Como poupar energia: 7 dicas úteis para enfrentar a subida dos preços

Com a subida generalizada dos preços, há 7 oportunidades para fazer baixar a fatura

Francisco Laranjeira

A culpa é da inflação, da guerra, da pandemia, ou das alterações climáticas. Por muito complexas que sejam as causas, o resultado é simples: sobe o preço dos combustíveis, da luz e do gás. Se acha que já está a tomar todas as medidas em casa para poupar energia, pode ficar surpreendido com esta lista de 7 dicas. Confirme se há alguma que ainda não implementou e não dê tréguas à inflação.

1. Avalie a potência contratada

Em Portugal, ainda há muitas famílias que não analisam com atenção as suas faturas de consumo de eletricidade. É certo que pode não ser uma tarefa fácil, mas com ajuda poderá rapidamente perceber quanto e como consome.

Além disso, há também muitos consumidores que têm uma potência contratada muito acima das suas reais necessidades, e é precisamente este um dos fatores que mais determina quanto paga de luz no final do mês. Se o seu quadro de luz nunca disparou quando ligou, ao mesmo tempo, o forno e a máquina de lavar roupa, é muito provável que possa reduzir a potência contratada.

Para as pessoas que moram sozinhas, ou mesmo para as casas onde há apenas dois habitantes, a potência mínima é, muitas vezes, mais do que suficiente. E a diferença na fatura da luz é muito significativa.

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Assim, faça simulações e avalie as diferentes opções de mercado para encontrar as melhores condições. Pode mudar de potência contratada uma vez por ano, portanto veja se compensa para si e para a sua família.

2. Reveja a decoração para poupar energia

É certo que há menos horas de luz durante o inverno, mas ainda assim há várias formas de tirar o máximo partido da luz natural. Mantenha as persianas ou estores abertos enquanto houver luz.

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Se as paredes das suas divisões forem brancas, irá beneficiar do efeito multiplicador da iluminação natural, porque as cores claras refletem os raios de luz. Se não for o caso, pondere uma cor clara da próxima vez que pintar as paredes da sua casa.

A disposição dos móveis e da decoração também é importante. Os espelhos que estão perto de uma grande janela ajudam a refletir a luz pelo resto da divisão. Se colocar as secretárias de trabalho ou de estudo perto das janelas, não precisará de ligar o candeeiro de mesa enquanto for dia.

3. Atenção aos consumos “fantasma” de energia

O modo de standby é um dos grandes responsáveis pelo consumo de energia, mas como se trata de um consumo invisível, é muitas vezes esquecido. As televisões, boxes e tomadas ficam muitas vezes em standby, para poderem retomar rapidamente o seu funcionamento, mas, na verdade, tal não é necessário, especialmente durante a noite.

Assim, desligue sempre todos os aparelhos das tomadas. Para não ter de fazer isso em cada uma individualmente, invista em extensões elétricas, tomadas com interruptor ou inteligentes. São soluções acessíveis e cómodas – basta apertar um botão para garantir que tudo fica desligado. E mais: não deixe o carregador do telemóvel na tomada, mesmo quando não está a ser usado, porque na verdade continua a consumir.

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Não se distraia com a porta do frigorífico e abra-o apenas quando for necessário. Verifique periodicamente se a borracha de vedação está em bom estado, para evitar perdas de frio. Este conjunto de gestos tão simples têm efeitos na ordem de 10% de poupança na sua fatura mensal.

4. Cuidado com os eletrodomésticos, especialmente os de maior consumo

Já verificou a que classe energética pertencem os seus eletrodomésticos? Poderão não ser os mais eficientes. Os equipamentos com bom desempenho energético inserem-se na classificação A (sendo que a escala desta classificação vai de A a G). Caso ainda não tenha pensado nisso, faça uma ronda pelos seus eletrodomésticos e confirme.

Assim, quando precisar de substituir um equipamento, procure sempre por aqueles que se inserem na classificação A ou B. Ainda que o custo inicial possa ser superior, acaba por compensar porque não consomem tanta energia, e exercem um impacto ambiental menor.

Enquanto não os substitui, faça um bom uso dos eletrodomésticos que já tem. Por exemplo, evite as meias cargas da máquina de lavar roupa e lavar loiça e opte por temperaturas de água mais baixas. Mantenha o frigorífico entre os 3º e os 7º e faça uma boa manutenção do mesmo.

5. Troque as lâmpadas

Esta é uma ideia luminosa que ainda não está em todas as casas portuguesas. Sabia que as lâmpadas LED consomem menos 80% do que as tradicionais?

Além disso, têm uma vida útil até 50.000 horas, ou 25 anos, o que é uma duração muito superior às convencionais. Mesmo que as ligue e desligue muitas vezes, mantêm a intensidade. Por isso, se ainda não fez a substituição porque acha que as lâmpadas LED são mais caras, compensa fazê-lo, e muito. Neste caso, o caro sai barato.

Ainda, as lâmpadas LED são amigas do ambiente, pelo que optar por este sistema de iluminação ajuda a reduzir a sua pegada ecológica. Todos ganham: a carteira, o ambiente e a saúde.

6. Reduza a temperatura em 1º C

Se tiver de utilizar o ar condicionado ou o aquecimento central, há alguns aspetos a considerar para que o uso seja o mais otimizado possível.

Em primeiro lugar, mantenha a temperatura entre 19 e 21º C no inverno e entre 22 e 24ºC no verão. Os graus extra podem significar um aumento muito expressivo na conta e, na verdade, não precisa de andar só em t-shirt no inverno ou com casaco no verão.

Se for um orgulhoso tutor de um animal de estimação, saiba que os nossos amigos podem ser autênticos “aquecedores”. Por exemplo, a temperatura corporal de um cão encontra-se entre os 38 e os 39º C, o que significa que liberta bastante calor para aquecer o seu colo enquanto vê um filme no sofá.

Uma outra dica é aproveitar o calor do forno, quando tiver mesmo de o utilizar. Alguns minutos antes de a confeção terminar, desligue-o e deixe a porta do forno aberta para aquecer a cozinha.

7. Verifique se compensa instalar painéis solares

Aproveitar o calor do sol pode ser uma boa forma de poupar energia. Peça simulações a vários operadores para conhecer as vantagens, para o seu caso em específico. Pode optar pela instalação de painéis solares de aquecimento de água ou de produção de energia.

Há alguns anos, ter um painel solar era muito caro e envolvia instalações complexas e licenças do Estado. Atualmente, os preços são mais acessíveis e o processo mais facilitado, pelo que o investimento pode compensar.

Se vive numa moradia, a instalação é mais simples, mas também pode ser uma boa opção para quem vive em apartamentos. Poderá também tentar convencer o condomínio a investir num sistema que alimente várias frações. Explore as alternativas, faça as contas e confirme se poderá ser uma boa opção para o seu caso.

Se ainda não implementou alguma destas medidas em sua casa para poupar energia, agora é hora de o fazer. Faça a sua parte para manter os gastos energéticos mais controlados. Com estas dicas, poupar energia não custa nada.

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