Como seriam as redes sociais sem publicidade? Um terço das principais marcas considera suspender investimento

Um inquérito realizado pela World Federation of Advertisers (WFA) mostra que perto de um terço das maiores marcas a nível mundial irá ou apresenta uma probabiliade elevada de suspender os gastos em redes sociais. A análise, reportada pelo Financial Times, sugere um sentimento alargado de revolta em relação a plataformas como o Facebook devido à incapacidade de controlar ou limitar a propagação do discurso de ódio.

O mesmo inquérito revela que 41% das marcas mostra indecisão em relação à possibilidade de suspender as campanhas digitais. «Parece um ponto de viragem», afirma Stephan Loerke, Chief Executive Officer da WFA – que para este estudo contou com a colaboração de 58 anunciantes responsáveis por mais de 90 mil milhões de dólares em investimento publicitário.

O mesmo responsável acredita que o boicote lançado ao Facebook através da campanha “Stop Hate for Profit” terá um impacto mais duradouro do que aquilo que é proposto pelos organizadores. Em vez de um mês de pausa de publicidade paga no Facebook, o movimento poderá estender-se no tempo e alargar-se a mais redes sociais.

«O que é impressionante é o número de marcas que dizem que estão a reavaliar as suas estratégias a longo prazo de alocação de media e que exigem mudanças estruturais na forma como as plataformas lidam com a intolerância racial, discurso de ódio e conteúdos prejudiciais», adianta ainda Stephan Loerke.

Unilever, Adidas, Starbucks, Coca-Cola, Ford e HP são alguns dos gigantes que já confirmaram que irão suspender os gastos em publicidade no Facebook. Alguns já indicaram que vão mesmo pôr em pausa o investimento em todas as redes sociais durante o mêsde Julho. Outros até propõem uma suspensão até ao final do ano.

«O racismo não vai ser resolvido em 30 dias», acrescenta Greg Paull, co-fundador da consultora de marketing R3 Worldwide, Em declarações à mesma publicação, sublinha como as empresas têm de olhar para as suas próprias administrações e analisar o espaço que dão a pessoas de diferentes etnias mas também a mulheres.

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