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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Thu, 02 Jul 2026 09:14:40 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Calor: Aviso vermelho alargado até domingo em 10 distritos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 09:07:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O aviso vermelho devido ao calor foi alargado até domingo em 10 distritos do litoral e do interior sul do país, anunciou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O aviso vermelho devido ao calor foi alargado até domingo em 10 distritos do litoral e do interior sul do país, anunciou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).</p>
<p>Segundo o IPMA, o aviso vermelho, o mais grave numa escala de três, está hoje ativo nos distritos de Portalegre, Évora e Beja, assim como em Santarém e Lisboa, sendo que os últimos dois distritos passam a laranja (o segundo nível) às 23:00 de sexta-feira.</p>
<p>Na sexta-feira, estarão também sob aviso vermelho por causa do calor outros 10 distritos: Viana do Castelo, Porto, Braga, Coimbra, Aveiro, Leiria, Santarém, Portalegre, Évora e Beja. Em todos os casos este nível permanece ativo até às 06:00 de domingo.</p>
<p>O aviso vermelho surge numa altura em que Portugal continental atravessa num período de temperaturas elevadas, com máximas que podem chegar aos 44 graus Celsius (ºC) e mínimas entre os 24ºC e os 28ºC.</p>
<p>Na quarta-feira, a Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou recomendações aos municípios para protegerem as populações das temperaturas elevadas e ondas de calor, alegando o &#8220;papel de proximidade essencial&#8221; que desempenham na preparação e resposta a esses fenómenos.</p>
<p>Segundo a DGS, as autarquias devem garantir, em parceria com várias entidades, a sinalização de pessoas mais vulneráveis, mantendo atualizada essa listagem, assim como realizar contactos preventivos e promover, sempre que possível, visitas domiciliárias.</p>
<p>Já ao nível das medidas comunitárias, a direção-geral aconselha que sejam abertos locais de abrigo temporário (zonas de arrefecimento) e disponibilizada água potável, garantindo o bom funcionamento dos bebedouros públicos, assim como recomenda o prolongamento dos horários de bibliotecas, piscinas e equipamentos climatizados de proximidade.</p>
<p>Para os espaços públicos, é sugerido que sejam reforçadas as zonas de sombra, instaladas estruturas temporárias de sombreamento e arrefecimento, e adaptados os horários dos trabalhos municipais realizados no exterior.</p>
<p>Os municípios devem ainda assegurar a coordenação permanente entre a autoridade de saúde e unidade local de saúde da sua região, mas também com os bombeiros, as forças de segurança, a Cruz Vermelha Portuguesa, a Segurança Social e instituições sociais.</p>
<p>Por causa da onda de calor, os hospitais ativaram o nível mais baixo dos planos de contingência.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784518]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Grupo Volkswagen pondera vender participação no Bayern de Munique</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/grupo-volkswagen-pondera-vender-participacao-no-bayern-de-munique/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 09:06:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Em causa está uma posição de 8,3% no capital do clube alemão, detida através da Audi, marca que integra o grupo automóvel.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O grupo Volkswagen está a avaliar a possibilidade de vender a sua participação no Bayern de Munique. Em causa está uma posição de 8,3% no capital do clube alemão, detida através da Audi, marca que integra o grupo automóvel.</p>
<p class="isSelectedEnd">A possibilidade surge num momento difícil para a indústria automóvel europeia, com várias empresas do setor a procurarem formas de reestruturar os seus negócios e recuperar eficiência. Para além de cenários como o encerramento de fábricas ou despedimentos, os grupos automóveis procuram alternativas para reorganizar ativos e participações.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além da participação no Bayern de Munique, a Volkswagen estará também a analisar a sua posição no VfB Stuttgart. Neste caso, a participação está ligada à Porsche, filial do grupo Volkswagen.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a informação divulgada pela Bloomberg, fundos de capital privado estarão entre os principais interessados na compra de ações de clubes alemães.</p>
<p class="isSelectedEnd">A entrada de investidores externos nos clubes alemães enfrenta, no entanto, limitações relevantes. A legislação alemã protege a regra segundo a qual a maioria do capital de um clube de futebol, equivalente a 50% mais uma ação, deve permanecer nas mãos dos sócios e residentes locais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Este modelo reduz a margem de controlo por parte de investidores estrangeiros e pode afastar algumas sociedades de investimento interessadas em entrar no futebol alemão.</p>
<p class="isSelectedEnd">A possível venda da participação no Bayern de Munique surge num contexto de pressão sobre os fabricantes automóveis europeus. A Volkswagen, tal como outros grupos do setor, procura fórmulas alternativas para reforçar a eficiência do negócio e reorganizar a sua estrutura.</p>
<p>A eventual alienação de participações em clubes de futebol poderá integrar essa estratégia mais ampla de reestruturação, embora a informação disponível indique apenas que o grupo está a ponderar essa possibilidade.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784513]]></sapo:autor>
	</item>
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		<title>Junho 2026</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/junho-2026/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 09:00:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sumário]]></category>
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					<description><![CDATA[Conheça todos os temas da edição nº 243 da Executive Digest]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b><strong>Tema de capa</strong></b></p>
<p>«Portugal é um País do não rigor»</p>
<p><b><strong>Editorial</strong></b></p>
<p>Arrojo, Coragem, Fogosidade</p>
<p><strong>Conselheira</strong></p>
<p>Da estratégia à acção: a urgência de Executar</p>
<p><b><strong>Gestão</strong></b></p>
<p>Ventos do futuro: Pode Portugal liderar na eólica offshore?<br />
Activecap quer transformar PME portuguesas em líderes globais<br />
«O líder é um ‘sensor’, não é um clínico»: o novo papel da gestão na saúde mental<br />
Recordati: 100 anos ao serviço da Saúde, um século a transformar vidas<br />
«A educação é a base de sustentabilidade de desenvolvimento do nosso País»<br />
Do outro lado do Espelho Felix Krüger, CEO da Volkswagen Group Digital Solutions Portugal<br />
Estará Elon Musk a perder a batalha pelas comunicações móveis espaciais?<br />
Como Steve Jobs quase destruiu a Apple em 5 decisões<br />
No interior da fábrica de sonhos da Ikea: o seu laboratório de protótipos</p>
<p><strong>Diáspora</strong></p>
<p>Sara Aguiar, Continuar a “furar bolhas” e trabalhar a inovação</p>
<p><b><strong>Randstad Insight</strong></b></p>
<p>O mercado de trabalho</p>
<p><strong>Especial Golf</strong></p>
<p>Ponte de Lima</p>
<p><b><strong>Pé de Orelha</strong></b></p>
<p>Juan-Galo Macià: O papel do Talento no sucesso do mercado imobiliário de luxo em Portugal</p>
<p><b><strong>MIT Sloan</strong></b></p>
<p>Como a turbulência global está a transformar a estrutura das empresas<br />
Reforce as suas capacidades de Gestão de Crises</p>
<p><b><strong>Cadernos</strong></b></p>
<p>ESG, Transformação digital</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780341]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Financiar a inovação para reduzir risco e ganhar competitividade</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/financiar-a-inovacao-para-reduzir-risco-e-ganhar-competitividade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Silva Gil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 09:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
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		<category><![CDATA[Risco]]></category>
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					<description><![CDATA[Num contexto de maior exigência regulatória, pressão sobre margens e aceleração tecnológica, a inovação é, actualmente, um factor crítico de gestão do risco e criação de valor.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A gestão do risco deixou de ser apenas financeira ou regulatória. Hoje, passa também pela capacidade de inovar, captar financiamento e antecipar a transformação digital. Em entrevista à Risco, Paulo Reis, director-geral da FI Group Portugal, analisa o impacto dos incentivos à I&amp;D, da transformação digital e da Inteligência Artificial na competitividade das empresas, os desafios da regulação e o papel do financiamento público como alavanca de crescimento sustentável.</p>
<p><strong>Em que ano foi fundada a FI Group e como evoluiu até se tornar líder em consultoria de financiamento da inovação? Quais foram os passos mais importantes neste processo?</strong></p>
<p>A FI Group foi fundada em 2000, com uma visão clara e consistente: posicionar a Inovação e a I&amp;D como motores estruturais da competitividade empresarial. Em Portugal, somos hoje parte integrante do ecossistema nacional de inovação, actuando de forma activa na ligação entre empresas, sistema científico, decisores públicos e instrumentos de financiamento. O nosso crescimento resultou de uma aposta contínua na especialização técnica, no talento multidisciplinar e na capacidade de antecipar políticas públicas e tendências regulatórias. Mais do que acompanhar o mercado, ajudámos a moldá-lo. Em Portugal, esse percurso traduziu-se num papel cada vez mais estratégico: apoiar as empresas a estruturar, financiar e escalar projectos de inovação com impacto económico real e vocação internacional.</p>
<p><strong>Qual o impacto da aquisição da FI Group pelo grupo francês EPSA na sua estratégia e posicionamento internacional?</strong></p>
<p>A integração no Grupo EPSA foi um passo natural e estratégico. Permitiu-nos ganhar escala europeia, reforçar a nossa solidez financeira e integrar competências complementares em áreas como performance financeira, compras estratégicas e sustentabilidade. Este movimento posiciona a FI Group como um actor europeu de referência em inovação e financiamento, capaz de apoiar empresas portuguesas num contexto cada vez mais global e competitivo. Para Portugal, significa maior acesso a conhecimento, redes internacionais e oportunidades de crescimento além-fronteiras.</p>
<p><strong>Que tipo de apoios a FI Group ajuda as empresas a identificar e a gerir?</strong></p>
<p>A FI Group adopta uma abordagem integrada à inovação, acompanhando as empresas ao longo de todo o ciclo de vida dos seus projectos. O nosso trabalho começa na gestão estratégica da inovação, ajudando a estruturar portefólios de I&amp;D alinhados com a estratégia de negócio, e estende-se à identificação, captação e gestão de financiamento. Apoiamos o acesso a incentivos fiscais à I&amp;D, com destaque para o SIFIDE, e a programas de financiamento europeu altamente competitivos, como o Horizonte Europa, o Innovation Fund e o EDF, European Defence Fund. Estas ferramentas são determinantes para projectos tecnológicos de elevada ambição, com forte componente de internacionalização. Paralelamente, apoiamos iniciativas de transformação digital, transição energética, sustentabilidade e economia circular, promovendo a colaboração entre empresas, universidades e centros de I&amp;D. O objectivo é claro: transformar financiamento público em vantagem competitiva, crescimento sustentável e posicionamento global.</p>
<p><strong>O que é o SIFIDE e qual a sua função e importância no apoio às empresas?</strong></p>
<p>Trata-se do principal instrumento fiscal de apoio à I&amp;D em Portugal. Permite às empresas recuperar uma parte significativa do investimento realizado em inovação, reduzindo o risco e incentivando a continuidade dos projectos. É um mecanismo robusto e reconhecido internacionalmente, fundamental para atrair investimento, estimular inovação privada e reter talento qualificado. Num contexto global competitivo, o SIFIDE deve ser visto como um instrumento estratégico de política económica, que importa preservar e evoluir.</p>
<p><strong>Porque é que a transformação digital deve ser considerada estratégica para a competitividade das empresas?</strong></p>
<p>A transformação digital deixou de ser um tema tecnológico para se tornar um tema de liderança e estratégia. Digitalizar é repensar processos, modelos de negócio e a forma como se cria valor, com base em dados, automação e agilidade. Empresas que não avançam neste caminho perdem produtividade, escala e capacidade de competir internacionalmente. O desafio em Portugal passa por acelerar esta transição, sobretudo nas PME, através de políticas públicas mais simples, rápidas e orientadas para resultados. Digitalização é competitividade económica.</p>
<p><strong>Como é que a IA contribui para a inovação empresarial?</strong></p>
<p>A IA é hoje um dos principais aceleradores de inovação. Permite reduzir tempos de desenvolvimento, optimizar operações, melhorar a tomada de decisão e criar produtos e serviços. No entanto, a IA só gera valor quando integrada numa estratégia clara de inovação e crescimento. Portugal tem aqui uma oportunidade relevante: apostar numa IA responsável, alinhada com produtividade, sustentabilidade e impacto social, apoiada por incentivos públicos e por ecossistemas colaborativos que liguem empresas, ciência e tecnologia.</p>
<p><strong>Quais são os principais desafios do enquadramento dos incentivos à inovação tecnológica em Portugal?</strong></p>
<p>O principal desafio continua a ser a complexidade e a rigidez dos mecanismos de incentivo. A inovação exige velocidade, risco e flexibilidade, factores que nem sempre estão reflectidos nos instrumentos disponíveis. Portugal precisa de políticas públicas mais inovadoras, orientadas para o impacto económico, que promovam a colaboração entre empresas, universidades e centros tecnológicos, e que incentivem, de forma clara, a internacionalização da I&amp;D e da inovação. Sem essa ambição, corremos o risco de não capitalizar todo o potencial existente.</p>
<p><strong>Qual o objectivo do AI Act da UE e o seu impacto nas empresas portuguesas?</strong></p>
<p>O AI Act pretende criar um enquadramento comum para garantir uma utilização ética, segura e transparente da IA na UE. Para as empresas portuguesas, implica novos desafios de conformidade, mas também maior confiança e previsibilidade regulatória. Se bem acompanhado por políticas públicas e incentivos adequados, o AI Act pode tornar-se um factor de diferenciação competitiva, e não um obstáculo à inovação.</p>
<p><strong>De que forma é que a FI Group apoia as indústrias nacionais e fintech na modernização e inovação?</strong></p>
<p>Apoiamos na estruturação de projectos de inovação tecnológica, digital e sustentável, garantindo o acesso aos instrumentos de financiamento mais adequados a cada fase de maturidade. Trabalhamos de forma próxima com as lideranças empresariais para alinhar inovação, regulação e crescimento internacional. Acreditamos que o futuro da economia portuguesa passa por ecossistemas de colaboração, inovação orientada ao mercado global e políticas públicas corajosas. Para Paulo Reis, «Portugal tem talento, conhecimento e capacidade tecnológica» e «o desafio está em transformar esse potencial em escala, impacto e competitividade global». A terminar, o director-geral da FI Group revela que «inovar não é um custo, é uma escolha estratégica. E essa opção exige visão de longo prazo, colaboração e uma aposta clara na I&amp;D e na inovação como pilares do desenvolvimento sustentável».</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771574]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>PSI inverte abertura e acompanha principais índices europeus no positivo</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/psi-inverte-abertura-e-acompanha-principais-indices-europeus-no-positivo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 08:49:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa invertia hoje a tendência de abertura e crescia 0,66% mais de uma hora depois, em linha com as principais bolsas europeias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A bolsa de Lisboa invertia hoje a tendência de abertura e crescia 0,66% mais de uma hora depois, em linha com as principais bolsas europeias.</p>
<p>Pelas 09:20 em Lisboa, o PSI crescia 0,66% para 9.150,76 pontos, com 14 cotadas a verem a sua cotação a subir e duas a desvalorizar.</p>
<p>Os maiores ganhos eram registados pelos CTT e pela Sonae, que cresciam, respetivamente, 1,76% para 6,07 euros e 1,74% para 2,05 euros, sendo seguidas pela Ibersol (+1,02% para 9,88 euros) como as únicas com variações acima de 1,00%.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o BCP crescia 0,91% para 1,05 euros, a NOS subia 0,78% para 4,93 euros, a Semapa valorizava 0,74% para 20,4 euros.</p>
<p>Também no verde estavam Navigator (0,69% para 3,22 euros), Mota-Engil (0,56% para 4,65 euros), REN (0,54% para 3,70 euros), Altri (0,53% para 4,70 euros) e Jerónimo Martins (0,48% para 0,52 euros).</p>
<p>Com variações mais baixas estavam a Teixeira Duarte, a Corticeira Amorim e a EDP, que recuavam, respetivamente, 0,19% para 0,52 euros, 0,16% para 6,41 euros e 0,11% para 4,51 euros.</p>
<p>Em sentido inverso, EDP Renewables perdia 0,91% para 14,08 euros e a Galp recuava 0,08% para 18,60 euros.</p>
<p>As bolsas europeias seguiam hoje tendencialmente positivas, numa sessão em que estarão atentas às evoluções das empresas tecnológicas e aos dados sobre o emprego nos Estados Unidos.</p>
<p>Os investidores seguem atentos à publicação do relatório sobre o emprego não agrícola de junho nos EUA, bem como aos efeitos da descida das tecnológicas, na quarta-feira.</p>
<p>Wall Street fechou a sessão de quarta-feira com perdas no tecnológico Nasdaq, que desceu 0,66%, mo Dow Jones (-0,03%) e no S&amp;P 500 (-0,22%).</p>
<p>O euro subia 0,11% e era negociado a 1,139 dólares, enquanto nas matérias-primas o Brent, referência para a Europa, descia 1,36% para 70,59 dólares, enquanto o norte-americano WTI baixava 1,44% para 67,59 dólares.</p>
<p>O ouro valorizava 0,11% para 4.087,6 dólares por onça e a bitcoin subia 0,23% para 60.205,8 dólares.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784511]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Cabaz alimentar desce para valor mais baixo desde março, mas há produtos a subir quase 30%</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/cabaz-alimentar-desce-para-valor-mais-baixo-desde-marco-mas-ha-produtos-a-subir-quase-30/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 08:46:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Na comparação com a primeira semana do ano, o arroz carolino lidera as subidas. Desde o início do ano, esta variedade de arroz encareceu 39 cêntimos, o equivalente a 29%,]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O preço do cabaz alimentar monitorizado pela DECO PROteste voltou a descer e atingiu o valor mais baixo desde a primeira semana de março. Na última semana, o cabaz recuou 3,17 euros, o equivalente a uma descida de 1,23%, passando a custar 253,63 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">A queda acontece pela segunda semana consecutiva, mas não significa que todos os produtos estejam mais baratos. Alguns bens alimentares continuam a registar aumentos expressivos, tanto na comparação semanal como face ao início do ano.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na primeira semana de 2026, os mesmos produtos podiam ser comprados por menos 11,81 euros, uma diferença de 4,88%. Já face a janeiro de 2022, altura em que a DECO PROteste iniciou esta monitorização, o cabaz alimentar está 65,93 euros mais caro, o que representa um aumento de 35,13%.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Atum, cebola e alho entre os produtos que mais subiram numa semana</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar da descida no valor total do cabaz, há produtos que encareceram de forma significativa nos últimos dias. Entre 24 de junho e 1 de julho, o atum posta em óleo vegetal foi o produto com a maior subida percentual, ao aumentar 18% numa semana.</p>
<p class="isSelectedEnd">De uma semana para a outra, este produto passou a custar mais 25 cêntimos por unidade, atingindo os 1,63 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também a cebola ficou 9% mais cara, o alho seco subiu 8% e as salsichas frankfurt aumentaram 7%.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Arroz carolino já subiu quase 30% desde janeiro</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Na comparação com a primeira semana do ano, a 7 de janeiro de 2026, o arroz carolino lidera as subidas. Desde o início do ano, esta variedade de arroz encareceu 39 cêntimos, o equivalente a 29%, passando a custar 1,77 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Seguem-se o peixe-espada-preto, que subiu 27%, a dourada, com um aumento de 24%, e a couve-coração, que está 20% mais cara.</p>
<p class="isSelectedEnd">Desde janeiro de 2022, os maiores aumentos acumulados foram registados na carne de novilho para cozer, que subiu 126%, nos ovos, com uma subida de 84%, e na couve-coração, que aumentou 77%.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Conflito no Médio Oriente e fertilizantes pressionam preços</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A evolução recente dos preços alimentares tem sido influenciada por vários fatores externos. As negociações em curso para um cessar-fogo definitivo entre os Estados Unidos e o Irão, bem como a reabertura do estreito de Ormuz, trouxeram alguma estabilidade às cadeias de abastecimento nos últimos dias.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, nos últimos meses, o conflito no Médio Oriente provocou aumentos nos preços dos combustíveis e da energia.</p>
<p class="isSelectedEnd">A este impacto somam-se os prejuízos causados pelas tempestades de janeiro e fevereiro em Portugal, cujos efeitos podem ainda não estar totalmente refletidos nos preços ao consumidor, bem como a subida dos preços dos fertilizantes usados na agricultura.</p>
<p class="isSelectedEnd">Alguns dos maiores produtores de fertilizantes agrícolas e de matérias-primas para fertilizantes estão localizados no Médio Oriente. Como grande parte destas mercadorias é transportada por via marítima através do estreito de Ormuz, o aumento dos preços dos fertilizantes tem contribuído para tornar os bens alimentares mais caros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Como é calculado o cabaz alimentar da DECO PROteste</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Desde janeiro de 2022, a DECO PROteste acompanha a evolução dos preços dos bens alimentares essenciais. Todas as quartas-feiras, é analisado o custo total de um cabaz com base nos preços recolhidos no dia anterior nos principais supermercados com loja online.</p>
<p class="isSelectedEnd">O cálculo começa pelo preço médio de cada produto em todas as lojas online onde está disponível. Depois, a soma do preço médio de todos os produtos permite apurar o custo total do cabaz para esse dia.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Guerra na Ucrânia agravou custos desde 2022</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A subida dos preços alimentares nos últimos quatro anos tem várias causas. A invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022, pressionou o setor agroalimentar, uma vez que grande parte dos cereais consumidos na União Europeia e em Portugal tinham origem na Ucrânia.</p>
<p class="isSelectedEnd">O setor já enfrentava, nessa altura, os efeitos da pandemia de covid-19 e da seca em Portugal. A limitação da oferta de matérias-primas e o aumento dos custos de produção, nomeadamente da energia e dos fertilizantes, refletiram-se nos mercados internacionais e, depois, nos preços pagos pelos consumidores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Produtos como carne, hortofrutícolas, cereais de pequeno-almoço e óleo vegetal foram alguns dos bens afetados por este contexto.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>IVA zero travou preços no início, mas efeito perdeu força</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Perante a subida dos preços, o Governo adotou, em abril de 2023, a isenção de IVA num cabaz com mais de 40 alimentos. Numa fase inicial, a medida ajudou a controlar a subida dos preços.</p>
<p class="isSelectedEnd">No entanto, poucos meses depois, o impacto deixou de se sentir na carteira dos consumidores e o preço do cabaz alimentar voltou a disparar.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em 2024, depois da reposição do imposto, alguns produtos continuaram a subir. Foi o caso do azeite virgem extra, que atingiu o preço mais elevado em abril desse ano.</p>
<p class="isSelectedEnd">Já em 2025, as maiores pressões fizeram-se sentir sobretudo nos ovos, no café torrado moído e no chocolate.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Inflação abranda para 3,2% em junho</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os aumentos sucessivos dos preços ao consumidor contribuíram para levar a taxa de inflação para níveis históricos em 2022 e 2023.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística, em 2025, a taxa de inflação fixou-se nos 2,3%, abaixo dos 2,4% registados em 2024.</p>
<p>Em maio de 2026, a inflação estava nos 3,3%. Em junho, segundo as estimativas do INE, terá abrandado para 3,2%.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784506]]></sapo:autor>
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		<title>Seguro de vida e multirriscos: a fatura menos falada do crédito habitação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com ComparaJá.pt]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 08:45:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[ComparaJá]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Ao concentrar a atenção no spread e na taxa de juro, muitos mutuários esquecem os seguros associados ao crédito, onde também se pode poupar de forma significativa]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando se compra casa com crédito, as atenções vão quase todas para o spread e para a TAEG. Mas há duas despesas que viajam de boleia com o empréstimo e que se pagam durante toda a sua vida: <a href="https://www.comparaja.pt/seguros/seguro-de-vida" target="_blank" rel="noopener">o seguro de vida e o seguro multirriscos habitação</a>. Por serem subscritos, muitas vezes, no próprio banco financiador e sem comparação, passam despercebidos no custo total.</p>
<p>A diferença entre o seguro proposto pelo banco no momento da escritura e uma alternativa comparada no mercado pode ser expressiva. Como os prémios se pagam todos os anos durante a vida do crédito, uma poupança anual aparentemente modesta multiplica-se por 20 ou 30 anos e pode chegar aos milhares de euros no total.</p>
<p>A lei permite, e sempre permitiu, contratar estes seguros fora do banco financiador, desde que as coberturas sejam equivalentes às exigidas no contrato de crédito. Na prática, muitos consumidores desconhecem essa liberdade ou receiam perder condições no crédito, e acabam por aceitar a primeira proposta que lhes é apresentada, sem confirmar se é competitiva.</p>
<p>Segundo Rita Sogalho do ComparaJá, o erro mais comum é tratar o seguro como uma simples formalidade da escritura. «O seguro de vida e o multirriscos são contratos autónomos que se pagam durante toda a vida do crédito. Compará-los à entrada e revê-los de tempos a tempos é das formas mais eficazes de reduzir o custo total do empréstimo sem mexer na taxa de juro», afirma.</p>
<p>Num ano em que a subida dos juros volta a pressionar as prestações, rever os seguros ganha relevância acrescida. É uma das poucas componentes do crédito que o consumidor pode otimizar a qualquer momento, sem renegociar a taxa nem transferir o empréstimo, e por isso uma das primeiras a que vale a pena olhar.</p>
<p>O conselho dos especialistas é simples: olhar para o crédito como um todo, taxa, comissões e seguros. A atenção quase exclusiva ao spread deixa de fora uma fatura recorrente que, somada ao longo do contrato, pode pesar tanto como uma boa parte da negociação da própria taxa de juro.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784357]]></sapo:autor>
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		<title>Gigantes tecnológicas chinesas intensificam recompra de ações após fortes quedas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 08:40:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As gigantes tecnológicas chinesas estão a intensificar os programas de recompra de ações para recuperar a confiança dos investidores, noticiou hoje o jornal South China Morning Post (SCMP).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As gigantes tecnológicas chinesas estão a intensificar os programas de recompra de ações para recuperar a confiança dos investidores, noticiou hoje o jornal South China Morning Post (SCMP).</p>
<p>Estes programas surgiram na sequência de fortes quedas bolsistas causadas por uma vaga de ceticismo em torno do setor e entusiasmo com empresas de inteligência artificial (IA).</p>
<p>Empresas como Tencent, a maior cotada chinesa e a 26.ª maior do mundo, Alibaba, Xiaomi e Meituan registaram quedas entre 30% e 44% no primeiro semestre, acelerando posteriormente o ritmo das recompras de ações, uma prática habitual entre empresas cotadas para apoiar a cotação quando consideram que o mercado está a subavaliar os seus títulos.</p>
<p>Numa compilação divulgada pelo jornal de Hong Kong SCMP, a Tencent recomprou ações no valor de cerca de 1.270 milhões de dólares (1.114 milhões de euros) em junho, o montante mais elevado de 2026, enquanto a Alibaba gastou 50 milhões de dólares (43,8 milhões de euros) apenas na última semana.</p>
<p>A Meituan disse ter adquirido quase 26 milhões de dólares (22,8 milhões de euros) em ações entre segunda e terça-feira, depois de o presidente executivo reconhecer que o desempenho recente da empresa em bolsa ficou aquém do esperado.</p>
<p>A Xiaomi já gastou cerca de 153 milhões de dólares (134 milhões de euros) nesta estratégia desde meados do mês passado.</p>
<p>&#8220;Tendo em conta a robustez do fluxo de caixa líquido e os montantes ainda disponíveis nos programas de recompra, esperamos que estas empresas acelerem o ritmo das recompras&#8221;, escreveram recentemente analistas da Citi Research num relatório.</p>
<p>Empresas como Alibaba e Meituan envolveram-se numa guerra de preços no mercado da entrega de refeições ao domicílio, situação que levou mesmo à intervenção do Governo chinês, enquanto os investidores voltavam a atenção para empresas totalmente dedicadas à IA, como Minimax ou Zhipu AI.</p>
<p>&#8220;As tecnológicas tradicionais têm uma exposição relativamente reduzida ao negócio da IA, o que levou à deslocação de capitais dessas ações para empresas focadas exclusivamente nesta área&#8221;, referiu Kenny Ng, analista da Everbright Securities.</p>
<p>Embora os especialistas considerem que os programas de recompra constituem apenas uma solução temporária, disseram acreditar também que as grandes tecnológicas chinesas podem estar próximas de atingir um mínimo bolsista, sustentadas pela solidez dos negócios principais, pela capacidade de gerar lucros e fluxo de caixa de forma consistente e pela volatilidade do setor da IA, que tem servido de principal motor do atual ciclo dos mercados.</p>
<p>Perante este contexto, as tecnológicas chinesas não só intensificaram as recompras de ações, como os principais executivos multiplicaram presenças públicas para tentar recuperar a confiança dos investidores.</p>
<p>O fundador da Alibaba, Jack Ma, reuniu-se com gestores para plantar arroz, enquanto o fundador da Xiaomi, Lei Jun, foi fotografado a comer numa pequena banca de beira de estrada em Wuhan, no centro da China.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784507]]></sapo:autor>
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		<title>Fast fashion: 69% dos produtos avaliados falham regras europeias de segurança e saúde</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/fast-fashion-69-dos-produtos-avaliados-falham-regras-europeias-de-seguranca-e-saude/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 08:36:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Produtos falham normas básicas europeias de segurança e saúde, reforçando a pressão para que a União Europeia aumente o controlo sobre importações de baixo valor e sobre o mercado da fast fashion online.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A União Europeia está a avançar com uma nova taxa sobre importações para limitar as compras em plataformas de fast fashion como Shein, Temu e outras semelhantes. Por trás dos preços muito baixos, há uma preocupação crescente com os riscos para a saúde humana associados a roupas, acessórios e outros produtos vendidos através destes canais de comércio eletrónico.</p>
<p class="isSelectedEnd">A UE compra cerca de 4,5 milhões de toneladas de têxteis de fast fashion por ano. Todos os dias entram no bloco mais de 5,8 milhões de encomendas de baixo valor, enquanto plataformas como Shein, Temu e AliExpress atraem mais de 400 milhões de compradores por mês.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mais de 90% destas peças de vestuário compradas online são feitas a partir de polímeros sintéticos baratos, como poliéster, elastano e nylon. Na prática, são materiais plásticos macios, que não se biodegradam e acabam por se transformar em microplásticos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Nova diretiva europeia quer reforçar controlo nas fronteiras</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Até agora, muitos destes produtos eram enviados diretamente de fábricas no estrangeiro para os consumidores, escapando aos controlos europeus sobre produtos químicos nocivos e componentes perigosos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A nova diretiva aduaneira da União Europeia vai exigir dados eletrónicos de rastreamento para cada pacote que entra no bloco. As autoridades fronteiriças poderão, assim, analisar as encomendas antes da entrada na Europa e identificar níveis ilegais de químicos ou violações das regras de segurança.</p>
<p class="isSelectedEnd">Pelle Moos, especialista em produtos químicos e responsável de políticas no grupo europeu de consumidores BEUC, alerta para a dimensão do problema. “A cada segundo, cerca de 200 produtos entram na UE. Enquanto temos esta conversa, quase mil produtos terão entrado na Europa, e apenas uma fração terá sido inspecionada”, afirmou.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo Moos, autoridades e organizações de consumidores têm encontrado taxas “astronómicas” de incumprimento quando investigam produtos vendidos através de canais de ultra fast fashion. “Estamos a falar de valores na ordem dos 70% a 80%”, disse.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Alertas sobre têxteis aumentam na Europa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os alertas relacionados com produtos químicos em têxteis e moda aumentaram de forma acentuada, com dezenas de notificações internacionais submetidas todos os anos ao Sistema de Alerta Rápido da União Europeia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mais de 72% destes alertas oficiais sobre têxteis apontam para riscos diretos para a saúde humana. Entre os problemas identificados estão reações alérgicas graves, queimaduras químicas provocadas por excesso de formaldeído e possíveis danos em órgãos devido à presença de metais pesados.</p>
<p class="isSelectedEnd">A organização de consumidores Testachats também analisou brinquedos vendidos pela Shein e encontrou resultados preocupantes. Dos 45 brinquedos escolhidos aleatoriamente, apenas um estava totalmente conforme as regras. Cerca de 60% apresentavam um risco real de segurança, incluindo peças pequenas que podiam ser engolidas ou componentes eletrónicos sem proteção adequada.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“É o pior que estamos a ver”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Para Pelle Moos, o problema está na presença de químicos há muito conhecidos pelos seus efeitos nocivos.</p>
<p class="isSelectedEnd">“É realmente o pior que estamos a ver”, afirmou. “São químicos que sabemos há décadas que são prejudiciais. Químicos que podem causar cancro, infertilidade, problemas de desenvolvimento em crianças e que persistem no ambiente.”</p>
<p class="isSelectedEnd">Um relatório laboratorial publicado pela Greenpeace em 2025 concluiu que 32% dos produtos da Shein testados excediam os limites europeus definidos pelo regulamento REACH, relativo ao registo, avaliação, autorização e restrição de substâncias químicas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em junho de 2025, uma investigação da BEUC alertou para a existência de “bombas químicas” em vários produtos infantis. Dez dos 25 artigos analisados continham substâncias perigosas, incluindo um par de chinelos de criança descrito pelos investigadores como uma “bomba”.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Suor e calor podem aumentar absorção de químicos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O risco não se limita ao contacto superficial com a roupa. O calor corporal e o suor podem funcionar como solventes naturais, permitindo que substâncias restritas passem dos tecidos para a pele.</p>
<p class="isSelectedEnd">As pessoas também podem inalar fibras têxteis e químicos libertados pelos tecidos. No caso das crianças pequenas, há ainda o risco de mastigarem a roupa. Calor, suor, uso prolongado e pele danificada podem aumentar a absorção destas substâncias.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre 56 peças de vestuário testadas, a Greenpeace encontrou concentrações de ftalatos até 200 vezes acima do limite permitido na União Europeia. Foram ainda detetados PFAS, conhecidos como “químicos eternos”, em sete casacos, alguns com valores superiores em mais de 3.000 vezes aos limites europeus.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os investigadores também encontraram chumbo e cádmio em sapatos, formaldeído num fato de criança e etoxilatos de nonilfenol num impermeável. A BEUC comunicou resultados semelhantes, enquanto a organização dinamarquesa Forbrugerrådet Tænk detetou PFAS restritos em vários casacos de exterior.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Que riscos podem representar estes químicos?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os ftalatos, incluindo DEHP e DBP, são usados para tornar plásticos e materiais sintéticos mais flexíveis. Estão associados a perturbações hormonais, redução da fertilidade e problemas de desenvolvimento em crianças.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os PFAS, conhecidos como “químicos eternos”, persistem no ambiente e acumulam-se no organismo, tendo sido associados à supressão do sistema imunitário, danos em órgãos e alguns tipos de cancro.</p>
<p class="isSelectedEnd">O formaldeído é usado para tornar a roupa mais resistente a vincos e pode causar irritação, reações alérgicas e aumento do risco de cancro após exposição prolongada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os etoxilatos de nonilfenol são químicos disruptores endócrinos ligados a preocupações reprodutivas e de desenvolvimento. As aminas aromáticas, resultantes de alguns corantes, incluem substâncias cancerígenas conhecidas ou suspeitas. Já o dimetilformamida e compostos orgânicos voláteis relacionados são solventes industriais associados a toxicidade hepática, danos reprodutivos e irritação respiratória.</p>
<p class="isSelectedEnd">Pelle Moos explica que os ftalatos são usados para amaciar plásticos e materiais sintéticos, enquanto os PFAS são adicionados para tornar os tecidos impermeáveis. O formaldeído ajuda a manter as roupas sem vincos e a protegê-las durante o transporte, ao passo que o cádmio pode ser usado em bijutaria barata para lhe dar mais peso.</p>
<p class="isSelectedEnd">Outras substâncias, como o chumbo, podem não ser usadas de forma intencional, mas surgir devido a fracos controlos de fabrico e contaminação.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Metais pesados em roupa, roupa interior e bijutaria</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A organização polaca Federacja Konsumentów, membro da BEUC, testou roupa, roupa interior e bijutaria da Shein. Mais de metade dos produtos analisados continha níveis inseguros de metais pesados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um desses metais é o chumbo, uma neurotoxina que se pode acumular no organismo e que está associada a problemas no desenvolvimento cerebral, dificuldades de aprendizagem, alterações comportamentais, danos renais e prejuízos reprodutivos, sobretudo em crianças.</p>
<p class="isSelectedEnd">O cádmio é classificado como cancerígeno e tem sido associado a danos nos rins, fígado, pulmões, sistema cardiovascular e sistema nervoso. Também pode afetar a fertilidade e prejudicar o desenvolvimento fetal.</p>
<p class="isSelectedEnd">“O chumbo é uma neurotoxina e não há nível seguro de exposição”, afirmou Moos. “A Europa passou décadas a tentar remover o chumbo da vida quotidiana, mas continuamos a encontrá-lo em produtos de consumo.”</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>69% dos produtos avaliados não cumprem regras europeias</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O quadro geral continua a preocupar as organizações de consumidores. Auditorias transfronteiriças realizadas pela BEUC a plataformas de comércio online concluíram que 69% dos produtos avaliados, incluindo vestuário, acessórios e brinquedos que entram na União Europeia a partir de plataformas como Shein e Temu, estavam legalmente não conformes.</p>
<p>Esses produtos falharam normas básicas europeias de segurança e saúde, reforçando a pressão para que a União Europeia aumente o controlo sobre importações de baixo valor e sobre o mercado da fast fashion online.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784502]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Getty Images desiste da fusão com Shutterstock após condições do regulador britânico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 08:32:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Getty Images desistiu da fusão com a Shutterstock, avaliada em mais de 3,4 mil milhões de euros, na sequência das condições rigorosas impostas pela Autoridade da Concorrência e Mercados britânica (CMA).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Getty Images desistiu da fusão com a Shutterstock, avaliada em mais de 3,4 mil milhões de euros, na sequência das condições rigorosas impostas pela Autoridade da Concorrência e Mercados britânica (CMA).</p>
<p>Em 30 de junho, o Conselho de Administração da Getty Images &#8220;decidiu unanimemente não prosseguir com o processo de venda do negócio editorial da Shutterstock&#8221; sob a supervisão da Competition &amp; Markets Authority (CMA) e &#8220;encerrar o acordo de fusão&#8221;, de acordo com informação submetida ao regulador de mercados norte-americano SEC &#8211; Securities &amp; Exchange Comission, a que Lusa teve acesso.</p>
<p>Após a cessação do acordo de fusão, as &#8216;senior secured notes&#8217; (títulos de dívida sénior) da Getty Images, com uma taxa de 10,500% e maturidade em 2030 serão resgatadas em conformidade com o estipulado.</p>
<p>A administração da Getty Images pretende também contratar um consultor financeiro para aconselhar o Conselho relativamente a alternativas de financiamento estratégico disponíveis para a Getty Images.</p>
<p>Em 17 de abril, a CMA tinha indicado que a Getty Images deveria vender o negócio editorial Shutterstock se quisesse garantir a aprovação da fusão entre as duas agências de imagens e fotografias.</p>
<p>De acordo com o relatório intercalar da CMA, a que a Lusa teve acesso na altura, a solução preferencial do regulador passava por um desinvestimento alargado, envolvendo a venda das marcas Shutterstock Editorial, Backgrid e Splash.</p>
<p>A Getty Images tinha acordado a compra da Shutterstock segundo um contrato de compra de ações firmado em 06 de janeiro de 2025 (fusão), por um valor aproximado de 245 milhões de libras (cerca de 282 milhões de euros) em dinheiro e 319,4 milhões de ações da Getty Images, criando uma entidade combinada com um valor empresarial superior a 3 mil milhões de libras (cerca de 3,4 mil milhões de euros), ou seja, um gigante na área de banco de imagens.</p>
<p>A Getty Images e a Shutterstock fornecem conteúdo digital, incluindo fotos, ilustrações, vídeos e música.</p>
<p>As duas empresas operam plataformas que licenciam conteúdo a clientes, o conteúdo destas empresas pode ser segmentado de forma geral em conteúdo editorial e conteúdo de arquivo (ou criativo).</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784503]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Mário Rocha e o projecto que levou a Antarte (outra vez) ao Papa. &#8220;Irrecusável&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 08:30:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição Impressa]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[papa leão xiv]]></category>
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					<description><![CDATA[Há objectos que nascem para ser discretos, mas carregam em si o peso de um momento histórico. Em angola, na véspera da chegada do Papa Leão XIV, Mário Rocha, CEO da Antarte, revelou o papel que a marca portuguesa desempenhou neste momento único]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Antarte foi novamente escolhida pelo Vati­cano para criar um conjunto de peças que acom­panharam o líder da Igreja Católica durante a sua visita a Angola.</p>
<p>Mais do que peças litúrgicas, são ele­mentos que transportam uma narrativa feita de detalhe, matéria e contexto. Produzidos a partir de madeira de longui e de pedra calcária rosada da região de Nossa Senhora da Muxima, e combina­dos com tecidos naturais trabalhados artesanalmente, estes objectos reflectem uma aproximação ao território que vai além da função – procuram integrar­-se no lugar onde vão estar, ainda que temporariamente. No entanto, com a marca “Made in Portugal”.</p>
<p>A relação entre a Antarte e a Santa Sé não é nova. Ao longo dos últimos anos, a marca nacional tem vindo a afirmar- se em projectos ligados a diferentes pontificados, do Papa Bento XVI ao Papa Francisco, num percurso marcado por desafios onde a exigência simbólica se sobrepõe muitas vezes à dimensão técnica.</p>
<p>Desta vez, o projecto ganhou forma num contexto particular: Foi a partir de Angola, no terreno e no momento em que tudo se preparava, que Mário Rocha falou à Executive Digest sobre o significado desta colaboração – e sobre o que representa voltar a responder (positiva­mente) a um convite do Vaticano.</p>
<p><strong>Como surgiu o convite para desenvolver estas peças destinadas à visita do Papa Leão XIV a Angola?</strong></p>
<p>O convite partiu das autoridades ecle­siásticas de Angola que conhecem o histórico da Antarte na criação das peças para o Papa Bento XVI, para o Papa Francisco e também a instalação de arte para a Bienal de Veneza desenhada pelo arquitecto Siza Vieira e que a Antarte materializou.</p>
<p><strong>Quando recebeu o convite, houve algum momento de hesitação ou foi, como refere, “irrecusável”?</strong></p>
<p>É irrecusável, desde logo porque são peças de uma simbologia institucional que muito honra a Antarte. A experiência de 16 anos na criação destes projectos especiais para o Vaticano também foi decisiva, até porque estamos a falar de um conjunto de mais de uma dezena de peças para o espaço de celebração da homilia do Papa em Angola.</p>
<p><strong>Que desafios criativos e técnicos colocou a exigência de conciliar a sobriedade da Santa Sé com a identidade da Antarte?</strong></p>
<p>O primeiro de todos os desafios é cumprir com os requisitos do Vaticano. Tivemos também de integrar matérias–primas angolanas como a madeira de longui e a pedra calcária rosada extraída na zona de Nossa Senhora da Muxima.</p>
<p>Depois, é necessário ter a sensibilidade de criar peças com um design que res­peite a sobriedade institucional, e para isso adoptámos um design intemporal.</p>
<p><strong>Qual foi o papel concreto da sua direcção criativa no desenvolvimento do cadeirão, do ambão e do altar?</strong></p>
<p>É um papel de fundir design, materiais e processos de produção que se traduzam em peças inconfundíveis na mensagem de sobriedade, serenidade e até espiritualidade que transmitem.</p>
<p><strong>A utilização de matérias-primas ango­lanas foi uma opção estética, simbólica ou estratégica? Quais foram os maiores desafios?</strong></p>
<p>Fazia todo o sentido usarmos matérias­-primas de um país rico como poucos em materiais nobres e sustentáveis. Angola tem uma diversidade de madeiras como poucos países. O mesmo se aplica à pedra calcária rosada. É uma pedra lindíssima, com uma tonalidade formidável.</p>
<p><strong>O que é mais difícil: criar algo que im­pressione ou algo que desapareça no ritual sem o perturbar?</strong></p>
<p>O mais difícil é criar peças que são apro­vadas ao primeiro esboço. Significa que a Antarte já está capacitada para este tipo de projectos, que também têm prazos apertados para serem materializados.</p>
<p>Acredito que as peças não podem “esconder-se” num cenário tão importante como o de celebração de uma homilia. Até porque vão ser vistas demorada­ mente ao vivo ou por quem assiste pela televisão. Por isso, devem integrar-se no espaço, como se fizessem naturalmente parte dele.</p>
<p><strong>O que é que nunca foi dito durante o processo – mas que foi sempre entendido por todos?</strong></p>
<p>O que foi entendido é que a experiência de todos os intervenientes seria funda­mental para que o processo decorresse sem falhas, sem sobressaltos ou imprevistos, sem atritos na tomada de decisões, para termos tudo pronto a tempo e horas e de acordo com os requisitos pretendidos pelas autoridades eclesiásticas.</p>
<p><strong>Quando tudo chegou ao destino, Angola, sentiu que estava perante um transporte de objectos… ou de significado?</strong></p>
<p>Senti que estava perante peças que fi­carão na história. Ninguém as apagará da memória das pessoas. Há imagens eternas. E quando, ao longo dos anos, forem mostradas as imagens da homilia do Papa Leão XIV em Angola, estará lá a marca da Antarte.</p>
<p><strong>De que forma projectos desta natureza influenciam a percepção da Antarte em mercados internacionais? </strong></p>
<p>São peças que avalizam a competência da Antarte para abraçar projectos de dimensão criativa incomum. E que dizem a qualquer novo parceiro que estamos à altura de projectar o nosso saber fazer em qualquer geografia. Na Europa, na Ásia, no Extremo Oriente, em África? A Antarte é capaz e já deu provas disso.</p>
<p><strong>O que representa, para si, enquanto fundador e CEO, ver peças da Antarte num contexto religioso e global desta dimensão?</strong></p>
<p>Significa que estamos à altura de pro­jectos de dimensão internacional, para qualquer instituição ou personalidade de relevo mundial e em qualquer geografia.</p>
<p><strong>O que é que a Antarte ainda não fez que, secretamente, sente que faz parte do seu caminho natural?</strong></p>
<p>Talvez peças para monarcas. Já fizemos peças para dois presidentes da República: Cavaco Silva e José Ramos Horta. Demos forma a peças para treinadores de classe mundial. Também criámos diversas peças personalizadas para artistas internacionais como Maluma, Anitta ou J. Balvin, quando actuaram em concertos em Portugal. Materializámos mais de 40 peças para o Pavilhão de Portugal na Expo 2025 em Osaka. Creio que criarmos uma ou mais peças para um monarca, seria um bom desafio.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780960]]></sapo:autor>
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		<title>Bolsas europeias tendencialmente positivas à espera do emprego nos EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 08:22:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As bolsas europeias seguiam hoje tendencialmente positivas, numa sessão em que estarão atentas às evoluções das empresas tecnológicas e aos dados sobre o emprego nos Estados Unidos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As bolsas europeias seguiam hoje tendencialmente positivas, numa sessão em que estarão atentas às evoluções das empresas tecnológicas e aos dados sobre o emprego nos Estados Unidos.</p>
<p>Pelas 08:30 em Lisboa, o EuroStoxx 600 subia 0,14% para 640,18 unidades.</p>
<p>Ao mesmo tempo, Milão aumentava 0,44%, Paris valorizava 0,43%, Madrid acumulava 0,37%, Frankfurt crescia 0,21% e Londres subia 0,13%.</p>
<p>Os investidores seguem atentos à publicação do relatório sobre o emprego não agrícola de junho nos EUA, bem como aos efeitos da descida das tecnológicas, na quarta-feira.</p>
<p>Wall Street fechou a sessão de quarta-feira com perdas no tecnológico Nasdaq, que desceu 0,66%, penalizado pelas quebras acima de 10% nas empresas de chips Micron e Sandisk. Também o Dow Jones (-0,03%) e o S&amp;P 500 (-0,22%) registaram quebras no dia.</p>
<p>O consenso do mercado é que a economia norte-americana continuou a criar emprego a um ritmo moderado no mês, devendo a taxa de desemprego ter-se mantido em 4,3%, um nível historicamente baixo.</p>
<p>Enquanto o mercado de trabalho continuar sólido, a Reserva Federal (Fed) não terá pressões adicionais para acelerar cortes nas taxas de juro de referência.</p>
<p>Na quarta-feira, no Fórum do Banco Central Europeu (BCE), em Sintra, o presidente da Fed, Kevin Warsh, não quis pronunciar-se sobre o futuro da política monetária do país.</p>
<p>O euro subia 0,11% e era negociado a 1,139 dólares, enquanto nas matérias-primas o Brent, referência para a Europa, descia 1,36% para 70,59 dólares, enquanto o norte-americano WTI baixava 1,44% para 67,59 dólares.</p>
<p>O ouro valorizava 0,11% para 4.087,6 dólares por onça e a bitcoin subia 0,23% para 60.205,8 dólares.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784500]]></sapo:autor>
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		<title>Tribunal da UE confirma multa de 4,125 mil ME à Google</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 08:22:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) confirmou hoje a multa recorde imposta à Google pela Comissão Europeia de 4,125 mil milhões de euros por abuso de posição dominante no mercado através da aplicação Android.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) confirmou hoje a multa recorde imposta à Google pela Comissão Europeia de 4,125 mil milhões de euros por abuso de posição dominante no mercado através da aplicação Android.</p>
<p>A decisão do TJUE rejeita assim o recurso apresentado pela Google de uma sentença do Tribunal Geral da UE que, ainda assim, tinha reduzido a multa inicial do executivo comunitário de 4,342 mil milhões de euros para 4,125 mil milhões de euros.</p>
<p>A sociedade-mãe da Google, Alphabet, tem de pagar 1,520 mil milhões de euros da coima.</p>
<p>Em 2018, a Comissão Europeia concluiu que a multinacional abusou da sua posição dominante ao ter imposto, nomeadamente através de acordos de pré-instalação e de condições de licença de determinadas aplicações, a promoção do seu motor de busca Google Search e do seu navegador Chrome em dispositivos móveis que funcionam com o sistema operativo Android, também da Google.</p>
<p>Este montante é a multa mais alta aplicada até agora por Bruxelas num caso de violação das regras da concorrência.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784499]]></sapo:autor>
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		<title>Rendas caem pelo quinto mês seguido, mas há cidades onde sobem mais de 20%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 08:16:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Arrendar casa no país custava, no final do mês, 16,3 euros por metro quadrado, tendo em conta o valor mediano, segundo o índice de preços do idealista.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">As rendas das casas em Portugal voltaram a descer em junho, mantendo uma tendência de queda que já se prolonga há cinco meses. Arrendar casa no país custava, no final do mês, 16,3 euros por metro quadrado, tendo em conta o valor mediano, segundo o índice de preços do idealista.</p>
<p class="isSelectedEnd">Face a junho de 2025, os preços das casas para arrendar recuaram 2,4%. O valor afasta-se do máximo histórico de 17 euros por metro quadrado, registado em outubro de 2025.</p>
<p class="isSelectedEnd">A descida das rendas tem vindo a consolidar-se desde o início do ano. Em janeiro, os preços tinham recuado 1,9%, seguindo-se quedas de 1,4% em fevereiro, 1,2% em março, 2,7% em abril e 2,9% em maio.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Rendas sobem em 12 capitais analisadas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar da descida média nacional, os preços das casas para arrendar aumentaram em 12 das 16 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">As maiores subidas anuais registaram-se em Bragança, onde as rendas avançaram 20,5%, seguida de Santarém e Funchal, ambas com uma subida de 12,1%. Viana do Castelo também registou uma valorização expressiva, de 10,4%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Seguem-se Setúbal e Castelo Branco, ambas com aumentos de 8,3%, Faro, com 7%, Évora, com 6,8%, Leiria, com 4,5%, Ponta Delgada, com 3,6%, Braga, com 2,9%, e Coimbra, com 1,3%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Aveiro manteve-se praticamente estável, com uma variação de 0,2%.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Lisboa continua a ser a cidade mais cara para arrendar</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Lisboa mantém-se como a cidade mais cara do país para arrendar casa, com um preço mediano de 21,8 euros por metro quadrado.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Funchal surge em segundo lugar, com 16,8 euros por metro quadrado, seguido do Porto, com 16,4 euros por metro quadrado. Logo depois aparecem Faro, com 15,2 euros, Setúbal, com 14,1 euros, Coimbra, com 13 euros, e Évora, com 12,7 euros por metro quadrado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com valores acima dos 10 euros por metro quadrado surgem ainda Aveiro, com 11,6 euros, Ponta Delgada, com 11,1 euros, Viana do Castelo, com 10,2 euros, e Braga, com 10,1 euros. Santarém apresenta um valor mediano de 9,8 euros por metro quadrado e Leiria situa-se nos 9,3 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">As capitais mais económicas continuam a ser Viseu, com 7,7 euros por metro quadrado, Bragança, com 7,5 euros, e Castelo Branco, com 7,4 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Bragança lidera subidas entre distritos e ilhas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nos distritos e ilhas, os preços das casas para arrendar subiram em 12 dos 20 territórios analisados no último ano. A ilha de São Miguel, com uma variação de 0,2%, e Viseu, sem alteração, mantiveram-se estáveis. Nos restantes seis territórios, os preços desceram.</p>
<p class="isSelectedEnd">A maior subida anual foi registada em Bragança, onde as rendas aumentaram 35,8%. Seguiram-se a ilha da Madeira, com 10,5%, Viana do Castelo, com 8,2%, Évora, com 7,3%, e Santarém, com 7,2%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também se registaram aumentos em Castelo Branco, com 6,8%, Portalegre e Setúbal, ambos com 5,6%, Aveiro, com 2,8%, Beja, com 2,3%, Braga, com 1,7%, e Leiria, com 1,2%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em sentido contrário, a maior descida foi observada na Guarda, onde as rendas recuaram 23%. Também se verificaram quedas em Vila Real, com menos 6,7%, Porto, com menos 5,8%, Coimbra, com menos 4%, Lisboa, com menos 1,7%, e Faro, com menos 1,1%.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Lisboa lidera ranking dos distritos mais caros</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Lisboa continua a ser o distrito mais caro para arrendar casa, com um preço mediano de 20 euros por metro quadrado.</p>
<p class="isSelectedEnd">A ilha da Madeira ocupa a segunda posição, com 15,9 euros por metro quadrado, seguida de Faro, com 15,5 euros, Porto, com 14,9 euros, e Setúbal, com 14,7 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com valores iguais ou superiores a 10 euros por metro quadrado surgem ainda Évora, com 12,1 euros, Coimbra, com 11,8 euros, ilha de São Miguel, com 10,8 euros, Leiria e Viana do Castelo, ambas com 10,4 euros, Beja e Aveiro, ambas com 10,3 euros, e Braga, com 10,2 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">No segmento intermédio aparecem Santarém, com 9,4 euros por metro quadrado, Castelo Branco, com 8,4 euros, Bragança, com 7,9 euros, Vila Real, com 7,8 euros, e Viseu, com 7,7 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os distritos mais económicos continuam a ser Portalegre, com 6,8 euros por metro quadrado, e Guarda, com 6 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Madeira e Alentejo lideram subidas regionais</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A nível regional, as rendas das casas aumentaram em três das sete regiões portuguesas analisadas no último ano. O Centro manteve-se praticamente estável, com uma variação de -0,3%, enquanto as restantes três regiões registaram descidas.</p>
<p class="isSelectedEnd">A maior subida anual foi observada na Região Autónoma da Madeira, onde os preços avançaram 10,3%. Seguiu-se o Alentejo, com 10,2%, e a Região Autónoma dos Açores, com 5,1%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em sentido contrário, o Norte registou a maior descida, com uma queda de 6,4%. A Área Metropolitana de Lisboa recuou 1,3% e o Algarve desceu 1,1%.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Área Metropolitana de Lisboa é a região mais cara</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A Área Metropolitana de Lisboa mantém-se como a região mais cara do país para arrendar casa, com um preço mediano de 19,5 euros por metro quadrado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segue-se a Região Autónoma da Madeira, com 15,8 euros por metro quadrado, e o Algarve, com 15,5 euros. O Norte surge depois, com 13,6 euros por metro quadrado, seguido do Alentejo, com 12,2 euros.</p>
<p>As regiões mais acessíveis continuam a ser a Região Autónoma dos Açores, com 10,7 euros por metro quadrado, e o Centro, com 10,3 euros.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784492]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Calor excessivo nas carruagens volta a atormentar passageiros do Metro do Porto</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/reportagem-calor-excessivo-nas-carruagens-volta-a-atormentar-passageiros-do-metro-do-porto/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 08:10:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Passageiros frequentes e ocasionais do Metro do Porto voltaram a ser atormentados pelo calor excessivo no interior das carruagens no verão, já que o ar condicionado não cumpre o seu propósito, tendo a transportadora lamentado o desconforto causado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Passageiros frequentes e ocasionais do Metro do Porto voltaram a ser atormentados pelo calor excessivo no interior das carruagens no verão, já que o ar condicionado não cumpre o seu propósito, tendo a transportadora lamentado o desconforto causado.</p>
<p>O cenário repete-se há vários anos: chega o calor do verão e os passageiros do Metro do Porto &#8211; especialmente os das linhas que servem Gaia, Matosinhos e Gondomar, que utilizam os veículos mais antigos (Eurotram, de 2002) &#8211; aquecem e transpiram no interior das carruagens.</p>
<p>A utilização de leques ou a tentativa de encontrar um lugar alternativo nas carruagens tornam-se imagens comuns no metro, tendo a Lusa constatado que, por vezes mesmo dentro da mesma carruagem, o funcionamento do ar condicionado varia: umas vezes deita ar frio, outras à temperatura ambiente e noutras mais quente.</p>
<p>Em Matosinhos, Clementina Santos, de 69 anos, cliente ocasional, disse à Lusa que nos últimos dias tem sentido &#8220;um calor enorme dentro do metro&#8221;, alertando que &#8220;as ondas de calor cada vez serão maiores é de facto muito incómodo viajar&#8221;, e em dias de calor, como os atuais, &#8220;a impressão que dá a um leigo na matéria é que [o ar condicionado] estará desligado&#8221;.</p>
<p>&#8220;Nunca presenciei ninguém a sentir-se mal com o calor, mas é muito possível que aconteça&#8221;, adverte a reformada, lembrando que &#8220;segundo todas as orientações, quer da Direção-Geral de Saúde, quer da Organização Mundial de Saúde, de facto há populações mais vulneráveis e as mais vulneráveis são as crianças, as pessoas com doenças crónicas e aqueles que têm mais idade&#8221;.</p>
<p>Tiago Silva, jovem de Vizela (Braga) que estava a utilizar o metro para ir para a praia de Matosinhos, observou que estava &#8220;um calor ridículo, a um ponto que dentro do metro chega a feder um pouco a suor&#8221;.</p>
<p>Rumo à mesma praia, a também jovem veraneante Maria Beatriz, de Santa Maria da Feira (Aveiro), relata que, da sua impressão, o ar condicionado &#8220;por norma não funciona&#8221;.</p>
<p>&#8220;É uma concentração de muita gente e depois pode acabar por pessoas mais velhas e mesmo nós até nos sentirmos mal&#8221;, relata.</p>
<p>Em resposta à Lusa, a Metro do Porto diz estar &#8220;ciente das falhas verificadas no sistema de ar condicionado de algumas das composições Eurotram (ET) e lamenta o desconforto que estas situações têm causado aos seus clientes&#8221;, mas não respondeu sobre a assunção de responsabilidades no caso de haver algum problema de saúde dos seus passageiros.</p>
<p>&#8220;Os sistemas de climatização das composições do metro funcionam com controlo automático em função da temperatura exterior e seguem as normas internacionais que regulam o funcionamento destes equipamentos&#8221;, o que &#8220;não permite que o ar condicionado seja desligado em nenhuma circunstância&#8221; e, em caso de avaria, &#8220;o veículo em causa é sujeito a uma intervenção para reparação da anomalia, normalmente, logo no próprio dia&#8221;.</p>
<p>Segundo a transportadora, &#8220;nenhuma composição inicia a operação sem o sistema de ar condicionado operacional&#8221;, garante, mas, &#8220;apesar de todos os procedimentos referidos, em relação aos quais a Metro do Porto não transige em nenhum momento, as especificidades dos ET, decorrentes sobretudo da sua antiguidade e da dimensão das suas áreas envidraçadas, impedem a completa resolução das anomalias nos seus ar condicionados&#8221;, reconhecendo que em casos de maior calor &#8220;o sistema de refrigeração pode atingir o seu limite de capacidade&#8221;.</p>
<p>Se os portugueses, mais habituados ao sul da Europa, sofrem com o calor no interior dos veículos, Benjamin Hale, turista galês de 38 anos que viajava com a família, estará menos acostumado, ainda por cima estando &#8220;habituado a ar condicionado ligeiramente melhor nos comboios de Londres&#8221;.</p>
<p>&#8220;É um dia quente, mas acho que poderia ser melhor. Parece ser um comboio recente, portanto seria de esperar que tivesse melhor ar condicionado&#8221;, refere, contando que já esteve no Porto no inverno e é &#8220;bastante confortável&#8221;, mas no verão &#8220;é mais duro andar de metro&#8221;.</p>
<p>Para o turista, isso significa acabar &#8220;por apanhar um Uber&#8221; em muitas ocasiões.</p>
<p>&#8220;Era o que estávamos a decidir: apanhar um Uber no regresso da praia. Vai custar-nos mais. Provavelmente regressaríamos de metro se fosse um pouco mais fresco&#8221;, concluiu.</p>
<p>A Metro do Porto recorda que &#8220;os 72 veículos Eurotram foram adquiridos há 25 anos, numa altura em que não eram expectáveis as ondas de calor contínuas como aquelas a que, hoje, a população está sujeita&#8221;, e à data da sua aquisição, &#8220;com base nas projeções então definidas pelo Instituto Português da Meteorologia e da Atmosfera (IPMA), foi definido um referencial térmico máximo na ordem dos 35 graus centígrados&#8221;.</p>
<p>&#8220;Uma vez ultrapassada esta temperatura, o ar condicionado desliga-se devido à alta pressão&#8221;, refere a transportadora, que tenta &#8220;adotar medidas de curto e médio prazo&#8221; para mitigar os impactos, como a aquisição de 22 novos veículos melhor preparados para esta circunstância.</p>
<p>Para já, a Metro do Porto &#8220;reforçou a manutenção preventiva do sistema de ar condicionado e continua a avaliar e testar soluções complementares para os dias de temperatura mais elevada&#8221;, sendo uma dessas medidas implementada já hoje &#8220;no arranque do serviço de todos os veículos que iniciarem a marcha a partir da estação Senhor de Matosinhos (referente à Linha A)&#8221;, ao &#8220;fazer injeções de ar frio para o interior das composições&#8221;.</p>
<p>Em agosto do ano passado, fonte oficial da transportadora tinha reconhecido que &#8220;é difícil&#8221; melhorar o ar condicionado nos veículos antigos, já que uma renovação total do sistema implicaria ou a diminuição da lotação ou o custo de descontinuar os 72 comboios.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784494]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Propinas ou IRS Jovem? Governo quer acabar com acumulação de apoios</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/propinas-ou-irs-jovem-governo-quer-acabar-com-acumulacao-de-apoios/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 08:03:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A devolução das propinas aos jovens que concluem uma licenciatura ou um mestrado representa um custo anual de 300 milhões de euros para os cofres do Estado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A devolução das propinas aos jovens que concluem uma licenciatura ou um mestrado representa um custo anual de 300 milhões de euros para os cofres do Estado. O valor é avançado pelo Governo, que pretende obrigar os beneficiários a escolher entre este apoio e o IRS Jovem.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://www.jn.pt/nacional/artigo/devolver-propinas-custa-300-milhoes-de-euros-por-ano-aos-cofres-do-estado/18101576" target="_blank" rel="noopener">Jornal de Notícias</a>, o prémio salarial de valorização das qualificações no mercado de trabalho, criado pelo Governo de António Costa, está parado há dois anos e é debatido hoje no Parlamento a pedido do PS.</p>
<p class="isSelectedEnd">A medida foi desenhada para incentivar a permanência de jovens qualificados em Portugal, aumentar o rendimento disponível no início da carreira e combater a emigração. O novo Executivo, porém, considera que estes objetivos são semelhantes aos do IRS Jovem e defende que existe uma duplicação de incentivos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Governo quer regime opcional</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A devolução das propinas previa o pagamento anual de 697 euros aos jovens que concluíssem uma licenciatura e de 1.500 euros aos que terminassem um mestrado. O valor seria atribuído durante o número de anos equivalente ao ciclo de estudos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Ministério das Finanças, liderado por Joaquim Miranda Sarmento, sugere agora que os jovens tenham de optar entre receber a devolução das propinas ou beneficiar da isenção no IRS Jovem.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Jornal de Notícias, fonte governamental argumenta também que a medida exclui os jovens sem Ensino Superior, agrava diferenças entre licenciados, mestres e restantes trabalhadores, e representa um esforço orçamental elevado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em 2024, o incentivo custou 94 milhões de euros ao Estado, num ano em que estavam reservados 215 milhões de euros para a medida, segundo os valores inscritos na Conta Geral do Estado de 2024.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>PS quer acumulação dos dois apoios</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O Partido Socialista defende uma posição oposta à do Governo. Os socialistas querem que a devolução das propinas possa ser acumulada com o IRS Jovem e exigem o pagamento dos valores aos beneficiários que reuniram os requisitos legais nos últimos dois anos letivos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O projeto de lei do PS, discutido hoje no Parlamento, pede ainda que o formulário de candidatura seja disponibilizado até 30 de setembro.</p>
<p class="isSelectedEnd">A deputada socialista Sofia Pereira, uma das oito subscritoras da iniciativa, acusa o Governo de estar a incumprir a medida e de tentar fazer um “veto de gaveta” sem revogar formalmente o diploma.</p>
<p class="isSelectedEnd">“A iniciativa consiste em três dimensões: a primeira é que seja estipulado um prazo para abrirem as candidaturas; depois que se faça cumprir o princípio desta medida, que era o facto de o prémio salarial ser cumulativo com o IRS Jovem; e que tenha a força de lei para que o Governo não continue a fazer o que tem vindo a fazer”, afirmou ao JN.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Socialistas defendem impacto maior na vida dos jovens</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Sofia Pereira sustenta que os dois incentivos só têm verdadeiro impacto se forem aplicados em conjunto.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Foi assim desenhado, sempre foi assim que funcionou e é assim que tem um impacto maior na vida dos jovens que podem vir e que usufruem destas duas dimensões”, afirmou.</p>
<p class="isSelectedEnd">A deputada estima que o número de beneficiários por ano ronde os 100 mil jovens, tendo em conta o número de diplomados. Em 2024, cerca de 95 mil jovens beneficiaram da devolução das propinas. Desde então, as candidaturas não voltaram a abrir.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Quem pode receber a devolução das propinas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A entrada no mercado de trabalho é o requisito central para aceder ao prémio salarial. Os jovens não podem ter mais de 35 anos, têm de residir em Portugal e devem ter a situação tributária e contributiva regularizada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando a medida foi lançada, o portal do Governo registou falhas devido à elevada procura.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>FMI recomenda fim do IRS Jovem</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O debate surge também depois de o Fundo Monetário Internacional ter recomendado ao Governo que reverta o IRS Jovem. O FMI considera que o regime causa “distorções” e não apresenta “evidência clara de eficácia” na contenção da emigração.</p>
<p class="isSelectedEnd">A instituição também criticou medidas de apoio aos jovens na compra da primeira habitação, por entender que impulsionam a procura e contribuem para agravar desequilíbrios.</p>
<p>Em 2024, a despesa fiscal com o IRS Jovem foi de 120 milhões de euros.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784489]]></sapo:autor>
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		<title>Entrevista: Maria Teresa Lillo Sanz, CFO da Nestlé Portugal: &#8220;A CFO precisa de desafiar todas as áreas da organização&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 08:00:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
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		<category><![CDATA[CFO]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nestlé]]></category>
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					<description><![CDATA[Num momento em que a economia global atravessa períodos de incerteza, marcada por flutuações nos mercados, mudanças geopolíticas e crescente complexidade regulatória, o papel do Chief Financial Officer (CFO) de grandes empresas torna-se cada vez mais estratégico.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A função deixou de se limitar à gestão de números e contas: hoje, os CFO são líderes capazes de alinhar estratégia, operação e risco, garantindo sustentabilidade, resiliência e crescimento responsável. Maria Teresa Lillo Sanz, CFO da Nestlé Portugal, assume esta responsabilidade num contexto em que decisões financeiras, tecnológicas e de gestão de talento estão profundamente interligadas. Em entrevista à Risco, partilha a sua visão sobre a evolução do cargo, os desafios que os CFO enfrentam actualmente, e a forma como a função financeira se posiciona como um motor central de valor e transformação nas organizações.</p>
<p><strong>Num contexto de elevada incerteza económica e geopolítica, quais são hoje os maiores desafios que se colocam ao CFO de uma grande multinacional?</strong></p>
<p>Num contexto de elevada incerteza económica e geopolítica como o actual, uma CFO encara, na minha opinião, três grandes desafios, que passam por conseguir uma gestão equilibrada entre a volatilidade macroeconómica, o aumento da fragmentação geopolítica e regulatória e a necessidade de reforçar a resiliência operacional sem destruir valor. Por um lado, a volatilidade dos custos e macroeconómica, desde as matérias-primas, a energia, até aos custos de transporte, taxas alfandegárias, câmbios e taxas de juro, pressiona as margens ao longo da cadeia e o capital circulante, exigindo capacidade para antecipar movimentos e ajustar rapidamente preços, coberturas e estruturas de custo. Ao mesmo tempo, a fragmentação geopolítica e regulatória multiplica complexidades: sanções, controlos de exportação, data privacy e normas ESG, que variam de acordo com a região, obrigam a redesenhar fluxos comerciais, modelos operacionais e políticas de compliance. Acresce ainda o enorme desafio de garantir a resiliência da cadeia de abastecimento e a protecção contra riscos cibernéticos, que necessitam de alternativas e redundâncias que não comprometam o P&amp;L. Perante este cenário, a resposta passa por reforçar as capacidades de planeamento de cenários e sistemas de &#8220;early warning&#8221;, com uma cobertura de risco disciplinada e um pricing calibrado pela elasticidade. Implica igualmente um portefólio resiliente, com nearshoring/dual sourcing para pontos críticos. Por fim, exige disciplina financeira rigorosa: cash conversion cycle adequado, retorno de investimento (ROI) prudente e alocação de capitais com base em análises de risco.</p>
<p><strong>De que forma o papel do CFO evoluiu nos últimos anos, passando de predominantemente financeiro para mais estratégico no negócio?</strong></p>
<p>Considero que o papel da CFO é um exercício de sincronização: uma líder próxima das pessoas, uma storyteller capaz de ligar estratégia, execução, risco, tecnologia e talento, com disciplina financeira e uma visão a longo prazo. Este equilíbrio sustenta um crescimento rentável e responsável. A CFO precisa de desafiar todas as áreas da organização e orquestrar valor de forma transversal. Para isso, assume a liderança na definição de trade-offs estratégicos, como crescimento vs. margem, capex vs. M&amp;A, ou inovação vs. eficiência, tornando-se uma figura central nas principais decisões de investimento e posicionamento competitivo da empresa.</p>
<p>O seu papel é igualmente relevante na transformação digital e na utilização de data, desde a modernização da arquitectura tecnológica, à governance, ou à automação e utilização de analytics avançados. Já não é uma função apenas de utilizador de informação financeira; é responsável por garantir que os dados certos, financeiros e não financeiros, suportam as decisões do negócio em tempo real.</p>
<p>É igualmente uma líder da agenda ESG em termos de investimento e performance, integrando métricas de sustentabilidade e de impacto na avaliação de performance, no planeamento estratégico e na alocação de capital, um passo fundamental para responder às expectativas de investidores, reguladores e sociedade.</p>
<p>Outro eixo essencial desta evolução é a capacidade de comunicar e fortalecer a credibilidade: a CFO é hoje um interlocutor-chave para investidores, colaboradores, clientes e reguladores, garantindo transparência, confiança e coerência na narrativa de valor da empresa.</p>
<p><strong>Que riscos considera actualmente mais críticos para a função financeira: financeiros, operacionais, regulatórios ou reputacionais?</strong></p>
<p>Hoje, os riscos mais críticos para a função financeira não se limitam a uma categoria isolada. Resultam, sobretudo, da intersecção entre riscos financeiros, operacionais, regulatórios e reputacionais, que se amplificam mutuamente num contexto de elevada incerteza. Do ponto de vista financeiro, a função enfrenta uma forte pressão decorrente da volatilidade de câmbio e das matérias-primas, das oscilações das taxas de juro, do risco de crédito de clientes e contrapartes, bem como de potenciais imparidades e riscos associados a goodwill. Estes elementos afectam directamente as margens, a liquidez e a previsibilidade do desempenho. Em paralelo, os riscos operacionais tornaram-se mais críticos devido à recorrência de disrupções nas cadeias de abastecimento, à escassez de matérias-primas, ao aumento da exposição a ciberataques e ao risco crescente de erros em processos automatizados ou baseados em Inteligência Artificial (IA), quando não existe uma governança robusta. Do ponto de vista regulatório, a CFO tem de trabalhar num ambiente cada vez mais exigente, devido aos requisitos de ESG, como CSRD/ESRS e ISSB, regras de privacidade de dados, normas de rotulagem e de segurança alimentar, bem como fiscalidade e transfer prices. Por fim, os riscos reputacionais tornaram-se centrais. Possíveis questões como segurança/qualidade do produto, direitos humanos, práticas de marketing responsável ou greenwashing podem ter impacto no valor da empresa e na confiança dos stakeholders.</p>
<p><strong>Até que ponto a função financeira é hoje responsável por antecipar riscos, e não apenas reagir a eles?</strong></p>
<p>Actualmente, a palavra-chave da função financeira é antecipar e a sua função é hoje profundamente responsável por antecipar riscos, muito para além de simplesmente reagir a eventos já ocorridos. Antes de tudo, a antecipação começa com um esforço estruturado de detectar riscos de forma proactiva, através dos indicadores-chave para cada tipo de negócio. No caso do FMCG alimentar estes incluem, por exemplo, a monitorização da produção de matérias-primas, condições climáticas, custos de transporte, sentimento social e padrões de fraude, elementos que fornecem visibilidade antecipada sobre potenciais impactos operacionais ou financeiros. Em paralelo, a função financeira tornou-se responsável pelo planeamento de cenários com triggers bem definidos e planos de resposta previamente alinhados, permitindo que a empresa actue imediatamente quando determinados indicadores atingem níveis críticos. A antecipação exige também limites de risco claramente definidos, como, por exemplo, taxas de câmbio, endividamento, concessão de crédito, cibersegurança e ESG. Estes limites ajudam a orientar as decisões de investimento, financiamento e exposição operacional, reduzindo a incerteza e permitindo uma actuação rápida, quando alguns parâmetros se aproximem dos níveis estabelecidos. Por último, a função financeira deve actuar como elo coordenador de três linhas de defesa, negócio, compliance, e auditoria interna, garantindo que a informação flui, que as responsabilidades são claras e que a organização reage de forma coordenada.</p>
<p><strong>Que papel têm os dados, analytics e IA no apoio à função financeira e à tomada de decisão?</strong></p>
<p>Os dados, analytics e a IA desempenham um papel, hoje em dia, absolutamente central no apoio à função financeira e à tomada de decisão. Trata-se de ferramentas de eficiência e pilares estruturantes da função, permitindo antecipar riscos, melhorar o desempenho e apoiar decisões estratégicas com maior velocidade, rigor e impacto. Desta forma, a função cessa a dependência exclusiva de informação histórica e passa a operar sobre uma infra-estrutura analítica que permite antecipar tendências, acelerar processos e aumentar a qualidade das decisões. Tudo começa com uma base de dados eficiente, master data, qualidade e rastreabilidade dos dados, que garante uma única &#8220;source of truth&#8221; para toda a organização. A automação (RPA) e práticas como o continuous close libertam equipas de tarefas transaccionais, permitindo que analistas e controllers se concentrem na interpretação dos dados, na identificação de oportunidades de valor e no apoio directo ao negócio. Os analytics avançados e o machine learning são agora ferramentas críticas para várias áreas financeiras: previsão de vendas, elasticidades preço pack, optimização de inventário, detecção de anomalias (fraude, fugas), projecções cambiais e de matérias-primas. Mais recentemente, a IA generativa tornou-se um verdadeiro co-piloto para a área. Permite resumir relatórios complexos, responder a perguntas de negócio em linguagem natural com análises what-if, preparar Q&amp;A para investidores ou acelerar processos de reporting e compliance. No entanto, o seu uso exige salvaguardas claras relativamente ao acesso, privacidade, precisão e auditoria dos prompts. Realço que o princípio fundamental que orienta esta transformação é o factor humano. A IA funciona como um acelerador, nunca como um substituto do juízo profissional. A CFO continua responsável por interpretar, questionar e validar resultados, garantindo que as decisões permanecem ancoradas na combinação entre a tecnologia e o discernimento humano.</p>
<p><strong>Como se gere a transformação digital garantindo, ao mesmo tempo, rigor financeiro e compliance?</strong></p>
<p>A gestão da transformação digital com rigor financeiro e compliance exige uma arquitectura sólida, data governance e IA, bem como forte mobilização das pessoas. Um roadmap integrado, alinhando processos, dados, tecnologia e pessoas, garante que cada iniciativa cria valor mensurável. Os controlos devem ser integrados by design nos próprios sistemas, incluindo SoD (segregação de funções), logs, auditoria, reconciliações e testes contínuos, assegurando compliance by design. Uma base tecnológica robusta, com um sistema de planeamento integrado e um data lake com a devida governança, evita a fragmentação e assegura integrações seguras via API. No domínio dos dados e analytics, as políticas de IA e análise têm de ser claras, com fontes devidamente aprovadas, avaliação de risco e monitorização do desempenho e de desvios. Por fim, a gestão da mudança, envolvendo formação, comunicação e KPI de adopção, é essencial para garantir o ROI.</p>
<p><strong>Como está a integração dos critérios ESG a impactar os modelos de avaliação de investimento e de risco?</strong></p>
<p>A integração dos critérios ESG está a transformar os modelos de investimento e de risco, deixando de ser um complemento para passar a influenciar directamente decisões estratégicas e métricas financeiras. Na orçamentação de capital, surgem práticas como internal carbon pricing, custos de capital ajustados ao risco ESG e modelos de retorno que incluem incentivos fiscais, riscos regulatórios e impactos de transição. Em M&amp;A, as due diligences incorporam riscos climáticos, sociais e de governança, impactando as avaliações, preço e estrutura das transacções. O desempenho financeiro passa a depender de KPI de ESG fiáveis, sobretudo em instrumentos como empréstimos associados ao desempenho em sustentabilidade, cujo custo varia com o cumprimento de metas. A isto juntam-se os testes de esforço climático, que influenciam imparidades, seguros, capex de adaptação e avaliação da cadeia de abastecimento. Em suma, os critérios de ESG tornaram-se centrais na avaliação de risco e investimento, levando a considerar não apenas o retorno financeiro, mas também os riscos regulatórios, ambientais e sociais que impactam o custo do capital e a criação de valor.</p>
<p><strong>Considera que os riscos climáticos e sociais devem ser tratados com o mesmo nível de rigor que os riscos financeiros tradicionais?</strong></p>
<p>Sim, sem qualquer dúvida. Os riscos climáticos e sociais devem ser tratados com o mesmo rigor que os riscos financeiros tradicionais, porque têm um impacto directo e mensurável no valor, na estabilidade operacional e no custo de capital. Estes riscos apresentam materialidade financeira directa (como custos operacionais, disrupções na cadeia de valor, seguros, impostos de carbono, eventos extremos) e indirecta, afectando a reputação, a marca, a preferência do consumidor, o acesso a financiamento e o custo de capital. Além disso, são cada vez mais regulados e auditáveis, exigindo métricas robustas, controlos internos e assurance comparáveis aos da informação financeira. Por isso, a sua gestão converge com os princípios clássicos da função financeira: materialidade, métricas auditáveis, responsabilização e reportar de forma transparente.</p>
<p><strong>Quais as competências essenciais hoje num CFO que lidera equipas financeiras complexas e multidisciplinares?</strong></p>
<p>Para uma liderança de equipas financeiras complexas e multidisciplinares, a CFO precisa de competências que vão muito além do domínio técnico. O nosso papel evoluiu para orquestrador de valor, combinando liderança, estratégia, tecnologia, risco, ESG e comunicação. Na minha opinião, destacam-se seis competências essenciais: comunicação estratégica, traduzindo números em narrativa credível para stakeholders internos e externos; orientação para valor, com disciplina na alocação de capital e avaliação de trade-offs; literacia em dados e tecnologia (analytics, IA, data governance) para suportar decisões informadas e liderar a transformação digital; gestão integrada de risco, incluindo riscos financeiros, operacionais, tecnológicos e ESG; excelência operacional, através de automação, processos eficientes e melhoria contínua; e fluência em ESG, integrando requisitos regulatórios e métricas de sustentabilidade nos modelos de performance e investimento. A tudo isto acresce a liderança e a gestão de talento, garantindo equipas qualificadas, diversas e alinhadas com a estratégia. Em síntese, o nosso cargo actualmente combina visão estratégica, domínio tecnológico, capacidade narrativa e liderança humana, para posicionar a função financeira como um motor de valor da organização.</p>
<p><strong>Como atrair, desenvolver e reter talento financeiro num contexto de forte concorrência por perfis especializados?</strong></p>
<p>Atrair, desenvolver e reter talento financeiro, num contexto altamente competitivo, exige uma proposta de valor clara e diferenciadora, baseada em propósito, desenvolvimento contínuo, tecnologia avançada, flexibilidade e diversidade. Os profissionais de finanças procuram, hoje em dia, impacto real no negócio, participação em projectos estratégicos (transformação digital e ESG) e ligação a um propósito relevante. Para desenvolver talento, é essencial estruturar percursos de carreira claros, promover certificações, mentoria e mobilidade interna, garantindo um equilíbrio entre as competências técnicas e tecnológicas e a visão de negócio. A retenção depende também do acesso a ferramentas avançadas, aprendizagem contínua, incluindo literacia em dados e IA, e modelos de trabalho flexíveis que promovam o bem-estar e a progressão tangível. A diversidade, por sua vez, é um factor competitivo, melhorando a decisão, inovação e a atractividade da função financeira. As organizações que combinam estes factores posicionam-se como destinos de eleição para o talento financeiro e transformam a função financeira num verdadeiro motor de competitividade.</p>
<p><strong>Quais serão os principais desafios dos CFO nos próximos cinco anos?</strong></p>
<p>Nos próximos cinco anos, os CFO enfrentarão desafios estruturais resultantes da convergência entre volatilidade económica, aceleração tecnológica, pressão regulatória e transformação das cadeias de valor. O seu papel evoluirá para um &#8220;sincronizador&#8221; da organização, alinhando estratégia, execução, risco, tecnologia e talento com disciplina financeira e visão de longo prazo. Destacam-se seis grandes desafios: a volatilidade estrutural (a nível da geopolítica, energia e matérias-primas), exigindo cenários dinâmicos e a alocação de capital rigorosa; a pressão regulatória crescente, sobretudo em ESG e reporting de sustentabilidade, com maiores requisitos de compliance e assurance; o desenvolvimento em escala seguro da IA, garantindo governança, qualidade de dados, ciber-resiliência e ROI mensurável; também a transformação das cadeias de valor, com foco em resiliência, baixo carbono e transparência de Scope 3; a escassez de talento financeiro analítico, que impõe estratégias sólidas de atracção, desenvolvimento e retenção; e, por último, a gestão de capital num contexto de custo mais elevado, equilibrando crescimento, dividendos, M&amp;A e desinvestimentos. Num ambiente de maior escrutínio, reforçar a confiança dos stakeholders, através de transparência e execução consistente, será crítico. Concluindo, a CFO do futuro combinará rigor financeiro, liderança tecnológica e humana e capacidade narrativa para sustentar o crescimento rentável e responsável.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771561]]></sapo:autor>
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		<title>SNS garante recursos nos contratos com hospitais para evitar fechos nas urgências</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 07:56:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde, Álvaro Almeida, garantiu que os contratos a celebrar com as unidades locais de saúde vão ter em conta os recursos necessários para assegurar o funcionamento das urgências e evitar encerramentos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde, Álvaro Almeida, garantiu que os contratos a celebrar com as unidades locais de saúde vão ter em conta os recursos necessários para assegurar o funcionamento das urgências e evitar encerramentos.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://www.publico.pt/2026/07/01/sociedade/noticia/director-executivo-garante-contratos-hospitais-vao-prever-recursos-necessarios-urgencias-2180177" target="_blank" rel="noopener">Público</a>, em causa está uma medida prevista nos termos de referência para a contratualização de cuidados de saúde no SNS em 2026, que introduz penalizações no financiamento dos hospitais que não consigam manter as urgências sempre abertas.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Os recursos que são afetos às urgências são aqueles que são necessários para as urgências funcionarem, e, portanto, o processo, o plano de desenvolvimento organizacional das ULS e os contratos-programa, quando estiverem assinados, terão em consideração as necessidades”, afirmou Álvaro Almeida, à margem de uma conferência de imprensa conjunta com a tutela sobre a onda de calor.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Hospitais podem ser penalizados se fecharem urgências</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A medida prevê que o financiamento da disponibilidade do serviço de urgência passe a ter uma componente fixa e outra variável. Essa componente variável poderá sofrer penalizações sempre que uma urgência encerre, com o corte a depender do número de horas de fecho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Público, se uma urgência encerrar durante mais de 72 horas num mês, de forma seguida ou interpolada, a unidade de saúde deixará de receber os 25% correspondentes à componente variável da disponibilidade do serviço de urgência.</p>
<p class="isSelectedEnd">A novidade consta dos termos de referência para a contratualização de cuidados de saúde no SNS para 2026, documento que serve de base às negociações entre a tutela, as unidades locais de saúde e os institutos portugueses de oncologia.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Administradores pedem autonomia para contratar</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As declarações de Álvaro Almeida surgem depois de o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Xavier Barreto, ter manifestado preocupação com a aplicação da medida.</p>
<p class="isSelectedEnd">Xavier Barreto concorda com o princípio da penalização, mas defende que os hospitais devem ter autonomia para contratar os recursos humanos necessários e reunir todas as condições para garantir o funcionamento permanente das urgências.</p>
<p class="isSelectedEnd">O diretor executivo do SNS respondeu que os contratos-programa e os planos de desenvolvimento organizacional das ULS terão em consideração essas necessidades.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Contratualização deve fechar até final de julho</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As negociações entre a tutela e as unidades locais de saúde continuam atrasadas. Questionado sobre esse atraso, Álvaro Almeida remeteu para o prazo previsto nos termos de referência da contratualização de 2026, que aponta para a conclusão do processo até ao final de julho.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Os termos de referência, em que está prevista precisamente essa questão das urgências, têm um programa do processo de contratualização que prevê que se feche até o final do mês de julho, e é nesse cronograma que estamos a trabalhar”, afirmou.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Hospitais ainda sem contratos assinados</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O documento que serve de base às negociações data de abril e também foi publicado com atraso. Num cenário ideal, como a ministra da Saúde já reconheceu no Parlamento, a contratualização com as unidades de saúde deveria estar concluída no início de cada ano.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ana Paula Martins pronunciou-se sobre o atraso em fevereiro e prometeu uma solução até ao final de março. No entanto, três meses depois, os contratos-programa e os planos de desenvolvimento organizacional continuam por assinar.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na prática, hospitais e centros de saúde estão a trabalhar sem conhecerem ainda os indicadores assistenciais a que terão de responder em 2026 e os recursos disponíveis para cumprir esses objetivos.</p>
<p>No ano passado, o processo de contratualização ultrapassou todos os prazos e só ficou concluído em dezembro, com a aprovação do Quadro Global de Referência.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784484]]></sapo:autor>
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		<title>Azeite virgem extra mais caro 0,25 euros por litro entre janeiro e abril</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 07:51:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O azeite virgem extra ficou mais caro 0,25 euros por litro para o consumidor entre janeiro e abril, face ao aumento de 0,10 euros na fase de produção, segundo os últimos dados disponíveis no Observatório dos Preços.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O azeite virgem extra ficou mais caro 0,25 euros por litro para o consumidor entre janeiro e abril, face ao aumento de 0,10 euros na fase de produção, segundo os últimos dados disponíveis no Observatório dos Preços.</p>
<p>Em 26 de janeiro, um litro de azeite virgem extra, na fase de consumo, custava 6,52 euros, enquanto em 20 de abril já estava nos 6,77 euros.</p>
<p>No entanto, em comparação com o final de 2025, houve uma descida de 0,05 euros por litro, segundo dados consultados pela Lusa no Observatório dos Preços.</p>
<p>Por sua vez, neste período, o azeite virgem passou de 5,72 euros para 5,48 euros por litro, verificando-se, assim, uma descida de 0,24 euros.</p>
<p>Quando comparado com o final de 2025, o preço do azeite virgem reduziu-se em 0,07 euros por litro.</p>
<p>Já na fase de produção, também nos primeiros quatro meses do ano, o preço do azeite encareceu 0,10 euros por litro, passando de 6,36 euros para 6,46 euros, quase em linha com o valor registado em 29 de dezembro de 2025 (6,47 euros).</p>
<p>No caso da azeitona para o azeite os dados mais recentes correspondem ao período entre 03 de novembro e 29 de dezembro de 2025 e indicam que o preço se encontrava estável em 0,56 euros por quilograma (kg).</p>
<p>Portugal vai receber, entre quinta e sexta-feira, o &#8216;Olive Oil World Congress&#8217; (OOWC), o maior evento dedicado ao setor do azeite, que vai reunir investigadores, produtores e empresas de vários países.</p>
<p>O evento, organizado pela Agrifood Comunicación, terá lugar no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, depois de uma primeira edição realizada em Madrid, em 2024.</p>
<p>O programa inclui o debate de temas como o futuro do setor, incluindo a adaptação às alterações climáticas, a digitalização e a aplicação da inteligência artificial.</p>
<p>Segundo dados avançados pelo Governo, para a campanha de 2025/2026 estima-se uma produção de cerca de 179.000 toneladas, um valor semelhante ao ano anterior.</p>
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		<title>Ataque ao Nord Stream: Alemanha acusa ucraniano no maior caso de sabotagem desde a Guerra Fria</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 07:36:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Procuradoria Federal da Alemanha apresentou formalmente uma acusação contra um cidadão ucraniano detido em Itália há quase um ano, apontado como um dos alegados autores do ataque com explosivos contra os gasodutos Nord Stream, no mar Báltico, em setembro de 2022.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A Procuradoria Federal da Alemanha apresentou formalmente uma acusação contra um cidadão ucraniano detido em Itália há quase um ano, apontado como um dos alegados autores do ataque com explosivos contra os gasodutos Nord Stream, no mar Báltico, em setembro de 2022.</p>
<p class="isSelectedEnd">É a primeira vez que um suspeito envolvido no caso vai responder perante a Justiça pelo que é descrito como um dos atos de sabotagem mais marcantes desde o fim da Guerra Fria. O ataque destruiu partes dos gasodutos Nord Stream 1 e Nord Stream 2, infraestruturas que ligavam a Rússia à Alemanha e que tinham como objetivo abastecer Berlim com gás russo.</p>
<p class="isSelectedEnd">A acusação recai sobre Serhij Kuznetsov, antigo militar do exército ucraniano. A Procuradoria alemã deixou de o acusar de sabotagem anticonstitucional e passou a imputar-lhe um crime de guerra, por considerar que a destruição dos gasodutos constituiu um ataque contra infraestruturas energéticas civis protegidas pelo Direito Penal Internacional.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Ataque visto como parte da guerra entre Rússia e Ucrânia</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Para os investigadores alemães, o sabotagem dos gasodutos deve ser enquadrada no contexto da guerra entre a Rússia e a Ucrânia. A tese agora assumida pela Procuradoria de Karlsruhe segue a linha já indicada em dezembro de 2025 pelo Supremo Tribunal alemão, que apontou para uma elevada probabilidade de as explosões terem sido encomendadas por um Estado estrangeiro no âmbito de uma operação de serviços secretos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo essa leitura, os responsáveis seriam estruturas estatais de Kyiv. A Procuradoria alemã considera agora que as conclusões da investigação confirmam essa hipótese.</p>
<p class="isSelectedEnd">Questionado sobre o caso em Dublin, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, evitou comentar em detalhe. “Não recebemos oficialmente todos os detalhes” e “por agora, é demasiado cedo para falar”, afirmou.</p>
<p class="isSelectedEnd">O processo pode ter consequências delicadas para as relações entre Kyiv e Berlim, um dos principais fornecedores de armas à Ucrânia desde a invasão russa. Também Moscovo poderá vir a reclamar compensações ao seu inimigo, que, segundo uma estimativa citada pelo meio ucraniano Babel, poderiam situar-se entre 140 mil milhões e 170 mil milhões de euros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Suspeito teria papel de liderança na operação</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o escrito de acusação citado por meios como o Die Zeit, Kuznetsov terá desempenhado um papel de liderança na operação secreta. O suspeito terá trabalhado para o serviço de informações ucraniano SBU até há 11 anos e, no momento dos ataques, seria soldado do exército ucraniano, segundo um cartão militar a que o jornal alemão teve acesso.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Procuradoria sustenta que, no final do verão de 2022, Kuznetsov se dirigiu para a zona dos gasodutos Nord Stream com uma equipa composta por quatro mergulhadores especializados, um perito em explosivos e um patrão.</p>
<p class="isSelectedEnd">O grupo terá viajado a bordo de um veleiro alugado, um Bavaria Cruiser 50 chamado Andrómeda. A cerca de 80 metros de profundidade, os mergulhadores terão colocado vários engenhos altamente explosivos fabricados com uma mistura de hexogénio e octogénio.</p>
<p class="isSelectedEnd">A 26 de setembro de 2022, três troços dos gasodutos explodiram.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>O veleiro Andrómeda no centro da investigação</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As imagens do mar Báltico coberto por bolhas após as explosões correram mundo e alimentaram várias teorias. Inicialmente, foram levantadas suspeitas sobre uma possível implicação de agentes estatais russos. Também surgiram acusações sobre mergulhadores da Marinha dos Estados Unidos que teriam atuado em colaboração com autoridades norueguesas.</p>
<p class="isSelectedEnd">No entanto, as provas recolhidas acabaram por apontar para a Ucrânia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma investigação da cadeia ARD ajudou a localizar o veleiro Andrómeda, alegadamente utilizado para executar o ataque e pertencente a uma empresa alemã de aluguer de embarcações. No armazém onde o barco estava guardado foram encontradas impressões digitais, cabelos numa t-shirt, um boné de basebol, uma garrafa térmica e várias chávenas de café usadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">As autoridades apreenderam ainda fragmentos de explosivos militares de octogénio e hexogénio, compatíveis com as amostras recolhidas nos gasodutos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma fotografia de trânsito tirada na ilha de Rügen, no início de setembro de 2022, terá levado à identificação de um dos envolvidos e, posteriormente, de todo o comando. Segundo a Procuradoria, o grupo era formado por sete ucranianos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Há mandados contra todos os suspeitos, embora meios alemães indiquem que um deles terá morrido na guerra na Ucrânia.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Kuznetsov nega envolvimento</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Kuznetsov foi detido em Itália no verão de 2025 e extraditado pouco depois para a Alemanha. Desde então, tem negado qualquer envolvimento nas explosões dos gasodutos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo fontes dos círculos de segurança citadas pela Der Spiegel, o acusado deixou agora de se pronunciar sobre as acusações. Os seus advogados de defesa não quiseram comentar.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o meio ucraniano Babel, que cita o advogado Mykola Katerynchuk, Kuznetsov encontra-se numa cela para terroristas e terá perdido entre 15 e 20 quilos devido à má assistência.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em novembro de 2025, quando ainda estava em Itália, o advogado italiano do antigo militar afirmou à BBC que o cliente se considerava um “bode expiatório” e estava “muito triste” por o Governo de Volodymyr Zelensky não o ter defendido nem sequer confirmado que era um soldado alegadamente ao serviço no momento das explosões.</p>
<p class="isSelectedEnd">O mesmo advogado acrescentou que, se Kuznetsov cometeu o ataque, o fez porque recebeu ordens, uma vez que seria capitão do exército ucraniano.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Outro acusado detido na Polónia</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Outro dos acusados é um homem de 46 anos que permanece em prisão preventiva na Polónia desde a detenção, em 2025.</p>
<p>Em outubro desse ano, um tribunal de Varsóvia recusou extraditá-lo para a Alemanha, argumentando que o ataque devia ser visto como uma ação militar no contexto de uma guerra. O tribunal polaco também colocou em dúvida a competência da Alemanha para julgar o caso, uma vez que as explosões ocorreram em águas internacionais.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Caso pode abalar relações entre Berlim e Kyiv</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O processo aberto na Alemanha coloca pela primeira vez um suspeito no centro judicial do ataque ao Nord Stream, mas o caso continua a ter implicações políticas amplas.</p>
<p class="isSelectedEnd">A acusação contra um antigo militar ucraniano, agora enquadrada como crime de guerra, surge num momento em que a Alemanha continua a ser um dos apoios militares mais importantes de Kyiv. Ao mesmo tempo, a possibilidade de Moscovo reclamar compensações abre uma frente adicional num caso que permanece sensível desde as explosões de setembro de 2022.</p>
<p>Com a acusação formal apresentada, caberá agora à Justiça alemã avaliar o papel de Serhij Kuznetsov no ataque e determinar se a destruição dos gasodutos deve ser tratada como sabotagem militar em tempo de guerra ou como crime contra infraestruturas civis protegidas pelo direito internacional.</p>
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