Mais de 150 investigações em curso, 20 testes em humanos que já arrancaram e outros 15 que ambicionam ter início ainda este ano. São estes os números da corrida por uma vacina para a COVID-19. A data para a disponibilização dessa mesma vacina, por outro lado, é um número que ainda não é conhecido.
Segundo explica o Business Insider, avançar com os ensaios clínicos é apenas um dos passos, ainda que poucas tenham conseguido chegar a este patamar. O desafio das farmcêuticas é, porém, maior do que esse: além de terem de conseguir resultados positivos nos testes com humanos, terão de garantir a capacidade necessária para uma produção em massa e, ainda, uma estrutura de distribuição que chegue aos vários continentes.
Habitualmente, o desenvolvimento de uma vacina demora vários anos, mas a pandemia que a sociedade enfrenta actualmente e a rapidez do contágio levou gigantes como a Johnson & Johnson, pequenas biotecnológicas e até laboratórios académicos a investir num processo mais curto.
Para já, a maioria dos 20 programas que receberam luz verde para testar em humanos ainda está a recrutar e a inocular voluntários um pouco por todo o Mundo – dos Estados Unidos da América ao Reino Unido, passando pela Rússia e pela Alemanha. Alguns deles já têm dados sobre como a possível vacina funciona e estão a preparar testes mais alargados.
A Moderna foi a primeira a apresentar resultados iniciais, já que arrancou com o ensaio em Março. De acordo com o Business Insider, pessoas que receberam a vacina da Moderna registaram níveis de anticorpos que sugerem uma protecção contra o vírus, mas é necessário aprofundar os testes. Segue-se, por isso, uma segunda ronda de testes em humanos com 600 participantes.
A Moderna é também uma das empresas a apostar as suas fichas em vacinas assentes em mRNA, uma tecnologia que recorre ao código genético do vírus em vez de amostras da partícula. Não existem vacinas deste tipo aprovadas no mercado, mas há quatro a serem testadas para combater o novo coronavírus.
Também a Pfizer e a BioNTech estão a testar uma vacina com base em mRNA, tendo divulgado no passado dia 1 os primeiros dados sobre o ensaio clínico: 45 voluntários receberam duas doses da vacina.
Mais a Oriente, a China lidera a corrida por uma vacina ao ser responsável por oito possíveis candidatas já a serem testadas em humanos. Os esforços mais avançados dizem respeito à CanSino Biologics, que dá conta de alguns efeitos secundários: 8% teve febres altas. Como consequência, a segunda fase do teste terá por base uma dose mais pequena da vacina.
Até ao final do Verão, deverão existir perto de 30 candidatas na fase dos testes em humanos. A Johnson & Johnson, por exemplo, planeia iniciar um ensaio com mais de mil pessoas já este mês, nos Estados Unidos da América e na Bélgica.
Moderna, AstraZeneca e Pfizer ambicionam obter uma autorização de emergência já no próximo Outono de modo a garantir que a vacina chega a populações de risco, nomeadamente profissionais de saúde e idosos. A Johnson & Johnson aponta a uma autorização semelhante para o início de 2021.





