Conselho das Finanças Públicas vê inflação a abrandar e aponta para os 3,1% em 2024

O Conselho de Finanças Públicas (CFP) divulgou esta terça-feira as suas Perspetivas Económicas e Orçamentais até 2027 onde prevê uma redução das pressões inflacionistas entre 2023 e 2024.

André Manuel Mendes

O Conselho das Finanças Públicas (CFP) divulgou esta terça-feira as suas Perspetivas Económicas e Orçamentais até 2027 onde prevê uma redução das pressões inflacionistas entre 2023 e 2024.

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O organismo que fiscaliza o cumprimento das regras orçamentais em Portugal revela que o atual cenário antecipa uma gradual redução das pressões inflacionistas ao longo de 2023 e 2024, e prevê uma desaceleração no crescimento do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) para 5,9% em 2023 e 3,1% em 2024.

“A normalização da política monetária por parte do Banco Central Europeu, assim como o progressivo desvanecimento das restrições na oferta deverão contribuir para a redução das pressões inflacionistas ao longo do horizonte de projeção”, revela o CFP.

Tendo por base estas estimativas, a projeção orçamental do CFP aponta para uma trajetória de correção do desequilíbrio orçamental, que atingirá uma posição de equilíbrio a partir de 2025. “Esta trajetória eleva a margem de segurança em relação ao limite de 3% do PIB para o défice, permitindo fazer face às flutuações cíclicas normais sem incorrer numa situação de défice excessivo”, explicam.

No entanto, o CFP sublinha que “a continuação da guerra na Ucrânia, o aumento do preço das matérias-primas devido ao processo de reabertura da China, a possível desancoragem das expectativas de inflação no médio-prazo e a transmissão da dinâmica inflacionista às componentes menos voláteis do IPC poderão levar a uma taxa de inflação mais elevada e persistente do que a atualmente considerada pelo CFP”.

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As Perspetivas Económicas e Orçamentais do CFP preveem ainda que o rácio da dívida deverá diminuir 18 pontos percentuais no período entre 2023 e 2027, atingindo 95,9% do PIB no ponto mais longínquo.

O CFP sublinha na sua análise que este documento foi finalizado antes dos recentes desenvolvimentos em instituições bancárias nos EUA e na Suíça, bem como da mais recente decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que anunciou uma subida de mais 50 pontos-base nas suas taxas de juro.

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