Concurso da CP: Apenas 2 dos 6 candidatos garantem fábrica de comboios em Portugal

A CP – Comboios de Portugal anunciou no dia 21 de fevereiro ter recebido seis candidaturas ao concurso de aquisição de 117 automotoras para os serviços regional e suburbano, apresentadas por três empresas e três consórcios e onde figuram fabricantes europeus, chineses e japoneses.

O jornal ‘Público’ contactou os seis candidatos, Alstom, CAF, CRRC, Hitachi, Siemens/Talgo e Stadler, onde dois três que responderam, só dois assumiram a intenção de criar uma fábrica de comboios em Portugal.

A CRRC, uma empresa estatal chinesa que já tinha ganho um contrato para fornecer 18 veículos ao Metro do Porto, afirmou à publicação que “o nosso compromisso só poderá ser reforçado perante o desafio lançado pela CP”. Manuel Moura, o representante da firma, acrescentou que faz parte do “plano o estabelecimento em território nacional e já foi dado o primeiro passo com a criação, no final de 2021, da Portugal CRRC”.

“Portugal apresenta condições únicas para o desenvolvimento da atividade industrial da CRRC e o concurso da CP é fundamental nesse sentido”, diz ainda a empresa chinesa.

Para a Alstom, o grupo industrial francês, faz parte do ADN da empresa assumir “um forte compromisso industrial e tecnológico nos países” onde atua. Portugal não é exceção e David Torres, responsável em Portugal da multinacional, diz que “a Alstom, como companhia líder, tem a vocação e a responsabilidade de ser uma empresa local em todos os mercados onde actua”.

A empresa acrescentou ao ‘Público’, que são o único fabricante que se apresentou em consórcio com uma [empresa] local, a DST, o que por si só é uma demonstração clara do nosso compromisso”.

A terceira empresa que respondeu foi a CAF, dizendo à publicação que não iria divulgar pormenores da candidatura. A Hitachi, a Siemens/Talgo e a Stadler não quiseram prestar declarações.

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