“Confirmamos detonações”: Investigação às fugas de gás no Nord Stream 1 e 2 reforça tese de sabotagem

Procurador sueco adianta que foram recolhidas provas no local das fugas, cujo ‘cerco’ policial só agora foi levantado.

Pedro Zagacho Gonçalves

O procurador do Ministério Público sueco Mats Ljungqvist anunciou esta quinta-feira que foram levantados os bloqueios policias que delimitaram nos últimos dias as fugas detetadas nos gasodutos Nord Stream 1 e 2, que fornecem à Alemanha gás vindo da Rússia. Segundo o responsável, a investigação está finalizada e as suspeitas de que se está perante um caso de sabotagem foram “reforçadas”.

Ljungqvist afirma, em comunicado que as provas recolhidas no local apontam para a existência de explosões, que causaram as fugas de gás no Mar Báltico, ao largo da Suécia. “Confirmamos que houve detonações no Nord Stream 1 e 2, n zona económica exclusiva da Suécia, que causaram graves danos nos gasodutos. A investigação à cena do crime reforçou as suspeitas de sabotagem grave. Recolhemos prova e apreendemos material que agora vai ser cuidadosamente analisado”, explicou o responsável pela investigação sueca ao caso.

Houve também fugas no Nord Stream 1 e 2, detetadas na zona económica exclusiva da Dinamarca, que motivaram a polícia de Copenhaga a lançar também uma investigação. As fugas registaram uma diminuição de expulsão de gás na segunda-feira o que permitiu uma inspeção às possíveis causas na origem dos danos causados a estas infraestruturas.

As autoridades suecas estabeleceram um bloqueio à volta da zona afetada do gasoduto, num raio de mais de 9 quilómetros do local, que só agora foi levantado.

As conclusões finais sobre a investigação ainda não são conhecidas, mas estarão para breve, segundo o Ministério Público sueco.

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Ainda antes da investigação ao caso, já a União Europeia havia apontado sabotagem como a causa para as fugas detetadas nos dois gasodutos. Logo no fim de setembro, Josep Borrell, chefe da diplomacia da União Europeia (EU), avisou que em caso de ataque a quaisquer infraestruturas energéticas, a resposta da Europa seria “robusta”.

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