Pelo menos 30% das vagas para médicos de família em centros de saúde não tiveram resposta, revelou esta quarta-feira o ‘Jornal de Notícias’. Com o concurso ainda a decorrer, o prazo de candidaturas já terminou e para as 585 vagas disponibilizadas surgiram 412 especialistas em medicina geral e familiar.
Nem todos poderão, todavia, ficar no SNS: termina esta quarta-feira o prazo para os médicos de família escolherem o local de trabalho e nos próximos 10 dias vai dar-se a assinatura do contrato. Até dia 28, as vagas por preencher devem aumentar: normalmente, os clínicos candidatam-se a uma unidade local de saúde (ULS) específico e se não conseguirem o lugar pretendido, acabam por não assinar contrato.
Ainda assim, apontou o jornal diário, se desistirem apenas 10% dos candidatos, é possível atribuir médico de família a 556 mil utentes – mesmo que desistam 20% dos candidatos, há 495 mil utentes que serão beneficiários. Em abril último, havia 1.633.701 utentes sem médico de família, mais 67.821 do que em abril de 2024, segundo dados do Portal do SNS, sendo que a grande maioria chega de Lisboa e Vale do Tejo.














