Nos últimos 20 anos registou-se um aumento de 25% do consumo de água nas redes públicas, numa altura em que a seca tem sido cada vez maior, avança o ‘Correio da Manhã’ (CM).
Segundo a mesma publicação, se no início do século cada cidadão consumia 52 mil litros de água por ano, em 2020 esse número aumentou para 65 mil, o que significa que cada português consome agora diariamente uma média de 178 litros de água, face aos 142 litros de 2000.
Os maiores gastos deste bem essencial prendem-se com os banhos, os autoclismos, as máquinas de lavar loiça e roupa e, em alguns casos, a rega de jardins, adianta o jornal.
Face a esta situação, o ministro do ambiente e ação climática, João Pedro Matos Fernandes, disse na semana passada que não vão ser impostas, para já, medidas gerais ao país de limitação do uso de água, mas aplicou restrições em cinco barragens.
Em causa está a suspensão da produção hidroelétrica em quatro barragens, todas da EDP: Alto Lindoso e Touvedo no Alto Minho e Cabril e Castelo de Bode no Zêzere e a suspensão do abastecimento de água para a rega a partir da albufeira da Bravura, em Lagos.
A par disso, segundo o ‘CM’, já mais de 120 autarquias avançaram com medidas de poupança de água, no âmbito de uma campanha lançada pelo Governo, nomeadamente a Câmara de Vila Nova de Famalicão, que desativou os quase 100 sistemas automáticos de rega em parques e outras áreas.
Também Viana do Castelo já suspendeu a rega com água da rede pública e a Área Metropolitana do Porto está a elaborar um plano com medidas concretas de combate à seca a adotar pelos 17 municípios.
De destacar ainda a Câmara do Sabugal, no distrito da Guarda, que vai reativar captações antigas de água para assegurar o abastecimento às explorações pecuárias afetadas pela seca.




