Confiança dos consumidores e clima económico com “reduções abruptas” em abril

Nos Serviços, as seções de “Atividades artísticas, de espetáculo, desportivas e recreativas” e de “Alojamento, restauração e similares” registaram as reduções com maior magnitude.

Sónia Bexiga

No contexto da atual pandemia, o indicador de confiança dos consumidores registou em abril a maior redução da série face ao mês anterior, atingindo o valor mínimo desde setembro de 2014. Não considerando médias móveis de três meses, este indicador atingiu o valor mínimo desde maio de 2013, segundo apontam os números do Instituo Nacional de Estatística (INE), divulgados esta terça-feira.

Segundo o INE, nos inquéritos às empresas, a pandemia penalizou também fortemente as opiniões e expectativas dos empresários, tendo o indicador de clima económico diminuído de forma abrupta em abril, retrocedendo para valores próximos dos observados no final de 2013.

Não considerando médias móveis de três meses, este indicador apresentou a redução mais acentuada da série, atingindo o valor mínimo.

Os indicadores de confiança da Indústria Transformadora, da Construção e Obras Públicas, do Comércio e dos Serviços diminuíram de forma abrupta relativamente a março, sobretudo no último caso.

Os números destacam ainda que nos Serviços, as seções de “Atividades artísticas, de espetáculo, desportivas e recreativas” e de “Alojamento, restauração e similares” registaram as reduções com maior magnitude.

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A análise aos indicadores permite concluir, segundo o INE, que no último mês, a redução do indicador de confiança dos consumidores resultou sobretudo do contributo muito negativo das expectativas relativas à evolução da situação económica do país, da situação financeira do agregado familiar e da realização de compras importantes.

No mesmo sentido, embora com menor magnitude, as opiniões relativas à evolução passada da situação financeira do agregado familiar também contribuíram negativamente.

Sobre o indicador de confiança da Indústria Transformadora, que diminuiu entre fevereiro e abril, atingindo no último mês o valor mais baixo desde abril de 2013, apurou que resulta do contributo negativo das perspetivas de produção da empresa durante os próximos três meses e das apreciações sobre a evolução da procura global nos últimos três meses, mais intenso no primeiro caso.

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Já o indicador de confiança da Construção e Obras Públicas apresentou, em abril, a diminuição mais acentuada da série, atingindo o valor mínimo desde fevereiro de 2018. A evolução do indicador no último mês refletiu o contributo fortemente negativo de ambas as componentes, apreciações sobre a carteira de encomendas e perspetivas de emprego, mais intenso no último caso.

O indicador de confiança do comércio registou a maior redução face ao mês anterior da série, atingindo o valor mínimo desde agosto de 2013. Esta evolução refletiu o forte contributo negativo de todas as componentes, perspetivas da atividade da empresa, opiniões sobre o volume de vendas e apreciações relativas ao volume de stocks.

O indicador de confiança dos Serviços registou a maior redução face ao mês anterior da série, atingindo o valor mínimo desde julho de 2013. O comportamento do indicador resultou do forte contributo negativo de todas as componentes, opiniões e perspetivas sobre a evolução da carteira de encomendas e apreciações sobre a atividade da empresa, verificando-se as reduções dos saldos de resposta extremas com maior magnitude das respetivas séries.

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