, Ben Olinsky, vice-presidente sénior para a Reforma Estrutural e Governação do Center for American Progress, saudou a decisão, afirmando que esta &#8220;representa uma grande vitória para os eleitores&#8221;, por preservar leis estaduais destinadas a facilitar o voto e a garantir que todos os boletins validamente enviados são contabilizados.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783243]]></sapo:autor>
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		<title>Messi e Ronaldo não entraram na onda rosa: o segredo das chuteiras que invadiram o Mundial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 16:11:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desporto]]></category>
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		<category><![CDATA[Mundial'2026]]></category>
		<category><![CDATA[Ronaldo]]></category>
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					<description><![CDATA[Tendência não resulta de uma campanha médica ou de sensibilização, mas de uma combinação entre psicologia do desempenho, perceção visual e estratégia de marketing]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As chuteiras cor-de-rosa e fúcsia tornaram-se uma das imagens mais repetidas do Mundial&#8217;2026. Em vários jogos, jogadores de elite surgem com modelos de tons intensos, quase fluorescentes, numa tendência que não resulta de uma campanha médica ou de sensibilização, mas de uma combinação entre psicologia do desempenho, perceção visual e estratégia de marketing.</p>
<p>Segundo o ‘El Economista’, marcas como Nike, Adidas, Puma, New Balance e Skechers lançaram, praticamente em simultâneo, variações de chuteiras em rosa forte, transformando o calçado num sinal visual dentro de campo. A escolha da cor não é apenas estética: procura influenciar a confiança dos atletas, aumentar a visibilidade nas transmissões e captar a atenção de adeptos e consumidores.</p>
<p>Do ponto de vista da psicologia do desempenho, a cor do equipamento pode funcionar como um modulador do estado mental do atleta. Odinga Nimako, da equipa global de calçado de futebol da Nike, explicou ao ‘The Athletic’, do ‘The New York Times’, que o feedback recolhido junto dos jogadores mostra que cores intensas e vibrantes podem amplificar a confiança em momentos de maior pressão competitiva.</p>
<p>A lógica é simples: usar uma cor que atrai todos os olhares obriga o jogador a assumir uma presença mais visível em campo. O rosa néon cria uma espécie de narrativa interna de autoeficácia, associada à ideia de que é preciso ter qualidade técnica e confiança para competir com um calçado que dificilmente passa despercebido.</p>
<p>A mesma leitura é partilhada por outras marcas. Rob Sheldon, diretor de produtos de futebol da New Balance, afirmou que o uso do rosa faz parte de uma exploração de “energia, visibilidade e confiança” em campo. A tendência também foi alimentada por previsões de design, como as da agência WGSN, que já em 2024 apontava esta cor como dominante para o verão de 2026.</p>
<p>Há ainda uma explicação visual. O rosa elétrico e o magenta contrastam fortemente com o verde da relva, o que facilita a perceção dos movimentos dos pés, dos dribles, das acelerações e das transições de bola. Este contraste torna-se ainda mais importante nas transmissões televisivas, nos vídeos vistos em telemóveis e nos replays em câmara lenta que circulam nas redes sociais.</p>
<p>A análise técnica citada pelo ‘El Economista’ sublinha que o rosa se destaca precisamente por estar muito afastado do verde no campo visual do espectador. A cor estimula a atenção seletiva e torna o movimento do jogador mais fácil de acompanhar, especialmente quando a imagem é vista em ecrãs pequenos.</p>
<p>Os testes realizados pelas marcas em campos reais também terão confirmado essa vantagem. Segundo Odinga Nimako, nenhuma outra tonalidade se destacava tanto na superfície de jogo como o rosa. O efeito é reforçado pelo facto de nenhuma das seleções presentes no Mundial usar equipamentos predominantemente cor-de-rosa, o que impede que as chuteiras se confundam com os uniformes.</p>
<p>Mas a popularidade da cor criou um paradoxo. Quando quase todos tentam destacar-se da mesma forma, o efeito de diferenciação começa a perder força. O que inicialmente era uma estratégia para chamar a atenção tornou-se uma espécie de paisagem comum: um mar de chuteiras rosa que reduz a capacidade de cada marca ou atleta se distinguir individualmente.</p>
<p>É aquilo que especialistas em psicologia do consumidor e neuromarketing descrevem como paradoxo da visibilidade. A repetição constante do mesmo estímulo ativa um mecanismo de habituação visual: o cérebro deixa de reagir com a mesma intensidade porque a cor passa a ser esperada.</p>
<p>Neste cenário, quem foge ao padrão acaba por se destacar mais. De acordo com os regulamentos da FIFA compilados pelo ‘New York Times’, os árbitros continuam obrigados a usar calçado tradicional de couro preto, que agora contrasta com a explosão cromática dos jogadores.</p>
<p>Também algumas das maiores figuras do torneio optaram por modelos diferentes. Lionel Messi compete com o modelo “El Último Tango”, da Adidas, em branco, azul e dourado. Christian Pulisic usa o “Kidsuper Ultra 6”, da Puma, com padrão de estrelas. Cristiano Ronaldo tem uma edição exclusiva da Nike, toda dourada, criada para assinalar a sua sexta participação num Mundial.</p>
<p>A mudança mostra até que ponto a cultura das chuteiras mudou no futebol. Durante décadas, os modelos pretos foram associados à sobriedade, à disciplina e à ideia de que um jovem jogador precisava de “merecer” o direito de usar calçado mais vistoso.</p>
<p>Hoje, esse paradigma inverteu-se. As chuteiras chamativas deixaram de ser exceção e passaram a ser norma desde cedo na carreira dos atletas. Funcionam como instrumento de autoexpressão, ferramenta de marketing e extensão da identidade digital dos jogadores.</p>
<p>No Mundial de 2026, o rosa não é apenas uma cor. É uma mensagem. Serve para transmitir confiança ao atleta, facilitar a leitura visual do jogo, alimentar conteúdos nas redes sociais e transformar cada par de chuteiras num pequeno ecrã publicitário em movimento.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783236]]></sapo:autor>
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		<title>Portugal leva a Bruxelas a “fábrica” de empreendedores do mar financiada em 78 milhões de euros pelo PRR</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 15:57:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Rede Hub Azul Portugal é uma infraestrutura nacional que pretende funcionar como ponte entre ciência, empresas, investidores e infraestruturas de teste no domínio da economia azul.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="padding-left: 40px; text-align: left;">O Hub Azul Portugal e o Fórum Oceano apresentaram em Bruxelas a Rede Hub Azul Portugal, uma infraestrutura nacional que pretende funcionar como ponte entre ciência, empresas, investidores e infraestruturas de teste no domínio da economia azul.</p>
<p>A iniciativa foi apresentada no evento “Hub Azul Portugal: Unlocking European Blue Innovation Partnerships”, acolhido pela Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia (REPER), e reuniu decisores europeus, investidores, empresas e entidades do ecossistema nacional.</p>
<p>A ambição é simples na formulação, mas exigente na execução: reduzir o tempo entre a ideia e o mercado, criando condições para que projetos ligados ao oceano possam ser testados, financiados e escalados dentro de um mesmo ecossistema.</p>
<p>A Rede Hub Azul Portugal é financiada pelo PRR, com um investimento superior a 78 milhões de euros, e integra seis hubs de inovação, complementados pela Hub Azul School.</p>
<p>No total, envolve mais de 50 entidades associadas do Fórum Oceano, 45 desafios de inovação organizados em nove cadeias de valor e um conjunto crescente de projetos em aceleração.</p>
<p>Entre os dados apresentados, destacam-se 18 startups avaliadas em cerca de 200 milhões de euros, 12 patentes em fase de transformação em negócio e sete projetos-piloto já em curso em vários polos da rede.</p>
<p>Durante a sessão, o secretário-geral do Fórum Oceano, Ruben Eiras, descreveu o modelo como uma espécie de “fábrica em rede”, pensada para acompanhar todo o ciclo de desenvolvimento de uma inovação na economia do mar — da investigação à prototipagem, passando pelo financiamento e entrada no mercado.</p>
<p>A lógica é criar um ecossistema integrado onde startups, centros de investigação, empresas e investidores operam em articulação direta, reduzindo a tradicional distância entre laboratório e aplicação prática.</p>
<p>O encontro aconteceu num momento em que a União Europeia reforça a aposta</p>
<p>A Rede Hub Azul Portugal integra polos em Leixões, Aveiro, Peniche, Oeiras e Olhão, articulados com uma estratégia nacional que aposta em energia, biotecnologia, aquacultura, turismo costeiro, pescas, construção naval e tecnologias de observação oceânica.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783234]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Amália, o modelo português de inteligência artificial, é lançado esta quarta-feira e ficará disponível em código aberto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 15:54:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Lançamento foi confirmado pelo gabinete do primeiro-ministro, em nota enviada às redações]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A versão final do Amália, o modelo português de inteligência artificial, será apresentada esta quarta-feira e depois disponibilizada a várias entidades da Administração Pública. O lançamento foi confirmado pelo gabinete do primeiro-ministro, em nota enviada às redações.</p>
<p>O modelo, anunciado por Luís Montenegro durante a Web Summit, em novembro de 2024, era aguardado há vários meses. A apresentação chegou a estar prevista para junho, depois de o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, ter afirmado que o projeto tinha alcançado “resultados muito positivos”, mas acabou por passar para o primeiro dia de julho.</p>
<p>O Amália, sigla de Assistente Multimodal Automático de Linguagem com Inteligência Artificial, é um modelo de linguagem em grande escala, ou LLM, capaz de processar, compreender e gerar texto em linguagem natural a partir de grandes volumes de dados. Segundo o Governo, trata-se do primeiro modelo deste tipo desenvolvido especificamente para o português de Portugal.</p>
<p>A ambição declarada pelo Executivo é criar uma tecnologia com maior rigor na língua e na cultura portuguesas, reduzindo a dependência de modelos estrangeiros e abrindo caminho à sua utilização por todos os países da lusofonia.</p>
<p>Após o lançamento, o Amália ficará disponível em regime de código aberto. Segundo o gabinete do ministro Adjunto e da Reforma do Estado, todos os modelos, dados e código produzidos serão disponibilizados em open source, permitindo que pessoas, empresas, universidades, centros de investigação e entidades públicas possam reutilizar, melhorar e desenvolver novas aplicações a partir desta infraestrutura.</p>
<p>Apesar de ser apresentado muitas vezes como uma espécie de “ChatGPT português”, o Amália não deverá funcionar como uma aplicação pública de conversa semelhante às plataformas comerciais já existentes. O projeto não prevê, nesta fase, uma aplicação “tipo chatbot” aberta ao público em geral.</p>
<p>Em vez disso, o modelo será disponibilizado como uma base tecnológica aberta, destinada a ser integrada em soluções desenvolvidas por entidades públicas, empresas, universidades ou investigadores.</p>
<p>Numa primeira fase, o Amália será disponibilizado a várias áreas da Administração Pública, incluindo educação, defesa, cultura, saúde e atendimento ao cidadão. Entre os projetos já identificados estão um assistente para visitas virtuais a museus e monumentos portugueses, uma ferramenta de apoio ao planeamento de aulas para professores, um assistente digital de atendimento ao cidadão e uma solução de apoio a operações e decisões críticas na Marinha.</p>
<p>A versão de testes do primeiro modelo de linguagem português de código aberto foi concluída em setembro de 2025, com entrega à Fundação para a Ciência e a Tecnologia. O modelo foi também apresentado no Brasil, no início de abril, durante o congresso PROPOR, dedicado ao processamento computacional da língua portuguesa. Segundo o Ministério da Reforma do Estado, a apresentação foi bem recebida pela comunidade científica lusófona e internacional.</p>
<p>O projeto representa um investimento inicial de 5,5 milhões de euros, financiado através do Plano de Recuperação e Resiliência. Deste valor, 2,475 milhões de euros foram atribuídos à Universidade Nova de Lisboa e 1 milhão de euros ao Instituto Superior Técnico.</p>
<p>As universidades do Porto, Minho e Coimbra recebem 375 mil euros cada, enquanto 900 mil euros serão executados diretamente pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. A estes montantes juntam-se sinergias com investimentos já feitos em Portugal, nomeadamente nos supercomputadores Deucalion e Mare Nostrum 5.</p>
<p>Embora seja apresentado como um modelo português de inteligência artificial, o Amália não foi desenvolvido integralmente de raiz. O projeto partiu de uma base tecnológica europeia já existente, o EuroLLM-9B, que foi depois reforçada pelas equipas portuguesas.</p>
<p>Segundo o Governo, o trabalho incluiu o reforço do pré-treino com mais dados em português europeu, o aumento da capacidade e do contexto do modelo, o afinamento com novos conjuntos de dados em português e o desenvolvimento de mecanismos de segurança, avaliação e otimização de desempenho. O modelo foi ainda adaptado para suportar texto e imagem, assumindo uma dimensão multimodal.</p>
<p>O consórcio responsável pelo desenvolvimento junta investigadores da Nova FCT, do Instituto Superior Técnico, da Universidade de Coimbra, da Universidade do Minho, da Universidade do Porto e da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, envolvendo mais de 60 investigadores e alunos.</p>
<p>O financiamento da fase seguinte está assegurado até ao final de 2027, através da Agência para a Reforma Tecnológica do Estado e de fundos do PRR.</p>
<p>Com o lançamento oficial, o Governo quer transformar o Amália numa infraestrutura de inteligência artificial ao serviço do Estado, da academia, das empresas e da sociedade civil, com foco no português europeu, mas com potencial de utilização e melhoria em toda a lusofonia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783228]]></sapo:autor>
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		<title>Gabinete estatístico da UE revê PIB per capita português perante novos dados de Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 15:52:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[O gabinete estatístico da União Europeia (UE), o Eurostat, anunciou hoje que irá recalcular indicadores anteriormente publicados, como o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, quando receber novos dados portugueses, após a revisão relacionada com o aumento populacional.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O gabinete estatístico da União Europeia (UE), o Eurostat, anunciou hoje que irá recalcular indicadores anteriormente publicados, como o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, quando receber novos dados portugueses, após a revisão relacionada com o aumento populacional.</p>
<p>&#8220;Os indicadores derivados que utilizam valores populacionais no denominador, como o PIB per capita, serão eventualmente recalculados quando os novos dados forem recebidos e validados. O Eurostat utilizará e publicará os dados recebidos de Portugal, incluindo dados históricos, assim que os necessários controlos de qualidade tenham sido concluídos&#8221;, indica o Eurostat numa resposta escrita hoje enviada à Lusa.</p>
<p>Uma semana depois de o Instituto Nacional de Estatística (INE) ter anunciado uma revisão de indicadores per capita devido à revisão das estimativas anuais de população residente, o Eurostat assinala que &#8220;alinhará o seu trabalho com o calendário estabelecido e anunciado por Portugal&#8221;.</p>
<p>&#8220;Assim que o Eurostat receber e validar os dados, os indicadores serão recalculados e publicados&#8221;, reforça.</p>
<p>No que diz respeito às contas nacionais e aos indicadores relacionados com a população ativa, o Eurostat recomenda, nesta resposta à Lusa, &#8220;a reconstituição retrospetiva dos dados na maior medida possível, de forma a garantir a continuidade das séries históricas&#8221;.</p>
<p>Na semana passada, o INE anunciou que vai rever todos os indicadores per capita, como o PIB, emprego ou questões relacionadas com a justiça, educação ou saúde.</p>
<p>&#8220;A revisão das estimativas anuais de população residente para os anos de 2021 a 2024 tem impacto em diversas operações estatísticas do INE, nomeadamente na calibração (extrapolação) dos resultados de inquéritos por amostragem, com destaque para o inquérito ao Emprego&#8221;, com impacto nos &#8220;resultados das Contas Nacionais&#8221;, que &#8220;terão de ser reavaliados&#8221;, indicou o INE.</p>
<p>De acordo com o gabinete estatístico português, nas contas nacionais, a avaliação da atividade económica inclui uma parcela que é estimada &#8220;tendo em consideração a população empregada do Inquérito ao Emprego&#8221;, pelo que o valor deverá alterar-se, já que o número de desempregados é percentualmente inferior, dado que a população total foi revista em alta ao longo dos últimos anos.</p>
<p>Além disso, &#8220;a revisão da população implica a atualização dos vários indicadores por habitante ou per capita, que utilizam a população residente no denominador, disponibilizados pelo INE no Portal das Estatísticas oficiais&#8221;, pelo que a maioria dessas revisões serão divulgadas nos próximos meses, adiantou.</p>
<p>A revisão do PIB e do PIB per capita que terá impacto nos valores apresentados por Portugal junto das instituições europeias, e que serviram por base a atribuição de fundos ou candidaturas a projetos, só poderá ser feita após a revisão das contas nacionais de 2021 a 2026, em março de 2027.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783230]]></sapo:autor>
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		<title>Sérvulo participa em operação inédita no financiamento de PME avaliada em 100 milhões de euros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 15:48:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Advisory]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[PME]]></category>
		<category><![CDATA[Sérvulo]]></category>
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					<description><![CDATA[A Sérvulo &#038; Associados é o assessor jurídico da Raize e da Flexdeal numa operação de emissões grupadas de obrigações de PME no valor total de 100 milhões de euros, numa iniciativa que marca a estreia deste tipo de estrutura com garantia pública em Portugal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Sérvulo &amp; Associados é o assessor jurídico da Raize e da Flexdeal numa operação de emissões grupadas de obrigações de PME no valor total de 100 milhões de euros, numa iniciativa que marca a estreia deste tipo de estrutura com garantia pública em Portugal.</p>
<p>O projeto envolve a estruturação, montagem e colocação de um conjunto de emissões de obrigações emitidas por pequenas e médias empresas, com garantia do Banco Português de Fomento, num modelo pensado para facilitar o acesso das empresas ao mercado de capitais e diversificar fontes de financiamento.</p>
<p>As emissões são agregadas e estruturadas pela Flexdeal e serão realizadas exclusivamente através da plataforma de financiamento colaborativo gerida pela Raizecrowd, cabendo à Raize IP a liquidação das operações de subscrição e de transmissão.</p>
<p>Do lado jurídico, a operação está a ser acompanhada pela Sérvulo &amp; Associados, com uma equipa liderada pelo sócio Paulo Câmara, e que integra ainda as associadas Patrícia Costa Gomes e Juliana Figueiredo Reis, do Departamento Financeiro &amp; Governance.</p>
<p>Em causa está a primeira operação de emissões grupadas com garantia pública em Portugal, um modelo que procura reforçar o financiamento das PME através do mercado de capitais. A garantia do Banco Português de Fomento pretende reduzir o risco da operação e melhorar as condições de acesso ao financiamento obrigacionista por parte das empresas, contribuindo para uma maior diversificação das suas fontes de capital.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783215]]></sapo:autor>
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		<title>Venezuela/Sismo: Número de portugueses e lusodescendentes mortos sobe para 56</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 15:48:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos de quarta-feira na Venezuela subiu para 56, segundo um novo balanço divulgado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), havendo 91 portugueses ou lusodescendentes desaparecidos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos de quarta-feira na Venezuela subiu para 56, segundo um novo balanço divulgado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), havendo 91 portugueses ou lusodescendentes desaparecidos.</p>
<p>De acordo com o MNE, estão desaparecidos ou incontactáveis 91 portugueses ou lusodescendentes, dos quais 54 são homens e 37 são mulheres.</p>
<p>Segundo os dados mais recentes do MNE, entre os 56 mortos, 50 dos quais tinham também nacionalidade venezuelana, estão oito crianças e 48 adultos.</p>
<p>O anterior balanço, divulgado no domingo à tarde, dava conta de 53 portugueses e lusodescendentes entre as vítimas mortais do duplo sismo que atingiu a Venezuela.</p>
<p>Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 1.450 mortos e 3.150 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.</p>
<p>Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.</p>
<p>Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.</p>
<p>A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, uma zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes.</p>
<p>Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.</p>
<p>Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783221]]></sapo:autor>
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		<title>Canais pró-guerra russos admitem cenário brutal: soldados sobrevivem “20 a 35 minutos” na frente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 15:42:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Taxas de sobrevivência em combate terão caído de forma acentuada, com muitos soldados a serem feridos ou mortos ainda na retaguarda, antes de chegarem à linha da frente]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Canais militares russos pró-guerra no Telegram afirmam que soldados de assalto enviados para a linha da frente na Ucrânia estão a sobreviver, em média, apenas “20 a 35 minutos”, devido à intensidade dos ataques com drones e das operações de infantaria.</p>
<p>Segundo o ‘Kyiv Post’, que cita a &#8216;TVP World&#8217;, as mensagens circularam em canais russos conhecidos como “Z-channels”, foram amplificadas pelo canal ucraniano ASTRA e acabaram referidas pela revista ‘Foreign Policy’. Os relatos apontam para um desgaste crescente das forças russas, agravado pela guerra de drones e por táticas de assalto consideradas altamente dispendiosas em vidas humanas.</p>
<p>“A esperança média de vida de um soldado de assalto russo na linha da frente é de 20 a 35 minutos”, lê-se numa das publicações amplamente partilhadas. A mesma mensagem acrescenta que o período entre o campo de treino e o envio para combate varia agora entre “10 dias e três semanas”.</p>
<p>Outro canal pró-guerra, “Notas de um Veterano”, escreveu que a situação é tal que, no outono, “haverá paz ou mobilização”, aconselhando homens em idade de recrutamento a prepararem uma mochila de emergência.</p>
<p>Também o canal “Casa entre os Loureiros” alegou que avisos de mobilização em massa estarão a ser distribuídos em várias zonas da Rússia, interpretando esse movimento como sinal de que “as instruções relevantes foram emitidas”.</p>
<p>As mensagens descrevem uma guerra profundamente transformada pelos drones. Segundo um dos autores citados, as taxas de sobrevivência em combate terão caído de forma acentuada, com muitos soldados a serem feridos ou mortos ainda na retaguarda, antes de chegarem à linha da frente.</p>
<p>Os números foram referidos pelo historiador Peter Frankopan numa coluna publicada na ‘Foreign Policy’, na qual ligou as elevadas perdas russas ao impacto dos drones no campo de batalha. Segundo Frankopan, estes dispositivos tornaram-se “as principais máquinas de matar” nesta guerra e estão a redefinir o futuro do combate.</p>
<p>O historiador citou estimativas de serviços de informação ocidentais que apontam para mais de 30 mil baixas russas por mês. No total, as perdas de Moscovo desde o início da invasão em larga escala, em 2022, poderão ultrapassar um milhão de militares mortos ou feridos.</p>
<p>Frankopan referiu ainda relatos sobre incentivos financeiros significativos usados para atrair novos recrutas, incluindo prémios elevados de assinatura e perdão de dívidas, numa altura em que Moscovo tenta compensar as perdas sofridas no terreno.</p>
<p>O Instituto para o Estudo da Guerra considera, no entanto, que uma nova mobilização não deverá alterar de forma significativa a dinâmica no campo de batalha se a Rússia não encontrar formas eficazes de contrariar os ataques de drones ucranianos, incluindo em zonas profundas da retaguarda.</p>
<p>Segundo a análise citada, muitos dos soldados recém-mobilizados poderão “simplesmente nunca chegar à linha da frente”, caso a Ucrânia mantenha a capacidade de atingir concentrações de tropas, rotas logísticas e zonas de preparação antes de estas alcançarem as áreas de combate.</p>
<p>Os relatos surgem num momento em que Moscovo enfrenta dificuldades para equilibrar a necessidade de manter a pressão militar sobre a Ucrânia com o desgaste das suas próprias forças. Apesar de o Kremlin continuar a evitar divulgar números oficiais de baixas, as estimativas ocidentais e os relatos em canais russos apontam para uma guerra cada vez mais cara em vidas humanas.</p>
<p>A eventual necessidade de nova mobilização é politicamente sensível para Vladimir Putin. A mobilização parcial anunciada em 2022 provocou tensões internas, levou muitos russos a abandonar o país e expôs os custos humanos da invasão. Agora, a combinação entre drones, perdas elevadas e dificuldades de recrutamento volta a colocar essa possibilidade no centro do debate.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783213]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Quanto tempo é possível sobreviver debaixo dos escombros? Venezuela entra nas horas mais críticas após os sismos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 15:32:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[sismos]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[Dois abalos, de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Richter, atingiram a Venezuela na última quarta-feira e provocaram consequências devastadoras]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Venezuela enfrenta horas decisivas nas operações de busca e salvamento, quase cinco dias depois dos sismos que atingiram o norte do país e deixaram milhares de vítimas. À medida que o tempo passa, diminuem as probabilidades de encontrar sobreviventes entre os escombros, embora os especialistas recordem que há casos excecionais de pessoas resgatadas com vida vários dias depois de grandes terramotos.</p>
<p>Segundo o ‘20 Minutos’, os dois abalos, de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Richter, atingiram a Venezuela na última quarta-feira e provocaram consequências devastadoras. O balanço oficial mais recente aponta para 1.450 mortos e 3.150 feridos, números que poderão continuar a subir nos próximos dias.</p>
<p>As autoridades venezuelanas indicam ainda que 774 edifícios ficaram danificados ou colapsaram. As equipas de emergência já conseguiram retirar centenas de pessoas com vida, mas muitas outras continuam desaparecidas, enquanto os socorristas trabalham contra o relógio para tentar localizar quem permanece preso.</p>
<p>Não existe um prazo exato para determinar quanto tempo uma pessoa pode sobreviver debaixo dos escombros. A sobrevivência depende de vários fatores, como a existência de ferimentos, a possibilidade de respirar, a presença de bolsas de ar, o acesso a água ou comida, a temperatura, a humidade, a poeira e o tipo de colapso da estrutura.</p>
<p>Ainda assim, as primeiras horas são consideradas decisivas. O ‘20 Minutos’ cita um artigo da Sociedade de Medicina de Desastres e Saúde Pública, elaborado a partir da resposta ao sismo do Haiti de 2010, que refere a chamada “regra dos quatro”: uma pessoa poderá sobreviver quatro minutos sem ar, quatro dias sem água e quatro semanas sem comida.</p>
<p>Os próprios especialistas alertam, no entanto, que esta regra não deve ser aplicada de forma rígida. A utilização de prazos universais para encerrar operações de busca pode ser “seriamente imprecisa”, uma vez que a probabilidade de sobrevivência varia de acordo com o tipo de desabamento, as condições ambientais e a localização das vítimas.</p>
<p>A experiência de catástrofes anteriores mostra que a maioria dos resgates de sobreviventes ocorre nos primeiros cinco ou seis dias. Mas há exceções documentadas. Após o sismo da Arménia, em 1988, foi relatado um resgate entre 13 e 19 dias depois da tragédia. Na Cidade do México, em 1985, houve sobreviventes retirados ao fim de oito dias; nas Filipinas, em 1990, ao fim de 14 dias; em Mármara, na Turquia, em 1999, ao fim de cinco dias; e em Wenchuan, na China, em 2008, ao fim de seis dias.</p>
<p>Há ainda casos em condições muito particulares que ultrapassam estes prazos. Uma mulher de 40 anos foi resgatada com vida depois de ter ficado presa durante dois meses na cozinha, na sequência do sismo de Caxemira, em 2005.</p>
<p>Na Venezuela, os relatos de sobrevivência continuam a alimentar alguma esperança. Entre os casos mais marcantes está o de Moisés, um menino de 11 anos resgatado em La Guaira, depois de a irmã ter ajudado as equipas a localizá-lo. Também um pai e o filho foram retirados com vida quatro dias depois dos abalos.</p>
<p>Apesar destes sinais, o país entra agora numa fase particularmente crítica. Quase cinco dias depois dos sismos, cada hora adicional reduz de forma significativa as hipóteses de encontrar pessoas vivas entre os destroços.</p>
<p>As equipas de emergência continuam a atuar nas zonas mais afetadas, incluindo La Guaira, onde socorristas internacionais, cães de busca e unidades especializadas procuram sobreviventes entre edifícios colapsados. O desafio é agravado pela dimensão da destruição, pelo número de desaparecidos e pelas dificuldades no acesso a algumas áreas afetadas.</p>
<p>A prioridade das próximas horas será manter as buscas nos locais onde ainda existam sinais de vida ou possibilidade de sobrevivência. Mesmo com probabilidades cada vez menores, os especialistas sublinham que o fim da chamada janela crítica não significa, por si só, que todos os resgates com vida sejam impossíveis.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783203]]></sapo:autor>
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		<title>Agentes de IA no trabalho trazem ganhos de produtividade, mas levantam novos riscos de cibersegurança, alerta Microsoft</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 15:31:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Inteligência Artificial está a ganhar um papel central no ambiente de trabalho, com impacto direto na produtividade, na eficiência e na forma como as organizações operam.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Inteligência Artificial está a ganhar um papel central no ambiente de trabalho, com impacto direto na produtividade, na eficiência e na forma como as organizações operam. Mas à medida que os chamados agentes de IA se tornam mais comuns, cresce também a preocupação com a cibersegurança — já que as mesmas ferramentas que ajudam a reforçar defesas digitais podem, em determinados contextos, abrir novas portas a ataques.</p>
<p>Segundo dados da International Data Corporation (IDC), poderão existir cerca de 1,3 milhões de agentes de IA em circulação até 2028. Estes sistemas vão muito além do software tradicional: são mais autónomos, adaptam-se em tempo real, interagem em linguagem natural, analisam grandes volumes de dados e executam ações sem intervenção humana direta. Essa autonomia, que está na base da sua utilidade, é também o principal fator de risco.</p>
<p>Num alerta sobre este novo cenário, a Microsoft sublinha que as organizações precisam de ajustar a forma como encaram a segurança digital. Um dos problemas identificados passa pelo chamado “Confused Deputy”, em que agentes legítimos podem ser manipulados para executar ações indevidas quando têm permissões demasiado amplas. Soma-se ainda o risco dos chamados “agentes-sombra”, soluções não aprovadas ou não monitorizadas que escapam aos controlos formais das empresas.</p>
<p>Para responder a estes desafios, a empresa defende a aplicação dos princípios de Zero Trust aos agentes de IA. Na prática, isto significa não confiar automaticamente em nenhum agente, limitar o acesso ao estritamente necessário e garantir monitorização contínua de todas as ações. Sempre que não seja possível assegurar esse nível de controlo, a recomendação é simples: o agente não deve operar no sistema.</p>
<p>Outro eixo passa pelo conceito de alinhamento. Ou seja, garantir que cada agente executa apenas as funções para as quais foi criado, com modelos e instruções desenhados para resistir a manipulações e com mecanismos de proteção integrados. Aqui, a identidade dos agentes e a responsabilidade clara dentro das organizações tornam-se elementos centrais.</p>
<p>A Microsoft sublinha ainda que a tecnologia, por si só, não resolve o problema. A maturidade das organizações depende também da cultura interna: da capacidade de promover uma utilização responsável da IA, envolver diferentes equipas na discussão de riscos e investir na formação contínua dos colaboradores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783206]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ébola: Epidemia espalha-se para uma quarta província da RDCongo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 15:29:04 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Pelo menos um caso de transmissão do vírus Ébola foi confirmado numa quarta província na República Democrática do Congo (RDCongo), com toda a parte nordeste do país a ser agora afetada pela epidemia, noticia hoje a AFP citando fontes locais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo menos um caso de transmissão do vírus Ébola foi confirmado numa quarta província na República Democrática do Congo (RDCongo), com toda a parte nordeste do país a ser agora afetada pela epidemia, noticia hoje a AFP citando fontes locais.</p>
<p>Segundo informações obtidas junto do laboratório nacional congolês e de uma fonte de saúde, o caso foi detetado na província de Haut-Uélé, na fronteira com o Sudão do Sul e a República Centro-Africana.</p>
<p>Segundo a agência de notícias France-Presse (AFP) trata-se de uma pessoa que viajou desde Bunia, capital da província vizinha de Ituri.</p>
<p>Ituri é o epicentro da epidemia declarada em 15 de maio que até agora já matou 360 pessoas em 1.274 casos confirmados, disse à AFP uma fonte do Instituto Nacional de Investigação Biomédica (INRB), confirmando assim os últimos dados publicados no domingo pelo Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) da República Democrática do Congo (RDCongo).</p>
<p>O surto foi oficialmente declarado em 15 de maio em Ituri, uma província fronteiriça com o Uganda e o Sudão do Sul e epicentro da entretanto declarada epidemia (com 91,4% dos casos e 83,6% das mortes), mas espalhou-se também para as províncias orientais congolesas de Kivu do Norte e Kivu do Sul.</p>
<p>A epidemia também se propagou para o Uganda, onde foram detetados 20 contágios confirmados, incluindo 15 casos considerados importados da RDCongo, entre os quais se registaram duas mortes.</p>
<p>Além disso, o Governo francês confirmou que detetou o primeiro caso positivo de doença pelo vírus Ébola, que se tratava de um médico que regressava de uma missão na RDCongo.</p>
<p>No domingo, o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) da República Democrática do Congo (RDCongo) elevou o número de mortes e casos confirmados devido ao vírus do Ébola.</p>
<p>Segundo o último boletim divulgado pelo INSP da RDCongo, com dados recolhidos até 27 de junho, a taxa de letalidade situa-se atualmente nos 28,3%.</p>
<p>Além disso, a taxa de rastreio de contactos atinge os 87,1%, enquanto 178 pessoas conseguiram recuperar-se da doença e um total de 502 doentes estão &#8220;em isolamento ou hospitalizados&#8221;.</p>
<p>O INSP alertou para os &#8220;desafios persistentes na atenção precoce ou no acesso a cuidados de saúde&#8221;, bem como para a deteção de possíveis novos contágios sem que tenha sido identificado de que zona de saúde provêm, o que &#8220;poderia indicar uma expansão geográfica que exigiria uma investigação mais aprofundada&#8221;.</p>
<p>A epidemia corresponde à estirpe de Bundibugyo, cuja taxa de letalidade varia entre 30% e 50% e para a qual não existe vacina autorizada nem tratamento específico, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera o risco de expansão do surto na África subsaariana como &#8220;alto&#8221; e a nível global como &#8220;baixo&#8221;.</p>
<p>A OMS estima que o vírus começou a circular em Ituri cerca de dois meses antes de ser declarado o surto e classificou a epidemia em 17 de maio passado como &#8220;emergência de saúde pública de importância internacional&#8221;.</p>
<p>Trata-se já da terceira pior epidemia do vírus Ébola da história registada até hoje.</p>
<p>A epidemia atual está apenas atrás da que atingiu a África Ocidental entre 2014 e 2016, que deixou cerca de 11.000 mortos e 28.000 infetados; e de outra que afetou o leste da RDCongo entre 2018 e 2020 e que causou 2.299 mortes e 3.481 casos.</p>
<p>O vírus do Ébola transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783205]]></sapo:autor>
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		<title>Robôs humanoides podem levar trabalhadores da Hyundai à primeira greve contra a IA nas fábricas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 15:10:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de 86% dos membros do sindicato, que representa cerca de 40 mil funcionários, votaram a favor da greve]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante décadas, os robôs transformaram as fábricas automóveis, assumindo tarefas repetitivas como soldar carroçarias, pintar componentes ou movimentar peças nas linhas de produção. Mas a chegada de robôs humanoides equipados com inteligência artificial está a abrir uma nova frente de tensão laboral.</p>
<p>Na Coreia do Sul, o sindicato da Hyundai Motor admite avançar para uma greve com um objetivo pouco habitual: obter garantias sobre o futuro dos trabalhadores antes da entrada dos robôs Atlas nas linhas de produção.</p>
<p>Segundo o &#8216;Motor1&#8217;, trata-se de um dos primeiros casos de grande escala na indústria automóvel em que a utilização de robôs humanoides com inteligência artificial se torna um ponto central das negociações entre empresa e trabalhadores.</p>
<p>Mais de 86% dos membros do sindicato, que representa cerca de 40 mil funcionários, votaram a favor da greve. O processo de mediação terminou sem acordo, abrindo caminho para que os trabalhadores possam avançar legalmente com a paralisação.</p>
<p>Este ano, as negociações não se limitam aos temas tradicionais, como aumentos salariais ou prémios de produção. O sindicato quer um compromisso formal da Hyundai de que a introdução da inteligência artificial e de robôs humanoides não resultará em despedimentos nem numa degradação das condições de trabalho.</p>
<p>O Hyundai Motor Group, que controla as marcas Hyundai, Kia e Genesis, anunciou nos últimos meses que os robôs humanoides Atlas, desenvolvidos pela empresa americana Boston Dynamics, deverão começar a operar a partir de 2028 na nova fábrica do grupo na Geórgia, nos Estados Unidos. Depois disso, a tecnologia poderá ser gradualmente alargada a outras unidades de produção.</p>
<p>A reivindicação surge num momento sensível para a Hyundai. Apesar do aumento das receitas nos primeiros meses do ano, o lucro operacional caiu de forma acentuada, penalizado pelas tarifas norte-americanas e pela concorrência crescente dos fabricantes chineses, sobretudo no mercado dos veículos elétricos.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o sindicato reivindica um prémio equivalente a 30% do lucro líquido do ano passado, num valor superior a 1,7 mil milhões de euros, segundo o &#8216;Motor1&#8217;.</p>
<p>O impasse pode criar um precedente importante para todo o setor automóvel. Até agora, os robôs eram vistos sobretudo como ferramentas de automação industrial, integradas em tarefas específicas e normalmente afastadas do debate público sobre substituição direta de trabalhadores.</p>
<p>A chegada de máquinas humanoides capazes de executar tarefas cada vez mais complexas muda esse enquadramento. A questão deixa de ser apenas tecnológica e passa a ser laboral: quem controla a transição, que funções serão substituídas e que garantias terão os trabalhadores?</p>
<p>As negociações na Hyundai podem, por isso, ficar marcadas como uma das primeiras disputas em que a inteligência artificial entra formalmente no centro da relação de forças entre sindicatos e indústria automóvel.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783188]]></sapo:autor>
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		<title>AICEP assina acordo com a Lufthansa para fábrica de 300 milhões num dos maiores investimentos aeronáuticos em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 14:58:37 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[A AICEP assinou, em representação do Estado, um contrato de investimento com a Lufthansa Technik para a instalação de uma nova unidade industrial em Santa Maria da Feira.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal – assinou esta segunda-feira, em representação do Estado, um contrato de investimento com a Lufthansa Technik para a instalação de uma nova unidade industrial em Santa Maria da Feira.</p>
<p>O projeto, considerado um dos mais relevantes investimentos estrangeiros recentes no setor aeronáutico nacional, foi formalizado durante uma cerimónia que incluiu também o lançamento da primeira pedra da futura fábrica e contou com a presença do Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, do Ministro da Economia e Coesão Territorial, Castro Almeida, e do CEO do Grupo Lufthansa, Carsten Spohr.</p>
<p>O contrato agora assinado prevê um investimento na ordem dos 223 milhões de euros, com a Lufthansa Technik a apontar para um total superior a 300 milhões de euros ao longo do projeto. Está ainda prevista a criação de cerca de 700 postos de trabalho, sobretudo qualificados, com impacto direto na economia da região e na cadeia de valor da indústria aeronáutica em Portugal.</p>
<p>Do lado do Estado, o apoio financeiro associado ao projeto ascende a cerca de 24,75 milhões de euros, no âmbito do Regime Contratual de Investimento, gerido pela AICEP.</p>
<p>A nova unidade terá cerca de 50 mil metros quadrados e será dedicada a atividades de manutenção, reparação e revisão de componentes aeronáuticos (MRO – Maintenance, Repair and Overhaul). A operação deverá arrancar em 2028 e reforça a presença industrial da empresa alemã na Europa, ao mesmo tempo que posiciona Portugal como um polo em crescimento no setor aeronáutico.</p>
<p>“Portugal está no radar das grandes decisões de investimento industrial na Europa. Trata-se de um investimento que reforça a nossa base produtiva, aprofunda a especialização num setor de elevada complexidade tecnológica e contribui para uma economia mais competitiva e exportadora”, afirmou o ministro da Economia e Coesão Territorial.</p>
<p>Já a presidente da AICEP, Madalena Oliveira e Silva, destacou o projeto como um marco para a economia nacional, sublinhando o reforço do posicionamento de Portugal como hub europeu da indústria aeronáutica e a criação de emprego qualificado associada ao investimento.</p>
<p>A entrada em funcionamento da unidade está prevista para 2028, consolidando a aposta da Lufthansa Technik em Portugal e reforçando o ecossistema industrial ligado à aviação no país.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783181]]></sapo:autor>
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		<title>“A IA tem potencial para se afirmar como uma alavanca decisiva em toda a cadeia de desenvolvimento imobiliário”: Carlos Elavai, BCG Lisboa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 14:38:09 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A inteligência artificial (IA) pode vir a ter um impacto significativo na forma como se desenvolvem projetos imobiliários em Portugal, com potencial para reduzir em cerca de 30% os prazos de execução.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A inteligência artificial (IA) pode vir a ter um impacto significativo na forma como se desenvolvem projetos imobiliários em Portugal, com potencial para reduzir em cerca de 30% os prazos de execução e aumentar as margens dos promotores entre 4 e 7 pontos percentuais.</p>
<p>A conclusão é de uma análise da Boston Consulting Group, que sublinha a tecnologia como uma alavanca para ganhar eficiência num setor marcado por atrasos e derrapagens de custos.</p>
<p>Num contexto em que a pressão sobre a oferta de habitação continua elevada, o estudo aponta que 66% dos projetos imobiliários registam atrasos e 39% ultrapassam os orçamentos previstos. Entre as principais causas estão a fragmentação dos processos, falhas de coordenação entre intervenientes e falta de padronização ao longo do ciclo de desenvolvimento.</p>
<p>Apesar do potencial, o setor imobiliário está ainda atrás de outras indústrias na adoção de IA, acumulando um atraso estimado de cerca de 15 pontos percentuais face à média global de maturidade tecnológica.</p>
<p>“A inteligência artificial tem potencial para se afirmar como uma alavanca decisiva em toda a cadeia de desenvolvimento imobiliário, com impacto real no encurtamento de prazos, na melhoria da tomada de decisão e na redução de desperdício”, refere Carlos Elavai, Managing Director &amp; Partner da BCG Lisboa. O responsável sublinha ainda que, em Portugal, a questão ganha particular relevância devido à escassez de habitação acessível e à morosidade dos processos de licenciamento.</p>
<p>Segundo a análise, a adoção de soluções de IA pode traduzir-se em ganhos relevantes ao longo de toda a cadeia de valor. No caso dos promotores imobiliários, a consultora estima um aumento de margem entre 4 e 7 pontos percentuais, resultado de melhorias em áreas como procurement, planeamento, design generativo, previsão de atrasos e gestão de obra.</p>
<p>O impacto estende-se também a outras fases do negócio. Na gestão de investimentos, a IA poderá contribuir para um aumento de 3 a 4 pontos percentuais no retorno interno (IRR), enquanto na gestão de ativos os ganhos poderão chegar a 2 a 3 pontos percentuais de EBIT.</p>
<p>Um dos pontos mais relevantes prende-se com a compressão dos ciclos de desenvolvimento. Desde a seleção de terrenos até à entrega final, a IA poderá encurtar prazos em cerca de 30%, reduzindo a exposição à inflação de custos e permitindo maior rotação de capital.</p>
<p>Na prática, o estudo destaca aplicações já em uso em algumas empresas, como sistemas de visão computacional para monitorização de obra em tempo real. Em determinados casos, estas soluções chegaram a gerar um retorno de seis vezes o investimento, com ganhos de produtividade na ordem dos 12% e uma redução de 48% em incidentes.</p>
<p>Também o planeamento e o design podem ser transformados através de ferramentas de simulação e design generativo, que permitem testar cenários mais rapidamente e reduzir erros em fases avançadas do projeto. Já na área de procurement, a IA surge como uma forma de melhorar a comparação de propostas e apoiar decisões mais informadas sobre custo, risco e prazo.</p>
<p>O estudo da BCG sublinha ainda que o sucesso da adoção tecnológica depende da liderança das empresas. Segundo a consultora, são os projetos em que o CEO assume a condução direta da estratégia de IA que mais rapidamente conseguem extrair valor, com foco em iniciativas prioritárias e na qualificação das equipas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783151]]></sapo:autor>
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		<title>Correção dos exames nacionais continua &#8220;dentro dos prazos previstos&#8221;, diz ministro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 14:25:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Educação, Fernando Alexandre, disse hoje que a correção dos exames nacionais continua a decorrer "dentro dos prazos previstos", garantindo que "nenhum aluno será prejudicado" com as falhas reportadas até agora no processo de correção.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Educação, Fernando Alexandre, disse hoje que a correção dos exames nacionais continua a decorrer &#8220;dentro dos prazos previstos&#8221;, garantindo que &#8220;nenhum aluno será prejudicado&#8221; com as falhas reportadas até agora no processo de correção.</p>
<p>&#8220;[As dificuldades] estão a ser resolvidas, nós continuamos dentro dos prazos previstos, ou seja, os professores todos os anos têm 10 dias úteis para corrigir os exames e aquilo que o EduQA [Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação] nos diz é que vai garantir esses 10 dias úteis para os professores corrigirem os exames&#8221;, disse aos jornalistas o ministro da Educação, Ciência e Inovação na Universidade Portucalense, no Porto.</p>
<p>O governante, à margem da cerimónia de atribuição do Doutoramento &#8216;Honoris Causa&#8217; à constitucionalista e ex-ministra da Administração Interna Maria Lúcia Amaral e ao empresário Luís Portela, presidente da Fundação Bial, assegurou também que os alunos não vão ser prejudicados.</p>
<p>&#8220;Obviamente, lamentamos que estejam a surgir erros que não foram antecipados, mas isso também faz parte do processo, ou seja, aquilo que é importante é que os erros não prejudiquem nenhum aluno seja prejudicado. Isso nós garantimos, que nenhum aluno será prejudicado&#8221;, afirmou.</p>
<p>Este ano, os exames nacionais mantiveram o formato em papel, mas, pela primeira vez, as provas serão corrigidas em formato digital, trabalho que deverá estar concluído até 10 de julho, devendo as notas da primeira fase ser divulgadas dia 14.</p>
<p>Segundo o ministro, &#8220;a digitalização está a decorrer sem grandes problemas&#8221;, mas deu o exemplo de problemas na leitura dos códigos digitais QR impressos nos exames.</p>
<p>&#8220;As escolas receberam indicações para não agrafarem os exames, mas algumas agrafaram os exames e agrafaram às vezes em cima do &#8216;QR code&#8217;, que é o que identifica o exame ou o aluno. O desagrafar, a perturbação que isso trouxe na digitalização, foi um dos erros&#8221;, explicou.</p>
<p>Fernando Alexandre destacou que este ano, depois de um projeto-piloto no ano passado com a prova de Filosofia, há &#8220;160 mil alunos a fazer a avaliação&#8221; num processo que envolve &#8220;milhares de avaliadores&#8221;.</p>
<p>&#8220;É possível sempre que surjam erros, mas qualquer erro que surja que seja grosseiro, é corrigido. Os erros são corrigidos. Pode haver erros, como é óbvio, mas os erros são corrigidos porque o sistema também tem esses mecanismos de correção dos erros, porque é isso que garante depois o rigor na avaliação&#8221;, assegurou.</p>
<p>Questionado sobre problemas relacionados com a credenciação de professores para a correção, nomeadamente para a disciplina errada ou mesmo professores falecidos, o governante disse que &#8220;essas situações que têm sido veiculadas nas redes sociais também estão a ser verificadas pelo Júri Nacional de Exames&#8221;.</p>
<p>&#8220;Mas aí eu gostava de enfatizar que quem convoca os professores são os diretores das escolas. Se um diretor de uma escola convocou uma professora que infelizmente já faleceu, isso pode acontecer Mas é um erro que vem da escola nesse caso&#8221;, afirmou.</p>
<p>Hoje, a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (Andaep) rejeitou quaisquer responsabilidades nas falhas registadas no processo de correção dos exames nacionais e lamentou a aparente transferência de responsabilidades por parte do Ministério da Educação.</p>
<p>Já num &#8216;site&#8217; intitulado &#8220;Exames 2026: O caos documentado&#8221;, o movimento cívico MetaPROF registava, pelas 13:00, 59 casos reportados por professores, desde convocatórias dirigidas a professores de outras disciplinas, docentes que já estavam reformados ou, em alguns casos, já tinham falecido, aos na disponibilização das credenciais necessárias para aceder às provas.</p>
<p>Na sequência dos problemas identificados, o movimento Missão Escola Pública disponibilizou hoje aos professores classificadores de exames nacionais uma proposta de minuta de escusa de responsabilidade, alegando que não estão reunidas as condições para uma classificação rigorosa das provas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783167]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Casas à venda em Lisboa já passam os 605 mil euros, mas Viseu dispara 31,6%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 14:24:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Lisboa mantém preços mais altos na habitação, mas maiores subidas estão fora dos grandes centros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O mercado habitacional português continua a evoluir a diferentes velocidades, com Lisboa a manter a liderança nos preços de venda e de arrendamento, enquanto vários mercados fora dos principais centros urbanos registam as maiores valorizações anuais. Os dados constam do mais recente barómetro do Imovirtual, divulgado esta segunda-feira.</p>
<p class="isSelectedEnd">No mercado de venda, Lisboa continua a ser o território mais caro do país, com um preço médio de 605.524 euros. Seguem-se a Madeira, com 580.000 euros, e Faro, com 577.500 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar de manter a liderança em valor absoluto, Lisboa registou uma descida anual de 6,8% no preço médio de venda. Também o Porto apresenta uma correção, com uma queda de 2,7%, fixando-se nos 399.126 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Viseu lidera valorização na venda</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Enquanto Lisboa e Porto recuam em termos anuais, outros mercados apresentam crescimentos expressivos. O maior aumento é registado em Viseu, onde o preço médio de venda subiu de 190.000 euros para 250.000 euros, uma valorização de 31,6%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Portalegre surge logo depois, com uma subida de 21,8%, passando de 119.000 euros para 145.000 euros. Bragança regista uma valorização de 20,6%, de 99.500 euros para 120.000 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também Santarém apresenta uma subida de dois dígitos, com o preço médio a avançar de 240.000 euros para 282.250 euros, mais 17,6%. Em Leiria, o preço médio de venda aumentou de 305.000 euros para 350.000 euros, o equivalente a uma valorização anual de 14,8%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Faro mantém igualmente uma trajetória de subida, com uma valorização anual de 9,0%. Setúbal cresce 5,8%, enquanto a Madeira regista uma subida de 1,8%.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Arrendamento: Lisboa lidera, Faro chega aos 1.500 euros</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">No mercado de arrendamento, Lisboa mantém a renda média mais elevada do país, atingindo os 1.750 euros. Este valor representa uma subida anual de 4,6%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Faro atinge os 1.500 euros de renda média e regista uma valorização anual de 20,0%. A Madeira mantém-se igualmente nos 1.500 euros, apesar de uma correção anual de 21,1%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre os mercados com maior crescimento no arrendamento, o destaque vai para São Miguel, onde a renda média subiu de 1.050 euros para 1.300 euros, uma subida anual de 23,8%.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>São Miguel lidera subidas nas rendas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Além de São Miguel, Viseu também apresenta uma valorização relevante no arrendamento. A renda média subiu de 600 euros para 700 euros, o equivalente a um aumento de 16,7%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Leiria passou de 800 euros para 900 euros, uma subida de 12,5%. Viana do Castelo registou a mesma variação, também de 800 euros para 900 euros. Em Braga, a renda média aumentou de 850 euros para 950 euros, mais 11,8%.</p>
<p class="isSelectedEnd">No Porto, a renda média passou de 1.100 euros para 1.200 euros, uma subida anual de 9,1%. Setúbal atingiu igualmente os 1.300 euros, depois de uma valorização de 8,3%.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Guarda surge como o único distrito a registar uma descida anual no arrendamento, com uma quebra de 4,8%, fixando-se nos 500 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Mercado imobiliário “a várias velocidades”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Para Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual, os dados mostram um mercado habitacional “a várias velocidades”. Lisboa continua a concentrar os valores mais elevados, mas os maiores ritmos de crescimento estão a surgir noutras regiões.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Viseu, Santarém, Bragança ou Faro mostram que a pressão e a valorização já não estão limitadas aos grandes centros urbanos. Esta evolução reflete uma procura mais distribuída e uma maior atenção a mercados que, até há poucos anos, tinham menor protagonismo no debate imobiliário”, afirma Sylvia Bozzo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Imovirtual, os dados confirmam um mercado habitacional cada vez mais diversificado. Os valores mais elevados continuam concentrados nos grandes centros urbanos, mas o crescimento dos preços já se distribui por diferentes regiões do país.</p>
<p>A evolução observada tanto na venda como no arrendamento mostra que a valorização da habitação está menos dependente dos mercados tradicionais e cada vez mais ligada à capacidade de diferentes territórios atraírem procura, investimento e novos residentes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783162]]></sapo:autor>
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		<title>Wall Street arranca semana no &#8216;verde&#8217; com recuperação nas tecnológicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 14:19:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Wall Street abriu hoje em alta, com o Dow Jones a subir 0,46%, enquanto o setor tecnológico recuperava de vários dias de perdas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Wall Street abriu hoje em alta, com o Dow Jones a subir 0,46%, enquanto o setor tecnológico recuperava de vários dias de perdas.</p>
<p>Pelas 14:40 em Lisboa, o Dow Jones ganhava 0,46% para 52.116,91 pontos e o S&amp;P 500 subia 0,80% para 7.413,16 pontos.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o tecnológico Nasdaq crescia 1,22% para 25.606,36 unidades.</p>
<p>Ao contrário da semana passada, com um desempenho tendencialmente negativo, a bolsa nova-iorquina arranca hoje em alta, com bons resultados no setor tecnológico.</p>
<p>A Comcast via as suas ações subir 8,33%, depois de ter anunciado que planeia dividir os seus negócios de comunicação social e de telecomunicações em duas empresas cotadas diferentes.</p>
<p>Já a SpaceX, depois de ter recuado ao valor da sua entrada em bolsa, subia 3,93%, enquanto outras tecnológicas como Palantir (3,38%), Amazon (3,17%) e Alphabet (2,87%) também seguiam com ganhos destacados.</p>
<p>O petróleo do Texas, referência para os EUA, subia 1,5%, para 70 dólares, enquanto os investidores aguardam conversações técnicas entre Washington e Teerão em Doha, no Catar, depois de dias de tensões e ataques.</p>
<p>Noutros mercados, o ouro perdia 1,02% para 4.054 dólares por onça e a prata recuava 0,61% para 58,86 dólares.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783161]]></sapo:autor>
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		<title>Pode ficar na areia, mas sem fazer sombra: banhistas obrigados a fechar chapéus de sol no Algarve</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 14:16:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A situação voltou a levantar dúvidas sobre as regras aplicáveis nas praias concessionadas, depois de a Agência Portuguesa do Ambiente ter defendido que apenas a área delimitada da concessão está reservada.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A Polícia Marítima foi chamada este domingo à praia Verde, no Algarve, por causa da colocação de guarda-sóis em frente a um espaço concessionado. A situação voltou a levantar dúvidas sobre as regras aplicáveis nas praias concessionadas, depois de a Agência Portuguesa do Ambiente ter defendido que apenas a área delimitada da concessão está reservada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na praia Verde, no concelho de Castro Marim, dois agentes da Polícia Marítima explicaram a algumas famílias que não podiam manter os guarda-sóis abertos naquele local. Segundo o relato dos banhistas ao CM, os chapéus de sol podiam permanecer na areia, mas tinham de estar inclinados e a tocar no solo, na prática deixando passar o sol. As famílias acabaram por acatar a ordem para evitar problemas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Caso semelhante na praia de Altura</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Uma situação semelhante ocorreu na praia de Altura, também no município de Castro Marim. Neste caso, terão sido os nadadores-salvadores a impedir a colocação dos guarda-sóis em frente à zona concessionada. Posteriormente, a Polícia Marítima terá confirmado que a situação era ilegal.</p>
<p class="isSelectedEnd">Outras autarquias algarvias, como Vila Real de Santo António, adotaram a mesma interpretação, impedindo a colocação de guarda-sóis em frente aos concessionários. Quando há resistência por parte dos banhistas, é chamada a Polícia Marítima.</p>
<p class="isSelectedEnd">A controvérsia surge depois de o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente ter defendido uma leitura diferente das regras. Em maio, José Pimenta Machado classificou como “abuso” a imposição de não permitir guarda-sóis em frente às concessões.</p>
<p class="isSelectedEnd">“A única área que está onerada e que está concessionada é aquela que está delimitada por aquele retângulo e nada mais, isto que fique claro, tudo o resto é de uso livre”, afirmou então o presidente da APA.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Dúvidas sobre a área concessionada</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">José Pimenta Machado explicou ainda que a área concessionada corresponde apenas à zona delimitada e que esta “nunca deve ultrapassar 30% da área útil da praia” nem “50% da frente” de mar.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar destas declarações, os episódios registados nas praias do Algarve mostram que continuam a existir interpretações diferentes sobre o que os banhistas podem ou não fazer junto aos espaços concessionados.</p>
<p class="isSelectedEnd">A presidente da Federação Portuguesa de Concessionários de Praia já tinha alertado para a falta de clareza da legislação. Paula Vilafanha defendeu que, se os concessionários são obrigados a comprar placas para delimitar as zonas dos chapéus de sol, então há dúvidas que precisam de ser esclarecidas.</p>
<p class="isSelectedEnd">“O banhista pode estar à frente, mas sem o chapéu de sol”, afirmou a responsável, em declarações à SIC, defendendo que a Autoridade Marítima Nacional deveria pronunciar-se sobre o tema.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Concessionários pedem regras claras</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Para Paula Vilafanha, o problema não deve transformar-se num “bicho de sete cabeças”, mas exige uma clarificação. A presidente da Federação Portuguesa de Concessionários de Praia alertou que os banhistas não podem sair de casa sem saber que regras têm de cumprir.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Agência Portuguesa do Ambiente, entretanto, não apresentou novos esclarecimentos. Já este mês, o presidente da APA recusou voltar a comentar o assunto, dando a questão por encerrada.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Sobre isso não falo. Já dissemos o que tínhamos a dizer. Desejo é boa época balnear, e vai ser, com certeza”, afirmou José Pimenta Machado.</p>
<p>Apesar disso, os casos registados nas praias algarvias mostram que as dúvidas persistem. Entre a interpretação da APA, as exigências dos concessionários e a intervenção da Polícia Marítima, os banhistas continuam sem uma regra clara e uniforme sobre a possibilidade de colocar guarda-sóis em frente às zonas concessionadas.</p>
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