Conferências da DGS deixam de ser diárias e passam a acontecer apenas três vezes por semana

A ministra da saúde, Marta Temido, revelou esta segunda-feira na habitual conferência de imprensa da Direção Geral da Saúde (DGS), que a partir de agora, as próximas conferências que dão conta dos números da pandemia em Portugal e da situação epidemiológica do país, passam a realizar-se apenas três vezes por semana, ao invés de diariamente.

Desde que a epidemia do novo coronavírus invadiu o nosso país, no inicio de Março, que os briefings da DGS acontecem todos os dias, por volta da hora do almoço. Contudo, a responsável anunciou que a situação vai alterar-se, com a conferência a ter lugar apenas às segundas, quartas e sextas.

Apesar desta alteração na emissão das conferências, Marta Temido sublinhou que em nada vai influenciar a divulgação dos números da epidemia em Portugal, que continuam a ser publicados todos os dias, tal como é habitual.

No briefing desta segunda-feira, a ministra da saúde disse também que já foram realizados cerca de um milhão de testes de diagnóstico à Covid-19 em Portugal, sendo que 6,5% dos resultados foram positivos para a doença viral.

No que diz respeito à taxa de transmissão, o chamado ‘R’, Marta Temido referiu que o mesmo corre o risco de aumentar, impulsionado pelo desconfinamento e pela reabertura gradual do país. Contudo, «o essencial é que o risco se mantenha controlado», garante, dizendo que o R’ em Portugal está abaixo de 1.

Caso a taxe aumente, a responsável refere que é possível recuar e voltar a aplicar as medidas de confinamento: «Se durante vários dias, o ‘R’ se mantiver acima de 1, o número de óbitos volta a alcançar as dezenas e se os serviços hospitalares registarem mais procura, podemos pensar em medidas de maior confinamento ou medidas de aperto em determinadas áreas», afirmou esta segunda-feira.

A ministra da saúde garantiu que o país está preparado, para a possibilidade de existir uma nova vaga no inverno. «A instalação de ventiladores e a ampliação dos cuidados intensivos têm de se manter para a prova de inverno, onde pode confluir a gripe e a covid, caso não haja ainda vacina».

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