A Coreia do Norte, que tem sido criticada pelos frequentes testes de armas nucleares, preside a partir desta segunda-feira, dia 30 de maio, à Conferência de Desarmamento da ONU, único fórum dedicado à negociação multilateral para esta matéria.
O organismo iniciou as suas sessões este ano sob a presidência da China, responsabilidade que os países membros assumem de forma rotativa por ordem alfabética e durante um período de quatro semanas de trabalho.
A presidência chinesa terminou a 18 de fevereiro, sendo depois assumida pela Colômbia e de seguida por Cuba. Agora é a vez da Coreia do Norte ocupar o mesmo cargo.
De acordo com o calendário da Conferência sobre Desarmamento, a Coreia do Norte ocupa presidência entre hoje e o próximo dia 24 de junho, uma decisão envolta em polémica.
Apenas desde o início de 2022, o regime de Pyongyang já realizou 17 lançamentos balísticos, que incluíram em março um teste de um míssil intercontinental (ICBM, na sigla em inglês), o primeiro do género desde 2017.
Os Estados Unidos fizeram, logo no início deste ano, um apelo aos seus aliados para aumentarem a pressão sobre o regime norte-coreano, condenando os frequentes testes de armamento.
A Conferência sobre Desarmamento – organismo formado por 65 estados-membros da ONU – é considerado o pilar dos esforços internacionais de desarmamento nuclear e foi palco das negociações que deram origem a importantes tratados de controlo de armas, incluindo o Acordo de Não-Proliferação Nuclear e as convenções para a Proibição de Armas Bacteriológicas e Armas Químicas.














