Como vai a Saúde em Portugal: há 5,3 médicos por cada mil pessoas

A Ordem dos Médicos soma 53.657 profissionais em Portugal, de acordo com os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Executive Digest

A Ordem dos Médicos soma 53.657 profissionais em Portugal, de acordo com os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Referentes a 2018, os números mais recentes mostram um aumento de 14,7 mil profissionais no espaço de uma década, fazendo com que haja 5,3 médicos por cada mil habitantes. Em 2008, existiam apenas 3,7.

Este aumento tem vindo a ser consistentemente mais elevado (3,4% em média anual de 2009 a 2017) do que o registado na UE-28 (1,3%), indica ainda o INE. Quanto aos enfermeiros, encontram-se 73.650 registados na ordem, mais 16,9 mil do que em 2008. O rácio de enfermeiros por mil habitantes atingiu os 7,2, o que contrasta com os 5,8 de 2008.

Quanto ao tipo de hospitais, a análise indica que os hospitais públicos ou em parceria público-privada continuaram em 2018 a ser os principais produtores de serviços médicos, assegurando mais de 80% dos atendimentos em urgência, 75% dos internamentos, perto de 70% das cirurgias e cerca de 64% das consultas médicas.

No entanto, o maior aumento relativamente ao ano anterior verifica-se junto dos hospitais privados, que realizaram mais 12,5% de cirurgias, mais 10,4% de atendimentos de urgência, mais 6,9% de consultas médicas e mais 4,3% de internamentos.

Ainda sobre os hospitais, em 2018, existiam 230 em Portugal, mais cinco do que no ano anterior. Deste total, 111 pertenciam aos serviços oficiais de saúde (107 hospitais públicos e 4 em parceria público-privada).

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Ainda assim, nota o INE, “apesar do aumento do número de camas de internamento em 2018 relativamente ao ano anterior, o seu nível está ainda ligeiramente abaixo do registado em 2008 (35,8 mil), tendo-se observado ao longo da década uma redução progressiva do peso relativo do sector publico na oferta deste serviço”.

De acordo com a Conta Satélite da Saúde, entre 2016 e 2018, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e os Serviços Regionais de Saúde das Regiões Autónomas (SRS), em conjunto, foram os principais agentes financiadores da despesa corrente em saúde. Suportaram, em média, 57% do total. Nesses anos, em média, 27,6% da despesa corrente foi suportada directamente pelas famílias.

No geral, os indicadores dão conta de uma melhoria da Saúde em Portugal nos anos mais recentes, embora ainda haja alguns com níveis inferiores aos médios da União Europeia dos 28. O número de camas disponíveis para internamento imediato de doentes ascendia aos 35,4 mil (68,1% em hospitais públicos ou em parceria público-privada e 31,9% em hospitais privados), ou seja, 3,4 por cada mil habitantes.

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No triénio terminado em 2018, a expectativa de vida para uma pessoa com 65 anos era de cerca de 19,5 anos. Sendo que os homens apresentavam uma expectativa mais baixa (17,6 anos) do que as mulheres (20,9 anos) com a mesma idade.

Se olharmos para a expectativa de número de anos de vida saudável aos 65 anos, o número reduz substancialmente: 7,3 anos para a população em geral, 8,2 anos para os homens e 6,9 para as mulheres.

O INE revela ainda que, no ano passado, metade da população com 16 e mais anos avaliava como bom ou muito bom o seu estado de saúde. Por outro lado, 34,8% avaliava-o como razoável e 15,1% como mau ou muito mau. Trata-se de uma melhoria de 4,1% face a 2014, mas de um resultado menos positivo do que o registado nos países vizinhos.

“Portugal continua a ser um dos países da UE-28 em que esta avaliação é mais baixa: 49,3% em 2018, quase 20 p.p. menos que a média obtida para a UE-28 (69,2%)”, refere o INE.

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