Os estudantes do ensino secundário na Rússia vão ser instruídos de como se devem proteger numa possível guerra nuclear como parte do currículo escolar nacional, informou esta terça-feira o jornal ‘Kommersant’, que indicou que os alunos vão aprender sobre “as propriedades de combate e os efeitos prejudiciais das armas de destruição em massa, bem como os métodos de proteção contra elas”.
A disciplina em causa – “Fundamentos de Segurança e Defesa da Pátria” – está a ser lançada nas escolas secundárias da Rússia para permitir aos alunos do secundário aprenderem os fundamentos da comunicação construtiva, como identificar “fenómenos perigosos na interação social” e como combater “atividades extremistas e terroristas”.
De acordo com despacho do Ministério da Educação russa, os alunos vão também “desenvolver intolerância às manifestações de violência na interação social” e a capacidade de neutralizar o perigo no ambiente digital. A versão completa da disciplina será administrada nas escolas a partir de 1 de setembro.
A nova disciplina é uma reminiscência do curso de treino militar básico da era soviética, ministrado nas escolas em abolido em 1993. Segundo Sergey Mironov, chefe do partido ‘Uma Rússia Justa’, salientou que a implementação deste curso “prepararia sistematicamente os cidadãos para um possível confronto com o inimigo”.
Recorde-se que Putin assinou uma lei em agosto de 2023 que introduz o curso obrigatório de segurança e defesa nas escolas como parte de uma revisão do currículo nacional. Outros elementos da disciplina incluem treino militar básico, como usar uma Kalashnikov e granadas de mão, como administrar primeiros socorros em combate e aulas de autodefesa.












