Comprou um iPhone na Amazon por 1.400€… e o que recebeu expõe novo golpe que levanta alarmes

O padrão chama a atenção: objetos com peso semelhante ao produto original são usados para simular uma entrega legítima, dificultando a deteção imediata do golpe

Francisco Laranjeira

Dois casos insólitos em Itália estão a levantar sérias dúvidas sobre a segurança das compras online de produtos de elevado valor. Em Modena, consumidores relatam ter pago centenas — ou mesmo milhares — de euros por equipamentos eletrónicos… e recebido objetos sem qualquer valor no lugar dos produtos, revela o ‘El Economista’.

Num dos episódios, uma empresária adquiriu um iPhone por 1.400 euros através da Amazon. Quando a encomenda chegou, o conteúdo surpreendeu: em vez do smartphone, a caixa continha apenas um conjunto de ímanes. Dias antes, outro cliente da mesma cidade tinha passado por uma situação semelhante, ao encomendar um portátil Dell por 850 euros e receber dois quilos de arroz.

O padrão chama a atenção: objetos com peso semelhante ao produto original são usados para simular uma entrega legítima, dificultando a deteção imediata do golpe.

A empresária, Marika Camellini, decidiu tornar o caso público após conhecer a situação anterior. “Apresentei queixa às autoridades e contactei associações de consumidores, além de pedir explicações à Amazon, mas tudo foi em vão”, afirmou, sublinhando a frustração perante a falta de resposta.

Segundo relata, seguiu todos os procedimentos recomendados pela plataforma, incluindo o contacto com o apoio ao cliente e o envio de pedidos de reembolso. “Recebemos respostas automáticas e depois nada. Estamos nisto há mais de um mês”, lamenta.

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Mais adiante, o ‘El Economista’ destaca outro elemento relevante: ambas as compras foram feitas diretamente à Amazon e não a vendedores externos, o que aumenta a preocupação entre consumidores habituais da plataforma.

“Sou cliente assídua e nunca tive problemas. Como sempre faço com compras de valor elevado, utilizei o código de entrega. Não me ocorreu gravar a abertura da embalagem”, explica, apontando agora essa falha como uma possível dificuldade na prova do sucedido.

O caso está a ser acompanhado por associações de consumidores, mas a incerteza mantém-se. A possibilidade de recorrer à via judicial está em cima da mesa, embora a própria vítima admita pouca confiança numa resolução rápida.

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Estes episódios levantam uma questão mais ampla sobre a segurança das entregas e a proteção do consumidor em compras online, especialmente em produtos de elevado valor. Num mercado onde a conveniência é regra, cresce também o risco — e a necessidade de maior vigilância.

Para já, em Modena, fica o alerta: nem tudo o que chega à porta corresponde ao que foi comprado… e, por vezes, a surpresa pode sair cara.

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