Comprar ou arrendar? Que casas procuram os portugueses? O que mudou na habitação em Portugal nos últimos anos

O Estudo da Habitação em Portugal 2024: o que mudou nos últimos anos, mostra, entre outros, que 55% dos requerentes que desistiram da compra ou arrendamento foram motivados por razões financeiras.

André Manuel Mendes
Fevereiro 8, 2024
10:37

Um novo estudo do Observatório do Imobiliário da Century 21 traça o perfil de quem compra, arrenda e vende casa em Portugal, quais as suas aspirações e a sua realidade.

O Estudo da Habitação em Portugal 2024: o que mudou nos últimos anos, mostra, entre outros, que 55% dos requerentes que desistiram da compra ou arrendamento foram motivados por razões financeiras. Seguem-se 23% para quem não foi a melhor altura e 18% não encontrou o que procurava (consultar estudo em anexo).

Mais especificamente na Área Metropolitana de Lisboa, 51,2% dos indivíduos não compram nem alugam devido ao preço da habitação. A principal razão pela qual as pessoas optam por não adquirir uma casa, quer seja arrendada ou comprada, é o fator económico.

 

Comprar ou arrendar

De acordo com os dados, 92,3% dos portugueses prefere viver em casa própria, embora 65,3% o faça atualmente. As únicas diferenças a destacar verificam-se nas pessoas que hoje em dia arrendam, onde a percentagem das que gostariam de ter casa própria aumentou.

Porque muitos portugueses desistem da compra? De acordo com os dados do Observatórios do imobiliário, 55% devido ao preço; 23% indica que não é o momento certo e 18% por não encontrar o que procurava.

 

O que procuram os portugueses?

Os apartamentos  T2 e os T3 continuam a ser as tipologias mais procuradas, mas a maioria das pessoas procura um T3 para comprar ou arrendar.

Na procura de casas na Área Metropolitana de Lisboa, a grande tendência é procurar um apartamento usado sem necessidades de obras, em zonas junto ao centro, mas com vários ajustes a fim de não se esgotar o orçamento desejado.

Aqui, a tendência passa por optar por casas de menor tipologia, um T2 em vez de um T3, também mais pequenas em área, além de, assim como a nível nacional, também existirem ajustes em termos de prioridades relativamente às comodidades de casa, condições e valências da zona envolvente.

Em Portugal, os apartamentos usados sem necessidade de obras, T3, com um wc, de 91 a 120 m2, com terraço, varanda e garagem predominam entre a oferta ativa e a que acaba por ser escoada.

No entanto, as ofertas nos centros urbanos esgotam-se rápido e deixam apenas as zonas periféricas disponíveis.Mesmo com uma localização menos central, a oferta que está disponível tem elevadas expetativas de preço, pretendendo valores 7% acima das que foram escoadas e rendas idênticas (consultar estudo em anexo).

O estudo mostra ainda que, quem procura casa em Portugal, 63% são mulheres. Entre os 30 e os 39 anos, é quando se regista o maior aumento (32%). 59% são famílias de 2 ou 3 pessoas e 73% quer ficar na mesma cidade.

50% quer casa de 100.000 euros a 200.000 euros. 189.823 euros é o preço médio absorvido. Já no que respeita aos arrendamentos, 55% quer renda até 500 euros. 589 euros é a renda média absorvida.

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