Muito se tem falado sobre o desenvolvimento de potenciais vacinas contra a Covid-19 e agora que muitas farmacêuticas se encontram numa fase final dos ensaios clínicos que testam a segurança e eficácia do fármaco, os preços de cada dose também estão em discussão e variam de caso para caso.
No caso da vacina da Pfizer, desenvolvida em parceria com o grupo alemão BioNTech, o governo dos Estados Unidos estabeleceu um preço de referência num acordo de 1,7 mil milhões de euros, que visa garantir vacinas suficientes para 50 milhões de norte-americanos por cerca de 35 euros por pessoa.
O acordo permite também que as farmacêuticas lucrem com os esforços realizados para proteger as pessoas do vírus. De forma diferente do que acontece com outros acordos de vacina assinados pelo governo, a Pfizer e a BioNTech não serão pagas até a sua vacina se mostrar segura e eficaz num grande teste clínico essencial.
A Moderna, por usa vez, pretende fixar o preço da sua vacina contra o novo coronavírus, baptizada de «mRNA-1273», entre os 42 e os 51 euros por um lote de duas doses, ainda que, esta quarta-feira tenha sido anunciado que a farmacêutica pretende estabelecer um preço especial que varia entre os 27 e os 31 euros, para alguns clientes, num acordo que visa tornar os valores mais acessíveis a nível global.
As restantes farmacêuticas, nomeadamente a Astrazeneca e a Jonhson & Johnson, já fizeram saber que acordaram vender as suas potenciais vacinas contra a Covid-19 sem lucro. A primeira, que em parceria com a Universidade de Oxford está a desenvolver uma das vacinas em estágio mais avançado por estes dias, prevê a entrega de 300 milhões de doses a preço de custo.A segunda também afirmou que o preço de mais de mil milhões de doses não dará lugar a lucro durante a fase de emergência da pandemia.





