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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Fri, 19 Jun 2026 12:19:53 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Banco de Inglaterra faz teste de &#8216;stress&#8221; para simular grave crise geopolítica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 12:20:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[O Banco de Inglaterra (BoE) divulgou hoje os parâmetros para avaliar a resiliência do ecossistema dos mercados de crédito público e privado perante uma eventual crise geopolítica "severa, embora plausível".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Banco de Inglaterra (BoE) divulgou hoje os parâmetros para avaliar a resiliência do ecossistema dos mercados de crédito público e privado perante uma eventual crise geopolítica &#8220;severa, embora plausível&#8221;.</p>
<p>O teste incluirá 46 entidades, maioritariamente fundos de &#8216;private equity&#8217;, gestoras de ativos, bancos e investidores institucionais.</p>
<p>&#8220;Enviámos aos participantes um cenário hipotético de &#8216;stress&#8217;, detalhando uma recessão macroeconómica global severa, embora plausível, ao longo de um período de cinco anos&#8221;, explicou o banco central presidido por Andrew Bailey.</p>
<p>Os participantes deverão modelar os impactos do cenário, incluindo as suas ações em resposta a essa situação de &#8216;stress&#8217;.</p>
<p>O Banco de Inglaterra referiu que, nos últimos anos, os mercados de crédito privados têm crescido significativamente, proporcionando uma fonte diversificada de financiamento para a economia britânica, juntamente com os bancos e outras instituições financeiras.</p>
<p>Assim sendo, o resultado do teste dará informação sobre como os mercados de crédito público e privado do Reino Unido operam durante períodos de &#8216;stress&#8217; e as potenciais consequências para a economia britânica.</p>
<p>O cenário hipotético para os mercados de crédito prevê uma grave crise geopolítica e de abastecimento global, conduzindo a uma profunda recessão mundial, na qual as cadeias de abastecimento são interrompidas, particularmente as de componentes tecnológicos, e os preços da energia disparam.</p>
<p>No caso do Reino Unido, o cenário de &#8216;stress&#8217; prevê uma inflação de 7% e uma descida dos preços dos ativos, o que, no segundo ano, implicaria uma contração acumulada de 4% do PIB, bem como uma descida de 35% do índice bolsista FTSE, um aumento de 400 pontos base nos &#8216;spreads&#8217; dos empréstimos alavancados e uma subida das taxas de juro para 7%.</p>
<p>Nesse cenário, as economias avançadas experimentariam uma combinação de inflação elevada e queda da produção, enquanto as taxas de juro subiriam e as condições financeiras se tornariam drasticamente mais restritivas, elevando os custos do crédito.</p>
<p>A fase de análise de cenários e a participação das entidades financeiras decorrerá ao longo de 2026, com vista à publicação de um relatório final no início de 2027 pelo Banco de Inglaterra.</p>
<p>O relatório incluirá as conclusões a nível sistémico e as suas implicações para os mercados empresariais do Reino Unido, mas não fornecerá informações sobre empresas individuais ou dados comercialmente sensíveis.</p>
<p>O teste contará com a participação de fundos de &#8216;private equity&#8217; e gestoras de ativos como a Apollo Global Management, Ares Management, Bain Capital, Blackstone, Carlyle, CVC Credit Partners Investment Management, KKR, Permira, BlackRock, Fidelity International (FIL) e Invesco.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778855]]></sapo:autor>
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		<title>Pacote laboral do Governo chumbada na generalidade: Chega vota contra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 12:11:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Governo]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[reforma laboral]]></category>
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					<description><![CDATA[O diploma, que contempla mais de 50 alterações ao anteprojeto inicial, segue agora para discussão e votação na especialidade, onde poderão ser introduzidas modificações propostas pelos vários partidos. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A proposta de revisão da legislação laboral apresentada pelo Governo da AD foi chumbada esta sexta-feira, na generalidade, com o voto contra do Chega, Partido Socialista, PAN, JPP, Livre e PCP, , após o partido de André Ventura não ter alcançado um acordo com o PSD. Contou apenas com os votos da favor do CDS-PP, PSD e Iniciativa Liberal. No final, as bancadas de esquerda aplaudiram veementemente a derrota da proposta do Governo.</p>
<p>A proposta de reforma laboral do Governo foi chumbada na generalidade, travando a descida do diploma à especialidade e impedindo, nesta fase, a discussão detalhada das mais de 50 alterações previstas ao anteprojeto inicial. A iniciativa, que o Executivo procurou viabilizar através de negociações parlamentares à direita, acabou por não reunir apoio suficiente para avançar no Parlamento.</p>
<p>Durante o debate parlamentar, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, defendeu que a reforma representava uma oportunidade para modernizar o mercado laboral português. A governante desafiou os deputados a escolherem “entre velhas receitas ou a coragem para mudar”, sustentando que o objetivo da proposta passava por “reforçar direitos”, mas também por garantir que “o trabalho seja mais produtivo e as empresas mais competitivas”. Palma Ramalho manifestou ainda disponibilidade para introduzir alterações ao diploma numa eventual fase de especialidade, cenário que acabou por não se concretizar.</p>
<p>O primeiro-ministro, Luís Montenegro, tinha reiterado igualmente a abertura do Governo para aprofundar o conteúdo da reforma nas etapas legislativas seguintes. Segundo afirmou, existia uma “disponibilidade absoluta” para acolher contributos dos partidos políticos e procurar soluções de consenso. A proposta dera entrada na Assembleia da República em maio, depois de não ter sido alcançado um acordo em Concertação Social, e integrava alterações resultantes de negociações com parceiros sociais, incluindo 12 propostas provenientes da UGT, segundo indicou a ministra do Trabalho.</p>
<p>Do lado do Chega, André Ventura não confirmou antecipadamente o sentido de voto do partido, mas procurou destacar as reivindicações apresentadas durante o processo. O líder do Chega afirmou que, após a votação, os trabalhadores iriam perguntar “quem conseguiu mais dias de férias”, “quem conseguiu corrigir um erro na amamentação e nos direitos das mães”, “quem conseguiu pagamento por turnos a um milhão de pessoas” e “quem falou de um teto para reformas milionárias”, respondendo que “foi o Chega”.</p>
<p>Já a Iniciativa Liberal defendeu a necessidade de avançar com mudanças profundas no mercado de trabalho. Mariana Leitão considerou que “falar de reforma laboral exige uma coragem que a maioria dos partidos não tem” e acusou a esquerda de ter passado “décadas a convencer os portugueses de que flexibilidade é sinónimo de exploração”.</p>
<p>A oposição de esquerda manteve críticas severas ao diploma e acabou por contribuir para o chumbo da proposta. O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, anunciou o voto contra, argumentando que a iniciativa “desprotege os trabalhadores, os jovens, as mulheres e os mais frágeis do ponto de vista social” e criticando aquilo que classificou como uma “aproximação” às posições do Chega. Socialistas e Livre acusaram ainda o Governo de ter ocultado durante a campanha eleitoral a intenção de avançar com uma revisão das leis laborais. O PCP considerou que o pacote legislativo confirmava a sua visão sobre o conflito entre interesses dos trabalhadores e das entidades patronais, enquanto o Bloco de Esquerda criticou o Chega por não ter incluído nas suas propostas a redução da idade da reforma, apesar das declarações públicas feitas por André Ventura.</p>
<p>Com o chumbo na generalidade, a reforma laboral do Governo fica bloqueada na sua versão atual e deixa de seguir para a discussão na especialidade, onde poderiam ser introduzidas alterações propostas pelos vários partidos.</p>
<p>O desfecho representa uma derrota política para o Executivo numa das reformas mais relevantes da legislatura e obriga o Governo a decidir se abandona o pacote, se apresenta uma nova versão ou se procura reconstruir uma maioria parlamentar em torno de medidas mais limitadas. Para já, a revisão das leis laborais fica travada no Parlamento.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778811]]></sapo:autor>
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		<title>Exame nacional de Geografia A 2026: consulte a prova e os critérios de correção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 12:09:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A 1.ª fase do exame nacional de Geografia A, disciplina bienal do 11.º ano de escolaridade, realizou-se na manhã desta sexta-feira, mobilizando milhares de estudantes em todo o país. De acordo com os dados divulgados, estavam inscritos para esta prova 18.666 alunos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A 1.ª fase do exame nacional de Geografia A, disciplina bienal do 11.º ano de escolaridade, realizou-se na manhã desta sexta-feira, mobilizando milhares de estudantes em todo o país. De acordo com os dados divulgados, estavam inscritos para esta prova 18.666 alunos.</p>
<p>Já são conhecidos tanto o enunciado do exame como os respetivos critérios de correção, documentos que permitem aos estudantes, professores e encarregados de educação analisar em detalhe os conteúdos avaliados e os parâmetros de classificação definidos para a prova nacional. Seguem-se a prova e os critérios de correção oficiais.</p>
<p>Veja o <a href="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/enunciado-exame-nacional-geografia-a-1-fase-2026-20260619-123952.pdf" target="_blank" rel="noopener">enunciado</a> e os <a href="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/criterios-classificacao-exame-nacional-geografia-a-1-fase-2026-20260619-124029.pdf" target="_blank" rel="noopener">critérios de correção</a></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778805]]></sapo:autor>
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		<title>Aeroespacial SpaceX prepara emissão de dívida superior a 17.500 M€</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 11:57:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Elon Musk]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Bancos envolvidos na operação deverão iniciar na próxima semana uma ronda de contactos com investidores para preparar a emissão, embora o calendário e os termos da operação possam ainda sofrer alterações]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A SpaceX prepara a entrada no mercado de dívida com uma emissão obrigacionista de até 20.000 milhões de dólares (cerca de 17.500 milhões de euros), após ter estreado em bolsa com a maior oferta pública inicial (IPO) de sempre.</p>
<p>Segundo a agência Bloomberg, os bancos envolvidos na operação deverão iniciar na próxima semana uma ronda de contactos com investidores para preparar a emissão, embora o calendário e os termos da operação possam ainda sofrer alterações.</p>
<p>A emissão deverá beneficiar de uma classificação de grau de investimento, após a atribuição de notações na categoria &#8216;BBB&#8217; pelas três principais agências de &#8216;rating&#8217;, o que permitirá à empresa aceder a financiamento em condições mais favoráveis.</p>
<p>A Moody&#8217;s e a Fitch atribuíram à dívida da SpaceX, empresa aeroespacial de Elon Musk, as classificações &#8216;Baa1&#8217; e &#8216;BBB+&#8217;, respetivamente, ambas três níveis acima do grau especulativo.</p>
<p>Já a S&amp;P Global Ratings classificou a empresa com &#8216;BBB&#8217;, um nível abaixo das restantes duas.</p>
<p>De acordo com a Bloomberg, a SpaceX pretende utilizar os fundos obtidos para refinanciar um empréstimo de 20.000 milhões de dólares com vencimento em setembro de 2027.</p>
<p>Este empréstimo representa a maior parcela da dívida de longo prazo da empresa, que totalizava 29.100 milhões de dólares em março deste ano.</p>
<p>O Bank of America, o Citigroup, o JPMorgan Chase, o Goldman Sachs e o Morgan Stanley serão responsáveis pela gestão da emissão.</p>
<p>As mesmas instituições integraram o grupo de bancos que concedeu o financiamento agora em processo de refinanciamento, segundo fontes citadas pela Bloomberg.</p>
<p>Na documentação apresentada à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), no âmbito da entrada em bolsa, a SpaceX revelou ter registado prejuízos de 4.276 milhões de dólares (cerca de 3.695 milhões de euros) no primeiro trimestre, mais de oito vezes acima dos 528 milhões de dólares (456 milhões de euros) registados no mesmo período do ano anterior.</p>
<p>As receitas ascenderam a 4.694 milhões de dólares (cerca de 4.056 milhões de euros), o que representa um aumento homólogo de 15,4%.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778802]]></sapo:autor>
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		<title>Médio Oriente: Israel fica no Líbano o &#8220;tempo que for necessário&#8221;, garante Netanyahu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 11:55:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Benjamin Netanyahu]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[Líbano]]></category>
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					<description><![CDATA[Ministério da Saúde Pública libanês contabilizou hoje 18 mortos e mais de 30 feridos numa nova vaga de bombardeamentos levados a cabo hoje pelo exército israelita contra vários locais no sul do Líbano]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro-ministro de Israel garantiu hoje que o Exército hebraico permanecerá no sul do Líbano &#8220;o tempo que for necessário&#8221; e que o Hezbollah &#8220;vai pagar um preço muito elevado&#8221; pela morte de quatro soldados israelitas.</p>
<p>&#8220;[O exército israelita] permanecerá na zona de segurança no sul do Líbano enquanto for necessário para proteger as localidades do norte&#8221; de Israel, declarou Benjamin Netanyahu num comunicado.</p>
<p>&#8220;Israel não aceitará qualquer ataque contra os nossos soldados ou o nosso território&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Por seu lado, o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, advertiu que haverá uma resposta &#8220;com força considerável&#8221; a qualquer ataque do movimento islamita aliado do Irão.</p>
<p>O Exército israelita anunciou hoje a morte de quatro dos seus soldados em operações no sul do Líbano.</p>
<p>&#8220;Morreram na sequência de um projétil [drone explosivo] que atingiu um tanque no sul do Líbano&#8221;, indicaram as Forças de Defesa de Israel (FDI), atribuindo o ataque ao grupo xiita libanês Hezbollah.</p>
<p>O Ministério da Saúde Pública libanês contabilizou hoje 18 mortos e mais de 30 feridos numa nova vaga de bombardeamentos levados a cabo hoje pelo exército israelita contra vários locais no sul do Líbano.</p>
<p>Na sequência da morte dos quatro soldados israelitas, o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, declarou que &#8220;todo o Líbano deve arder.</p>
<p>&#8220;Com todo o respeito pelos norte-americanos, Israel deve deixar claro ao mundo que o sangue dos nossos filhos e a segurança dos nossos cidadãos não serão sacrificados. Todo o Líbano deve arder&#8221;, afirmou em um comunicado.</p>
<p>Entre os mortos estava o tenente-coronel Dor Gedalya, de 32 anos, e outros três militares cujos nomes não foram divulgados. O comunicado também não especificou quando é que os quatro membros das FDI foram mortos.</p>
<p>Noutro comunicado, o exército israelita indicou que, na sexta-feira à noite, um oficial da reserva das FDI ficou gravemente ferido e três soldados, entre reservistas e no ativo, sofreram ferimentos ligeiros na sequência de um outro ataque com um drone explosivo, também no sul do Líbano.</p>
<p>Estas foram as primeiras perdas israelitas desde a assinatura do memorando de entendimento entre Washington e Teerão no domingo, que visa terminar a guerra no Médio Oriente em todas as frentes, incluindo no Líbano, onde Israel e o movimento xiita Hezbollah, aliado de Teerão, estão em conflito.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778801]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Qatar Airways retoma voos entre Lisboa e Doha com sete ligações semanais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 11:54:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Qatar Airways]]></category>
		<category><![CDATA[setor da aviação]]></category>
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					<description><![CDATA[A Qatar Airways retomou esta semana os voos entre Lisboa e Doha, capital do Catar, com sete ligações semanais, reforçando a operação em Portugal quando a companhia regista um aumento da procura por viagens de longo curso.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Qatar Airways retomou esta semana os voos entre Lisboa e Doha, capital do Catar, com sete ligações semanais, reforçando a operação em Portugal quando a companhia regista um aumento da procura por viagens de longo curso.</P><br />
<P>Em comunicado, a transportadora aérea referiu que a retoma da rota de Lisboa integra uma expansão da rede europeia, passando a operar a partir de 41 aeroportos no Reino Unido e na Europa, após o regresso dos voos para cidades como Praga (República Checa), Zagreb (Croácia), Bruxelas (Bélgica), Budapeste (Hungria), Oslo (Noruega), Belgrado (Sérvia) e Düsseldorf (Alemanha).</P><br />
<P>A companhia acrescentou que os índices médios de ocupação dos voos na Europa estão a aumentar entre 3% e 5% por semana, um sinal de uma procura &#8220;forte e em aceleração&#8221; durante a época de verão.</P><br />
<P>Segundo a Qatar Airways, o Japão está a afirmar-se como um dos destinos de lazer com maior crescimento entre os viajantes europeus, com as vendas recentes para aquele mercado a aumentarem 63% face ao período homólogo.</P><br />
<P>A transportadora destacou ainda uma mudança nas preferências dos passageiros, que demonstram um interesse crescente por destinos considerados de elevado valor experiencial, como a Austrália, a Tailândia e o Japão.</P><br />
<P>Em contrapartida, mercados tradicionalmente associados a viagens para visita a familiares e amigos, como a Índia e o Paquistão, apresentam um peso relativamente menor na procura atual.</P><br />
<P>De acordo com a empresa, os dados refletem uma recuperação mais ampla das viagens de longo curso não essenciais, à medida que os consumidores privilegiam experiências e destinos considerados prioritários nas listas de viagem.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>O valuation das empresas já depende da saúde pública</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 11:53:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<category><![CDATA[valuation]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Bernardo Soares, Médico Veterinário e One Health Diretor da UPPartner]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Bernardo Soares, Médico Veterinário e One Health Diretor da UPPartner</strong> </em></p>
<p>A maioria das empresas ainda não integra a saúde pública na sua leitura de risco. No entanto, esse fator já está a influenciar diretamente a sua capacidade de gerar resultados, a estabilidade das suas operações e, em última instância, o seu valuation.</p>
<p>Num contexto em que os sistemas de saúde enfrentam pressão crescente, as cadeias de valor se tornam mais vulneráveis a disrupções sanitárias e a mobilidade global acelera a propagação de ameaças, a saúde pública deixou de ser um tema periférico para passar a integrar o conjunto de variáveis que condicionam o desempenho empresarial.</p>
<p>O valuation de uma empresa resulta da sua capacidade de gerar resultados futuros de forma consistente e previsível. O que muitas organizações ainda não incorporaram é que essa previsibilidade está hoje exposta a riscos que ultrapassam largamente o perímetro tradicional do negócio e que, por isso, não estão devidamente refletidos na forma como avaliam o seu próprio contexto.</p>
<p>As empresas que operam em ambientes onde o acesso à saúde é limitado enfrentam níveis mais elevados de absentismo, menor produtividade e maior volatilidade operacional, ao mesmo tempo que se tornam mais vulneráveis a choques provocados por surtos, crises sanitárias ou falhas nos sistemas de prevenção, com impacto direto nas cadeias de abastecimento, na continuidade do negócio e na confiança dos mercados.</p>
<p>Estes fatores não são excecionais, nem residuais. São riscos sistémicos que, quando se materializam, afetam diretamente resultados, margens e a perceção de risco associada à empresa, condicionando decisões de investimento, custo de capital e, em última análise, o seu valor.</p>
<p>Ignorar esta realidade não reduz a exposição. Apenas cria uma ilusão de controlo, deixando fora da equação variáveis que, quando surgem, têm impacto imediato e difícil de mitigar.</p>
<p><strong>Nos últimos anos, diferentes setores já sentiram de forma concreta este tipo de impacto. A pandemia de COVID-19 expôs a vulnerabilidade das cadeias globais de abastecimento, com paragens operacionais, ruturas logísticas e aumentos significativos de custos em setores como a indústria, o retalho ou a alimentação. Mais recentemente, surtos de doenças animais, como a gripe aviária, têm vindo a afetar diretamente a produção alimentar e a estabilidade de preços, com impacto económico relevante em diferentes mercados.</strong></p>
<p>Por outro lado, as empresas que começam a integrar a saúde na sua leitura estratégica — seja através de políticas internas, programas de prevenção ou contributos para o ecossistema em que operam — estão, na prática, a reforçar a sua capacidade de antecipação e mitigação de risco, protegendo a estabilidade das suas operações e a previsibilidade dos seus resultados.</p>
<p><strong>Ao mesmo tempo, organizações que investem de forma consistente em saúde e bem-estar, quer ao nível interno quer na relação com os ecossistemas em que operam, tendem a garantir maior continuidade operacional e previsibilidade, fatores que são cada vez mais valorizados por investidores e pelo mercado, refletindo-se na forma como o risco é percecionado e no próprio valor atribuído às empresas.</strong></p>
<p>Não se trata de substituir o papel do Estado, mas de reconhecer que o ambiente social e sanitário passou a ser uma variável crítica na equação do valor e que ignorá-la significa tomar decisões com informação incompleta.</p>
<p>É neste enquadramento que o conceito de One Health ganha relevância estratégica, ao propor uma leitura integrada da saúde humana, animal e ambiental, permitindo antecipar impactos que tradicionalmente eram analisados de forma isolada e, por isso, frequentemente subestimados.</p>
<p>Uma disrupção ambiental pode gerar efeitos na saúde animal, afetar cadeias alimentares e refletir-se na saúde humana, com consequências diretas na estabilidade económica e no funcionamento das empresas, demonstrando que esta interdependência deixou de ser conceptual para passar a ser operacional.</p>
<p>Para organizações com exposição internacional, cadeias logísticas complexas ou dependência de recursos naturais, esta leitura integrada deixa de ser opcional e passa a ser um fator determinante na gestão de risco e na proteção de valor.</p>
<p>Existe uma dimensão reputacional associada a este tema, mas essa não é a questão central. O mercado tende a valorizar empresas que demonstram capacidade de antecipar risco e integrar variáveis estruturais na sua estratégia, ao mesmo tempo que penaliza aquelas que continuam a operar com uma leitura limitada do contexto em que estão inseridas.</p>
<p>O ponto crítico está, por isso, na forma como as empresas enquadram a saúde pública: como um tema externo, ou como um fator que já influencia diretamente a sua capacidade de gerar valor de forma sustentável.</p>
<p>Porque o valuation não depende apenas da performance interna. Depende da capacidade de antecipar e gerir os riscos que afetam essa performance.</p>
<p>E, cada vez mais, esses riscos começam fora da empresa. Começam na saúde.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Bernardo Soares, Médico Veterinário e One Health Diretor da UPPartner]]></sapo:autor>
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		<title>Da fábrica ao terreno militar: Renault Trucks quer pôr a experiência dos pesados ao serviço da Defesa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 11:52:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Eurosatory 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[Marca esteve presente no certame, que decorreu até esta sexta-feira no Centro de Exposições Paris Nord Villepinte, em França, com dois veículos expostos no espaço exterior PE6A, stand C180]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Renault Trucks apresentou na Eurosatory 2026 a sua gama de veículos concebidos para aplicações de defesa e segurança, destacando soluções destinadas a missões militares, operações logísticas e transporte todo-o-terreno.</p>
<p>A marca esteve presente no certame, que decorreu até esta sexta-feira no Centro de Exposições Paris Nord Villepinte, em França, com dois veículos expostos no espaço exterior PE6A, stand C180. A presença na principal feira mundial dedicada à defesa e segurança pretende demonstrar a experiência da Renault Trucks em veículos pesados preparados para contextos operacionais exigentes.</p>
<p>Com mais de um século de experiência industrial, a Renault Trucks tem vindo a colocar o seu conhecimento técnico ao serviço das forças armadas. Os veículos destinados a aplicações militares são produzidos nas fábricas francesas de Bourg-en-Bresse, em Ain, e Blainville-sur-Orne, em Calvados, nas mesmas linhas de montagem utilizadas para camiões destinados às operações civis mais exigentes.</p>
<p>A empresa sublinha que este modelo de produção permite assegurar elevados padrões de qualidade, robustez e fiabilidade, ao mesmo tempo que garante capacidade para responder a encomendas de grande escala e em prazos reduzidos. Todos os anos, a Renault Trucks produz dezenas de milhares de camiões nas suas unidades industriais em França.</p>
<p>A gama apresentada na Eurosatory foi desenvolvida para responder aos requisitos específicos das forças armadas, incluindo necessidades de transporte, logística militar e operação em terrenos difíceis. A Renault Trucks conta ainda com um ecossistema de parceiros locais em vários países, entre carroçadores, integradores de sistemas e especialistas em blindagem, o que permite adaptar as soluções às necessidades operacionais de cada cliente.</p>
<p>A divisão Renault Trucks Emergency &#038; Defense comercializa veículos preparados para operar em diferentes ambientes climáticos e geográficos. Além das forças armadas, estes veículos pesados são utilizados por organizações civis que trabalham em condições exigentes, incluindo serviços de emergência, combate a incêndios e missões humanitárias.</p>
<p>Nos últimos três anos, a Renault Trucks entregou vários milhares de veículos militares a mais de 20 países, reforçando a sua presença no setor da defesa e segurança. A marca posiciona estes veículos como soluções concebidas para garantir prontidão operacional, disponibilidade no terreno e controlo dos custos de exploração.</p>
<p>A manutenção e o fornecimento de peças são assegurados através de uma rede internacional com 1.450 pontos de distribuição, reparação e assistência. A Renault Trucks disponibiliza também às forças armadas a sua experiência em manutenção de veículos e formação de técnicos, procurando assegurar a continuidade operacional das frotas.</p>
<p>Com esta presença na Eurosatory 2026, a Renault Trucks pretende reforçar o papel da sua capacidade industrial, da rede de assistência e da experiência acumulada em operações intensivas no apoio às capacidades logísticas militares. A empresa enquadra ainda esta aposta no contributo para a autonomia estratégica e para a soberania industrial francesa e europeia.</p>
<p>A Renault Trucks é representada em Portugal pela Nors, grupo com mais de 90 anos de atividade e presença global em cinco áreas de negócio: Trucks and Buses, Construction Equipment, Agro, Aftermarket e Ventures. A Nors está presente em sete países, através de mais de 100 unidades, representando marcas de referência e disponibilizando serviços, soluções e equipamentos para diferentes setores de atividade.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778826]]></sapo:autor>
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		<title>“A Ucrânia já não está apenas a resistir. Está a mudar a guerra&#8221;, garante antigo diplomata americano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 11:45:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Fried]]></category>
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		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
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					<description><![CDATA[Antigo embaixador dos Estados Unidos na Polónia, nem entrevista ao 'Kyiv Post', analisou a evolução da guerra e a forma como Washington começa a rever as suas próprias expectativas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Rússia já não está apenas bloqueada na Ucrânia: está a começar a perder. A avaliação é de Daniel Fried, antigo secretário de Estado adjunto americano para Assuntos Europeus e Euroasiáticos e antigo embaixador dos Estados Unidos na Polónia, numa entrevista ao &#8216;Kyiv Post&#8217; sobre a evolução da guerra e a forma como Washington começa a rever as suas próprias expectativas.</p>
<p>Fried, atualmente Weiser Family Distinguished Fellow no Atlantic Council, não diz que a Ucrânia esteja prestes a expulsar rapidamente a Rússia de todo o território ocupado. O que defende é diferente: a dinâmica geral da guerra mudou, em parte devido à campanha ucraniana de ataques com drones de longo alcance contra alvos russos.</p>
<p>“A Rússia já não está a ganhar, está a começar a perder”, afirmou Fried, citado pelo &#8216;Kyiv Post&#8217;. Segundo o antigo diplomata, esta perceção começa agora a consolidar-se nas capitais europeias e também, ainda que em menor grau, em Washington.</p>
<p>A mudança é relevante porque contraria várias leituras dominantes nos Estados Unidos desde o início da invasão em larga escala. Em 2022, recorda Fried, muitos responsáveis da Administração Biden, dos serviços de informação e da comunidade de especialistas americana acreditavam que a Ucrânia iria “lutar com muita coragem e perder muito rapidamente”.</p>
<p>Essa previsão falhou. Quando Kiev resistiu ao ataque inicial russo e Moscovo não conseguiu tomar a capital nem derrubar a liderança ucraniana, a avaliação em Washington mudou, mas manteve um tom pessimista: a Ucrânia iria “lutar com muita coragem e perder lentamente”. Para Fried, essa narrativa está agora a ser substituída por outra: a de que a Ucrânia tem capacidade para resistir e que Moscovo está a falhar na sua guerra de agressão.</p>
<p>Essa alteração também pode pesar na forma como Donald Trump olha para o conflito. Fried recorda que o presidente americano disse a Volodymyr Zelensky, no início de 2025, que a Ucrânia “não tinha cartas” para jogar. Hoje, considera o antigo diplomata, torna-se mais claro que Kiev tem, afinal, várias cartas na mão.</p>
<p>“Trump gosta de vencedores. A Ucrânia está a ganhar. Putin começa a parecer um perdedor”, afirmou Fried. A frase resume uma leitura política que pode tornar-se importante dentro da própria Administração Trump, onde continuam a coexistir sensibilidades diferentes sobre o apoio a Kiev.</p>
<p>Segundo Fried, os setores próximos de Trump que olhavam para a Ucrânia como uma causa perdida, corrupta e sem interesse estratégico começam a encontrar maior resistência. Ao mesmo tempo, responsáveis que compreendem o peso geopolítico da guerra e defendem o apoio a Kyiv ganham influência na definição da política americana.</p>
<p>Essa recalibração ficou visível na recente cimeira do G7, onde os líderes prometeram manter o apoio à defesa aérea ucraniana, às capacidades de longo alcance e à eventual produção de armamento no próprio território ucraniano. Fried considerou a declaração conjunta “bastante boa”, embora tenha notado que a formulação não foi definitiva em todos os pontos, já que o G7 se limitou a dizer que iria “considerar” mecanismos para apoiar a produção de armas na Ucrânia.</p>
<p>Ainda assim, para o antigo diplomata, o facto de os Estados Unidos terem subscrito a declaração é um sinal positivo. Fried elogiou também a consistência dos aliados europeus no apoio a Kiev, defendendo que o fazem não apenas porque a Ucrânia tem razão, mas também porque os seus próprios interesses ficam mais protegidos se a Ucrânia for bem-sucedida.</p>
<p>A entrevista aborda ainda a relação entre o apoio europeu no Médio Oriente e a posição de Trump sobre a Ucrânia. Fried admite que a cooperação europeia em torno da segurança no Estreito de Ormuz pode ter dado ao presidente americano um argumento político para aceitar a declaração do G7. Mas rejeita a ideia de que a ajuda dos Estados Unidos à Ucrânia deva depender de contrapartidas europeias noutras regiões.</p>
<p>“O apoio à Ucrânia e o sucesso da Ucrânia são do interesse americano. Ponto final”, afirmou Fried. “O sucesso da Ucrânia ajuda os Estados Unidos tanto na Europa como em todo o mundo. Ponto final.” Ainda assim, reconhece que, se as ofertas europeias no Médio Oriente ajudarem a garantir apoio americano a Kiev, aceita essa realidade como uma questão prática: “A política e a política externa não são para puristas.”</p>
<p>Sobre eventuais negociações de paz, Fried considera que o obstáculo central continua a ser Vladimir Putin. O problema, diz, não é a falta de canais diplomáticos, mas o facto de o presidente russo continuar a querer uma vitória total e acreditar que ainda pode alcançá-la.</p>
<p>Apesar do bloqueio atual, o antigo diplomata acredita que Moscovo pode mudar de cálculo se o Ocidente se mantiver firme e se a Ucrânia continuar a impor custos à Rússia. “Os russos sabem como não negociar. Mas também sabem negociar quando têm de o fazer”, afirmou.</p>
<p>Um possível cenário futuro, admite Fried, poderia passar por um cessar-fogo nas posições existentes, combinado com fortes garantias de segurança para a Ucrânia. Isso poderia deixar a Rússia com controlo físico sobre parte do território ucraniano, mas Fried insiste numa distinção essencial: controlo físico nunca deve significar legitimidade política.</p>
<p>Para o antigo diplomata, o Ocidente não deve reconhecer, em circunstância alguma, a reivindicação russa sobre qualquer parcela de território ucraniano ocupado. Fried compara esse cenário à posição do Ocidente perante a Alemanha dividida depois da II Guerra Mundial: os alemães ocidentais nunca aceitaram a ocupação soviética da Alemanha de Leste, mas procuraram a reunificação por meios diplomáticos e pacíficos.</p>
<p>Fried acredita que uma Ucrânia democrática, bem-sucedida e integrada na Europa poderia recuperar rapidamente e tornar-se um desastre estratégico para Putin. O antigo diplomata fala mesmo num possível “milagre ucraniano”, comparável à recuperação da Alemanha Ocidental nos anos 50 ou à transformação da Polónia no final dos anos 90.</p>
<p>“Se os polacos conseguiram, os ucranianos também conseguem”, afirmou. Para Fried, uma Ucrânia próspera ao lado da Rússia teria um efeito político profundo: ao longo do tempo, poderia levar os próprios russos a questionar os custos do modelo repressivo e autoritário de Putin.</p>
<p>Kiev, por sua vez, mantém a posição oficial de que o objetivo continua a ser a libertação de todos os territórios ocupados e a restauração integral da sua soberania dentro das fronteiras internacionalmente reconhecidas. A leitura de Fried não altera essa ambição, mas acrescenta uma ideia central: a Ucrânia pode já não estar apenas a resistir. Pode estar a mudar a guerra.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778814]]></sapo:autor>
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		<title>Mercadona considerada uma das empresas mais inovadoras da Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 11:42:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Mercadona foi distinguida como uma das empresas mais inovadoras da Europa, ocupando a 5.ª posição no setor da distribuição no ranking elaborado pela revista norte-americana Fortune, uma das principais referências mundiais em negócios.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Mercadona foi distinguida como uma das empresas mais inovadoras da Europa, ocupando a 5.ª posição no setor da distribuição no ranking elaborado pela revista norte-americana Fortune, uma das principais referências mundiais em negócios.</p>
<p>Segundo a segunda edição do ranking das empresas mais inovadoras da Europa, divulgada a 18 de junho, a cadeia de supermercados espanhola destaca-se como a única representante do setor da distribuição em Espanha a integrar a lista. No ranking geral, que avalia 300 empresas de vários setores, a Mercadona surge na 148.ª posição, tendo subido 97 lugares face ao ano anterior, quando ocupava o 245.º lugar.</p>
<p>De acordo com a empresa, este reconhecimento reflete um modelo de inovação próprio e transversal, desenvolvido com o objetivo de responder às necessidades dos clientes. A estratégia está assente em quatro eixos principais: inovação de produto, através de sessões de coinovação com clientes realizadas em 20 centros especializados; inovação de processos, com aposta na transformação digital para otimização da gestão das lojas; inovação social, assente na colaboração com entidades sociais; e inovação aberta e colaborativa, através de parcerias com organizações especializadas na identificação de soluções inovadoras.</p>
<p>Este posicionamento reforça a relevância da Mercadona no panorama europeu da distribuição, num contexto em que a inovação tem vindo a tornar-se um fator cada vez mais determinante na competitividade do setor.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778818]]></sapo:autor>
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		<title>Adeus ao velho Air Force One: Trump troca ícone presidencial por polémico avião de luxo do Qatar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 11:32:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[EUA]]></category>
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					<description><![CDATA[Aeronave entrou ao serviço durante a presidência de George H. W. Bush, entre 1989 e 1993, e foi designada Air Force One sempre que transportava o presidente americano]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Donald Trump despediu-se esta quinta-feira de um dos símbolos mais reconhecíveis da presidência americana. O Boeing 747-200B que transportou presidentes dos Estados Unidos durante 35 anos fez a sua última viagem como Air Force One, trazendo o chefe de Estado de regresso a Washington depois da participação na cimeira do G7, em França, avança o &#8217;20 Minutos&#8217;.</p>
<p>A aeronave entrou ao serviço durante a presidência de George H. W. Bush, entre 1989 e 1993, e foi designada Air Force One sempre que transportava o presidente americano. A despedida foi assinalada por Steven Cheung, diretor de comunicação da Casa Branca, que publicou nas redes sociais uma fotografia do avião com uma mensagem de homenagem: “Muito bem, servo bom e fiel. A última viagem”.</p>
<blockquote class="twitter-tweet">
<p lang="en" dir="ltr">&quot;Well done, good and faithful servant.”</p>
<p>The Last Ride. <a href="https://t.co/YGNCDvjRSB">pic.twitter.com/YGNCDvjRSB</a></p>
<p>&mdash; Steven Cheung (@StevenCheung47) <a href="https://x.com/StevenCheung47/status/2067514778684162330?ref_src=twsrc%5Etfw">June 18, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>A retirada do aparelho abre caminho à utilização de um avião muito mais controverso: um Boeing 747 doado pela família real do Qatar para ser usado temporariamente como Air Force One. A aeronave foi modificada e testada pela Força Aérea americana e deverá começar a transportar Trump a partir deste verão.</p>
<p>O avião qatariano foi reformado no Texas e recebeu uma nova pintura em vermelho, branco e azul, afastando-se do tradicional esquema azul e branco associado ao Air Force One. A mudança visual acompanha uma decisão politicamente sensível, já que a aceitação de uma aeronave oferecida por um aliado estrangeiro levantou dúvidas éticas e preocupações de segurança em Washington.</p>
<p>O Pentágono aceitou a doação apesar das críticas. O plano passa por usar o avião como solução temporária enquanto a Boeing conclui a construção e modernização dos dois novos aparelhos encomendados durante o primeiro mandato de Trump, entre 2017 e 2021. Esses aviões, contudo, têm sofrido atrasos e podem não ficar prontos antes do final do atual mandato presidencial, em 2029.</p>
<p>Trump tem manifestado irritação com os atrasos da Boeing e defende que a utilização temporária do avião doado pelo Qatar permitirá poupar dinheiro aos contribuintes americanos. Segundo o &#8217;20 Minutos&#8217;, o Pentágono estima que a reforma da aeronave tenha custado 400 milhões de dólares, cerca de 347 milhões de euros, muito abaixo dos 5,6 mil milhões de dólares, cerca de 4,9 mil milhões de euros, previstos para os dois novos aviões que a Boeing está a preparar.</p>
<p>Para reduzir custos, as alterações interiores terão sido limitadas. Isso significa que parte do luxo original do avião, concebido para a família real do Qatar, deverá permanecer a bordo, incluindo suítes em couro e acabamentos de alto padrão. A combinação entre aeronave presidencial, luxo privado e doação estrangeira alimentou críticas dos democratas, que classificaram o caso como um “suborno”.</p>
<p>Trump afirmou que, no fim do mandato, o avião ficará associado à sua futura biblioteca presidencial em Miami, onde deverá ser exibido. A declaração aumentou a polémica, porque reforçou as críticas de quem vê a doação como uma vantagem política e pessoal, mesmo que a Casa Branca a apresente como uma solução provisória para substituir uma frota envelhecida.</p>
<p>A data do primeiro voo presidencial no avião qatariano ainda não é conhecida. Alguns meios americanos admitem que Trump possa usá-lo no início de julho numa deslocação ao Monte Rushmore, no Dakota do Sul, para as comemorações dos 250 anos da independência dos Estados Unidos.</p>
<p>A troca marca o fim de uma era para o velho Air Force One, que durante três décadas e meia transportou vários presidentes americanos pelo mundo. Mas também abre uma nova fase envolta em controvérsia: a de um presidente que se despede de um ícone institucional e se prepara para voar num avião oferecido por uma monarquia do Golfo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778790]]></sapo:autor>
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		<title>Insolvências sobem 12% no início de 2026 num contexto de deterioração do clima económico global</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 11:20:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[As insolvências empresariais voltaram a acelerar no início de 2026, num cenário de crescente fragilidade do ambiente económico internacional. Segundo dados da Coface, registou-se um aumento de 12% face ao período homólogo, com a América do Norte a assumir o principal contributo para esta subida, ao registar uma forte progressão de 22%.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As insolvências empresariais voltaram a acelerar no início de 2026, num cenário de crescente fragilidade do ambiente económico internacional. Segundo dados da Coface, registou-se um aumento de 12% face ao período homólogo, com a América do Norte a assumir o principal contributo para esta subida, ao registar uma forte progressão de 22%.</p>
<p>Este agravamento das insolvências surge num contexto marcado por tensões geopolíticas persistentes, pressões sobre os custos de produção e maior incerteza económica, fatores que estão a afetar diretamente a confiança e as decisões de investimento das empresas.</p>
<p>Perante esta evolução, a Coface reviu em alta as suas previsões para 2026, antecipando agora um aumento global de 6% nas insolvências — mais do dobro da estimativa inicial.</p>
<p><strong>América do Norte lidera subida global</strong></p>
<p>O comportamento das insolvências revela dinâmicas distintas entre regiões, com aumentos significativos previstos para várias economias desenvolvidas. Nos Estados Unidos, França e Japão, a previsão aponta para crescimentos de 7% a 8%, enquanto Alemanha e Países Baixos deverão registar subidas em torno dos 5%. Já Espanha, Itália e Reino Unido deverão apresentar aumentos mais moderados, entre 2% e 3%.</p>
<p>A aceleração das insolvências é particularmente visível na América do Norte, onde o aumento de 22% no início do ano reflete o impacto combinado da subida dos custos de financiamento e da desaceleração da procura.</p>
<p><strong>Tensões geopolíticas e custos de energia agravam o cenário</strong></p>
<p>A deterioração do clima empresarial está também associada ao impacto das recentes tensões geopolíticas, nomeadamente no Médio Oriente, com efeitos já visíveis no aumento dos custos de abastecimento, na volatilidade dos preços da energia e no reforço da incerteza económica.</p>
<p>Estes fatores estão a penalizar a atividade empresarial num momento em que muitas empresas já enfrentam estruturas financeiras fragilizadas.</p>
<p><strong>Taxas de juro continuam a pressionar empresas endividadas</strong></p>
<p>Apesar do início de um ciclo de descida das taxas diretoras, os custos de financiamento mantêm-se elevados após vários anos de política monetária restritiva. Este contexto agrava as dificuldades de empresas com níveis de endividamento historicamente altos.</p>
<p>Segundo a Coface, mesmo uma subida adicional de 25 pontos base nas taxas de juro poderia acelerar os incumprimentos a nível global, aproximando o crescimento dos níveis observados em 2025. A combinação entre crédito caro e dívida elevada está, assim, a limitar a capacidade de adaptação das empresas a novos choques.</p>
<p><strong>Setores cíclicos e PME entre os mais vulneráveis</strong></p>
<p>Os setores mais expostos ao ciclo económico e às condições de financiamento continuam na linha da frente das dificuldades. Construção, indústria química e têxtil destacam-se como os mais vulneráveis, devido à forte exposição aos custos de produção e à procura.</p>
<p>Nos Estados Unidos, o setor industrial e da construção ressentem-se da subida dos custos de financiamento e da desaceleração da atividade. Na Alemanha, a indústria — em particular química e construção — continua pressionada pelos elevados custos energéticos. Em França, a construção sofre com juros elevados, a indústria com energia cara e o retalho com o enfraquecimento do poder de compra. No Japão, são sobretudo as empresas mais endividadas que enfrentam maiores dificuldades.</p>
<p>As PME surgem como particularmente expostas, devido à menor diversificação e maior sensibilidade a problemas de tesouraria, contribuindo de forma relevante para o aumento das insolvências desde 2025.</p>
<p><strong>Menor capacidade de resposta das políticas públicas</strong></p>
<p>O atual contexto contrasta com o período entre 2020 e 2023, em que o aumento das insolvências foi parcialmente travado por medidas de apoio governamental de larga escala, no contexto da pandemia e da guerra na Ucrânia.</p>
<p>Atualmente, embora existam alguns programas de apoio, a sua dimensão é significativamente inferior. Nas principais economias europeias, as medidas implementadas representam agora uma fração reduzida do PIB, longe dos cerca de 2% a 4% mobilizados anteriormente.</p>
<p>Segundo a Coface, esta menor margem de intervenção pública reduz a capacidade de amortecer o impacto da atual deterioração económica, deixando as empresas mais expostas ao agravamento das condições de mercado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778798]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>A maioria das iniciativas de IA não falha por causa da tecnologia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 11:18:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Executive IT]]></category>
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		<category><![CDATA[ia]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Filipe Carvalho, fundador e CEO da Optiwisers]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Filipe Carvalho, fundador e CEO da Optiwisers</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As empresas estão a investir milhões em Inteligência Artificial.</p>
<p>Mas a maioria continua a ter dificuldade em resolver problemas muito mais básicos.</p>
<p>Dados inconsistentes.</p>
<p>Processos pouco claros.</p>
<p>Decisões lentas.</p>
<p>Sistemas que não comunicam eficazmente entre si.</p>
<p>E é precisamente por isso que tantas iniciativas de AI falham antes de criar valor.</p>
<p>Nos últimos anos, assistimos a uma corrida sem precedentes à adoção de Inteligência Artificial. Surgem novas ferramentas todas as semanas. Multiplicam-se os pilotos, os copilots, os agentes autónomos e os programas de transformação.</p>
<p>O entusiasmo é compreensível.</p>
<p>Afinal, poucas tecnologias tiveram um impacto tão rápido na forma como trabalhamos.</p>
<p>Mas existe uma realidade que me parece cada vez mais evidente.</p>
<p><strong>A maioria das iniciativas de AI não falha por causa da tecnologia.</strong></p>
<p>Falha muito antes disso.</p>
<p>As empresas começam pela ferramenta quando deveriam começar pelo problema.</p>
<p>A lógica parece simples: se a tecnologia é mais poderosa, os resultados serão melhores.</p>
<p>Mas raramente funciona assim.</p>
<p>Porque a tecnologia não opera no vazio.</p>
<p>Opera dentro de organizações, processos, equipas e estruturas de decisão que já existiam antes dela.</p>
<p>E é precisamente aí que surgem os maiores obstáculos.</p>
<p>Muitas organizações continuam a lidar com dados fragmentados, processos pouco definidos, responsabilidades difusas e sistemas que não comunicam eficazmente entre si.</p>
<p>Neste contexto, a Inteligência Artificial não elimina os problemas.</p>
<p><strong>Torna-os mais visíveis.</strong></p>
<p><strong>A AI não cria maturidade operacional. Expõe a falta dela.</strong></p>
<p>Esta é uma das razões pelas quais tantas provas de conceito parecem promissoras e tantos projetos têm dificuldade em escalar.</p>
<p>O piloto funciona.</p>
<p>A demonstração impressiona.</p>
<p>Mas quando chega o momento de integrar a solução na realidade do negócio, surgem limitações que sempre estiveram presentes.</p>
<p>Dados inconsistentes.</p>
<p>Processos mal definidos.</p>
<p>Falta de governance.</p>
<p>Ausência de accountability.</p>
<p>De repente, a tecnologia deixa de ser o principal desafio.</p>
<p>O verdadeiro desafio passa a ser organizacional.</p>
<p>Existe uma ideia particularmente perigosa que se está a tornar comum.</p>
<p>A crença de que a Inteligência Artificial consegue compensar fragilidades estruturais.</p>
<p>Na prática, acontece exatamente o contrário.</p>
<p><strong>Automatizar um processo frágil não o melhora. Apenas acelera o erro.</strong></p>
<p>Se os dados estiverem errados, a AI escala o erro.</p>
<p>Se o processo estiver mal desenhado, a AI acelera a ineficiência.</p>
<p>Se a tomada de decisão for confusa, a AI amplifica a confusão.</p>
<p>Por isso, quando observamos organizações que conseguem transformar investimentos em AI em resultados concretos, raramente encontramos uma explicação exclusivamente tecnológica.</p>
<p>Encontramos liderança.</p>
<p>Encontramos clareza de objetivos.</p>
<p>Encontramos processos consistentes.</p>
<p>Encontramos equipas alinhadas.</p>
<p>E encontramos capacidade de execução.</p>
<p>A tecnologia é apenas uma parte da equação.</p>
<p>Talvez por isso a pergunta mais importante para os próximos anos não seja:</p>
<p><strong>&#8220;Que ferramenta de AI devemos implementar?&#8221;</strong></p>
<p>Mas sim:</p>
<p><strong>&#8220;Estamos preparados para criar valor a partir dela?&#8221;</strong></p>
<p>Porque a vantagem competitiva não estará nas ferramentas.</p>
<p>As mesmas ferramentas estarão disponíveis para praticamente todos.</p>
<p>A diferença estará na capacidade de cada organização transformar tecnologia em resultados.</p>
<p>E isso continua a depender muito mais de pessoas, processos e liderança do que de algoritmos.</p>
<p>A Inteligência Artificial vai continuar a evoluir.</p>
<p>Provavelmente mais depressa do que conseguimos prever.</p>
<p>Mas existe uma coisa que dificilmente mudará.</p>
<p><strong>O maior desafio da AI não é tecnológico. É organizacional.</strong></p>
<p>E as empresas que compreenderem isso mais cedo serão, muito provavelmente, as que conseguirão transformar o entusiasmo atual em vantagem competitiva real.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Filipe Carvalho, fundador e CEO da Optiwisers]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Ministério da Educação conclui que não houve favorecimento no exame de Português</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 11:02:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ministério da Educação, Ciência e Inovação concluiu que não existiu qualquer favorecimento de alunos no exame nacional de Português do 12.º ano, apesar da polémica gerada pela utilização de uma imagem que já tinha sido publicada num livro de preparação para exames da editora Leya. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério da Educação, Ciência e Inovação concluiu que não existiu qualquer favorecimento de alunos no exame nacional de Português do 12.º ano, apesar da polémica gerada pela utilização de uma imagem que já tinha sido publicada num livro de preparação para exames da editora Leya. A conclusão consta de um parecer técnico independente solicitado pelo ministro Fernando Alexandre, após terem surgido dúvidas sobre uma eventual vantagem para estudantes que tinham tido contacto prévio com esse material.</p>
<p>O parecer técnico agora divulgado conclui que o princípio da equidade não foi colocado em causa. O documento sustenta que a produção de um texto de apreciação crítica (competência avaliada na prova) resulta de uma aprendizagem complexa desenvolvida ao longo de vários anos de escolaridade e não pode ser reproduzida através da simples memorização de uma resposta previamente trabalhada num exercício semelhante.</p>
<p>O parecer recorda que o Grupo III da prova de Português avaliava precisamente a capacidade de escrita dos alunos através da elaboração de um texto de apreciação crítica, formato que tem sido utilizado de forma recorrente nos exames nacionais desde 2021. De acordo com o documento, a classificação deste tipo de resposta não depende apenas da interpretação de uma imagem, sendo avaliados diversos parâmetros, incluindo o género textual, o desenvolvimento do tema, a pertinência da informação, a organização e coesão do texto, bem como aspetos de correção linguística, como ortografia, sintaxe, pontuação e riqueza lexical.</p>
<p>Os especialistas sublinham ainda que, durante a preparação para os exames, os alunos resolvem habitualmente vários exercícios semelhantes apoiados em diferentes estímulos visuais, não sendo plausível que tenham memorizado todas as respostas produzidas. Além disso, o parecer destaca uma diferença considerada relevante entre o exercício publicado pela Leya e a prova oficial: enquanto o livro estabelecia uma relação entre o título do cartoon e a imagem apresentada, o exame nacional omitiu deliberadamente esse título. Essa opção, refere o documento, ampliou as possibilidades de interpretação e obrigou cada aluno a construir uma resposta própria e original.</p>
<p>A análise técnica conclui, por isso, que o simples facto de alguns alunos terem contactado anteriormente com a mesma imagem não lhes conferiu qualquer benefício relevante. O parecer considera que todos os examinandos tiveram de produzir obrigatoriamente um novo texto durante a prova e acrescenta que apenas uma memorização integral da resposta anterior poderia representar uma eventual vantagem, cenário considerado “muito pouco plausível”, uma vez que os estudantes desconheciam antecipadamente o conteúdo do exame. O documento afirma ainda que “o acesso à resposta apresentada no livro de apoio da Leya não viola o princípio da equidade nem constitui um benefício para esses examinandos”.</p>
<p>Apesar de afastar qualquer irregularidade, o parecer deixa uma recomendação às entidades responsáveis pela elaboração das provas nacionais. A presidente do Conselho Científico do EduQA defende o reforço dos mecanismos de verificação prévia dos materiais utilizados nos exames, através de uma análise mais cuidadosa da eventual presença desses mesmos suportes em manuais escolares, cadernos de atividades, livros de preparação para exames ou publicações comerciais recentes. Segundo o documento, esta medida permitiria reduzir o risco de repetição de estímulos, evitar perceções públicas de favorecimento e preservar a confiança dos alunos e da sociedade no sistema de avaliação externa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778746]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Mau tempo: Apoio de 30 M€ para agricultores votado na próxima semana, revela ministro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 11:00:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Governo]]></category>
		<category><![CDATA[José Manuel Fernandes]]></category>
		<category><![CDATA[mau tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, anunciou hoje, no parlamento, que o apoio de 30 milhões de euros para os agricultores portugueses afetados pelas tempestades vai ser votado na próxima semana.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, anunciou hoje, no parlamento, que o apoio de 30 milhões de euros para os agricultores portugueses afetados pelas tempestades vai ser votado na próxima semana.</p>
<p>&#8220;Na próxima segunda-feira vai a votação [no Comité de Gestão para a Organização Comum dos Mercados Agrícolas &#8212; Questões Horizontais] o apoio de 30 milhões de euros para os agricultores vítimas das tempestades&#8221;, adiantou José Manuel Fernandes, em resposta aos deputados, num debate setorial na Assembleia da República, em Lisboa.</p>
<p>O antigo eurodeputado assinalou que o montante global de apoios para o setor já ultrapassa os 600 ME.</p>
<p>O Comité de Gestão para a Organização Comum dos Mercados Agrícolas é um órgão da União Europeia que auxilia a Comissão Europeia.</p>
<p>Os agricultores, afetados pelas tempestades que atingiram o país no início do ano, vão ter acesso a um apoio de 30 milhões de euros, na sequência de ter sido solicitado a Bruxelas o acionamento da reserva agrícola, avançou à Lusa José Manuel Fernandes, na passada sexta-feira.</p>
<p>De acordo com o executivo, a Comissão Europeia reconheceu &#8220;a justeza e fundamentação&#8221; do pedido apresentado por Portugal, dando o apoio máximo possível.</p>
<p>Em causa estão assim 30 milhões de euros para o apoio ao rendimento dos agricultores, afetados pelas tempestades.</p>
<p>O valor em questão provém da reserva agrícola, que é um instrumento financeiro da Política Agrícola Comum (PAC), destinado a responder às perturbações do mercado, flutuações de preços e crises que afetam tanto a produção como a distribuição de alimentos.</p>
<p>Este instrumento conta com uma dotação de 450 milhões de euros anuais, a que os 27 Estados-membros podem aceder.</p>
<p>Bruxelas já preparou o projeto de regulamento de execução, onde está previsto um pacote extraordinário de apoio, destinado, além de Portugal, à Croácia, Chipre, Roménia e Eslovénia.</p>
<p>O projeto determina que Portugal fica com a maior fatia deste pacote europeu, ou seja, 30 milhões de euros.</p>
<p>Seguem-se a Roménia (14,8 milhões de euros), Chipre (4,6 milhões de euros), Croácia (4,6 milhões de euros) e a Eslovénia (2,8 milhões de euros).</p>
<p>O Governo tem flexibilidade para definir os setores prioritários.</p>
<p>Portugal foi atingido por um comboio de tempestades entre o final de janeiro e meados de fevereiro que afetou, sobretudo, a região Centro do país.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778754]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>José Luís Carneiro vota contra proposta da reforma laboral</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 10:59:52 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[reforma laboral]]></category>
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					<description><![CDATA[O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, anunciou hoje que irá votar contra a proposta de reforma laboral que irá ser votada ao final da manhã no parlamento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, anunciou hoje que irá votar contra a proposta de reforma laboral que irá ser votada ao final da manhã no parlamento.</p>
<p>O líder do PS, que irá votar à distância a partir do Porto, onde participou numa conferência europeia sobre direitos sociais, disse que votará contra uma proposta que desprotege os trabalhadores, os jovens, as mulheres e os mais frágeis do ponto de vista social, mas também por existir uma &#8220;aproximação&#8221; às políticas do chega.</p>
<p>&#8220;Também aqui estamos a afirmar esse valores. Esta é a visão que queremos defender na Europa para o futuro do nosso país. A Europa precisa de uma nova ambição social&#8221;, disse.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778750]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Valor em certificados de aforro sobe pelo 20.º mês consecutivo e ultrapassa 42 mil M€</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 10:59:43 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[O montante investido em certificados de aforro subiu novamente em maio, pelo 20.º mês consecutivo, e atingiu os 42.447 milhões de euros, num crescimento homólogo de 13,2%, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O montante investido em certificados de aforro subiu novamente em maio, pelo 20.º mês consecutivo, e atingiu os 42.447 milhões de euros, num crescimento homólogo de 13,2%, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).</p>
<p>Este é o valor mais alto investido em certificados de aforro (CA) desde o início da série do BdP, em dezembro de 1998, e representa uma aceleração face ao crescimento homólogo de 12,6% registado em abril.</p>
<p>Em termos nominais, havia no final de maio deste ano mais 4.949 milhões de euros aplicados em CA que no mesmo mês de 2025 e mais 756 milhões de euros que em abril.</p>
<p>Maio foi, assim, o 20.º mês consecutivo de subida do valor global em certificados de aforro.</p>
<p>Após uma forte procura, impulsionada com a subida das Euribor, os CA começaram a perder o interesse dos aforradores quando, em junho do ano passado, a série de certificados em comercialização (&#8216;série E&#8217;) foi substituída pela &#8216;série F&#8217;, com uma taxa de juro mais baixa.</p>
<p>Ainda assim, os investidores voltaram a optar por este instrumento, que mais que compensaram o desinvestimento em certificados do tesouro (CT), que recuaram em maio para 6.751 milhões de euros, menos 220 milhões de euros que em abril e uma quebra de 24,8% (-2.221 milhões de euros) em termos homólogos.</p>
<p>O valor investido em CT, agora no valor mais baixo desde abril de 2015, tem descido de forma consecutiva desde outubro de 2021, quando atingiu um máximo de 17.865 milhões de euros.</p>
<p>Segundo os dados estatísticos da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública &#8211; IGCP, as emissões de novos CT foram de 13 milhões de euros em abril, enquanto as saídas (resgates) totalizaram 207 milhões de euros.</p>
<p>Já o valor mais baixo em CA foi registado em novembro de 2012, quando Portugal estava a cumprir o plano de resgate e a taxa de desemprego disparou, contabilizando-se então 9,7 mil milhões de euros em investimento nestes títulos.</p>
<p>Os dados hoje divulgados pelo BdP registam ainda que, em maio, a dívida direta do Estado aumentou 3,8% em termos homólogos, para 316.651 milhões de euros, e subiu 4.548 milhões de euros em cadeia.</p>
<p>Em outros instrumentos de dívida, em termos homólogos, as obrigações do tesouro (OT) cresceram 3,2% em termos homólogos para 182.905 milhões de euros, enquanto os bilhetes do tesouro (BT) avançaram 35,9% para 14.422 milhões de euros.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778764]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Mundial&#8217;2026: Burlas com cromos já geraram centenas de reclamações em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 10:57:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Mundial'2026]]></category>
		<category><![CDATA[Panini]]></category>
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					<description><![CDATA[Consumidores são atraídos por campanhas aparentemente credíveis, com mensagens de escassez, urgência ou oportunidade limitada, e acabam por efetuar pagamentos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As burlas associadas à venda de cadernetas e cromos do Mundial&#8217;2026 continuam a crescer em Portugal, com o Portal da Queixa a reforçar o alerta depois de terem sido registadas 203 reclamações de consumidores lesados nas últimas semanas.</p>
<p>O aviso surge depois de a plataforma já ter alertado, em maio, para o aparecimento deste tipo de fraude. De acordo com os dados mais recentes, os esquemas têm recorrido sobretudo a websites e anúncios falsos, muitas vezes divulgados nas redes sociais, que simulam lojas legítimas e usam a imagem de marcas reconhecidas para enganar os consumidores.</p>
<p>Os relatos analisados pelo Portal da Queixa revelam um padrão semelhante. Os consumidores são atraídos por campanhas aparentemente credíveis, com mensagens de escassez, urgência ou oportunidade limitada, e acabam por efetuar pagamentos, frequentemente através de meios digitais, sem receberem qualquer confirmação válida ou os produtos encomendados.</p>
<p>Muitas das reclamações têm sido dirigidas à Panini, por estar associada ao universo das cadernetas e cromos, mas também a instituições bancárias, numa tentativa dos consumidores recuperarem os montantes pagos. Há ainda denúncias relacionadas com plataformas como o Facebook e o Instagram, onde vários destes anúncios fraudulentos são promovidos.</p>
<p>Perante o aumento das queixas, o Portal da Queixa sublinha a importância de redobrar cuidados nas compras online. A plataforma recomenda aos consumidores que confirmem a credibilidade dos websites antes de fazerem pagamentos, validem as entidades de pagamento e consultem previamente plataformas de reputação.</p>
<p>Uma das ferramentas destacadas é o “Não Sejas Pato”, disponibilizada gratuitamente pelo Portal da Queixa, que permite avaliar a fiabilidade de lojas online e ajudar os consumidores a tomar decisões mais informadas antes de avançarem com uma compra.</p>
<p>Os dados recolhidos permitem também traçar o perfil dos consumidores mais afetados por este tipo de fraude. Em termos geográficos, as reclamações concentram-se sobretudo nos distritos de Lisboa, com 21,77% do total, Porto, com 19,56%, e Setúbal, com 15,50%. Seguem-se Aveiro, Braga e Leiria, todos com valores acima dos 6%.</p>
<p>Quanto ao género, verifica-se uma ligeira predominância do público feminino, responsável por 53,51% das reclamações, face aos 46,49% registados entre consumidores do sexo masculino.</p>
<p>Por faixa etária, o grupo mais afetado situa-se entre os 45 e os 54 anos, com 34,69% das reclamações. Seguem-se os consumidores entre os 35 e os 44 anos, com 29,15%, e entre os 25 e os 34 anos, com 15,87%, o que mostra que estas burlas estão a atingir sobretudo adultos em idade ativa.</p>
<p>Com o aproximar do Mundial 2026 e o aumento esperado da procura por produtos associados à competição, o Portal da Queixa alerta que este tipo de fraude pode continuar a crescer. A recomendação é simples: antes de comprar cadernetas, cromos ou produtos promocionais online, confirmar sempre se a loja é legítima, desconfiar de preços demasiado baixos e evitar pagamentos em páginas sem informação clara sobre a entidade vendedora.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778763]]></sapo:autor>
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		<title>“O imobiliário e urbanismo em Portugal continuam a depender de informação dispersa, processos pouco padronizados e muita interpretação manual”, alerta Maria João Correia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 10:53:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[atlas]]></category>
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		<category><![CDATA[Urbanismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Fundadora do Segmento Urbano, Maria João Correia mostrou à Executive Digest uma nova geração de ferramentas que prometem mudar a forma como se decide onde, como e quando investir.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O imobiliário e o urbanismo em Portugal continuam a operar num ecossistema marcado por informação dispersa, linguagem técnica e processos ainda pouco integrados, sobretudo na fase crítica de análise de terrenos e enquadramento urbanístico.</p>
<p>É neste contexto que surge o ATLAS, uma plataforma que procura simplificar a leitura do território e transformar dados públicos complexos em informação clara, comparável e acionável.</p>
<p>Fundadora do Segmento Urbano, Maria João Correia mostrou à Executive Digest uma nova geração de ferramentas que prometem mudar a forma como se decide onde, como e quando investir. Entre a digitalização do setor, o papel dos dados e o impacto da inteligência artificial no desenho das cidades, a arquiteta defende uma mudança de paradigma que aproxima decisores públicos e privados e torna o urbanismo mais transparente, rápido e baseado em evidência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O setor imobiliário e urbanístico em Portugal ainda é demasiado dependente de processos morosos e fragmentados?</strong></p>
<p>Sim. O imobiliário e o urbanismo em Portugal continuam a depender de informação dispersa, processos pouco padronizados e muita interpretação manual, sobretudo na fase crítica de análise de terrenos e enquadramento urbanístico.</p>
<p>A informação relevante está espalhada por PDM, regulamentos, condicionantes como REN e RAN e várias plataformas municipais, e é naturalmente percecionada como algo que “só a câmara pode explicar”, quando na verdade é informação pública.</p>
<p>O problema é que essa informação não está acessível a todos da mesma forma: está escrita em “arquitetês” e linguagem jurídica, o que torna difícil a sua leitura por quem não é especialista e alimenta a desconfiança de um mercado que, durante anos, sentiu que só indo à câmara conseguiria ter certezas.</p>
<p>O ATLAS nasce precisamente para reconstruir essa confiança: pega em informação pública complexa e transforma-a numa resposta clara, comparável e verificável para qualquer decisor.</p>
<p>Em vez de cada projeto recomeçar do zero na interpretação do território, passamos a ter uma base comum de leitura sobre a qual todos podem trabalhar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Onde sente maior resistência à digitalização: na administração pública, nos promotores ou nos técnicos?</strong></p>
<p>A resistência hoje é mais cultural e de mudança de hábitos do que tecnológica. Na administração pública existe um esforço real de transformação digital, mas o volume e a complexidade da informação urbanística tornam natural que a evolução seja gradual.</p>
<p>Do lado dos promotores, a pressão competitiva faz com que a adoção seja mais rápida sempre que se percebe o impacto direto no tempo e no risco da decisão.</p>
<p>Entre técnicos, o desafio é mostrar que estas ferramentas não substituem o seu juízo – pelo contrário, ajudam a organizar a informação, reduzem a sobrecarga cognitiva e libertam tempo para aquilo que é verdadeiramente estratégico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que motivou a criação do ATLAS e que problema concreto querem resolver?</strong></p>
<p>O ATLAS surge da nossa própria necessidade, depois de muitos anos a trabalhar sobre território e a perceber, na prática, como é difícil responder de forma rápida e segura à pergunta “o que posso fazer neste terreno?”. Ao longo deste percurso fomos acumulando conhecimento sobre leitura de planos, condicionantes e regras urbanísticas, mas também vimos que, fora de um pequeno núcleo de especialistas, essa informação continua a ser percecionada como opaca e pouco acessível.</p>
<p>Apesar de ser informação pública, está dispersa por plantas, regulamentos, condicionantes como REN e RAN, em várias plataformas municipais diferentes entre si, escrita em linguagem técnica e jurídica que nem sempre é fácil de interpretar. Essa dificuldade de acesso e de leitura aumenta naturalmente o risco de erros, interpretações divergentes e decisões pouco fundamentadas. O problema que o ATLAS quer resolver é exatamente este: concentrar esse conhecimento disperso e traduzi lo numa leitura clara e utilizável, para que qualquer decisor consiga perceber, de forma rápida e fundamentada, o que é possível fazer em cada terreno.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Estamos a caminhar para um urbanismo mais orientado por dados?</strong></p>
<p>Claramente. O planeamento tradicional continua a ser a base, mas começa a ser complementado por uma camada de inteligência territorial suportada por dados georreferenciados, indicadores urbanos e ferramentas analíticas. A grande mudança é que a decisão deixa de depender apenas da experiência e perceção individual para passar a ser estruturada por dados, o que reduz o risco, aumenta a previsibilidade e facilita o diálogo entre setor público e privado. O ATLAS traz essa lógica de “data-informed decision” para a escala do terreno, encurtando a distância entre planeamento estratégico e decisão concreta de investimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Isto pode acelerar o ciclo de desenvolvimento de projetos imobiliários em Portugal?</strong></p>
<p>Sim, e de forma muito significativa. O ATLAS não altera diretamente os prazos de licenciamento, mas encurta drasticamente o tempo de estudo preliminar, de análise de cenários e de decisão sobre a compra de um terreno. Menos semanas em indecisão e iterações internas traduzem se em menor custo de oportunidade, maior rotação de capital e maior capacidade de resposta a oportunidades de mercado. Além disso, o ATLAS ajuda a clarificar dezenas de anúncios de imóveis e terrenos com informação contraditória ou pouco estruturada, trazendo mais transparência e rigor logo na origem do processo.</p>
<p>Num setor onde o tempo é literalmente capital, ferramentas que trazem previsibilidade e reduzem incerteza não são apenas “tecnologia”: são infraestruturas críticas para a competitividade do mercado imobiliário português e para a utilização mais eficiente dos recursos públicos e privados.</p>
<p>Numa altura em que o país tem uma urgência clara em aumentar a oferta de habitação, faz pouco sentido que tantos recursos sejam consumidos apenas a responder a pedidos básicos de informação. Se a leitura preliminar do território estiver mais automatizada e acessível, as câmaras podem concentrar mais tempo e competências naquilo que é essencial: analisar projetos, qualificar a cidade e acelerar respostas em habitação e reabilitação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>No limite, um investidor poderá decidir comprar um terreno sem o visitar fisicamente?</strong></p>
<p>Do ponto de vista informacional, estamos cada vez mais perto desse cenário. Um investidor pode hoje avaliar enquadramento urbanístico, condicionantes, acessibilidades e contexto urbano com um nível de detalhe impensável há alguns anos, usando plataformas como o ATLAS.</p>
<p>Isto é particularmente relevante num mercado que, durante anos, associou segurança a “ir à câmara” e obter um parecer presencial, mesmo quando a informação de base já estava disponível em regulamentos e plataformas públicas. Ainda assim, vejo estas ferramentas como um filtro inteligente e não como substituto da presença no local: permitem eliminar maus ativos, destacar as melhores oportunidades à distância e chegar à visita física com 80–90% da decisão construída com base em dados. A validação final continua a depender da experiência espacial, da envolvente real e da visão de longo prazo de cada investidor – dimensões que nenhuma tecnologia deve substituir, mas sim apoiar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Estamos a assistir ao nascimento de uma nova geração de proptech focada em inteligência territorial?</strong></p>
<p>Sim, e Portugal está a posicionar se nessa nova vaga. Depois das proptech focadas na mediação e na gestão de ativos, surge uma geração orientada para a inteligência territorial, que ajuda a decidir onde faz sentido investir, com que risco regulatório e com que potencial de desenvolvimento. O ATLAS insere se precisamente neste segmento: atua antes da transação, democratiza o acesso a informação complexa e transforma uma leitura que era exclusiva de especialistas num recurso acessível a diferentes perfis de utilizadores. É desse lugar “antes do projeto” que acreditamos poder influenciar de forma mais positiva a qualidade do que vem a seguir.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A inteligência artificial poderá vir a influenciar diretamente o desenho das cidades?</strong></p>
<p>Já está a influenciar, de forma gradual. A inteligência artificial é usada para simular cenários urbanos, testar opções de densidade, mobilidade ou desempenho ambiental e apoiar decisões de desenho. No nosso caso, o impacto do ATLAS é sobretudo a montante: ao clarificar o contexto regulatório e territorial, cria uma base de decisão mais objetiva que enquadra melhor o trabalho de arquitetos, urbanistas e decisores públicos. Isso significa que a IA não substitui a visão de cidade, mas oferece um “terreno comum” de informação a partir do qual essa visão pode ser construída com mais rigor e alinhamento.</p>
<p>No limite, quanto mais sólida for a leitura do território antes da decisão, maior a probabilidade de termos projetos que criam valor económico e, ao mesmo tempo, cidades mais legíveis, saudáveis e alinhadas com quem as vive.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Que impacto terá este tipo de ferramentas na relação entre setor público e privado?</strong></p>
<p>O principal impacto é a redução das assimetrias de informação.</p>
<p>Hoje, uma parte significativa do tempo da administração é gasta a responder a pedidos de informação prévia e esclarecimentos que resultam, muitas vezes, da dificuldade de leitura dos próprios instrumentos de planeamento. Se o mercado tiver ferramentas que estruturam essa informação pública de forma clara, o direito à informação continua plenamente garantido, mas com menos fricção e mais confiança de ambos os lados.</p>
<p>Quando setor público e privado trabalham sobre a mesma base de dados e critérios, a conversa deixa de ser “o que diz o plano?” para passar a ser “que cidade queremos construir dentro destes limites?”.</p>
<p>Ao democratizar o acesso a informação complexa, contribuem para um ecossistema imobiliário mais maduro, competitivo e alinhado com os desafios atuais das cidades, onde a confiança deixa de ser exceção e passa a ser condição de funcionamento.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778755]]></sapo:autor>
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		<title>Europa adiciona mais de 20 ultra-ricos por dia ( e Portugal não escapa à tendência)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 10:43:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[De acordo com os dados mais recentes, o país regista um crescimento médio de 0,4 novos ultra-ricos por dia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O número de pessoas com fortunas superiores a 30 milhões de dólares continua a aumentar na Europa e Portugal não escapa a essa tendência. De acordo com os dados mais recentes, o país regista um crescimento médio de 0,4 novos ultra-ricos por dia, o equivalente à entrada de aproximadamente uma nova pessoa neste grupo restrito a cada dois dias e meio.</p>
<p>Segundo análise dcom base no Wealth Report 2026 da Knight Frank, a população europeia de indivíduos com património superior a 30 milhões de dólares (cerca de 25,7 milhões de euros) aumentou 26% nos últimos cinco anos. Em 2021 existiam 146.525 pessoas nesta categoria na Europa, número que subiu para 183.953 em 2026. Isto significa que 37.428 pessoas passaram a integrar este grupo exclusivo durante o período analisado.</p>
<p>O crescimento corresponde a uma média anual de 7.486 novos ultra-ricos no continente, ou cerca de 20,5 pessoas por dia. A Alemanha lidera destacadamente este movimento. O país passou de 28.942 indivíduos com património superior a 30 milhões de dólares em 2021 para 38.215 em 2026, um aumento de 9.273 pessoas. Na prática, cerca de cinco alemães entram diariamente neste clube dos ultra-ricos. A Suíça surge em segundo lugar na Europa em ritmo de crescimento, com um acréscimo equivalente a 2,7 novos multimilionários por dia, enquanto França regista uma média de 2,1 novos membros diários.</p>
<p>Entre as maiores economias europeias, o Reino Unido e Itália apresentam um aumento médio de 1,6 pessoas por dia, seguidos de Espanha com 1,5 e da Turquia com 1,1. A Polónia regista 0,9 novos ultra-ricos por dia. Já a República Checa e a Áustria apresentam um crescimento médio de 0,5 pessoas por dia. Portugal e Dinamarca surgem logo a seguir, ambos com 0,4 novos membros diários neste segmento de elevada riqueza, enquanto Países Baixos, Irlanda e Suécia registam aumentos médios de 0,3 pessoas por dia.</p>
<p>A expansão deste grupo ocorre num contexto de forte desigualdade patrimonial na Europa. Dados do Banco Central Europeu mostram que a riqueza líquida mediana dos agregados familiares da zona euro ascendia a 123.500 euros. Contudo, enquanto os 20% mais pobres possuíam uma riqueza mediana de apenas 2.000 euros, os 20% mais ricos detinham em média 1,01 milhões de euros. A diferença entre os extremos evidencia a concentração de património que continua a marcar a realidade económica europeia.</p>
<p>À escala global, os Estados Unidos mantêm uma posição dominante, com 251.352 indivíduos detentores de patrimónios superiores a 30 milhões de dólares em 2026. O país acrescenta, em média, 36,7 novos ultra-ricos por dia, o equivalente a uma nova entrada neste grupo a cada 90 minutos. A China ocupa o segundo lugar mundial com 121.677 pessoas nesta categoria e um crescimento médio de 12,5 novos membros por dia. Em todo o mundo, o número de ultra-ricos aumentou em 162.191 pessoas entre 2021 e 2026, atingindo um total de 713.626 indivíduos, o que representa uma média de 89 novas fortunas superiores a 30 milhões de dólares todos os dias.</p>
<p>O responsável global de investigação da Knight Frank, Liam Bailey, considera que o fenómeno representa uma transformação histórica. “Estamos a assistir a uma das mais significativas mudanças na distribuição global da riqueza da história moderna”, afirmou. Segundo Bailey, embora os Estados Unidos continuem a ser o principal motor deste crescimento, países como a Índia e várias economias emergentes estão a ganhar influência crescente no panorama global da riqueza.</p>
<p>Em termos absolutos, a Alemanha continua a ser o país europeu com mais ultra-ricos, somando 38.215 indivíduos, seguida pelo Reino Unido com 27.876 e pela França com 21.518. Paralelamente, os níveis médios de riqueza por adulto continuam a variar significativamente no continente. Dados do UBS Global Wealth Report 2025 indicam que, em 2024, a riqueza média por adulto oscilava entre 29.923 euros na Turquia e 634.584 euros na Suíça, evidenciando as profundas diferenças patrimoniais existentes entre os países europeus.</p>
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