Concurso para prospeção de lítio pode avançar em seis das oito áreas com potencial

Está concluída a Avaliação Ambiental Estratégica, que exclui duas das áreas propostas e, nas que foram aprovadas, reduz a área de exploração para metade

Teresa Campos

Das oito áreas com potencial de existência de lítio, seis acabam de ser aprovadas para exploração, concluiu a avaliação estratégica ambiental, promovida pela Direção Geral de Energia e Geologia. Mas nesses locais a área de intervenção deve ser reduzida para metade. Agora começa o prazo de 60 dias para avançar o concurso que visa atribuir os direitos de prospeção e pesquisa de lítio.

Ao que concluiu ainda esta avaliação, há no entanto duas áreas em que as restrições ambientais inibem qualquer prospeção e consequente exploração, ficando assim fora deste concurso. No casa da área denominada “Arga”, verifica-se que, perante a sua expectável classificação como Área Protegida, mais de metade da superfície é considerada interdita ou a evitar. Na área denominada “Segura”, a prevista redefinição de limites da Zona de Proteção Especial do Tejo Internacional conduziu à sua exclusão.

Nas restantes seis áreas, há uma redução de cerca de 49 por cento na área possível de intervenção, de forma a excluir as zonas de maior densidade urbana, funcional e demográfica. O procedimento concursal, e consequente prospeção, para as zonas de Seixoso-Vieiros, no distrito de Braga, e outras cinco na zona da Guarda, lê-se no documento, devem agora ocorrer num prazo máximo de 5 anos, sendo que cada projeto a ser sujeito a uma avaliação de impacto ambiental.

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