Uma equipa de cientistas do leste da Alemanha está a promover um concerto com fins científicos. Cerca de 4 mil fãs do cantor e compositor Tim Bendzko, estão a ser desafiados a assistir ao seu espetáculo, num estádio coberto na cidade de Leipzig, a 22 de agosto, enquanto participam num estudo sobre como se propaga a Covid-19 em eventos de massas.
Esta experiência, orçada em 990 mil euros, insere-se no projeto ‘Restart-19’, assumido entre os estados federais da Saxónia e Saxónia-Anhalt. Os promotores do projeto, citados pelos ‘The Guardian’, esclarecem que o objetivo é “identificar uma estrutura” para a realização de eventos culturais e desportivos maiores, a realizar a partir do final do mês de setembro, “sem representar um perigo para a população”, .
Neste experiência, os participantes vão ser equipados com aparelhos de rastreamento e garrafas de desinfetante fluorescente de forma a permitirem um acompanhamento constante e forneçam indicações claras de como ser impedida o contágio em grandes espetáculos em locais fechados.
Os participantes, com idades entre 18 e 50 anos, usarão ainda dispositivos “marcadores de contacto” do tamanho de um fósforo, em fios pendurados ao pescoço, os quais vão transmitir um sinal com intervalos de cinco segundos, enquato vão reunindo dados sobre os movimentos de cada pessoa e a proximidade entre si..
No interior do recinto, também lhes será solicitado que desinfetem as mãos com um desinfetante para mãos fluorescente – projetado para não apenas adicionar uma camada de proteção, mas permitir que os cientistas possam ‘varrer’ com luzes UV, após o espetáculo, a fim de identificar superfícies onde a transmissão do vírus através é mais provável.
Uma máquina de vapores ajudará a visualizar a possível propagação do coronavírus por aerossóis, que os cientistas tentarão prever por modelos gerados por computador antes do evento.
“Estamos a tentar descobrir se poderá haver um ponto intermédio entre o antigo e o novo normal que permita que os promotores de eventos organizadores encaixem muitas pessoas num concerto sem perder o controlo”, disse Stefan Moritz, chefe de doenças clínicas infecciosas. no hospital universitário de Halle e coordenador da experiência.
Para impedir que esta experiência de Leipzig se torne uma fonte de um novo surto, os voluntários inscritos receberão um kit de teste e farão uma zaragatoa no consultório médico ou laboratório 48 horas antes do espetáculo. Quem não puder comprovar um teste negativo será impedido de entrar.
Será ainda entregue a cada participante uma máscara com uma válvula de expiração, embora os organizadores considerem que essas medidas significam que o risco de contrair o vírus é “extremamente pequeno”, alertando que não conseguirão garantir 100% de proteção.
Até ao início da semana já contavam com 775 voluntários.



