Os preços das casas em Portugal subiram 6,3% em março face ao mesmo mês de 2024. Segundo o índice de preços do idealista, comprar casa tinha um custo de 2.775 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês de março, tendo em conta o valor mediano.
Nesta tendência de subida, o destaque vai para Lisboa, que viu os preços manterem-se estáveis no período em análise (-0,3%), No entanto, 19 capitais de distrito tiveram um aumento significativo: Beja (24,1%), Setúbal (17,9%), Santarém (17,1%) e Ponta Delgada (16,2%) lideraram a lista. Seguem-se Évora (14,7%), Vila Real (13,6%), Bragança (12,4%), Leiria (11,5%), Portalegre (11,4%), Coimbra (10,2%), Braga (9,7%), Funchal (9,6%), Guarda (7,8%), Viana do Castelo (7,1%), Viseu (5,9%), Faro (5,5%), Porto (4,5%), Castelo Branco (2,4%) e Aveiro (1,9%).
Sem surpresa, Lisboa continua a ser a cidade onde é mais caro comprar casa: 5.551 euros/m2. Porto (3.707 euros/m2) e Funchal (3.572 euros/m2) ocupam o segundo e terceiro lugares, respetivamente. Seguem-se Faro (3.087 euros/m2), Setúbal (2.713 euros/m2), Aveiro (2.542 euros/m2), Évora (2.396 euros/m2), Ponta Delgada (2.077 euros/m2), Coimbra (2.058 euros/m2), Viana do Castelo (2.020 euros/m2), Braga (1.968 euros/m2), Leiria (1.623 euros/m2), Viseu (1.539 euros/m2) e Vila Real (1.428 euros/m2). Já as cidades mais económicas são a Guarda (833 euros/m2), Portalegre (890 euros/m2), Castelo Branco (917 euros/m2), Bragança (1.046 euros/m2), Beja (1.127 euros/m2) e Santarém (1.405 euros/m2).
Distritos/ilhas
Analisando por distritos e ilhas, as maiores subidas de preços tiveram lugar na ilha do Faial (22,1%), Porto Santo (22,1%), São Miguel (20%) e ilha Terceira (19,3%). Seguem-se Portalegre (17,6%), Évora (17,1%), Santarém (17,0%), Beja (14,5%), Castelo Branco (13,1%), Vila Real (12,7%), ilha da Madeira (11,6%), Braga (11,3%), Setúbal (11,3%), ilha do Pico (11,3%), Porto (10,4%), Aveiro (9,8%), Leiria (9,2%), Viseu (7,1%), Coimbra (6,9%), Faro (6,7%), Viana do Castelo (6,1%), Lisboa (5,1%), ilha de Santa Maria (3,5%), Bragança (3,0%) e Guarda (2,0%). Por outro lado, os preços desceram na ilha de São Jorge (-1,4%).
De referir que o ranking dos distritos mais caros para comprar casa é liderado por Lisboa (4.211 euros/m2), seguido por Faro (3.543 euros/m2), ilha da Madeira (3.308 euros/m2), Porto (2.848 euros/m2), ilha de Porto Santo (2.776 euros/m2), Setúbal (2.752 euros/m2), ilha de São Miguel (1.956 euros/m2), Aveiro (1.854 euros/m2), Leiria (1.751 euros/m2), Braga (1.692 euros/m2), ilha do Faial (1.605 euros/m2), ilha do Pico (1.529 euros/m2), Viana do Castelo (1.525 euros/m2), Coimbra (1.507 euros/m2), Évora (1.492 euros/m2), ilha de Santa Maria (1.462 euros/m2), ilha Terceira (1.399 euros/m2) e Santarém (1.328 euros/m2).
Os preços mais económicos para adquirir habitação encontram-se na Guarda (722 euros/m2), Portalegre (843 euros/m2), Bragança (903 euros/m2), Castelo Branco (941 euros/m2), Vila Real (1.095 euros/m2), Viseu (1.170 euros/m2), ilha de São Jorge (1.201 euros/m2) e Beja (1.226 euros/m2).
Regiões
Nos últimos 12 meses, os preços das casas à venda aumentaram em todas as regiões do país. A liderar as subidas, encontra-se a Região Autónoma dos Açores (16,6%), seguida pelo Alentejo (12,1%), Região Autónoma da Madeira (11,6%), Centro (9,1%), Norte (8,7%), Algarve (6,7%) e Área Metropolitana de Lisboa (6,3%).
A Grande Lisboa, com 3.861 euros/m2, continua a ser a região mais cara para adquirir habitação, seguida pelo Algarve (3.543 euros/m2), Região Autónoma da Madeira (3.298 euros/m2) e Norte (2.346 euros/m2). Do lado oposto da tabela encontram-se o Centro (1.562 euros/m2), a Região Autónoma dos Açores (1.682 euros/m2) e o Alentejo (1.684 euros/m2), que são as regiões mais baratas para comprar casa.
Índice de preços imobiliários do idealista
Para a realização do índice de preços imobiliários do idealista, são analisados os preços de oferta (com base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes do idealista. São eliminados da estatística anúncios atípicos e com preços fora de mercado.
Foi incluída ainda a tipologia “moradias unifamiliares” e descartados todos os anúncios que se encontram na base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O resultado final é obtido através da mediana de todos os anúncios válidos de cada mercado.







