Contas do terceiro trimestre dos gigantes automóveis europeus manchadas pela escassez de semicondutores

A escassez de semicondutores continua a causar estragos no setor automóvel. Os relatórios de contas das grandes fabricantes, referentes o terceiro trimestre, continuam com esta marca de forma nítida.

Esta quinta-feira, a Volkswagen (VW) e a Stellantis foram as últimas marcas a dar conta deste fenómeno. “Foi um trimestre desafiador”, clamou o CEO da VW, Herbert Diess, em entrevista à CNBC.

“As nossas marcas do segmento ‘standart’ voltaram a sofrer com a escassez de semicondutores”, disse Diess, referindo-se à Seat, Skoda e Volkswagen.

Por sua vez, a Porsche e a Audi (as marcas premium da Volkswagen) têm sido “bastante resistentes”, explicou o CEO do grupo alemão.

Já a Stellantis, fruto da fusão da Fiat Chrysler e da francesa PSA, reportou uma queda de 14% na receita do terceiro trimestre, abaixo das perspetivas dos analistas depois de uma quebra de 30% (600.000 veículos), na produção.

Segundo a consultora alemã AlixPartners, a falta de chips vai custar ao mercado automóvel a nível mundial cerca de 210 mil milhões de dólares, até ao final de 2021.

Em Portugal, no final do mês de setembro, a produção nacional de carros estava a cair 20% em comparação com os primeiros nove meses de 2020. A falta de semicondutores e o peso da Autoeuropa neste número levam o setor a sofrer um grande impacto em Portugal.

A indústria tem em mãos uma crise de escassez de matérias-primas. O ‘Público’ revela que foram produzidos este ano quase 180 mil veículos, dos quais 97,5% se destinam à exportação. No entanto, a escassez de chips vai ser um verdadeiro travão para as exportações.

A produção nacional de carros, com destaque para a Autoeuropa, equivale a 1,4% do PIB e 4,7% das vendas ao exterior.

Do outro lado do Atlântico, as  norte-americanas General Motors e Ford conseguiram superar as expectativas dos analistas, apesar da escassez de chips.

 

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