Conferência de Segurança de Munique visa manter EUA na NATO e ajudar Kiev

O especialista em política externa alemã Stephan Bierling considera que dois dos principais desafios da Conferência de Segurança de Munique (MSC), será como manter os Estados Unidos na NATO e como apoiar a Ucrânia.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 11, 2026
7:01

O especialista em política externa alemã Stephan Bierling considera que dois dos principais desafios da Conferência de Segurança de Munique (MSC), será como manter os Estados Unidos na NATO e como apoiar a Ucrânia.


A MSC, um dos encontros internacionais mais importantes sobre política e segurança global, começa esta sexta-feira. O chanceler Friedrich Merz deverá abrir o fórum com um discurso que delineará a política externa alemã numa altura de relações transatlânticas tensas.


“A Europa deve demonstrar uma estratégia coerente e coordenada relativamente aos seus principais desafios de segurança. Do ponto de vista geopolítico, a autonomia europeia exige que o continente seja capaz de apresentar uma frente unida, especialmente no que respeita aos Estados Unidos”, sustentou Emil Archambault em declarações à agência Lusa.


“No que toca à guerra na Ucrânia, a Europa deve desempenhar um papel central e não ceder o poder de decisão sobre a sua própria segurança aos EUA, continuando a demonstrar um apoio irrevogável à independência e defesa da Ucrânia”, acrescentou o investigador Associado no Conselho Alemão de Relações Internacionais (DGAP).


No que diz respeito aos Estados Unidos, Archambault considera que a Europa não deve antagonizar desnecessariamente o governo americano, mas deve manter-se firme nos seus princípios fundamentais — independência política, autonomia económica e não intervenção nos assuntos internos europeus.


Para Klaus Brummer, professor de Ciência Política na Universidade Católica de Eichstätt-Ingolstadt, existem múltiplos desafios de segurança que a Europa terá de enfrentar.


“Desde a Ucrânia até Gaza e ao Irão. Além disso, há diversos conflitos armados, nomeadamente em África — incluindo o Sudão, o Sudão do Sul e o leste da República Democrática do Congo —, bem como questões relacionadas com o futuro do controlo de armamentos e do regime de não proliferação”, sublinhou.


Segundo Brummer, acresce ainda a competição global em curso entre os Estados Unidos e a China, assim como a erosão da ordem internacional liberal de forma mais geral.


“Essa erosão foi provocada não apenas por atores externos, como a China e a Rússia, mas também internamente, através das ações dos próprios Estados Unidos e de vários Estados europeus, incluindo membros da União Europeia, como a Hungria”, acrescentou.


A Conferência de Segurança de Munique decorre de sexta a domingo na cidade da Baviera. Mais de 50 chefes de Estado e de governo são esperados, de acordo com a página oficial do evento.


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não vai marcar presença. O EUA estarão representados pelo Secretário de Estado Marco Rubio e por mais de 50 membros do Congresso.


 


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Lusa/Fim


 


 


 


 

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